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20 de outubro de 2026

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Segurança jurídica: a ponte entre Brasil e México

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Quando se fala em comércio exterior, é comum pensar primeiro em portos, rodovias, ferrovias, aeroportos e logística, as quais constituem estruturas concretas e indispensáveis para que produtos atravessem fronteiras e cheguem aos consumidores.

Há, entretanto, uma infraestrutura menos visível, mas igualmente decisiva: a segurança jurídica.

Nenhuma empresa cruza uma fronteira apenas porque existe demanda do outro lado. Antes de investir, exportar ou estabelecer uma operação internacional, o empresário precisa conhecer as regras do jogo: tributos, tratamento tarifário, exigências sanitárias e técnicas, mecanismos de solução de conflitos e, sobretudo, o grau de previsibilidade necessário para tomar decisões de longo prazo.

Neste contexto, a relação entre Brasil e México oferece um exemplo claro dessa realidade, uma vez que os dois países mantêm três instrumentos comerciais: o ACE 53, voltado aos produtos não automotivos; o ACE 54, que estabelece as bases para uma futura área de livre comércio; e o ACE 55, relacionado ao setor automotivo. Além disso, desde o início das negociações, em 2025, ambos os países têm empreendido esforços para ampliar e modernizar os acordos existentes.

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O que se percebe é que tais instrumentos não são meros documentos diplomáticos. Eles determinam, na prática, as condições pelas quais uma empresa brasileira poderá competir no mercado mexicano e vice-versa.

Os números demonstram a dimensão da oportunidade. O México foi, em 2024, o décimo maior importador mundial, com US$ 1,25 trilhão em compras. Ainda assim, o Brasil respondeu por apenas 1,7% das importações mexicanas em 2025. Ao mesmo tempo, a ApexBrasil identifica 505 oportunidades de produtos para ampliar as exportações brasileiras ao país.

Há mercado, há produtos e há acordos. O desafio é transformar esse potencial em presença efetiva. E isso passa necessariamente pelo conhecimento das regras.

Desde janeiro de 2026, o México aplica tarifas sobre produtos fabricados em mercados com os quais não possui acordos comerciais. A medida, vinculada ao Plan México, pode atingir produtos brasileiros não contemplados pelos acordos vigentes, especialmente em setores como papel e cartão, ferro e aço, máquinas, calçados, móveis e têxteis.

Há ainda um ambiente regulatório que exige atenção permanente. Entre janeiro de 2024 e março de 2026, o México realizou 45 notificações sanitárias e fitossanitárias e outras 58 relacionadas a barreiras técnicas ao comércio. Algumas alcançam diretamente setores nos quais o Brasil possui interesse exportador.

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Por isso, internacionalizar uma empresa não pode significar simplesmente encontrar um comprador no exterior.

Internacionalizar significa compreender outro ambiente jurídico, regulatório, tributário e cultural.

Para Mato Grosso, essa discussão é especialmente relevante. O Estado possui uma economia agropecuária fortemente integrada às cadeias globais, mas a internacionalização pode ir além das commodities.

Tanto é que a aproximação com o México abre possibilidades para alimentos, máquinas e equipamentos, logística, tecnologia, indústria, energia e serviços.

Também não devemos enxergar essa relação apenas pela perspectiva das exportações. Investimento é outra face fundamental da integração. Empresas mexicanas já possuem presença relevante no Brasil, enquanto companhias brasileiras ampliam sua atuação no México. A relação pode, portanto, evoluir de uma simples troca comercial para uma integração mais profunda de cadeias produtivas e investimentos.

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É nesse ponto que instituições como a CAMEBRA desempenham uma função estratégica. Mais do que aproximar empresários, uma câmara bilateral contribui para reduzir a distância entre dois ambientes de negócios por meio de informação, relacionamento, capacitação e acesso a contatos estratégicos. Entre seus objetivos estão justamente incrementar comércio e investimentos, facilitar processos de softlanding e nearshoring e fortalecer as relações empresariais e institucionais entre Brasil e México.

A integração econômica não acontece apenas quando um caminhão atravessa uma fronteira. Ela começa muito antes: quando um empresário decide produzir para outro mercado, quando uma empresa avalia instalar uma unidade em outro país ou quando um investidor decide comprometer capital em um projeto de longo prazo.

Estradas transportam mercadorias. Portos movimentam contêineres. Ferrovias aproximam mercados. Mas é a segurança jurídica que permite ao capital atravessar fronteiras.

