Agro Mato Grosso
Agro, O Desafio: novo reality abre inscrições para quem vive no campo em MT

‘Agro, O Desafio’ terá 12 competidores de MT, MS e GO em provas que envolvem atividades do campo e conhecimentos sobre o setor; veja como participar.
Moradores de Mato Grosso que vivem no campo podem se inscrever para participar do “Agro, O Desafio”, novo reality show que vai reunir competidores dos três estados do Centro-Oeste. A produção terá provas práticas e de conhecimento relacionadas ao agronegócio.
Podem participar pessoas com 18 anos ou mais, residentes em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul ou Goiás, que tenham vivência, conhecimento ou atuação ligada ao universo do agro.
As inscrições estão abertas pelo site oficial do programa (agroodesafio.com.br).
Ao todo, 12 participantes serão selecionados para a primeira temporada e disputarão a competição em duplas. O reality terá cinco episódios, exibidos aos domingos, depois do Fantástico.
Segundo a produção, não há um perfil profissional único exigido para participar. A seleção busca desde pessoas que acumularam conhecimento ao longo de décadas no campo até integrantes de uma nova geração ligada à tecnologia, inovação e novas formas de produção e gestão.
Produtores rurais e pessoas com experiência em áreas como agricultura, pecuária, máquinas, tecnologia e gestão estão entre os perfis que podem se candidatar. Além do conhecimento técnico e prático, características como estratégia, comunicação, competitividade e capacidade de trabalhar em equipe também serão consideradas.
Como será o reality
As provas serão inspiradas em diferentes atividades e conhecimentos relacionados à rotina do agronegócio. Leite, criação de gado, grãos e plantio estão entre os temas que devem aparecer nos desafios.
Os participantes também terão que demonstrar raciocínio, estratégia, agilidade e capacidade de tomar decisões e trabalhar sob pressão.
De acordo com Ulisses Serotini, diretor de Programação, Entretenimento e Comunicação, a proposta é aproximar o público das pessoas que fazem parte da produção agropecuária.
“Este reality nasce de uma constatação simples: o Brasil inteiro consome o agro todos os dias, mas pouca gente conhece quem está por trás disso. Agro – O Desafio é um programa que mostra o que é o campo de verdade: 12 participantes, em duplas, enfrentando provas práticas — leite, gado, grãos, plantio — e provas de conhecimento sobre o setor”, afirmou.
Segundo Serotini, a competição não será baseada apenas na habilidade dos participantes nas atividades práticas.
“Porque no agro, e no programa, não vence só o mais forte: vence quem une força e entendimento do setor. São 5 episódios, aos domingos, depois do Fantástico, com um final que vai surpreender o telespectador”, completou.
Quem pode participar
Para se candidatar ao “Agro, O Desafio”, é necessário:
- Ter 18 anos ou mais;
- Morar em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul ou Goiás;
- Ter vivência, conhecimento ou atuação ligada ao agronegócio;
- Ter disponibilidade para participar das gravações e das provas do programa.
As inscrições são feitas pelo site agroodesafio.com.br.
Agro Mato Grosso
Fungicida para soja promete ganhos de até 12 sacas por hectare e mira ferrugem asiática

