Sustentabilidade
Área de soja cresce cerca de 43 mil hectares no Piauí e no Maranhão, enquanto Acre e Amazonas registram queda conjunta de 12%, revela Serasa Experian – MAIS SOJA

· Novo capítulo da série Mapas Agro mostra que área plantada com soja no Acre e Amazonas retraiu quase 4.000 hectares
· Nos dois estados nordestinos, cultivo da oleaginosa soma cerca de 2,7 milhões de hectares
· Levantamento também aponta alta próxima de 23% no milho de primeira safra, cuja área supera 320 mil hectares.
Dados inéditos da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, mostram movimentos distintos na área plantada de soja entre os estados analisados pela terceira edição da série “Mapas Agro”. Na comparação entre as safras 2024/25 e 2025/26, o Piauí e o Maranhão ampliaram conjuntamente a área cultivada em cerca de 43 mil hectares (ha), enquanto Acre e Amazonas, analisados de forma consolidada, registraram retração de aproximadamente 4 mil ha, equivalente a uma queda de 12%.
O Piauí liderou o avanço no ciclo atual, com acréscimo de aproximadamente 32 mil ha, seguido pelo Maranhão, com cerca de 11 mil ha. Os resultados mostram que a evolução das lavouras não ocorre de maneira uniforme entre os territórios. Enquanto Piauí e Maranhão mantiveram a expansão da soja, Acre e Amazonas interromperam, nesta safra, a trajetória de crescimento observada nos últimos anos.
“A leitura territorial permite identificar não apenas onde a atividade agrícola está avançando, mas também os locais em que há uma mudança de tendência. Essa visão é importante para que instituições financeiras, cooperativas, tradings, seguradoras e demais empresas do agronegócio consigam antecipar movimentos, avaliar riscos e oportunidades e planejar suas operações comerciais, logísticas e de crédito com mais precisão”, afirma Sabrina Muñoz, gerente de inteligência de dados agro da Serasa Experian.
Piauí lidera avanço da soja na safra atual
A área plantada de soja no Piauí chegou a aproximadamente 1,1 milhão de ha na safra 2025/26. Além do aumento de cerca de 32 mil ha em relação ao ciclo anterior, o estado acumula uma expansão de 40,2% nas últimas seis safras, equivalente a aproximadamente 320 mil ha adicionais desde 2020/21.
Na análise municipal feita pela datatech, os maiores acréscimos de área plantada foram registrados em Santa Filomena, com cerca de 8,6 mil ha, e Currais, com aproximadamente 8,3 mil ha. Veja no gráfico a seguir os dados municipais na íntegra:
Maranhão chega a 1,62 milhão de hectares cultivados com soja
No Maranhão, a área plantada de soja alcançou aproximadamente 1,62 milhão de ha na safra 2025/26, a maior extensão entre os estados analisados nesta edição. Em relação ao ciclo anterior, o crescimento foi de cerca de 11 mil ha.
No horizonte de seis safras, o estado apresenta uma expansão acumulada de 51,2%, correspondente a aproximadamente 550 mil ha. “É importante ressaltar que o Maranhão dobrou sua área de soja nos últimos 6 anos, o que nos mostra mais uma vez o quanto a região MATOPIBA é uma das principais fronteiras agrícolas brasileiras”, comenta Sabrina Muñoz.
Os maiores avanços municipais na safra atual foram observados em Mirador, com cerca de 5,9 mil ha adicionais. Confira no gráfico abaixo o top5 municípios na íntegra:

