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‘Verticalizar é transformar mais soja e gerar novos negócios dentro da propriedade’, diz Miguel Daoud

Falta pouco para a largada oficial da safra de soja 2026/27. No dia 17 de setembro, Ipiranga do Norte (MT) recebe a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27, realizada na Fazenda Horizontina. Entre os destaques da programação está o painel “Verticalização da soja na produção de alimentos e energia”, que terá como mediador o comentarista do Canal Rural, Miguel Daoud. A discussão vai abordar o que existe além da porteira e como o Brasil pode avançar na agregação de valor à soja produzida no campo.
Daoud explica que o debate vai tratar de alternativas para transformar uma parcela maior da produção dentro do próprio país, ampliando o esmagamento da oleaginosa e fortalecendo segmentos como a produção de farelo, biocombustíveis e proteína animal.
“No dia 17 de setembro, vou mediar o painel e vamos discutir o que existe além da porteira. É certificar, agregar valor, transformar mais soja aqui dentro, ampliar o esmagamento, produzir farelo, biocombustível, proteína animal e gerar mais negócios dentro das próprias regiões”, afirma.
Para o comentarista, a discussão também passa pela capacidade de o Brasil criar uma estrutura que permita esse avanço sem comprometer a competitividade do produto brasileiro. Entre os pontos que serão colocados em debate estão a disponibilidade de capital, energia e logística para sustentar uma maior industrialização da soja.
“Temos capital, energia e logística para avançar? Quanto isso pode aumentar a renda do produtor e como fazer isso sem perder competitividade?”, questiona Daoud.
A proposta do painel é justamente discutir caminhos para que a soja deixe de ser vista apenas como uma commodity e passe a gerar ainda mais valor ao longo da cadeia produtiva. A verticalização pode abrir espaço para novos negócios, ampliar a geração de renda e estimular o desenvolvimento econômico nas regiões produtoras. “O Brasil já mostrou que sabe fazer. Agora é dar mais valor, renda e desenvolvimento a isso”, conclui Daoud.
Além do painel, a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27 terá uma programação voltada aos principais temas que devem movimentar a produção e o mercado da oleaginosa ao longo do novo ciclo. O evento também dará início à 15ª temporada do Projeto Soja Brasil, que há 15 anos acompanha as transformações, avanços e desafios da sojicultura brasileira.
Quem não puder estar presencialmente em Ipiranga do Norte poderá acompanhar a programação ao vivo pelos canais oficiais do Canal Rural e pelo YouTube, a partir das 8h, no horário de Mato Grosso.
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Lideranças do Podemos e do União se encontram em ato de Max

O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), reuniu apoiadores e lideranças políticas na noite desta quarta-feira (2), na sede do União Brasil, em Cuiabá. O ato reforçou a campanha conjunta em torno das candidaturas de Max, Virginia Mendes, Mauro Mendes e Otaviano Pivetta.
A candidata a deputada federal Virginia Mendes (União Brasil) passou pelo local, assim como o deputado estadual Beto Dois a Um (Podemos), que busca a reeleição. O encontro também contou com a presença de candidatos e diferentes agentes políticos.
Podemos pode se tornar maior partido da ALMT
Horas antes, Max afirmou em coletiva, com a participação do O Livre, ter certeza de que o Podemos elegerá a maior bancada da próxima legislatura. Segundo ele, o partido pode fazer até seis cadeiras para a próxima legislatura.
Caso a projeção se confirme, o Podemos poderá se tornar o maior partido da Assembleia Legislativa. A sigla aposta em uma chapa formada por deputados de mandato, ex-parlamentares e lideranças regionais para ampliar sua representação entre as 24 cadeiras da Casa.
Sobre a própria votação, Max descartou alcançar a marca de 100 mil votos e lembrou que o recorde para deputado estadual em Mato Grosso está na faixa dos 93 mil. Reeleito em 2022 com 70.328 votos, ele afirmou que ficará satisfeito se superar o resultado anterior, ainda que por apenas um voto.
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Cuiabá avalia liberar publicidade em táxis para aumentar renda dos profissionais

Proposta prevê anúncios no vidro traseiro dos veículos, desde que sejam preservadas a visibilidade e a segurança
A Prefeitura de Cuiabá estuda autorizar a veiculação de publicidade em táxis como forma de ampliar a renda dos profissionais da categoria. A proposta foi discutida pelo prefeito Abilio Brunini com representantes dos taxistas durante reunião realizada nesta terça-feira (1º), no Palácio Alencastro.
Uma das possibilidades analisadas é permitir a instalação de anúncios no vidro traseiro dos veículos. A publicidade deverá utilizar material apropriado, sem prejudicar a visibilidade do motorista ou comprometer a segurança no trânsito.
“Estamos vendo para permitir que o taxista coloque publicidade no vidro traseiro. Isso ajuda na renda do taxista, que acaba tendo uma renda a mais para poder subsidiar o seu sustento”, afirmou Abilio.
Durante o encontro, Abel representou os taxistas. O prefeito também mencionou as conversas mantidas com Elson e destacou que a categoria está mobilizada em torno da proposta.
As secretarias responsáveis deverão analisar os aspectos técnicos e jurídicos da medida. A intenção da Prefeitura é elaborar uma proposta de legislação que defina as regras para a exploração dos espaços publicitários nos táxis.
Ainda não há prazo para que o projeto seja concluído e encaminhado para análise. A regulamentação deverá estabelecer o formato dos anúncios e as condições necessárias para preservar a segurança dos veículos.
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CPI da Saúde suspende trabalhos por causa da eleição; comissão mira empresa ‘fantasma’ do CPA 3

