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4 de setembro de 2026

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Calor acima de 38ºC acelera maturação de grãos nos Estados Unidos

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As lavouras em fase de maturação nas Grandes Planícies e no Meio-Oeste dos Estados Unidos enfrentam redução da umidade do solo nesta semana. Segundo o relato publicado em Nova York nesta quinta-feira (3), temperaturas acima de 38ºC aceleram o desenvolvimento das plantas e aproximam mais rapidamente as áreas da fase de colheita.

O avanço do calor ocorre em um momento de definição das lavouras de grãos nessas regiões. De acordo com o Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês), a previsão indica temperaturas acima da média em todo o Cinturão do Milho nos próximos 6 a 10 dias.

Para o período seguinte, a NOAA projeta apenas leve moderação ao longo dos 14 dias posteriores. O quadro mantém a atenção sobre a perda de umidade do solo e sobre a velocidade de maturação das plantas.

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O mercado de grãos acompanha de perto esse movimento. A expedição de safra Pro Farmer Midwest Crop Tour, realizada no mês passado, mostrou que o estresse térmico afetou negativamente as lavouras de milho e soja no Meio-Oeste.

Com isso, a combinação entre calor intenso, solo mais seco e avanço mais rápido das fases finais do ciclo mantém o foco do setor sobre o comportamento das lavouras norte-americanas nesta etapa da safra.

Nas áreas das Grandes Planícies e do Meio-Oeste dos Estados Unidos, o calor acima de 38ºC e a redução da umidade do solo aceleram a maturação das lavouras, enquanto as previsões da NOAA mantêm temperaturas acima da média no Cinturão do Milho nos próximos dias.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Aliança do Setor Produtivo de Mato Grosso entrega carta com prioridades a candidatos ao governo

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

A Aliança do Setor Produtivo de Mato Grosso, formada pela Famato, Fecomércio-MT e Fiemt, entregou nesta quinta-feira (3) uma carta com prioridades e propostas para o desenvolvimento do estado aos candidatos ao governo de Mato Grosso. Entre as principais demandas do setor do agronegócio está a criação de uma Secretaria de Estado que represente a produção agropecuária. O documento, com 44 páginas, foi apresentado durante o evento Diálogo com os Candidatos ao Governo do Estado.

A iniciativa reuniu os principais nomes que devem disputar as eleições de 2026 para apresentar propostas e debater prioridades para o desenvolvimento de Mato Grosso. O encontro também permitiu ao setor produtivo avaliar o posicionamento dos candidatos diante das demandas econômicas e sociais do estado.

A carta é organizada em oito temas considerados estratégicos: Desenvolvimento Humano e Trabalho; Infraestrutura; Ambiente Econômico; Eficiência do Estado e Ambiente de Negócios; Relações Internacionais; Tecnologia e Inovação; Economia Verde; e Viver Melhor em Mato Grosso.

Para o presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, o encontro representa uma oportunidade de aproximar o setor produtivo do processo eleitoral e avaliar o preparo dos candidatos. “É a oportunidade de ouvir os candidatos, a gente fazer um balanço da fala de cada um deles, olhar o comprometimento de cada um, conhecimento e responsabilidade”, destaca ao Canal Rural Mato Grosso.

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Segundo ele, a avaliação considera não apenas as propostas voltadas à economia, mas também o compromisso dos candidatos com as demandas sociais. A intenção é levar a discussão aos representantes dos diferentes segmentos que integram a cadeia produtiva de Mato Grosso.

Vilmondes destaca que a participação de lideranças de sindicatos rurais, indústria e comércio amplia o alcance da iniciativa. Para ele, o encontro também permite que os candidatos apresentem suas propostas diretamente aos representantes dos setores.

Famato apresenta agenda própria para o setor agropecuário

Paralelamente à carta elaborada pela Aliança do Setor Produtivo, a Famato entregou um documento próprio com 10 temas considerados prioritários para o setor agropecuário. Entre as propostas está a criação de uma Secretaria de Estado de Agricultura e Pecuária voltada à representação do setor.

A carta da federação também inclui a garantia do fim do Fethab II e a implantação, em Mato Grosso, da Reforma Tributária de forma a preservar a competitividade das cadeias agropecuárias e agroindustriais. Outro pedido é a atuação junto ao Governo Federal para a desburocratização do crédito rural.

Para Vilmondes, a criação da secretaria está entre os pontos de maior relevância para o segmento. “Nós fizemos uma carta da Famato, fizemos uma também junto com o Fórum. Ali existem propostas e uma das mais importantes que eu vejo é a criação de uma secretaria que nos represente, e nos dê a oportunidade de ter mais proximidade com o governo”, pontua.

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Paraguai lança oficialmente plantio de soja da safra 2026/27 nesta sexta-feira

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Imagem gerada por IA

O Paraguai realiza, nesta sexta-feira (4), o lançamento oficial do plantio da safra de soja 2026/27, em Maracaná, no departamento de Canindeyú. A região foi escolhida para sediar o evento em razão do crescimento registrado na produção nos últimos anos.

Segundo o presidente da União de Grêmios da Produção (UGP), Héctor Cristaldo, a produção de grãos é a principal atividade geradora de renda para agricultores com propriedades de menos de 20 hectares no país.

