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21 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Área de soja cresce cerca de 43 mil hectares no Piauí e no Maranhão, enquanto Acre e Amazonas registram queda conjunta de 12%, revela Serasa Experian – MAIS SOJA

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· Novo capítulo da série Mapas Agro mostra que área plantada com soja no Acre e Amazonas retraiu quase 4.000 hectares

· Nos dois estados nordestinos, cultivo da oleaginosa soma cerca de 2,7 milhões de hectares

· Levantamento também aponta alta próxima de 23% no milho de primeira safra, cuja área supera 320 mil hectares.

Dados inéditos da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, mostram movimentos distintos na área plantada de soja entre os estados analisados pela terceira edição da série “Mapas Agro”. Na comparação entre as safras 2024/25 e 2025/26, o Piauí e o Maranhão ampliaram conjuntamente a área cultivada em cerca de 43 mil hectares (ha), enquanto Acre e Amazonas, analisados de forma consolidada, registraram retração de aproximadamente 4 mil ha, equivalente a uma queda de 12%.

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O Piauí liderou o avanço no ciclo atual, com acréscimo de aproximadamente 32 mil ha, seguido pelo Maranhão, com cerca de 11 mil ha. Os resultados mostram que a evolução das lavouras não ocorre de maneira uniforme entre os territórios. Enquanto Piauí e Maranhão mantiveram a expansão da soja, Acre e Amazonas interromperam, nesta safra, a trajetória de crescimento observada nos últimos anos.

“A leitura territorial permite identificar não apenas onde a atividade agrícola está avançando, mas também os locais em que há uma mudança de tendência. Essa visão é importante para que instituições financeiras, cooperativas, tradings, seguradoras e demais empresas do agronegócio consigam antecipar movimentos, avaliar riscos e oportunidades e planejar suas operações comerciais, logísticas e de crédito com mais precisão”, afirma Sabrina Muñoz, gerente de inteligência de dados agro da Serasa Experian.

Piauí lidera avanço da soja na safra atual

A área plantada de soja no Piauí chegou a aproximadamente 1,1 milhão de ha na safra 2025/26. Além do aumento de cerca de 32 mil ha em relação ao ciclo anterior, o estado acumula uma expansão de 40,2% nas últimas seis safras, equivalente a aproximadamente 320 mil ha adicionais desde 2020/21.

Na análise municipal feita pela datatech, os maiores acréscimos de área plantada foram registrados em Santa Filomena, com cerca de 8,6 mil ha, e Currais, com aproximadamente 8,3 mil ha. Veja no gráfico a seguir os dados municipais na íntegra:

Maranhão chega a 1,62 milhão de hectares cultivados com soja

No Maranhão, a área plantada de soja alcançou aproximadamente 1,62 milhão de ha na safra 2025/26, a maior extensão entre os estados analisados nesta edição. Em relação ao ciclo anterior, o crescimento foi de cerca de 11 mil ha.

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No horizonte de seis safras, o estado apresenta uma expansão acumulada de 51,2%, correspondente a aproximadamente 550 mil ha. “É importante ressaltar que o Maranhão dobrou sua área de soja nos últimos 6 anos, o que nos mostra mais uma vez o quanto a região MATOPIBA é uma das principais fronteiras agrícolas brasileiras”, comenta Sabrina Muñoz.

Os maiores avanços municipais na safra atual foram observados em Mirador, com cerca de 5,9 mil ha adicionais. Confira no gráfico abaixo o top5 municípios na íntegra:

Somados, Maranhão e Piauí concentram aproximadamente 2,72m milhões de ha de soja. Ao considerar também os 2,27 milhões de ha mapeados na Bahia na edição anterior da série, os três estados chegam a cerca de 5 milhões de ha cultivados e representam praticamente toda a área de soja plantada no Nordeste.

Acre e Amazonas interrompem trajetória recente de expansão

No conjunto de Acre e Amazonas, a área plantada de soja chegou a aproximadamente 28 mil ha na safra 2025/26. O resultado representa uma redução de cerca de 4 mil ha, ou 12%, na comparação com o ciclo anterior.

Apesar da retração registrada na safra atual, os dois estados ainda apresentam forte crescimento no período mais longo. Desde 2020/21, a área cultivada avançou aproximadamente 20 mil ha, uma expansão acumulada de 232,6% em seis safras.

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Mesmo com a retração identificada, alguns municípios ampliaram suas áreas de soja. Os maiores aumentos foram observados em Senador Guiomard, com 761 ha, Cruzeiro do Sul, com 280 ha, e Epitaciolândia, com 164 ha.

Milho de primeira safra avança aproximadamente 23%

O mapeamento também identificou crescimento relevante na área de milho de primeira safra no Maranhão e no Piauí. Juntos, os dois estados somam 322.842 ha cultivados, sendo 156.599 ha no Maranhão e 166.243 ha no Piauí.

