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21 de outubro de 2026

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Da soja brasileira ao prato chinês: por dentro da indústria que processa 7 milhões de toneladas ao ano

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

A soja brasileira percorre milhares de quilômetros pelo oceano antes de chegar à China, onde ganha uma nova função dentro de uma das maiores cadeias de produção de proteína animal do mundo. Em uma das grandes indústrias processadoras do país asiático, o grão é transformado em óleo e farelo utilizados na alimentação humana e, principalmente, na fabricação de rações.

Fundada em 1999, a Hopeful Grain & Oil Group possui três plantas de processamento e capacidade para esmagar até 10 milhões de toneladas de soja por ano. A estrutura também inclui 11 navios Panamax próprios e operações de trading nos Estados Unidos, Brasil, Argentina e Hong Kong.

Na unidade visitada por produtores brasileiros, que participaram da expedição da Agrinvest Commodities à China, cerca de 80% da soja processada tem origem brasileira.

“Ela não atua na compra pelo interior do Brasil, na originação dos grãos”, explica Marcos Araújo, diretor da Agrinvest Commodities. Segundo ele, a empresa compra principalmente soja brasileira FOB Brasil de tradings que adquirem o grão dos produtores e fazem o transporte até a China.

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A escala da operação dá dimensão ao papel que a soja brasileira desempenha na cadeia chinesa. São cerca de 7 milhões de toneladas processadas por ano, que deixam de ser apenas uma commodity comercializada entre países e passam a integrar diferentes produtos consumidos pela população.

China exportação soja foto pedro silvestre Canal Rural mato Grosso1
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Soja brasileira abastece produção de carnes na China

O principal destino do farelo produzido na indústria é a alimentação animal. De acordo com Araújo, a soja processada gera aproximadamente 20% de óleo e 80% de farelo, com teor de proteína em torno de 44,5% a 45%.

“Esse farelo de soja vai ser utilizado principalmente na ração dos suínos e de frango”, afirma. O produto também é destinado à alimentação de bovinos para a produção de carne e leite, fazendo com que a soja brasileira integre diferentes etapas da cadeia de proteína animal chinesa.

A dimensão desse mercado está diretamente relacionada ao perfil de consumo da China. O professor Xu Hui destaca que a carne suína representa cerca de 57% do consumo nacional de carnes.

O frango responde por uma fatia entre 20% e 25%, enquanto a carne bovina representa 8% e a de carneiro, 5%. A forte demanda por proteína ajuda a explicar a necessidade de grandes volumes de farelo para a fabricação de rações.

Para manter o ritmo de processamento, a indústria visitada precisa receber aproximadamente 130 mil toneladas de soja por semana. A operação também conta com o abastecimento ferroviário: são cerca de 3 mil toneladas que chegam diariamente por trem à unidade.

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“Essa indústria especificamente tem que estar comprando em torno de 130 mil toneladas por semana para girar toda essa indústria”, detalha Araújo.

A estrutura de armazenagem acompanha a dimensão da operação. A empresa possui capacidade para 800 mil toneladas, distribuídas em grandes silos de concreto, além de uma ligação ferroviária direta com o porto, localizado a aproximadamente 150 a 160 quilômetros da indústria.

China exportação soja foto pedro silvestre Canal Rural mato Grosso4
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Logística chinesa expõe desafio brasileiro

A ferrovia permite que a soja desembarcada no porto seja levada diretamente até a unidade processadora. A estrutura também evidencia o peso que o transporte tem na formação do custo da soja brasileira e na competitividade do produtor no mercado internacional.

“Nós estamos praticamente há 150, 160 quilômetros do porto, principal portão de entrada para essa soja brasileira”, explica Araújo em entrevista ao Canal Rural Mato Grosso. Da área portuária até a indústria, o produto é transportado pela ferrovia.

O executivo destaca que o modal contribui para reduzir o custo logístico e o impacto ambiental. Para ele, o Brasil ainda poderia avançar no aproveitamento de ferrovias e hidrovias para tornar o transporte da produção mais competitivo.

Araújo compara os custos para percorrer longas distâncias no Brasil e nos Estados Unidos. De acordo com ele, o transporte da soja entre Sorriso e o porto pode chegar a US$ 100 por tonelada, enquanto uma distância semelhante nos Estados Unidos custaria aproximadamente US$ 40 por tonelada.