Dessa forma, Brasil e México têm diante de si uma oportunidade ainda longe de ser plenamente aproveitada. Transformá-la em realidade exigirá ampliar acordos, reduzir barreiras, aperfeiçoar a informação e oferecer aos agentes econômicos aquilo que todo investimento de longo prazo exige: previsibilidade.

A verdadeira integração começa quando o empresário consegue olhar para o outro lado da fronteira e não enxergar apenas uma oportunidade de mercado, mas um ambiente no qual vale a pena investir, produzir e permanecer.

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VANESSA ALVES é advogada empresarial e internacionalista, sócia-fundadora do Vanessa Alves Advocacia e diretora-executiva da Câmara de Comércio México–Brasil (Camebra) em MT.

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Agro Mato Grosso

Mãe e filhotes de onça-pintada são flagrados ‘abraçados’ no Pantanal de MT

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A onça-pintada Medrosa foi fotografada em um momento de carinho ao lado dos filhotes Selva e Kairo, na região de Porto Jofre, em Poconé, a 104 km de Cuiabá. A imagem foi feita pela fotógrafa Iara Tonidandel, em 2 de outubro, durante uma expedição pelo Pantanal de Mato Grosso e publicada no dia 10 deste mês.

Iara acompanhava a família de felinos desde o dia anterior e observou os animais por várias horas (assista abaixo). Os filhotes, já crescidos e ativos, subiam em árvores e brincavam à beira da água, enquanto a mãe permanecia atenta ao redor.

Onça-pintada e filhotes são vistos descansando no Pantanal de MT

“Esse cuidado mútuo foi um dos aspectos que mais me chamaram a atenção, embora eu já tenha observado comportamentos semelhantes entre filhotes em outras oportunidades”, contou.

A fotografia foi registrada à tarde, enquanto Iara participava de uma expedição coordenada pelo fotógrafo Válter Patrial, cujo trabalho acompanha há quase dez anos. O grupo era formado por nove pessoas: com oito fotógrafos e o piloteiro.

Segundo Iara, fotografar a vida selvagem de um barco é desafiador, pois não é possível controlar o comportamento dos animais nem as condições de luz, e a embarcação oscila constantemente. Naquele momento, havia mais de 15 barcos ao redor.

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A fotógrafa também contou que no momento do abraço não conseguiu registrar a interação em vídeo, pois precisou escolher entre filmar e fotografar. Ela optou pelas fotografias.

🐆 Comportamento entre mãe e filhotes

Segundo o biólogo Gustavo Gaspari, fêmeas de onça-pintada costumam ficar atentas à segurança dos filhotes. Ele explica que também é possível observar momentos de interação entre mães e crias.

“[As mães ficam] sempre atentas e protegendo de eventuais ameaças. Muitas vezes observamos mães e filhotes em comportamento mais social, como se estivessem estreitando os laços”, afirmou.

 

Essa convivência muda conforme os filhotes crescem. De acordo com Gustavo, quando eles passam a seguir seus próprios caminhos, a mãe os expulsa de seu território.

Segundo o biólogo, há registros de cinco ninhadas de Medrosa, das quais três foram bem-sucedidas. Em 2021, ela teve os filhotes Rio e Marcela. Em 2024, nasceu Pantaneiro e, em 2026, Selva e Kairo.

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Para Iara, fotografar a vida selvagem também é uma forma de aproximar o público dos animais e incentivar a conservação do Pantanal.

“Ao fotografar Medrosa abraçando seus filhotes, procurei revelar algo que, por vezes, esquecemos: respeitadas as diferenças e as particularidades de cada espécie, os animais também estabelecem vínculos profundos de afeto, proteção e cuidado”, conclui.

VIDEO:

 

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PM usa câmeras do Vigia Mais e prende dupla faccionada por roubo, sequestro e cárcere privado em Sorriso

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Equipes policiais do 3º Comando Regional prenderam dois homens faccionados, de 27 e 28 anos, pelos crimes de sequestro, cárcere privado, roubo e porte ilegal de arma, na noite desta segunda-feira (19.10), em Sorriso. Na ação, que contou com apoio das câmeras do Vigia Mais MT, a PM recuperou dois veículos e uma arma de fogo da vítima.

Por volta das 13h, os militares do 12º Batalhão receberam denúncias sobre um roubo em uma residência, no bairro Portal Kaiabi. No local, os policiais encontraram uma das vítimas que confirmou que os criminosos haviam deixado o local armados e levando dois veículos.

No depoimento, a vítima relatou que estava fazendo uma limpeza no imóvel quando foi rendido por três criminosos e levado para o interior da casa, onde ficou sob cárcere junto dos demais familiares. Segundo a vítima, os suspeitos reviraram a casa e levaram uma arma, joias, objetos de valor e dois carros, sendo uma caminhonete Amarok e um Crossfox.

