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21 de outubro de 2026

Agro Mato Grosso

Aprosoja MT leva produtores do mercado de Chicago à lavoura americana nos EUA

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Agenda técnica reuniu análises sobre commodities, cenários geopolíticos, além da visita a uma propriedade familiar que soma mais de 170 anos

A Missão Estados Unidos 2026, organizada pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), teve seu primeiro dia de programação técnica nesta segunda-feira (31.08), com um roteiro que uniu a leitura do mercado global de grãos à observação prática do campo norte-americano. O propósito da viagem é levar os associados a conhecer de perto as práticas de produção de soja e milho no país, comparar custos e tecnologias e trazer aprendizados aplicáveis à realidade mato-grossense.

Pela manhã, o grupo esteve em Chicago para palestras sobre o mercado global de commodities e a dinâmica da Chicago Board of Trade (CBOT), no CME Group, e para uma reunião com analistas do The Matthews Group, escritório de consultoria em comercialização de grãos. A pauta incluiu as relações entre Estados Unidos e China e seus reflexos nas exportações brasileiras, as perspectivas do esmagamento e do biodiesel, o panorama das safras norte-americanas, os impactos previstos do El Niño, os cenários de exportação e os efeitos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o preço dos fertilizantes.

Para o analista de grãos e oleaginosas da Marex Spectron, Lonn Taffel, esse tipo de aproximação sustenta a própria qualidade das análises de mercado. “É sempre importante promover essa troca de ideias, seja no Brasil, na Argentina, na China ou aqui nos Estados Unidos. Certamente, a tecnologia e essas trocas de conhecimento são muito importantes para o desenvolvimento e o avanço de todo o setor agrícola”, afirmou, em tradução livre.

Segundo ele, estimativas realistas sobre a safra brasileira, feitas a milhares de quilômetros de distância, só se tornam possíveis a partir da rede de clientes e do fluxo constante de dados vindos do Brasil.

A tarde, a comitiva seguiu para a Fazenda Crystal Creek Enterprises, em Moline, propriedade familiar com mais de 170 anos de história e referência na produção de grãos. O proprietário apresentou a área de armazenagem e o parque de máquinas, além das tecnologias usadas para conservar os grãos durante o inverno rigoroso da região e do sistema de plantio praticado pelos produtores locais.

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A forma de gestão da fazenda chamou a atenção do grupo. “É um modelo de cooperativa dentro dos Estados Unidos, onde juntam alguns produtores que fazem o plantio da área própria deles”, explicou produtor rural do Núcleo de Cláudia, Diogo Molina. Segundo ele, esses produtores também terceirizam as máquinas para colheita e produção em outras áreas, num arranjo que combina arrendamento de equipamentos e de terras.

O presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, explica que nem tudo o que se vê no campo norte-americano cabe na realidade mato-grossense, e que o ganho da missão está justamente em identificar o que pode ser adaptado. “O principal intuito da missão é justamente o intercâmbio de informações. O produtor brasileiro vem aqui, aprende. Claro que nem todas as técnicas dá para replicar, mas ele pode aprimorar aquilo que faz e também ele traz informação daqui para lá, assim como nós sempre recebemos eles”, afirmou.

A reciprocidade tem histórico. O proprietário da Crystal Creek já esteve em Mato Grosso a convite da Aprosoja MT, o que transformou a recepção desta segunda-feira na contrapartida de uma relação construída nos dois sentidos. Para o presidente, o retorno mais imediato está na comparação entre os sistemas produtivos dos dois países. “Para nós é sempre importante tanto para a evolução, quanto para conhecer os custos deles e poder fazer os comparativos”, completou.

Diogo Molina, que participou da agenda da manhã em Chicago, resumiu o primeiro dia. “O conhecimento foi 10, a tecnologia maravilhosa, tem muita coisa para a gente aprender e levar para o Brasil”.

Até sexta-feira (04.09), a comitiva ainda passa por instituições de ensino, empresas de tecnologia e entidades representativas, além da Farm Progress Show, uma das maiores feiras agrícolas do mundo. A missão encerra a agenda técnica no fim da semana, com o retorno dos participantes ao Brasil.

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Agro Mato Grosso

Fungicida para soja promete ganhos de até 12 sacas por hectare e mira ferrugem asiática

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O controle da ferrugem asiática e de outras doenças da soja ganha uma nova opção com a chegada ao mercado do Cortina Gold, fungicida lançado pela Sipcam Nichino Brasil. A empresa apresenta o produto como uma mistura pronta de protioconazole e clorotalonil, desenvolvida para proteger a lavoura contra diferentes doenças que podem comprometer o rendimento da cultura.

Nos ensaios de rede citados pela companhia, foram registrados ganhos de produtividade de até 12 sacas por hectare em comparação com áreas sem aplicação de fungicida. Os resultados variam conforme as condições avaliadas e não representam uma garantia de desempenho para todas as lavouras.

A tecnologia foi submetida a avaliações de consultorias agrícolas em diferentes regiões produtoras, incluindo áreas do Rio Grande do Sul, de Mato Grosso e do Oeste da Bahia. Entre os aspectos analisados estão o controle de doenças foliares e a resposta das plantas em condições de pressão de patógenos.

Ferrugem asiática e manchas foliares exigem atenção

O pesquisador Carlos Eduardo Valente, engenheiro agrônomo e coordenador de fitopatologia da consultoria Multcrop, relatou resultados positivos nos ensaios acompanhados pela equipe. Segundo ele, a comparação com tratamentos sem fungicida mostrou ganhos de até 12 sacas por hectare.