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“Essa economia, boa parte desse dinheiro entraria no bolso do produtor rural brasileiro”, afirma. Na avaliação dele, a redução do chamado custo Brasil poderia contribuir para fortalecer a atividade no campo.

Para os produtores que acompanharam a operação de perto, conhecer o destino da produção ajuda a compreender como o grão se encaixa na cadeia global. Gabriel Kirnev destaca a importância de observar diretamente o processamento e o caminho percorrido pela soja depois que ela deixa o campo.

“Independente de qualquer cenário é sempre muito bom a gente conhecer os nossos clientes”, pontua o produtor rural.

Ele também ressalta a importância de visualizar o processamento e acompanhar a chegada do produto ao destino final. “O que realmente importa para nós” é observar a soja chegando ao consumidor.

Moacir Smaniotto Junior também chama atenção para a estrutura logística encontrada na China e para a importância da soja brasileira para o abastecimento do país asiático. Para ele, o modelo mostra a necessidade de investimentos semelhantes no Brasil.

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“Uma infraestrutura fantástica. É um investimento em logística fantástico, quem sabe o Brasil chega lá também”, diz o produtor rural à reportagem.

A relação entre os dois países, portanto, vai além da compra e venda de grãos. A soja brasileira está diretamente ligada à produção de carnes e outros alimentos consumidos pelos chineses, enquanto a demanda asiática mantém o Brasil entre os principais fornecedores mundiais da oleaginosa.

China exportação soja foto pedro silvestre Canal Rural mato Grosso1
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Qualidade do grão entra no radar da indústria

Apesar da forte participação brasileira no abastecimento, a operação também apresenta pontos de atenção para os produtores. Um deles está relacionado à qualidade da soja que chega à unidade depois de percorrer toda a cadeia logística entre o campo e a indústria chinesa.

O gerente executivo da Hopeful Grain & Oil Group, Li Changxin, aponta a presença de impurezas como uma das principais dificuldades encontradas no recebimento da soja.

“A primeira dificuldade é a presença de impurezas”, afirma o executivo. Ele também cita questões técnicas relacionadas ao transporte como outro ponto de atenção para a operação.

De acordo com Li Changxin, a soja importada dos Estados Unidos apresenta desempenho melhor nesses aspectos quando comparada ao produto recebido de outros fornecedores. A avaliação coloca a qualidade do grão como mais um fator relevante na disputa pelo mercado chinês.

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O alerta ganha importância diante da escala da operação. Com milhões de toneladas processadas anualmente, pequenas diferenças na qualidade da matéria-prima podem repercutir sobre o desempenho industrial e sobre os custos de processamento.

Para os produtores brasileiros, acompanhar de perto o destino da produção também permite enxergar exigências que vão além da produtividade. O grão precisa chegar ao comprador internacional dentro dos padrões esperados e com qualidade compatível com o uso industrial.

O professor Xu Hui reforça a importância do Brasil nesse abastecimento e faz um apelo aos produtores brasileiros. “Por favor, continuem a aumentar a produtividade, plantar mais soja, mais milho, produtos de alta qualidade que a China precisa de vocês”, afirma.

A visita à indústria mostra, na prática, como uma soja produzida em Mato Grosso e em outras regiões brasileiras pode atravessar continentes e terminar integrada à produção de carne, leite e outros alimentos na China.

Para Marcos Araújo, essa conexão resume a dimensão da atividade. “É um espetáculo para nós observarmos como podemos agregar valor”. O executivo destaca ainda a importância de levar o produtor rural até a China para conhecer o destino da produção. “Isso tudo é agronegócio global”.

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*O repórter do Canal Rural Mato Grosso, Pedro Silvestre. viajou para a China à convite da Agrinvest Commodities.


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Boi gordo tem altas pontuais nesta terça-feira; confira os dados do mercado

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O mercado físico do boi gordo apresenta movimentos mais moderados de alta nesta terça-feira (20), mas a oferta restrita de animais continua sustentando as cotações nas principais regiões produtoras. Apesar da menor intensidade dos reajustes, as escalas de abate não apresentam evolução e permanecem concentradas entre cinco e seis dias úteis na maioria das praças pesquisadas.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o cenário mantém os frigoríficos ativos nas compras e ainda permite avanços pontuais nos preços, principalmente nas regiões com menor disponibilidade de boiadas.

