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Candidato do casal Bolsonaro, Thiago Boava não vai apoiar Wellington e denuncia boicote

O pré-candidato a deputado federal disse que PL rompeu moralidade e acordo com ex-presidente Jair Bolsonaro
O candidato a deputado federal Thiago Boava afirmou que o Partido Liberal (PL) em Mato Grosso está sabotando seu projeto político por não apoiar a candidatura a governador de Wellington Fagundes (PL).
Na semana passada, o presidente estadual do PL, Ananias Filho, afirmou que quem não apoiasse o projeto governista de Fagundes seria expulso ou precisaria pedir desfiliação da sigla.
Boava, então, garantiu em vídeo não apoiar a coligação partidária Coração da Gente (PL, MDB, PRD, Novo e Solidariedade) e destacou não fomentar o projeto político desse grupo.
“É muito triste ver isso. Não sei se é por esse motivo que estou sendo sabotado: por não subir no palanque montado. Se o preço for esse, ficarei aqui embaixo sem subir nesse palanque. Não acredito nele e não estou indo para a política fazer o que não acredito. Estou indo de peito aberto para fazer o que acredito e dar continuidade ao trabalho sério que a [ex-deputada federal] Amália iniciou”, pontuou.
Além disso, Boava avaliou que o PL “rompeu a moralidade” e descumpriu o acordo de aliança firmado com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo ele, a sigla também não cumpriu as articulações combinadas com ele e com o candidato a senador José Medeiros (PL).
“Tenho que trazer este assunto à tona. Infelizmente, o Partido Liberal, que diz defender Deus, Pátria, Família e Liberdade, rompeu um dos seus pilares, a moralidade, e não cumpriu o combinado comigo. Não cumpriu o que foi combinado com o [candidato a senador] Zé Medeiros. Não cumpriu o que foi combinado com o capitão [Bolsonaro]”, relatou.
Boava acrescentou que o palanque formado pelo PL estadual fortalece “interesses pessoais” e enfraquece a liberdade defendida na essência do partido. Ele pediu que os eleitores avaliem cuidadosamente os candidatos escolhidos para votar.
“Portanto, eu gostaria muito que você, no dia 4 de outubro, analisasse muito bem o seu voto; analisasse muito bem se o seu candidato a deputado federal subiu nesse palanque, se comemorou com os que estão nesse palanque. Esse palanque não fortalece Zé Medeiros, o principal ativo do capitão. Esse palanque não fortalece a liberdade que tanto buscamos; esse palanque fortalece interesses pessoais”, concluiu.
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Lideranças do Podemos e do União se encontram em ato de Max

O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), reuniu apoiadores e lideranças políticas na noite desta quarta-feira (2), na sede do União Brasil, em Cuiabá. O ato reforçou a campanha conjunta em torno das candidaturas de Max, Virginia Mendes, Mauro Mendes e Otaviano Pivetta.
A candidata a deputada federal Virginia Mendes (União Brasil) passou pelo local, assim como o deputado estadual Beto Dois a Um (Podemos), que busca a reeleição. O encontro também contou com a presença de candidatos e diferentes agentes políticos.
Podemos pode se tornar maior partido da ALMT
Horas antes, Max afirmou em coletiva, com a participação do O Livre, ter certeza de que o Podemos elegerá a maior bancada da próxima legislatura. Segundo ele, o partido pode fazer até seis cadeiras para a próxima legislatura.
Caso a projeção se confirme, o Podemos poderá se tornar o maior partido da Assembleia Legislativa. A sigla aposta em uma chapa formada por deputados de mandato, ex-parlamentares e lideranças regionais para ampliar sua representação entre as 24 cadeiras da Casa.
Sobre a própria votação, Max descartou alcançar a marca de 100 mil votos e lembrou que o recorde para deputado estadual em Mato Grosso está na faixa dos 93 mil. Reeleito em 2022 com 70.328 votos, ele afirmou que ficará satisfeito se superar o resultado anterior, ainda que por apenas um voto.
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Cuiabá avalia liberar publicidade em táxis para aumentar renda dos profissionais

Proposta prevê anúncios no vidro traseiro dos veículos, desde que sejam preservadas a visibilidade e a segurança
A Prefeitura de Cuiabá estuda autorizar a veiculação de publicidade em táxis como forma de ampliar a renda dos profissionais da categoria. A proposta foi discutida pelo prefeito Abilio Brunini com representantes dos taxistas durante reunião realizada nesta terça-feira (1º), no Palácio Alencastro.
Uma das possibilidades analisadas é permitir a instalação de anúncios no vidro traseiro dos veículos. A publicidade deverá utilizar material apropriado, sem prejudicar a visibilidade do motorista ou comprometer a segurança no trânsito.
“Estamos vendo para permitir que o taxista coloque publicidade no vidro traseiro. Isso ajuda na renda do taxista, que acaba tendo uma renda a mais para poder subsidiar o seu sustento”, afirmou Abilio.
Durante o encontro, Abel representou os taxistas. O prefeito também mencionou as conversas mantidas com Elson e destacou que a categoria está mobilizada em torno da proposta.
As secretarias responsáveis deverão analisar os aspectos técnicos e jurídicos da medida. A intenção da Prefeitura é elaborar uma proposta de legislação que defina as regras para a exploração dos espaços publicitários nos táxis.
Ainda não há prazo para que o projeto seja concluído e encaminhado para análise. A regulamentação deverá estabelecer o formato dos anúncios e as condições necessárias para preservar a segurança dos veículos.
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CPI da Saúde suspende trabalhos por causa da eleição; comissão mira empresa ‘fantasma’ do CPA 3

