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21 de outubro de 2026

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Seduc vai convocar todo o cadastro reserva de professores e zerar lista de aprovados em MT

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Chamamentos ocorrerão em duas etapas, divididas entre os meses de outubro e dezembro. Número de profissionais nomeados pelo Estado ultrapassará 2,2 mil

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) prepara uma nova rodada de convocações do concurso público para professores da Rede Estadual. A previsão é chamar todo o cadastro reserva ainda neste ano, elevando para 2.225 o número total de candidatos convocados pelo certame.

“Tenho confiança de que esses novos profissionais vão contribuir, e muito, para melhorar a qualidade do nosso ensino, garantir mais oportunidades para os estudantes e fazer com que a Educação de Mato Grosso avance ainda mais. Já somos a sexta melhor e queremos estar entre as melhores do Brasil nos próximos anos”, afirmou o governador Otaviano Pivetta.

Até o momento, a Seduc realizou duas convocações, que juntas alcançaram 1.583 candidatos. A primeira chamada contemplou 1.212 pessoas, enquanto a segunda teve 371 convocados.

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A nova convocação será realizada em duas etapas. A primeira prevê 59 nomeações até outubro, enquanto a segunda deve contemplar 583 candidatos em dezembro. Com os novos chamamentos, o total chegará a 2.225 convocados.

O Concurso Público nº 001/2025 – SEPLAG/SEDUC/MT ofertou inicialmente 1.500 vagas para o cargo de Professor da Educação Básica. O certame foi homologado em 18 de dezembro de 2025 e tem validade até 18 de dezembro deste ano.

O chamamento de todo o cadastro reserva é aguardado pelos candidatos e deve contribuir para reforçar o quadro efetivo da Educação Estadual, além de atender à demanda por profissionais nas escolas da rede.

A convocação também supera o número de vagas inicialmente ofertadas, considerando as chamadas já realizadas e a necessidade de reposição de candidatos que não tomaram posse.

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Vereador de VG relata ameaças com fotos de armas após romper com Wanderley

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Vereador disse ao Gaeco que recebeu mensagens exigindo a retirada de um boletim de ocorrência por furto

O vereador Caio Cordeiro (Novo), de Várzea Grande, relatou ao Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) que recebeu mensagens intimidatórias com imagens de armas de fogo após romper politicamente com o presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira (MDB). Segundo o parlamentar, os remetentes exigiam que ele retirasse um boletim de ocorrência registrado por furto.

No depoimento, Caio afirmou que uma mochila foi levada de dentro de seu veículo. Nela estavam um notebook e documentos utilizados na fiscalização do transporte público municipal. As mensagens teriam chegado dias depois. Os elementos descritos no material não permitem identificar os responsáveis pelas supostas ameaças.

O vereador também declarou que servidores indicados por seu gabinete foram exonerados como retaliação ao seu posicionamento contrário à reeleição de Wanderley. Após o afastamento, Caio passou a defender uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a contratação e os serviços prestados pela União Transportes e Turismo Ltda.

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Documentos atribuídos ao Gaeco mencionam que o rompimento foi antecedido por conversas sobre uma possível parceria envolvendo a TV Cidade Verde, representantes da Câmara e da Prefeitura. As tratativas não avançaram, mas os registros não permitem concluir que esse tenha sido o motivo determinante da mudança de posição do parlamentar.

Caio ainda apresentou aos investigadores relatos sobre supostos pagamentos indevidos na Câmara e ameaças de divulgação de vídeos que mostrariam vereadores recebendo dinheiro. As declarações estão sob análise e não comprovam, por si só, a ocorrência de crimes nem permitem atribuir a Wanderley a autoria das intimidações relatadas.

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Anec reduz previsão de exportação de soja em outubro e eleva a de milho; saiba os números

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A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) reduziu a estimativa de exportação de soja do Brasil em outubro para 6,40 milhões de toneladas, ante 6,55 milhões de toneladas projetadas na semana anterior, recuo de 2,2%. O volume é equivalente ao embarcado em outubro de 2025, conforme relatório semanal da entidade, elaborado com dados da Cargonave.

Para o milho, a previsão de embarques foi elevada para 6,87 milhões de toneladas, ante 6,41 milhões de toneladas estimadas na semana passada, avanço de 7,2%. O volume representa alta de 20,7% em relação às 5,69 milhões de toneladas exportadas em outubro do ano passado. Na comparação com setembro, quando os embarques somaram 5,31 milhões de toneladas, a projeção indica crescimento de 29,3%.

No acumulado de janeiro a outubro, considerando a programação prevista para este mês, as exportações de soja somam 107,80 milhões de toneladas, alta de 6,2% em relação aos 101,48 milhões de toneladas registrados no mesmo período de 2025. Para o milho, o volume chega a 26,34 milhões de toneladas, queda de 11,2% ante as 29,64 milhões de toneladas embarcadas no intervalo correspondente do ano passado.

Farelo de soja e outros produtos

A estimativa de exportação de farelo de soja em outubro foi reduzida para 2,52 milhões de toneladas, ante 2,55 milhões de toneladas na semana anterior, recuo de 1,4%. Apesar da revisão, o volume projetado é 45,9% superior às 1,73 milhão de toneladas exportadas em outubro de 2025.

Entre janeiro e outubro, os embarques de farelo de soja devem alcançar 21,83 milhões de toneladas, crescimento de 14,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

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Para o DDGS, subproduto das usinas de etanol de milho, a programação permanece em 49 mil toneladas em outubro, acima das 29,2 mil toneladas exportadas no mesmo mês de 2025. Já a estimativa para o sorgo caiu de 1,52 milhão para 1,47 milhão de toneladas.