Em São Paulo, a referência média para a arroba do boi gordo ficou em R$ 384,13, na modalidade a prazo. Já em Goiás, a cotação média foi de R$ 369,46. Em Minas Gerais, o preço médio chegou a R$ 375,29, enquanto no Mato Grosso do Sul a arroba foi indicada a R$ 372,95. Já no Mato Grosso, a referência ficou em R$ 357,09.

Carne bovina tem reajustes pontuais no atacado

No mercado atacadista de carne bovina, os preços registraram altas pontuais nesta terça-feira. Em São Paulo, o quarto dianteiro avançou R$ 0,30 por quilo, passando a ser negociado a R$ 22,30. O quarto traseiro permaneceu cotado a R$ 29,50 por quilo, enquanto a ponta de agulha subiu R$ 0,25, alcançando R$ 20,75 por quilo.

Apesar dos reajustes, a expectativa é de maior acomodação da demanda durante a segunda quinzena do mês. O período costuma apresentar menor apelo ao consumo, além de redução dos efeitos associados à entrada dos salários na economia.

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De acordo com Iglesias, a carne bovina também enfrenta forte concorrência das carnes de frango e suína, fator que limita movimentos mais expressivos de valorização no atacado.

Dólar encerra em queda

No mercado cambial, o dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,57%, cotado a R$ 5,0177 para venda e R$ 5,0147 para compra.

Durante o pregão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0046 e a máxima de R$ 5,0441.

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riscos climáticos sustentam preços apesar de perspectiva favorável no Brasil

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A perspectiva de oferta de café para a safra 2027/28 no Brasil é favorável, mas os riscos climáticos associados ao El Niño continuam sustentando os preços internacionais. Segundo relatório da Hedgepoint Global Markets, a boa florada e as condições climáticas atuais favorecem o desenvolvimento das lavouras brasileiras. No entanto, possíveis ondas de calor no fim de 2026 e períodos de chuvas abaixo da média no início de 2027 podem comprometer o rendimento das plantações.

O cenário combina fatores de pressão sobre as cotações, como o avanço das exportações brasileiras e a perspectiva de uma safra positiva, com preocupações sobre a produção em importantes regiões cafeeiras do mundo. Os baixos estoques nos países consumidores também deixam o mercado mais sensível a notícias sobre a disponibilidade do produto.

Exportações brasileiras aumentam oferta no mercado

As exportações brasileiras de café verde somaram 3,58 milhões de sacas em setembro, alta de 3,2% em relação ao mesmo mês de 2025. Considerando também o café industrializado, os embarques chegaram a 3,8 milhões de sacas, avanço de 3,1% na comparação anual.

Os dados são do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), citados no relatório da Hedgepoint.

O aumento dos embarques, combinado com as perspectivas para a safra 2027/28, exerce pressão de baixa sobre os preços. Após recuarem entre agosto e meados de setembro, os contratos futuros de arábica e robusta voltaram a encontrar sustentação diante das preocupações climáticas e da valorização do real.

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De acordo com a consultoria, o fortalecimento da moeda brasileira tende a reduzir o interesse dos produtores em vender café. A menor participação de agentes comerciais no mercado futuro também contribui para oscilações mais intensas das cotações.

El Niño aumenta riscos para o conilon

No Brasil, a florada da safra 2027/28 foi positiva e o clima segue favorável às lavouras, segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets.

“No Brasil, a florada da safra 2027/28 foi boa e as condições climáticas seguem favoráveis ao desenvolvimento das lavouras”, afirma a analista no relatório.

A previsão citada no estudo indica chuvas abundantes na maior parte das regiões produtoras ao longo de outubro, com temperaturas ligeiramente acima da média.

A atenção se volta para os próximos meses. Ondas de calor entre o quarto trimestre de 2026 e períodos de redução das chuvas no primeiro trimestre de 2027 podem prejudicar o enchimento dos grãos e reduzir o rendimento das lavouras. O risco é relevante para o contrato futuro de arábica com vencimento em março de 2027.

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As regiões produtoras de conilon no Espírito Santo e na Bahia também exigem monitoramento, devido à maior suscetibilidade aos efeitos do El Niño. O fenômeno climático pode afetar ainda a produção no Sudeste Asiático, com possíveis reflexos sobre os contratos futuros de robusta com vencimento em janeiro e março de 2027.