Depoimentos do ex-secretário Gilberto Figueiredo e do atual chefe da pasta foram adiados. Presidente da CPI diz ter mais de 100 perguntas prontas para as oitivas
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso terá os trabalhos suspensos nas próximas semanas e será retomada no dia 7 de outubro, após as eleições. A decisão foi solicitada e aprovada pela maioria dos integrantes, por meio de requerimento, e ratificada pelo presidente da Casa de Leis, deputado estadual Max Russi. Com a interrupção, foram adiados os depoimentos do ex-secretário de Estado de Saúde (SES), Gilberto Figueiredo, na condição de investigado, e do atual secretário Juliano Mello, que seria ouvido como testemunha.
De acordo com o presidente da CPI, deputado estadual Wilson Santos, a decisão da presidência do Legislativo Estadual foi comunicada poucas horas antes da reunião que seria destinada às oitivas. “Diante da decisão da maioria absoluta dos deputados, nós vamos continuar abertos a receber denúncias e documentos e vamos apresentar, no final deste mês de setembro, um relatório parcial dos trabalhos até aqui. Trouxemos mais de 100 perguntas para Gilberto e 70 para Juliano. Preparamos todos os materiais para as oitivas”, informou.
O procurador-geral da Assembleia Legislativa, Francisco Edmilson de Brito, explicou que a suspensão teve com o objetivo de preservar a lisura do período eleitoral. “A suspensão dos trabalhos da CPI da Saúde decorreu pela maioria dos integrantes que requereram esse pedido. O pleito foi submetido à Procuradoria-Geral que opinou pela possibilidade jurídica, até porque não há proibição na legislação eleitoral. É uma decisão interna da Assembleia Legislativa, referendada pelo presidente Max Russi”, explicou.
Wilson Santos informou que a interrupção temporária dos trabalhos não deverá comprometer os resultados esperados pela CPI. Ele destacou que o colegiado já dispõe de documentos produzidos pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), inquéritos e perícias da Polícia Federal (PF), além de pareceres da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que poderão subsidiar o relatório final. Ele também adiantou que a comissão apura uma denúncia envolvendo uma empresa que teria recebido mais de R$ 40 milhões da SES e que há suspeitas de que a empresa possa ser “fantasma” ou “laranja” e que o endereço registrado como sede, seria uma residência localizada no bairro CPA 3, em Cuiabá.
Após o encerramento da reunião, Gilberto Figueiredo que esteve presente na Assembleia Legislativa, afirmou que, em hipótese alguma, havia solicitado que o seu depoimento fosse realizado após as eleições. No entanto, conforme documento lido na última reunião da comissão, o investigado pediu que o seu depoimento ocorresse após as eleições, sob a justificativa de que sua condição de candidato a deputado estadual poderia interferir no pleito. “Estou aqui atendendo à solicitação e à convocação da Assembleia Legislativa, cumprindo as atribuições dos deputados. Estou aqui sem medo e sem ocultar nenhuma informação”, declarou.
Em relação aos contratos firmados durante a sua gestão, o ex-secretário afirmou que, embora tenham sido assinados por ele, os processos de contratação passam por diversas etapas e envolvem a análise de vários servidores. “Eu era secretário de Estado. Isso não quer dizer que o secretário saia, atravessa a rua e vai contratar alguém. Tem um processo formal estabelecido na Secretaria que envolve aproximadamente 20 a 30 assinaturas de profissionais. Tem processo que tem mais de 2 mil páginas. Não é algo tão simples assim. Todas as decisões tomadas na minha gestão foram para salvar vidas”, justificou.
Em relação ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) nº 01/2019, firmado no período da pandemia da Covid-19 e que, segundo a CPI, continua em vigor, Figueiredo afirmou que o documento permanecia vigente até o período em que esteve à frente da Secretaria. “Eu falo pela minha gestão. Eu não tenho autonomia para falar sobre a gestão da saúde. Hoje, eu deixei de ser secretário. Então, as interpelações a respeito têm que ser feitas com quem está no exercício do cargo”, finalizou.
Os membros da CPI que solicitaram a suspensão das atividades foram os deputados estaduais Beto Dois a Um (relator), Chico Guarnieri e Dilmar Dal Bosco.
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