Já o fitopatologista Carlos Forcelini, da Agro Techno Research, avaliou o desempenho da solução diante de doenças como ferrugem asiática, manchas foliares e oídio. De acordo com o pesquisador, o produto apresentou resposta favorável em condições de elevada pressão de doenças e superou alguns padrões comerciais incluídos nas avaliações.

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O controle depende de fatores como a doença presente, o nível de infestação, as condições meteorológicas e o momento da aplicação. Por isso, os resultados experimentais precisam ser considerados dentro das condições em que os testes foram conduzidos.

El Niño pode influenciar o calendário de aplicações

As condições climáticas previstas para a safra também entram na discussão sobre o manejo fitossanitário. Forcelini alerta que períodos favoráveis ao desenvolvimento de doenças podem antecipar o aparecimento de sintomas e aumentar a pressão sobre as lavouras.

Na avaliação do pesquisador, anos associados ao El Niño podem exigir atenção antecipada ao manejo, especialmente quando há umidade e condições favoráveis à evolução de doenças. A recomendação é acompanhar o desenvolvimento da cultura e as condições da região para definir o momento adequado das aplicações.

O cenário não é igual em todas as áreas produtoras. Enquanto regiões do Sul podem enfrentar períodos de chuva mais intensa, áreas do Cerrado também precisam monitorar doenças como a mancha-alvo, que pode sobreviver em restos culturais e afetar a nova safra.

Produto combina ação sistêmica e de contato

De acordo com Eric Ono, gerente de portfólio de produtos e cultivos extensivos da Sipcam Nichino, o Cortina Gold reúne ação sistêmica e de contato, com os ingredientes ativos protioconazole e clorotalonil. A empresa afirma que a combinação foi avaliada em ensaios de rede e apresentou controle de doenças em patamar semelhante ao de misturas triplas utilizadas como referência nos testes.

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A companhia também destaca a formulação como um diferencial para uso em condições climáticas do Cerrado e afirma ter observado baixo nível de fitotoxicidade nas avaliações realizadas. Essas características são informações divulgadas pela fabricante e devem ser consideradas conforme os resultados experimentais e as condições de uso previstas para o produto.

Segundo a empresa, a tecnologia pode integrar o manejo durante fases como a floração e a formação das vagens, períodos importantes para a proteção do potencial produtivo. A escolha do tratamento, porém, deve levar em conta o diagnóstico das doenças, o histórico da área e as orientações técnicas aplicáveis.

Manejo integrado continua sendo decisivo

A entrada de novas ferramentas amplia as alternativas disponíveis ao produtor, mas o controle de doenças da soja exige planejamento ao longo de toda a safra. O monitoramento da lavoura, a identificação correta dos sintomas e o acompanhamento das condições meteorológicas ajudam a orientar decisões sobre o manejo.

O uso de fungicidas também deve seguir o registro e as instruções de bula, com atenção às doses, aos intervalos e às medidas de segurança. A definição do programa de aplicações precisa considerar a recomendação de um profissional habilitado e as estratégias de manejo da resistência para preservar a eficácia das tecnologias disponíveis.

Para produtores de Mato Grosso, onde a soja ocupa posição central na atividade agrícola, o acompanhamento de doenças como ferrugem asiática e mancha-alvo é parte importante da gestão da safra. O desempenho de qualquer produto depende, entre outros fatores, da pressão de doenças, do ambiente e da condução do manejo em cada propriedade.

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Empresa atua no mercado de proteção de cultivos

A Sipcam Nichino Brasil foi criada em 1979 e reúne a italiana Sipcam Oxon, fundada em 1946, e a japonesa Nihon Nohyaku, conhecida como Nichino. As empresas atuam no desenvolvimento e na comercialização de soluções para proteção de cultivos.

O lançamento do Cortina Gold amplia o portfólio da companhia para o manejo de doenças da soja. Os resultados divulgados nos ensaios apontam potencial de controle e produtividade, mas a resposta em campo deve ser avaliada conforme as condições específicas de cada lavoura.

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Agro Mato Grosso

Chuvas aceleram plantio da soja em MT, que já supera metade prevista para a safra 2026/27

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Com o avanço de mais de 18 pontos percentuais em uma semana, trabalho no campo chega a 51,8%; Médio-Norte lidera o ritmo no estado com quase 70% da área semeada

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Agro Mato Grosso

Carreta carregada de algodão pega fogo em rodovia de MT

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Uma carreta Iveco branca, carregada com pluma de algodão, pegou fogo na tarde desta terça-feira (20), na BR-163, no município de Lucas do Rio Verde (354 km ao Norte). O acidente foi registrado por volta das 14h30, na altura do km 658 da rodovia federal, logo em frente ao posto de combustíveis São Cristóvão. Não houve feridos.

A concessionária Nova Rota do Oeste foi acionada para prestar atendimento à ocorrência no trecho. De acordo com os relatos do motorista, as chamas tiveram início no momento em que a parte superior da carga de algodão encostou na fiação da rede elétrica de alta tensão ao longo da via.

Em uma manobra rápida, antes que o fogo se alastrasse por completo, o condutor conseguiu desatrelar o cavalo mecânico do restante da estrutura.

Uma força-tarefa foi montada para conter o incêndio e evitar riscos adicionais à região e aos motoristas que trafegavam pelo local. A operação contou com o trabalho de equipes do Corpo de Bombeiros Militar, além do auxílio direto de caminhões-pipa disponibilizados tanto pela concessionária Nova Rota do Oeste quanto pela empresa Compacta.

Apesar do susto e dos prejuízos materiais causados pela destruição da carga de pluma de algodão, o motorista saiu ileso e não houve registro de outros feridos. O tráfego na região exigiu atenção dos condutores durante os trabalhos de combate às chamas e rescaldo da pista.

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