Vietnã e Indonésia também preocupam

No Vietnã, o tempo seco favoreceu o avanço da colheita da safra 2026/27, embora algumas regiões tenham registrado pequenas perdas. A preocupação está na possibilidade de prolongamento da estação seca até 2027, o que pode prejudicar o desenvolvimento inicial da safra seguinte.

“Os baixos níveis dos reservatórios e a possível extensão da estação seca para 2027 podem prejudicar o desenvolvimento inicial da safra 2027/28”, destaca Laleska.

Na Indonésia, a safra de robusta 2027/28 já está em desenvolvimento. A expectativa de chuvas abaixo da média aumenta os riscos para a produção do país.

Na Colômbia, as precipitações ficaram abaixo da média nos últimos meses, mas ainda não há efeitos significativos relatados sobre a safra principal 2026/27. Os riscos podem aumentar na safra Mitaca, a segunda colheita do ciclo colombiano, cuja fase crítica de desenvolvimento deve coincidir com o período de maior intensidade esperada do El Niño.

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Estoques baixos deixam mercado mais sensível

Além das condições climáticas, a entressafra em países produtores e os baixos estoques nos mercados consumidores mantêm as preocupações com a disponibilidade imediata de café.

Embora a colheita da safra 2026/27 deva avançar nas próximas semanas em diferentes países, os maiores volumes costumam chegar ao mercado entre dezembro e fevereiro. Até lá, eventuais problemas de produção podem provocar reações mais intensas nos preços.

A Hedgepoint também avalia que uma possível redução na produção de robusta pode aumentar a demanda por cafés arábica de menor qualidade, usados como alternativa, e diminuir a diferença de preços entre as duas variedades.

A expansão da produção brasileira de conilon nos últimos anos, porém, ampliou a oferta global de robusta. Por isso, a consultoria considera improvável que a diferença de preços volte aos níveis extremos observados em 2024 e no início de 2025.

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Tocantins decreta emergência por seca em todo o estado por 180 dias

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O governo do Tocantins decretou situação de emergência em todo o estado por 180 dias em razão da estiagem prolongada. O Decreto nº 7.251 foi divulgado nesta terça-feira (20). Segundo o governo estadual, os levantamentos feitos por órgãos públicos poderão servir de base para que produtores atingidos solicitem apoio financeiro, mais prazo para cumprir obrigações ou renegociação de dívidas, desde que atendidas as exigências legais.

O decreto considera prejuízos à agropecuária e riscos de queimadas e incêndios florestais. Dados do Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) indicam que, em agosto, cerca de 95% do território tocantinense apresentava algum grau de seca. A área classificada como seca moderada passou de 33,57% em julho para 57,44% em agosto.

A coordenação da resposta ficará com o Corpo de Bombeiros Militar, por meio da Defesa Civil. O órgão vai articular o atendimento a municípios e famílias afetadas, inclusive com abastecimento emergencial de água. No campo, a Secretaria da Agricultura e Pecuária (Seagro), com apoio do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), será responsável por contabilizar as perdas e orientar os produtores sobre os instrumentos de apoio disponíveis.

Quer ficar por dentro da previsão do tempo e dos alertas meteorológicos? Acesse a página do tempo do Canal Rural e planeje-se!

O cenário ocorre no início do plantio da soja 2026/27 no estado. A semeadura está liberada desde 1º de outubro, mas ainda era pontual, segundo avaliação divulgada em 14 de outubro pela Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado do Tocantins (Aprosoja-TO). De acordo com o vice-presidente da entidade, Thiago Facco, houve chuva suficiente para o plantio em algumas microrregiões, principalmente no Vale do Araguaia, enquanto parte dos produtores seguia aguardando novas precipitações.

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Segundo a Aprosoja-TO, com base em dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a soja ocupa cerca de 1,6 milhão de hectares no Tocantins. A entidade espera pequeno aumento de área nesta temporada. Facco também citou taxa de juros elevada, dificuldade de crédito e nível de endividamento entre produtores como fatores de cautela neste ciclo.

Com a emergência decretada, o governo estadual passa a organizar a resposta à estiagem e o levantamento dos prejuízos no campo, enquanto a safra de soja avança de forma pontual em parte do Tocantins.

Fonte: Estadão Conteúdo

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