Na comparação com a safra 2024/25, a área de milho nos dois estados cresceu aproximadamente 23%. Municípios como Uruçuí, Baixa Grande do Ribeiro, Balsas e Bom Jesus das Selvas vêm ampliando sua participação no cultivo em um contexto de expansão da cadeia de etanol de milho na região.

Mapeamento também apoia análises socioambientais

Além de acompanhar a expansão e a retração das lavouras, o levantamento da Serasa Experian identificou áreas cultivadas com soja localizadas em imóveis rurais que apresentam registros de desmatamento identificados pelo PRODES, iniciativa desenvolvida no INPE que monitora a perda de vegetação por corte raso. Essas análises são importantes para avaliação de critérios socioambientais previstos no Manual de Crédito Rural (MCR).

No Maranhão, aproximadamente 272 mil ha de soja, equivalentes a 16,7% da área cultivada no estado, estão localizados nesses imóveis. No Piauí, o volume chega a cerca de 93 mil ha, ou 8,5% da área plantada. No conjunto de Acre e Amazonas, foram identificados 699 ha, correspondentes a 2,5%.

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A presença do indicador não determina, isoladamente, que a supressão tenha ocorrido de forma irregular. Nesses casos, o MCR prevê a apresentação de documentação que comprove a regularidade da supressão de vegetação, de acordo com a legislação aplicável.

O estudo também identificou o cultivo de soja em assentamentos rurais. No Maranhão, essas áreas somam aproximadamente 90 mil ha. No Piauí, são 452 ha, enquanto Acre e Amazonas reúnem, conjuntamente, cerca de 230 ha.

Metodologia

O mapeamento da série “Mapas Agro”, da Serasa Experian, é realizado por meio de imagens de satélite e técnicas de geoprocessamento que permitem identificar e classificar áreas cultivadas com soja e milho nos territórios analisados. A análise considera dados da safra 2025/26 e acompanha movimentos de expansão, retração e distribuição das culturas ao longo do tempo.

As informações são validadas por especialistas em inteligência territorial, geoprocessamento e agronegócio da Serasa Experian, garantindo alto nível de precisão e confiabilidade para uso em análises estratégicas relacionadas a crédito, risco, ESG e planejamento no setor.

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Fonte: Assessoria de imprensa


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Sustentabilidade

O que a soja tem a ver com chiclete? Você pode estar mascando o grão sem saber!

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A soja está muito além do campo e pode fazer parte de produtos que consumimos no dia a dia, inclusive daqueles que muita gente nem imagina. Um exemplo é o chiclete, que pode conter lecitina de soja em sua composição. O ingrediente atua como emulsificante e ajuda a manter a mistura dos componentes da fórmula.

A lecitina é obtida durante o processamento do óleo de soja e tem a função de facilitar a mistura de ingredientes que normalmente teriam dificuldade de permanecer combinados, como gorduras e outros componentes. Na indústria de alimentos, ela contribui para a estabilidade e a uniformidade das formulações.

No chiclete, a lecitina de soja pode ajudar a manter os ingredientes bem misturados e contribuir para uma textura uniforme. É uma aplicação que mostra como o grão pode estar presente em produtos que vão muito além daqueles tradicionalmente associados à agricultura.

E não para por aí. A lecitina de soja também pode ser utilizada na fabricação de chocolates e biscoitos, auxiliando na mistura dos ingredientes e na manutenção das características dos alimentos.

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A presença da soja nesses produtos evidencia a versatilidade do grão e sua importância para diferentes setores da indústria. Além de ser uma das principais commodities agrícolas do Brasil, a soja fornece matérias-primas utilizadas na elaboração de diversos produtos presentes na rotina dos consumidores.

Assim, da lavoura à indústria alimentícia, a soja percorre um caminho que nem sempre é percebido pelo consumidor. E aquele chiclete mascado no dia a dia pode ser uma oportunidade para descobrir mais uma das aplicações desse grão tão importante para a economia brasileira.



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Sustentabilidade

Anfavea alerta para avanço de máquinas importadas; compras de tratores agrícolas da China crescem 117% no ano – MAIS SOJA

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As importações de tratores agrícolas da China cresceram 117% de janeiro a setembro de 2026, para cerca de 5,2 mil unidades, enquanto as vendas de tratores no mercado interno caíram 14,1% até agosto, segundo levantamento da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).

A Índia despontou como outro relevante competidor, empatando com a China com um volume semelhante de unidades vendidas. Somados, os dois países responderam por 93% dos tratores importados. As compras públicas funcionaram como um importante fator de mudança no mercado. Segundo levantamento da entidade com base no PNCP (Portal Nacional de Contratações Públicas), 65% dos 3.318 tratores agrícolas licitados em 2025 foram importados.

Entre as 10,6 mil máquinas agrícolas e rodoviárias licitadas no ano, no valor de R$ 3,7 bilhões, as de origem chinesa ficaram com 33,5% das unidades e 26% do valor, cerca de R$ 960 milhões. Os demais países estrangeiros, somados, não chegaram a 1%. O estudo classifica as máquinas pelo local de produção: marcas estrangeiras com fábrica no Brasil entram como produção nacional. O avanço das importações ocorre em um mercado que encolhe desde 2021.