O controle da ferrugem asiática e de outras doenças da soja ganha uma nova opção com a chegada ao mercado do Cortina Gold, fungicida lançado pela Sipcam Nichino Brasil. A empresa apresenta o produto como uma mistura pronta de protioconazole e clorotalonil, desenvolvida para proteger a lavoura contra diferentes doenças que podem comprometer o rendimento da cultura.
Nos ensaios de rede citados pela companhia, foram registrados ganhos de produtividade de até 12 sacas por hectare em comparação com áreas sem aplicação de fungicida. Os resultados variam conforme as condições avaliadas e não representam uma garantia de desempenho para todas as lavouras.
A tecnologia foi submetida a avaliações de consultorias agrícolas em diferentes regiões produtoras, incluindo áreas do Rio Grande do Sul, de Mato Grosso e do Oeste da Bahia. Entre os aspectos analisados estão o controle de doenças foliares e a resposta das plantas em condições de pressão de patógenos.
Ferrugem asiática e manchas foliares exigem atenção
O pesquisador Carlos Eduardo Valente, engenheiro agrônomo e coordenador de fitopatologia da consultoria Multcrop, relatou resultados positivos nos ensaios acompanhados pela equipe. Segundo ele, a comparação com tratamentos sem fungicida mostrou ganhos de até 12 sacas por hectare.
Já o fitopatologista Carlos Forcelini, da Agro Techno Research, avaliou o desempenho da solução diante de doenças como ferrugem asiática, manchas foliares e oídio. De acordo com o pesquisador, o produto apresentou resposta favorável em condições de elevada pressão de doenças e superou alguns padrões comerciais incluídos nas avaliações.
O controle depende de fatores como a doença presente, o nível de infestação, as condições meteorológicas e o momento da aplicação. Por isso, os resultados experimentais precisam ser considerados dentro das condições em que os testes foram conduzidos.
El Niño pode influenciar o calendário de aplicações
As condições climáticas previstas para a safra também entram na discussão sobre o manejo fitossanitário. Forcelini alerta que períodos favoráveis ao desenvolvimento de doenças podem antecipar o aparecimento de sintomas e aumentar a pressão sobre as lavouras.
Na avaliação do pesquisador, anos associados ao El Niño podem exigir atenção antecipada ao manejo, especialmente quando há umidade e condições favoráveis à evolução de doenças. A recomendação é acompanhar o desenvolvimento da cultura e as condições da região para definir o momento adequado das aplicações.
O cenário não é igual em todas as áreas produtoras. Enquanto regiões do Sul podem enfrentar períodos de chuva mais intensa, áreas do Cerrado também precisam monitorar doenças como a mancha-alvo, que pode sobreviver em restos culturais e afetar a nova safra.
Produto combina ação sistêmica e de contato
De acordo com Eric Ono, gerente de portfólio de produtos e cultivos extensivos da Sipcam Nichino, o Cortina Gold reúne ação sistêmica e de contato, com os ingredientes ativos protioconazole e clorotalonil. A empresa afirma que a combinação foi avaliada em ensaios de rede e apresentou controle de doenças em patamar semelhante ao de misturas triplas utilizadas como referência nos testes.
A companhia também destaca a formulação como um diferencial para uso em condições climáticas do Cerrado e afirma ter observado baixo nível de fitotoxicidade nas avaliações realizadas. Essas características são informações divulgadas pela fabricante e devem ser consideradas conforme os resultados experimentais e as condições de uso previstas para o produto.
Segundo a empresa, a tecnologia pode integrar o manejo durante fases como a floração e a formação das vagens, períodos importantes para a proteção do potencial produtivo. A escolha do tratamento, porém, deve levar em conta o diagnóstico das doenças, o histórico da área e as orientações técnicas aplicáveis.
Manejo integrado continua sendo decisivo
A entrada de novas ferramentas amplia as alternativas disponíveis ao produtor, mas o controle de doenças da soja exige planejamento ao longo de toda a safra. O monitoramento da lavoura, a identificação correta dos sintomas e o acompanhamento das condições meteorológicas ajudam a orientar decisões sobre o manejo.
O uso de fungicidas também deve seguir o registro e as instruções de bula, com atenção às doses, aos intervalos e às medidas de segurança. A definição do programa de aplicações precisa considerar a recomendação de um profissional habilitado e as estratégias de manejo da resistência para preservar a eficácia das tecnologias disponíveis.
Para produtores de Mato Grosso, onde a soja ocupa posição central na atividade agrícola, o acompanhamento de doenças como ferrugem asiática e mancha-alvo é parte importante da gestão da safra. O desempenho de qualquer produto depende, entre outros fatores, da pressão de doenças, do ambiente e da condução do manejo em cada propriedade.
Empresa atua no mercado de proteção de cultivos
A Sipcam Nichino Brasil foi criada em 1979 e reúne a italiana Sipcam Oxon, fundada em 1946, e a japonesa Nihon Nohyaku, conhecida como Nichino. As empresas atuam no desenvolvimento e na comercialização de soluções para proteção de cultivos.
O lançamento do Cortina Gold amplia o portfólio da companhia para o manejo de doenças da soja. Os resultados divulgados nos ensaios apontam potencial de controle e produtividade, mas a resposta em campo deve ser avaliada conforme as condições específicas de cada lavoura.
Agro Mato Grosso
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Agro Mato Grosso
Carreta carregada de algodão pega fogo em rodovia de MT

Uma carreta Iveco branca, carregada com pluma de algodão, pegou fogo na tarde desta terça-feira (20), na BR-163, no município de Lucas do Rio Verde (354 km ao Norte). O acidente foi registrado por volta das 14h30, na altura do km 658 da rodovia federal, logo em frente ao posto de combustíveis São Cristóvão. Não houve feridos.
A concessionária Nova Rota do Oeste foi acionada para prestar atendimento à ocorrência no trecho. De acordo com os relatos do motorista, as chamas tiveram início no momento em que a parte superior da carga de algodão encostou na fiação da rede elétrica de alta tensão ao longo da via.
Em uma manobra rápida, antes que o fogo se alastrasse por completo, o condutor conseguiu desatrelar o cavalo mecânico do restante da estrutura.
Uma força-tarefa foi montada para conter o incêndio e evitar riscos adicionais à região e aos motoristas que trafegavam pelo local. A operação contou com o trabalho de equipes do Corpo de Bombeiros Militar, além do auxílio direto de caminhões-pipa disponibilizados tanto pela concessionária Nova Rota do Oeste quanto pela empresa Compacta.
Apesar do susto e dos prejuízos materiais causados pela destruição da carga de pluma de algodão, o motorista saiu ileso e não houve registro de outros feridos. O tráfego na região exigiu atenção dos condutores durante os trabalhos de combate às chamas e rescaldo da pista.
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