Somados, Maranhão e Piauí concentram aproximadamente 2,72m milhões de ha de soja. Ao considerar também os 2,27 milhões de ha mapeados na Bahia na edição anterior da série, os três estados chegam a cerca de 5 milhões de ha cultivados e representam praticamente toda a área de soja plantada no Nordeste.
Acre e Amazonas interrompem trajetória recente de expansão
No conjunto de Acre e Amazonas, a área plantada de soja chegou a aproximadamente 28 mil ha na safra 2025/26. O resultado representa uma redução de cerca de 4 mil ha, ou 12%, na comparação com o ciclo anterior.
Apesar da retração registrada na safra atual, os dois estados ainda apresentam forte crescimento no período mais longo. Desde 2020/21, a área cultivada avançou aproximadamente 20 mil ha, uma expansão acumulada de 232,6% em seis safras.
Mesmo com a retração identificada, alguns municípios ampliaram suas áreas de soja. Os maiores aumentos foram observados em Senador Guiomard, com 761 ha, Cruzeiro do Sul, com 280 ha, e Epitaciolândia, com 164 ha.
Milho de primeira safra avança aproximadamente 23%
O mapeamento também identificou crescimento relevante na área de milho de primeira safra no Maranhão e no Piauí. Juntos, os dois estados somam 322.842 ha cultivados, sendo 156.599 ha no Maranhão e 166.243 ha no Piauí.
Na comparação com a safra 2024/25, a área de milho nos dois estados cresceu aproximadamente 23%. Municípios como Uruçuí, Baixa Grande do Ribeiro, Balsas e Bom Jesus das Selvas vêm ampliando sua participação no cultivo em um contexto de expansão da cadeia de etanol de milho na região.
Mapeamento também apoia análises socioambientais
Além de acompanhar a expansão e a retração das lavouras, o levantamento da Serasa Experian identificou áreas cultivadas com soja localizadas em imóveis rurais que apresentam registros de desmatamento identificados pelo PRODES, iniciativa desenvolvida no INPE que monitora a perda de vegetação por corte raso. Essas análises são importantes para avaliação de critérios socioambientais previstos no Manual de Crédito Rural (MCR).
No Maranhão, aproximadamente 272 mil ha de soja, equivalentes a 16,7% da área cultivada no estado, estão localizados nesses imóveis. No Piauí, o volume chega a cerca de 93 mil ha, ou 8,5% da área plantada. No conjunto de Acre e Amazonas, foram identificados 699 ha, correspondentes a 2,5%.
A presença do indicador não determina, isoladamente, que a supressão tenha ocorrido de forma irregular. Nesses casos, o MCR prevê a apresentação de documentação que comprove a regularidade da supressão de vegetação, de acordo com a legislação aplicável.
O estudo também identificou o cultivo de soja em assentamentos rurais. No Maranhão, essas áreas somam aproximadamente 90 mil ha. No Piauí, são 452 ha, enquanto Acre e Amazonas reúnem, conjuntamente, cerca de 230 ha.
Metodologia
O mapeamento da série “Mapas Agro”, da Serasa Experian, é realizado por meio de imagens de satélite e técnicas de geoprocessamento que permitem identificar e classificar áreas cultivadas com soja e milho nos territórios analisados. A análise considera dados da safra 2025/26 e acompanha movimentos de expansão, retração e distribuição das culturas ao longo do tempo.
As informações são validadas por especialistas em inteligência territorial, geoprocessamento e agronegócio da Serasa Experian, garantindo alto nível de precisão e confiabilidade para uso em análises estratégicas relacionadas a crédito, risco, ESG e planejamento no setor.
Fonte: Assessoria de imprensa

Sustentabilidade
Vai chover o suficiente para liberar o plantio de soja em MT? Famato detalha perspectivas