As vendas internas de máquinas agrícolas no varejo somaram 27 mil unidades até agosto, queda de 15,8%, e as de colheitadeiras recuaram 39,4%. Já as importações de máquinas agrícolas subiram 42% de janeiro a setembro, para 11,2 mil unidades, mais que o dobro das 5 mil exportadas no período.

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Para a Anfavea, além do preço de aquisição, as compras públicas devem considerar o custo total de propriedade ao longo da vida útil do equipamento. “Uma máquina não termina sua relação com o comprador no momento da entrega. É um ativo que precisa operar por muitos anos, e isso depende de peças, assistência técnica, manutenção e capacidade de atendimento. Nas licitações, é importante considerar o custo total de propriedade, e não apenas o menor preço de aquisição”, afirma Igor Calvet, presidente da Anfavea.

Mercado interno

As importações de tratores cresceram 42% entre janeiro e setembro de 2026, mesmo com a retração das vendas nacionais de máquinas agrícolas. Entre os tratores importados no período, 90% têm potência de até 100 HP. A faixa entre 50 e 100 HP concentra 6.412 máquinas importadas e registra expansão de 56%. O movimento ocorre em um cenário de dificuldades para o agronegócio, com aumento da inadimplência, menor rentabilidade diante da queda dos preços das commodities e custo ainda elevado do crédito.

Na construção, por outro lado, lançamentos imobiliários e investimentos em infraestrutura têm sustentado a demanda por máquinas rodoviárias, como escavadeiras, motoniveladoras e pás carregadeiras. O que mais pesa O endividamento elevado e a baixa rentabilidade do produtor rural desestimulam a compra de máquinas novas. A Selic estava em 13,75% ao ano em setembro, e a inadimplência do crédito rural de pessoas físicas chegou a 9,7% em agosto, segundo dados do Banco Central compilados pela entidade.

Na outra ponta, fabricantes instalados no Brasil enfrentam aumento dos custos de produção. Entre os pontos de pressão estão os componentes plásticos, afetados pela alíquota de 20% sobre resinas e polímeros e por medidas antidumping aplicadas a determinados produtos. Segundo estimativas das associadas, o impacto sobre componentes plásticos utilizados nas máquinas pode variar de 4% a 7%.

Para a Anfavea, o cenário reforça a necessidade de condições equilibradas de concorrência. A entidade não defende restringir a entrada de novas marcas ou tecnologias, mas que fabricantes nacionais e importadores concorram sob requisitos compatíveis de qualidade, segurança, assistência técnica e responsabilidade sobre o produto.

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Fonte: Agência Safras



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Sustentabilidade

Chuva atrasa avanço do plantio da soja em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

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De acordo com informações do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS, com recursos do Fundems/Semadesc, o plantio da safra de soja 2026/2027 alcançou 32% da área acompanhada em Mato Grosso do Sul, o que corresponde a aproximadamente 1,5  milhão de hectares.

O avanço do plantio no estado está 1,1 pontos percentuais à frente do registrado no mesmo período da safra 2025/2026. A região Sul concentra o maior percentual de área plantada, com 39,7%, seguida pela região Centro, com 21%. Na região Norte, o plantio está com apenas 18,7% da área estimada.   As operações de semeadura ficaram paralisadas durante grande parte da última semana, devido à alta umidade do solo.

Houve registros pontuais de precipitação acompanhada de ventos e granizo de leve intensidade em municípios como Ivinhema, Angélica, Caarapó e em pontos do Nordeste. Ocorreram apenas pequenos danos nas folhas das plântulas emergidas, sem necessidade de replantio nas áreas monitoradas.

De acordo com o analista técnico da Aprosoja/MS, Lucas Santana, foram observados rompimentos de curvas de nível, enxurradas e início de processos erosivos nas lavouras, principalmente em solos arenosos e mistos.

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“A presença do fenômeno El Niño aumenta a possibilidade de instabilidades climáticas em Mato Grosso do Sul. Dessa forma, deve-se ter cautela no planejamento das operações e tomada de decisão”.

Até o dia 31 de outubro são previstos acumulados de chuva entre 30 mm e 140 mm em Mato Grosso do Sul.

Ainda de acordo com dados do Projeto SIGA-MS, nas regiões Oeste, Sudoeste e Sul-Fronteira, tem-se observado a maior ocorrência de pragas iniciais, como caramujo, vaquinha e cascudinho-da-soja, gerando a necessidade de intervenção, além da ocorrência de mancha olho-de-rã na região Sudoeste do estado.

Mais informações sobre o cenário das lavouras de soja, além de informações sobre o clima e mercado de grãos podem ser obtidas clicando aqui.

Fonte: Aprosoja/MS

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FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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