As equipes iniciaram diligências e com apoio de câmeras do Vigia Mais MT e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), identificaram que os veículos estavam transitando em direção a uma área de chácaras. Os policiais seguiram o rastro por uma área de mata e encontraram os carros abandonados. Em um dos carros, também foi localizado um simulacro de pistola.

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Na continuidade das buscas, os policiais receberam denúncias, via setor de inteligência, de que dois homens estavam pedindo carona na beira de uma estrada. Os militares se deslocaram até a localidade e flagraram a dupla, que tentou fugir novamente para o interior da mata.

Os dois homens foram seguidos e detidos, confessando que haviam participado do roubo e que estavam escondidos na mata depois de abandonarem os carros. Eles também levaram os policiais até uma área onde estava a arma de fogo de calibre 12 roubada da vítima.

A dupla também informou aos militares um endereço que seria ponto de encontro da facção para o planejamento do crime. Na casa, foi localizada uma tornozeleira eletrônica rompida, que pertence a um dos homens detidos.

Diante da situação, a dupla recebeu voz de prisão e foi levada para a delegacia da cidade para registro da ocorrência e demais providências. As buscas seguem para a localização dos demais suspeitos envolvidos no crime.

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Gefron apreende 26,3 toneladas de drogas em Mato Grosso e causa prejuízo de R$ 371 milhões às facções em 2026

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O Grupo Especial de Fronteira (Gefron) apreendeu 26,3 toneladas de entorpecentes em Mato Grosso entre janeiro e setembro de 2026. O volume supera em 4,8 toneladas o total apreendido ao longo de 2025, quando foram retiradas de circulação 21,5 toneladas de drogas. As ações do período também resultaram na apreensão de aeronaves, armas, veículos e outros materiais, causando prejuízo estimado em R$ 371 milhões às facções criminosas.

Conforme os dados contabilizados de janeiro a 30 de setembro deste ano, o Gefron registrou 199 ocorrências e prendeu 324 pessoas. Desse total, 198 eram brasileiras, 21 eram bolivianas e duas tinham outras nacionalidades. Também foram cumpridos mandados de prisão que resultaram em 13 prisões.

As operações ainda resultaram na apreensão de R$ 267 mil em espécie, 135 metros cúbicos de madeira e mais de seis mil quilos de materiais relacionados a crimes de contrabando e descaminho. No mesmo período, foram apreendidos 135 veículos e 12 aeronaves. As equipes também retiraram de circulação 57 armas de fogo e 5.731 munições.

A secretária de Estado de Segurança Pública, coronel Susane Tamanho, enfatiza que as ações de combate ao tráfico de drogas contribuem para a redução dos índices criminais em Mato Grosso e em outros estados, especialmente nos municípios que fazem fronteira com a Bolívia.

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“Mato Grosso está na rota do tráfico nacional e internacional de drogas, e o Gefron atua justamente para combater esse crime, de forma integrada com as demais forças de segurança. Ao retirar entorpecentes de circulação, descapitalizamos as facções criminosas, o que contribui para a redução dos principais indicadores criminais. É importante ressaltar que esses esforços concentrados são possíveis graças aos investimentos do Governo do Estado na Segurança Pública”, afirmou a secretária.

O coordenador do Gefron, tenente-coronel Airton Araújo Feitosa, enfatiza que os dados positivos refletem os investimentos feitos pelo Governo do Estado que possibilitaram a melhoria para tornar a unidade referência da integração entre as forças e no combate ao tráfico de drogas na fronteira.

“O Governo do Estado vem realizando investimentos expressivos nos três pilares que norteiam a atuação desta unidade especializada: equipamentos e tecnologia, capacitação dos operadores de fronteira, e educação e treinamento contínuo desses profissionais. Atualmente, o Gefron trabalha com armamentos de última geração, conta com uma das equipes de inteligência mais atuantes do país e tem como uma de suas principais características a integração entre as forças de segurança das esferas federal, estadual e municipal, além da cooperação internacional. Essa atuação integrada tem contribuído diretamente para a realização de grandes apreensões, inclusive fora do Brasil”, afirmou.

Acumulado (2019-2026)

Desde 2019, foram retiradas de circulação cerca de 130 toneladas de drogas, recuperados mais de 2.100 veículos e apreendidas 79 aeronaves e 1.300 m³ de madeira. No mesmo período, as ocorrências resultaram em mais de 3 mil prisões. Segundo o levantamento, as medidas causaram um prejuízo estimado em R$ 2,7 bilhões às facções criminosas.

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