O presidente da Federação de Cooperativas da Produção (Fecoprod), Alfred Fast, também ressaltou a relevância da soja para a economia paraguaia. De acordo com ele, a cultura contribui para a geração de divisas e integra uma cadeia produtiva capaz de transformar a produção agrícola em proteínas de maior valor agregado.

Entre os produtores paraguaios, o sentimento para a temporada 2026/27 é de otimismo. As expectativas apontam para a possibilidade de rendimentos superiores aos obtidos na última safra, o que pode favorecer o desempenho da produção nacional.

As informações são da Safras LatAm.

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Focos de calor disparam em Mato Grosso e acendem alerta no campo

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Incêndio em propriedade rural em Jangada. Foto: Maykon Alves dos Santos, secretário municipal de Infraestrutura de Jangada

Produtores rurais de Mato Grosso estão em alerta com o aumento dos focos de calor durante o período de seca e estiagem. Entre janeiro e agosto, o estado registrou mais de 7,4 mil ocorrências, alta de 8,1% em relação ao mesmo período de 2025, conforme dados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Com a vegetação mais seca e as condições favoráveis à propagação das chamas, a preocupação é evitar que novos incêndios avancem sobre áreas produtivas, pastagens e reservas.

Em Jangada, os efeitos do fogo são sentidos tanto no campo quanto na área urbana. O secretário municipal de Infraestrutura, Maykon Alves dos Santos, afirma que os prejuízos atingem proprietários rurais e também moradores.

“Teve um prejuízo incalculável para muitos proprietários de áreas rurais, até mesmo na zona urbana”, afirma ao Canal Rural Mato Grosso.

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Para Maykon, além das perdas materiais, os incêndios provocam impactos ambientais e atingem toda a comunidade. Ele também chama atenção para o comportamento de quem inicia o fogo de maneira irregular.

“Um fogo inconsequente que começa por uma mão inconsequente acaba com esse prejuízo enorme tanto para o meio ambiente, tanto para o produtor. É um prejuízo para todo mundo”, destaca.

Incêndio propriedade rural em Jangada. Foto: Maykon Alves dos Santos, secretário municipal de Infraestrutura de Jangada
Incêndio em propriedade rural em Jangada. Foto: Maykon Alves dos Santos, secretário municipal de Infraestrutura de Jangada

Produtores reforçam alerta para áreas próximas às rodovias

A preocupação também faz parte da rotina de quem trabalha com pecuária. Em Campo Verde, o produtor rural Fernando Ferri relembra as perdas provocadas por um incêndio no ano passado, quando 400 hectares de pastagem foram atingidos.

“Na pecuária ano passado tivemos a perda de 400 hectares de pasto, com um fogo que começou na beira da rodovia da MT-140 e andou vários quilômetros por áreas de reservas, de pastagens”, relata ao Patrulheiro Agro.

Agora, com a estiagem, novos focos próximos à região voltam a deixar o produtor em alerta. Ferri afirma que a proximidade de novos focos aumenta o receio de que as chamas novamente cheguem à propriedade. Para ele, as margens das rodovias precisam receber atenção especial durante o período de seca.

“Todos esses focos começam às margens de rodovias e esses focos entram em áreas de reservas e é onde temos maior dificuldade para apagar”, avalia.

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O produtor defende uma atuação conjunta entre governo estadual, União, municípios e setor produtivo para melhorar a manutenção dessas áreas. Uma das propostas é permitir que produtores cuidem das faixas próximas às propriedades, com algum tipo de compensação pelos custos de manutenção.

A medida, na avaliação dele, ajudaria a manter as áreas roçadas e limpas e poderia reduzir as condições para que o fogo iniciado às margens das rodovias avance para dentro das propriedades.

Prevenção ganha força durante a estiagem

Com o período seco, o trabalho preventivo passa a ser ainda mais importante para o setor produtivo. O monitoramento das propriedades e a preparação para o combate fazem parte das estratégias adotadas para reduzir os riscos.

Ferri conta que produtores também buscam aperfeiçoar as técnicas de prevenção e manter a articulação com o Corpo de Bombeiros. A intenção é evitar que um foco se transforme em um incêndio de grandes proporções. “Eu estou com todo um trabalho de monitoramento, de aperfeiçoamento de técnicas, com o Corpo de Bombeiros, produtor. A gente trabalha para que isso não aconteça”.

A preocupação dos produtores também envolve as consequências jurídicas relacionadas aos incêndios. A ADPF 743, julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), estabeleceu medidas mais rígidas contra incêndios criminosos e desmatamento ilegal.

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A perda da propriedade não ocorre automaticamente em razão de qualquer incêndio. A responsabilização depende da apuração e da comprovação de crime ambiental e de responsabilidade pelo ato.

Por isso, Ferri ressalta a importância de registrar as ações de prevenção e a origem do fogo quando o incêndio começa fora da propriedade. Ele cita a necessidade de reunir documentação para comprovar que o produtor não foi responsável pelo foco.

“A propriedade que tiver foco de incêndio, ele tem que contratar hoje um engenheiro, uma ata notarial para provar que aquele fogo que começou muitas das vezes às margens da rodovia não foi ele que colocou”, frisa.

O produtor considera que o avanço do fogo representa perda de produtividade e prejuízo para toda a sociedade. “Onde entra um fogo isso é um atraso para a sociedade, para o meio ambiente”, completa.

+Confira todos os episódios da série Patrulheiro Agro

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