Agro Mato Grosso
Frente fria e calor intenso devem causar temporais com raios e ventos de até 90 km/h em MT

Mato Grosso deve ter uma semana marcada por mudanças nas condições do tempo, com possibilidade de chuva, descargas atmosféricas e ventos fortes em diferentes regiões do estado.
De acordo com a previsão meteorológica, a influência de uma frente fria que atingiu o estado nesta terça-feira (1), aumentou a nebulosidade e a possibilidade de chuva leve a moderada no centro-sul de Mato Grosso, principalmente na região de Rondonópolis.
As rajadas de vento podem variar entre 30 e 55 km/h, especialmente na regional Rondonópolis, e a chuva pode vir acompanhada de descargas atmosféricas. Já na região de Barra do Garças, as temperaturas devem permanecer acima da média, contribuindo para o aumento do consumo de energia e, consequentemente, da carga sobre a rede elétrica. Em Cuiabá, a temperatura máxima prevista é de aproximadamente 35°C.

A tendência é de que a chuva avance para a região central do estado nesta quarta-feira (2) e ocorra de forma mais isolada nos dias seguintes. A partir de sexta-feira (4), a passagem de uma nova frente fria deve aumentar a possibilidade de temporais, raios e rajadas de vento que podem chegar a 90 km/h, com atenção especial para as regiões de Barra do Garças, Cáceres e Metropolitana.
Para a Energisa, as condições meteorológicas exigem atenção tanto das equipes que atuam em campo quanto da população.
Chuvas intensas, descargas atmosféricas e ventos fortes podem provocar quedas de árvores, lançamento de objetos sobre a rede, rompimento de cabos e outros danos à infraestrutura elétrica.
“As condições climáticas podem provocar ocorrências na rede elétrica, principalmente durante temporais, com a possibilidade de queda de árvores, objetos sobre a rede, rompimento de cabos e danos à estrutura. Nesses casos, nossas equipes são mobilizadas para atuar com segurança e restabelecer o fornecimento o mais rápido possível. A população também tem um papel fundamental, evitando qualquer aproximação de estruturas danificadas e comunicando imediatamente a Energisa”, orienta o coordenador do Centro de Operação da Energisa MT, Murilo Castilho.
Calor também exige atenção
Além dos temporais, as altas temperaturas previstas para algumas regiões do estado também podem influenciar o sistema elétrico. O calor intenso costuma aumentar o uso de equipamentos como aparelhos de ar-condicionado, ventiladores e refrigeradores, elevando o consumo de energia, especialmente nos horários de maior demanda.
Por isso, a Energisa recomenda que os consumidores utilizem a energia de forma consciente e evitem sobrecarregar as instalações elétricas. Equipamentos de alta potência, como ar-condicionado, chuveiro elétrico e ferro de passar, devem ser utilizados com atenção e, sempre que possível, de forma alternada.
Segurança em primeiro lugar durante os temporais
Durante a ocorrência de raios, ventos fortes e chuvas intensas, alguns cuidados são fundamentais para evitar acidentes:
• Nunca se aproxime de fios partidos ou estruturas da rede elétrica danificadas, mesmo que pareçam estar sem energia;
• Em caso de queda de árvore sobre a rede elétrica, mantenha distância e não tente retirar galhos ou objetos;
• Durante tempestades com raios, evite utilizar equipamentos elétricos conectados à tomada;
• Não realize serviços em telhados, fachadas ou locais próximos à rede elétrica durante períodos de chuva ou ventos fortes;
• Não empine pipas ou solte objetos próximos à rede elétrica;
• Em caso de alagamento, desligue o disjuntor geral da residência se for possível fazer isso com segurança e sem entrar em contato com áreas molhadas;
• Ao presenciar um cabo rompido, mantenha distância, impeça que outras pessoas se aproximem e comunique imediatamente a Energisa pelos canais oficiais de atendimento.
“A principal recomendação é, em caso de temporal, mantenha distância da rede elétrica e nunca toque em cabos que tenham caído no chão. Mesmo que não haja faísca ou sinal aparente de energia, o fio pode estar energizado e oferecer risco de choque elétrico” reforça o coordenador.
Agro Mato Grosso
Fungicida para soja promete ganhos de até 12 sacas por hectare e mira ferrugem asiática