Depoimentos do ex-secretário Gilberto Figueiredo e do atual chefe da pasta foram adiados. Presidente da CPI diz ter mais de 100 perguntas prontas para as oitivas
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso terá os trabalhos suspensos nas próximas semanas e será retomada no dia 7 de outubro, após as eleições. A decisão foi solicitada e aprovada pela maioria dos integrantes, por meio de requerimento, e ratificada pelo presidente da Casa de Leis, deputado estadual Max Russi. Com a interrupção, foram adiados os depoimentos do ex-secretário de Estado de Saúde (SES), Gilberto Figueiredo, na condição de investigado, e do atual secretário Juliano Mello, que seria ouvido como testemunha.
De acordo com o presidente da CPI, deputado estadual Wilson Santos, a decisão da presidência do Legislativo Estadual foi comunicada poucas horas antes da reunião que seria destinada às oitivas. “Diante da decisão da maioria absoluta dos deputados, nós vamos continuar abertos a receber denúncias e documentos e vamos apresentar, no final deste mês de setembro, um relatório parcial dos trabalhos até aqui. Trouxemos mais de 100 perguntas para Gilberto e 70 para Juliano. Preparamos todos os materiais para as oitivas”, informou.
O procurador-geral da Assembleia Legislativa, Francisco Edmilson de Brito, explicou que a suspensão teve com o objetivo de preservar a lisura do período eleitoral. “A suspensão dos trabalhos da CPI da Saúde decorreu pela maioria dos integrantes que requereram esse pedido. O pleito foi submetido à Procuradoria-Geral que opinou pela possibilidade jurídica, até porque não há proibição na legislação eleitoral. É uma decisão interna da Assembleia Legislativa, referendada pelo presidente Max Russi”, explicou.
Wilson Santos informou que a interrupção temporária dos trabalhos não deverá comprometer os resultados esperados pela CPI. Ele destacou que o colegiado já dispõe de documentos produzidos pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), inquéritos e perícias da Polícia Federal (PF), além de pareceres da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que poderão subsidiar o relatório final. Ele também adiantou que a comissão apura uma denúncia envolvendo uma empresa que teria recebido mais de R$ 40 milhões da SES e que há suspeitas de que a empresa possa ser “fantasma” ou “laranja” e que o endereço registrado como sede, seria uma residência localizada no bairro CPA 3, em Cuiabá.
Após o encerramento da reunião, Gilberto Figueiredo que esteve presente na Assembleia Legislativa, afirmou que, em hipótese alguma, havia solicitado que o seu depoimento fosse realizado após as eleições. No entanto, conforme documento lido na última reunião da comissão, o investigado pediu que o seu depoimento ocorresse após as eleições, sob a justificativa de que sua condição de candidato a deputado estadual poderia interferir no pleito. “Estou aqui atendendo à solicitação e à convocação da Assembleia Legislativa, cumprindo as atribuições dos deputados. Estou aqui sem medo e sem ocultar nenhuma informação”, declarou.
Em relação aos contratos firmados durante a sua gestão, o ex-secretário afirmou que, embora tenham sido assinados por ele, os processos de contratação passam por diversas etapas e envolvem a análise de vários servidores. “Eu era secretário de Estado. Isso não quer dizer que o secretário saia, atravessa a rua e vai contratar alguém. Tem um processo formal estabelecido na Secretaria que envolve aproximadamente 20 a 30 assinaturas de profissionais. Tem processo que tem mais de 2 mil páginas. Não é algo tão simples assim. Todas as decisões tomadas na minha gestão foram para salvar vidas”, justificou.
Em relação ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) nº 01/2019, firmado no período da pandemia da Covid-19 e que, segundo a CPI, continua em vigor, Figueiredo afirmou que o documento permanecia vigente até o período em que esteve à frente da Secretaria. “Eu falo pela minha gestão. Eu não tenho autonomia para falar sobre a gestão da saúde. Hoje, eu deixei de ser secretário. Então, as interpelações a respeito têm que ser feitas com quem está no exercício do cargo”, finalizou.
Os membros da CPI que solicitaram a suspensão das atividades foram os deputados estaduais Beto Dois a Um (relator), Chico Guarnieri e Dilmar Dal Bosco.
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