Considerando soja, farelo de soja, milho, trigo, DDGS e sorgo, os embarques programados para outubro totalizam 17,31 milhões de toneladas, alta de 1,4% em relação à previsão da semana anterior e de 25% na comparação anual.

Embarques semanais avançam

Na programação entre 18 e 24 de outubro, os embarques de soja somam 1,61 milhão de toneladas, avanço de 30,4% ante as 1,24 milhão de toneladas previstas para a semana de 11 a 17 de outubro.

Para o milho, o line-up semanal indica 1,84 milhão de toneladas, alta de 51,2% em relação às 1,22 milhão de toneladas da semana anterior. No farelo de soja, a programação chega a 699,1 mil toneladas, crescimento de 70,4% ante as 410,4 mil toneladas anteriores.

Em sentido contrário, os embarques de sorgo recuam 48%, para 230,7 mil toneladas, ante 443,7 mil toneladas na semana precedente.

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Entre os portos com maior volume de soja programado para a semana estão Santos, com 480,9 mil toneladas; Paranaguá, com 465,7 mil toneladas; Rio Grande, com 326 mil toneladas; São Luís/Itaqui, com 128,6 mil toneladas; e São Francisco do Sul, com 110 mil toneladas.

No milho, Santos lidera a programação, com 799,5 mil toneladas, seguido por Barcarena, com 412,1 mil toneladas; Santarém, com 137,8 mil toneladas; Paranaguá, com 125 mil toneladas; e Vitória, com 124,9 mil toneladas.

Para o farelo de soja, os maiores volumes estão previstos para Santos, com 249,9 mil toneladas; Paranaguá, com 242,2 mil toneladas; e Rio Grande, com 180 mil toneladas.

Na semana de 11 a 17 de outubro, os embarques de soja somaram 1,24 milhão de toneladas, liderados por Rio Grande, com 335,6 mil toneladas, seguido por Paranaguá, com 265,7 mil toneladas; Santos, com 197,2 mil toneladas; e São Luís/Itaqui, com 178 mil toneladas.

No milho, o volume semanal foi de 1,22 milhão de toneladas, com destaque para Santos, que embarcou 447 mil toneladas, Barcarena, com 323 mil toneladas, e Santarém, com 209,7 mil toneladas. Os embarques de farelo de soja totalizaram 410,4 mil toneladas, com Paranaguá, com 118,1 mil toneladas, e Santos, com 114,7 mil toneladas, entre os principais portos.

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China lidera compras de soja brasileira

No acumulado de janeiro a setembro, a China permaneceu como principal destino da soja brasileira, respondendo por 70% dos embarques. Na sequência aparecem Espanha, com 4%, e Tailândia, Turquia e Paquistão, com 3% cada.

Para o milho, o Egito lidera as compras, com 25% do volume exportado, seguido por Irã, com 14%, e Vietnã, com 10%.

No caso do farelo de soja, a Indonésia responde por 17% dos embarques, enquanto Holanda e Tailândia representam 11% cada. O Irã aparece na sequência, com 10%.

A Anec ressalta que as estimativas são baseadas na programação de embarques e podem sofrer alterações em função das condições operacionais dos portos e de outros fatores logísticos.

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De “mensalinho” ao DAE: veja tudo o que se sabe sobre a operação que investiga ações de Wanderley em VG

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Depoimentos citam ofertas de dinheiro e promessa de pagamentos ligados a uma eventual concessão da autarquia

A permanência de Wanderley Cerqueira (MDB) na presidência da Câmara de Várzea Grande está no centro da Operação Cathedra, deflagrada pelo Gaeco nesta terça-feira (20). A investigação apura se o apoio ao parlamentar foi negociado mediante ofertas de dinheiro, distribuição de cargos e pressão sobre vereadores.

Em depoimento, o vereador Caio Cordeiro afirmou que Wanderley lhe ofereceu R$ 100 mil para votar em sua reeleição. Segundo o relato, o dinheiro estaria em uma sacola, em um escritório na residência da mãe do presidente da Câmara. Caio disse ter recusado a proposta.

O parlamentar também relatou uma oferta de R$ 10 mil mensais e afirmou que Wanderley mencionou a possibilidade de distribuir aproximadamente R$ 500 mil por vereador caso uma concessão ou privatização do Departamento de Água e Esgoto (DAE) fosse concretizada. Os valores são citados em depoimentos e ainda não representam pagamentos comprovados.

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Outra frente da apuração envolve relatos de cartas de renúncia e gravações clandestinas que teriam sido usadas para assegurar apoio ao grupo. Os investigadores também apuram uma suposta articulação para cassar a prefeita Flávia Moretti, que, conforme um dos depoimentos, poderia favorecer a chegada de Wanderley ao Executivo.

A eleição que reconduziu o emedebista ao comando da Câmara, por 12 votos a 11, ocorreu em maio e foi posteriormente anulada pelo Supremo Tribunal Federal por antecipação irregular. A operação investiga possíveis crimes nas negociações políticas e teve buscas e apreensões, sem mandados de prisão nesta fase.

Wanderley negou irregularidades, afirmou estar com a consciência tranquila e se colocou à disposição da Justiça. Também declarou desconhecer os motivos da operação e defendeu que eventuais irregularidades sejam apuradas.

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