O controle da ferrugem asiática e de outras doenças da soja ganha uma nova opção com a chegada ao mercado do Cortina Gold, fungicida lançado pela Sipcam Nichino Brasil. A empresa apresenta o produto como uma mistura pronta de protioconazole e clorotalonil, desenvolvida para proteger a lavoura contra diferentes doenças que podem comprometer o rendimento da cultura.
Nos ensaios de rede citados pela companhia, foram registrados ganhos de produtividade de até 12 sacas por hectare em comparação com áreas sem aplicação de fungicida. Os resultados variam conforme as condições avaliadas e não representam uma garantia de desempenho para todas as lavouras.
A tecnologia foi submetida a avaliações de consultorias agrícolas em diferentes regiões produtoras, incluindo áreas do Rio Grande do Sul, de Mato Grosso e do Oeste da Bahia. Entre os aspectos analisados estão o controle de doenças foliares e a resposta das plantas em condições de pressão de patógenos.
Ferrugem asiática e manchas foliares exigem atenção
O pesquisador Carlos Eduardo Valente, engenheiro agrônomo e coordenador de fitopatologia da consultoria Multcrop, relatou resultados positivos nos ensaios acompanhados pela equipe. Segundo ele, a comparação com tratamentos sem fungicida mostrou ganhos de até 12 sacas por hectare.
Já o fitopatologista Carlos Forcelini, da Agro Techno Research, avaliou o desempenho da solução diante de doenças como ferrugem asiática, manchas foliares e oídio. De acordo com o pesquisador, o produto apresentou resposta favorável em condições de elevada pressão de doenças e superou alguns padrões comerciais incluídos nas avaliações.
O controle depende de fatores como a doença presente, o nível de infestação, as condições meteorológicas e o momento da aplicação. Por isso, os resultados experimentais precisam ser considerados dentro das condições em que os testes foram conduzidos.
El Niño pode influenciar o calendário de aplicações
As condições climáticas previstas para a safra também entram na discussão sobre o manejo fitossanitário. Forcelini alerta que períodos favoráveis ao desenvolvimento de doenças podem antecipar o aparecimento de sintomas e aumentar a pressão sobre as lavouras.
Na avaliação do pesquisador, anos associados ao El Niño podem exigir atenção antecipada ao manejo, especialmente quando há umidade e condições favoráveis à evolução de doenças. A recomendação é acompanhar o desenvolvimento da cultura e as condições da região para definir o momento adequado das aplicações.
O cenário não é igual em todas as áreas produtoras. Enquanto regiões do Sul podem enfrentar períodos de chuva mais intensa, áreas do Cerrado também precisam monitorar doenças como a mancha-alvo, que pode sobreviver em restos culturais e afetar a nova safra.
Produto combina ação sistêmica e de contato
De acordo com Eric Ono, gerente de portfólio de produtos e cultivos extensivos da Sipcam Nichino, o Cortina Gold reúne ação sistêmica e de contato, com os ingredientes ativos protioconazole e clorotalonil. A empresa afirma que a combinação foi avaliada em ensaios de rede e apresentou controle de doenças em patamar semelhante ao de misturas triplas utilizadas como referência nos testes.
A companhia também destaca a formulação como um diferencial para uso em condições climáticas do Cerrado e afirma ter observado baixo nível de fitotoxicidade nas avaliações realizadas. Essas características são informações divulgadas pela fabricante e devem ser consideradas conforme os resultados experimentais e as condições de uso previstas para o produto.
Segundo a empresa, a tecnologia pode integrar o manejo durante fases como a floração e a formação das vagens, períodos importantes para a proteção do potencial produtivo. A escolha do tratamento, porém, deve levar em conta o diagnóstico das doenças, o histórico da área e as orientações técnicas aplicáveis.
Manejo integrado continua sendo decisivo
A entrada de novas ferramentas amplia as alternativas disponíveis ao produtor, mas o controle de doenças da soja exige planejamento ao longo de toda a safra. O monitoramento da lavoura, a identificação correta dos sintomas e o acompanhamento das condições meteorológicas ajudam a orientar decisões sobre o manejo.
O uso de fungicidas também deve seguir o registro e as instruções de bula, com atenção às doses, aos intervalos e às medidas de segurança. A definição do programa de aplicações precisa considerar a recomendação de um profissional habilitado e as estratégias de manejo da resistência para preservar a eficácia das tecnologias disponíveis.
Para produtores de Mato Grosso, onde a soja ocupa posição central na atividade agrícola, o acompanhamento de doenças como ferrugem asiática e mancha-alvo é parte importante da gestão da safra. O desempenho de qualquer produto depende, entre outros fatores, da pressão de doenças, do ambiente e da condução do manejo em cada propriedade.
Empresa atua no mercado de proteção de cultivos
A Sipcam Nichino Brasil foi criada em 1979 e reúne a italiana Sipcam Oxon, fundada em 1946, e a japonesa Nihon Nohyaku, conhecida como Nichino. As empresas atuam no desenvolvimento e na comercialização de soluções para proteção de cultivos.
O lançamento do Cortina Gold amplia o portfólio da companhia para o manejo de doenças da soja. Os resultados divulgados nos ensaios apontam potencial de controle e produtividade, mas a resposta em campo deve ser avaliada conforme as condições específicas de cada lavoura.
Agro Mato Grosso
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Agro Mato Grosso
Carreta carregada de algodão pega fogo em rodovia de MT

Uma carreta Iveco branca, carregada com pluma de algodão, pegou fogo na tarde desta terça-feira (20), na BR-163, no município de Lucas do Rio Verde (354 km ao Norte). O acidente foi registrado por volta das 14h30, na altura do km 658 da rodovia federal, logo em frente ao posto de combustíveis São Cristóvão. Não houve feridos.
A concessionária Nova Rota do Oeste foi acionada para prestar atendimento à ocorrência no trecho. De acordo com os relatos do motorista, as chamas tiveram início no momento em que a parte superior da carga de algodão encostou na fiação da rede elétrica de alta tensão ao longo da via.
Em uma manobra rápida, antes que o fogo se alastrasse por completo, o condutor conseguiu desatrelar o cavalo mecânico do restante da estrutura.
Uma força-tarefa foi montada para conter o incêndio e evitar riscos adicionais à região e aos motoristas que trafegavam pelo local. A operação contou com o trabalho de equipes do Corpo de Bombeiros Militar, além do auxílio direto de caminhões-pipa disponibilizados tanto pela concessionária Nova Rota do Oeste quanto pela empresa Compacta.
Apesar do susto e dos prejuízos materiais causados pela destruição da carga de pluma de algodão, o motorista saiu ileso e não houve registro de outros feridos. O tráfego na região exigiu atenção dos condutores durante os trabalhos de combate às chamas e rescaldo da pista.
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