O fim do vazio sanitário da soja em Mato Grosso está chegando, mas uma dúvida deve dominar o campo nos próximos dias. Vai chover o suficiente para começar o plantio? Será? O período termina em 6 de setembro, liberando oficialmente a semeadura da safra 2026/27. A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Famato), no entanto, alerta que o produtor não deve confundir a autorização para plantar com o momento ideal para colocar a semente no solo.
A orientação é de cautela diante da expectativa de maior instabilidade climática, associada à influência do fenômeno El Niño. A recomendação é aguardar a regularização das chuvas antes de acelerar os trabalhos, principalmente porque uma primeira chuva isolada não garante umidade suficiente para o estabelecimento da lavoura.
O superintendente do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), Cleiton Gauer, reforça que o produtor precisa observar as condições de umidade e a previsão de chuva antes de iniciar a semeadura. A decisão é estratégica para reduzir o risco de falhas no estabelecimento das plantas e de gastos adicionais com eventual necessidade de replantio.
Para a safra 2026/27, o Imea projeta uma produção de 48,88 milhões de toneladas de soja em Mato Grosso. A estimativa leva em consideração as perspectivas climáticas, o histórico de produtividade, as práticas de manejo e o nível tecnológico utilizado nas propriedades.
- Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!
Segundo o analista de inteligência de mercado do Imea, Henrique Eggers, a combinação desses fatores permite projetar o desempenho da cultura nas diferentes regiões do Estado. Na prática, porém, o clima continuará sendo um dos principais fatores para definir o ritmo de avanço da semeadura.
A tendência é que os produtores mantenham a cautela observada em outras temporadas e esperem uma maior regularização das precipitações, especialmente na segunda quinzena de setembro. O que importa é saber se a chuva terá volume e continuidade suficiente para sustentar o nascimento e o desenvolvimento inicial da soja.
O post Vai chover o suficiente para liberar o plantio de soja em MT? Famato detalha perspectivas apareceu primeiro em Canal Rural.
Sustentabilidade
Conab publica resultado final de credenciamento para venda de farelo de soja

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) publicou nesta segunda-feira (31) o resultado final do Edital de Chamamento Público nº 1/2026, voltado ao credenciamento de empresas produtoras de farelo de soja. A seleção reúne companhias interessadas em utilizar a estrutura de armazenagem da estatal para atender clientes do Programa de Vendas em Balcão (ProVB) e outros potenciais compradores.
Segundo a Conab, a Comissão de Avaliação examinou as propostas apresentadas com base em critérios comerciais e técnicos. As empresas selecionadas poderão firmar contratos com validade de 12 meses, com possibilidade de prorrogação por igual período.
A estatal informou que, em caso de não assinatura do contrato por alguma empresa habilitada ou de rescisão contratual, poderá convocar os classificados seguintes, respeitando a ordem de classificação. Esse chamamento poderá ocorrer até o fim da vigência da seleção.
Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
O programa de comercialização de farelo de soja foi estruturado para atender ao interesse de criadores cadastrados no ProVB em diversificar a alimentação animal. De acordo com a Conab, o insumo complementa o uso do milho ao associar fontes de proteína e energia ao pasto na produção de carne, leite e ovos.
A operação utiliza a estrutura operacional do ProVB, mas funciona de forma independente. Nesse modelo, a Conab disponibiliza suas unidades armazenadoras para apoiar as vendas, sem realizar a compra ou a revenda do produto.
As unidades que sediarão a operação estão localizadas na Bahia, no Distrito Federal, no Piauí e no Rio Grande do Norte. Goiás também estava previsto no edital, mas não integrou esta etapa da operação após o estado registrar ausência de propostas de empresas interessadas.
Com a publicação do resultado final, a comercialização de farelo de soja por meio da estrutura da Conab avança para atendimento de criadores do ProVB e de outros compradores nas unidades definidas pelo edital.
Fonte: gov.br
O post Conab publica resultado final de credenciamento para venda de farelo de soja apareceu primeiro em Canal Rural.
Sustentabilidade
Milho: Tratamento de sementes é essencial para o controle dos percevejos no sistema soja-milho – MAIS SOJA

No sistema de produção soja-milho safrinha, os danos causados por percevejos no estabelecimento da cultura do milho estão entre as principais causas da perda de produtividade. O inseto alimenta-se preferencialmente na região do colo das plântulas, introduzindo o estilete no colmo para sugar a seiva e injetando saliva tóxica. Esse processo ocasiona lesões e necroses no tecido foliar, encharutamento e perfilhamento anômalo, comprometendo severamente o estande e o rendimento final de grãos (Fernandes; Ávila, Silva, 2019).
Figura 1. Percevejo acometendo o milho no estádio inicial do desenvolvimento da planta.
Embora os percevejos possam atacar o milho em diferentes estádios de desenvolvimento, os maiores prejuízos ocorrem na fase inicial da lavoura. A dinâmica populacional da praga na soja atinge o pico ao final do enchimento de grãos, resultando em expressivo aumento de insetos no encerramento do ciclo. Falhas no controle ou a ausência de manejo nessa etapa favorecem a permanência das populações durante a entressafra, sobretudo no intervalo entre a colheita da soja e a semeadura do milho safrinha.
Figura 2. Dinâmica populacional do percevejo barriga-verde no sistema de produção soja-milho.

Nesse contexto, sobretudo na sucessão soja-milho, deve-se considerar que os percevejos já podem estar presentes na área antes mesmo da semeadura do milho. Embora o monitoramento constante auxilie no planejamento do manejo, o tratamento de sementes (TS) com inseticidas figura como uma das estratégias mais eficazes para proteger a cultura na fase crítica inicial.
Ao avaliar a eficácia de diferentes inseticidas químicos via TS no controle de adultos de Diceraeus melacanthus, Fernandes; Ávila; Silva (2019) constataram que os maiores índices de controle do percevejo-barriga-verde foram obtidos com clotianidina (90% a 97,5%) e tiametoxam (80% a 97,5%). Esses resultados evidenciam a alta eficiência dos neonicotinoides para o manejo da praga no milho via tratamento de sementes.
Contudo, vale destacar que mesmo os inseticidas mais eficientes via tratamento de sementes apresentam período residual limitado. Dessa forma, é indispensável intensificar o monitoramento após a emergência para determinar a necessidade de complementação com pulverizações pós-emergentes. Para o percevejo-barriga-verde (Diceraeus furcatus e Diceraeus melacanthus), o nível de ação recomendado durante o desenvolvimento inicial do milho (da emergência até V4) é de 0,5 percevejo/m² ou 1 percevejo a cada 10 plantas.
Veja mais: Cigarrinha-do-milho: por que controlar cedo ainda é o fator mais importante?

Referências:
FERNANDES, P. H. R.; ÁVILA, C. J.; SILVA, I. F. CONTROLE DO PERCEVEJO Dichelops melacanthus POR MEIO DE INSETICIDAS APLICADOS NAS SEMENTES DE MILHO. Embrapa Agropecuária Oeste, Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento, n. 82, 2019. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1112233/1/BP822019CREBIO.pdf >, acesso em: 02/09/2026.
GARCIA, A. N. COMO DEVEMOS REALIZAR O MANEJO DE PERCEVEJOS NO MILHO SAFRINHA? KWS Sementes, informativo Agroservice. Disponível em: < https://pt.scribd.com/document/823140125/kws-br-informativo-agroservice-percevejo-milhosafrinha >, acesso em: 02/09/2026.

Agro Mato Grosso13 horas agoFrente fria e calor intenso devem causar temporais com raios e ventos de até 90 km/h em MT
Featured13 horas agoSUS de Cuiabá oferece reiki, constelação familiar e auriculoterapia de graça; veja como participar
Featured13 horas agoCandidato do casal Bolsonaro, Thiago Boava não vai apoiar Wellington e denuncia boicote
Agro Mato Grosso10 horas agoBayer amplia pipeline com foco em soja, milho e defensivos
Agro Mato Grosso14 horas agoAgro, O Desafio: novo reality abre inscrições para quem vive no campo em MT
Agro Mato Grosso10 horas agoSafra de milho em MT bate novo recorde de produção e chega à 58 milhões de toneladas
Agro Mato Grosso10 horas agoMassey Ferguson apresenta plantadeira Série N nos EUA
Sustentabilidade15 horas agoARROZ/CEPEA: Média avança em agosto e atinge maior patamar desde abril/25 – MAIS SOJA

















