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3 de setembro de 2026

Sustentabilidade

ALGODÃO/CEPEA: Preço avança em agosto, mas fica abaixo da paridade de exportação – MAIS SOJA

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As cotações do algodão em pluma avançaram em agosto, favorecidas pela firmeza dos vendedores e pelas valorizações externas. Ainda assim, segundo o Cepea, depois de permanecer acima da paridade de exportação por sete meses consecutivos, o preço doméstico em agosto ficou, em média, 1,5% abaixo desse parâmetro, situação que não era observada desde dezembro/25.

No cenário externo, pesquisadores do Cepea destacam que os preços foram impulsionados pelas condições desfavoráveis das lavouras dos Estados Unidos, especialmente no Texas, onde o calor intenso e a seca aumentam os riscos de redução da produção e, consequentemente, da oferta global. A valorização do petróleo no mercado internacional também sustentou os valores da pluma.

No Brasil, de acordo com o Cepea, agentes estiveram atentos aos avanços da colheita e do beneficiamento da safra 2025/26, priorizando os contratos a termo, especialmente os destinados à exportação. Com isso, a disponibilidade de lotes permaneceu limitada no spot, levando compradores com necessidade imediata a pagar mais por novas aquisições, sobretudo quando encontravam a qualidade desejada.

Fonte: Cepea


FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Vai chover o suficiente para liberar o plantio de soja em MT? Famato detalha perspectivas

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Foto: Divulgação Aiba

O fim do vazio sanitário da soja em Mato Grosso está chegando, mas uma dúvida deve dominar o campo nos próximos dias. Vai chover o suficiente para começar o plantio? Será? O período termina em 6 de setembro, liberando oficialmente a semeadura da safra 2026/27. A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Famato), no entanto, alerta que o produtor não deve confundir a autorização para plantar com o momento ideal para colocar a semente no solo.

A orientação é de cautela diante da expectativa de maior instabilidade climática, associada à influência do fenômeno El Niño. A recomendação é aguardar a regularização das chuvas antes de acelerar os trabalhos, principalmente porque uma primeira chuva isolada não garante umidade suficiente para o estabelecimento da lavoura.

O superintendente do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), Cleiton Gauer, reforça que o produtor precisa observar as condições de umidade e a previsão de chuva antes de iniciar a semeadura. A decisão é estratégica para reduzir o risco de falhas no estabelecimento das plantas e de gastos adicionais com eventual necessidade de replantio.

Para a safra 2026/27, o Imea projeta uma produção de 48,88 milhões de toneladas de soja em Mato Grosso. A estimativa leva em consideração as perspectivas climáticas, o histórico de produtividade, as práticas de manejo e o nível tecnológico utilizado nas propriedades.

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Segundo o analista de inteligência de mercado do Imea, Henrique Eggers, a combinação desses fatores permite projetar o desempenho da cultura nas diferentes regiões do Estado. Na prática, porém, o clima continuará sendo um dos principais fatores para definir o ritmo de avanço da semeadura.

A tendência é que os produtores mantenham a cautela observada em outras temporadas e esperem uma maior regularização das precipitações, especialmente na segunda quinzena de setembro. O que importa é saber se a chuva terá volume e continuidade suficiente para sustentar o nascimento e o desenvolvimento inicial da soja.

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Sustentabilidade

Conab publica resultado final de credenciamento para venda de farelo de soja

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) publicou nesta segunda-feira (31) o resultado final do Edital de Chamamento Público nº 1/2026, voltado ao credenciamento de empresas produtoras de farelo de soja. A seleção reúne companhias interessadas em utilizar a estrutura de armazenagem da estatal para atender clientes do Programa de Vendas em Balcão (ProVB) e outros potenciais compradores.

Segundo a Conab, a Comissão de Avaliação examinou as propostas apresentadas com base em critérios comerciais e técnicos. As empresas selecionadas poderão firmar contratos com validade de 12 meses, com possibilidade de prorrogação por igual período.

A estatal informou que, em caso de não assinatura do contrato por alguma empresa habilitada ou de rescisão contratual, poderá convocar os classificados seguintes, respeitando a ordem de classificação. Esse chamamento poderá ocorrer até o fim da vigência da seleção.

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O programa de comercialização de farelo de soja foi estruturado para atender ao interesse de criadores cadastrados no ProVB em diversificar a alimentação animal. De acordo com a Conab, o insumo complementa o uso do milho ao associar fontes de proteína e energia ao pasto na produção de carne, leite e ovos.

A operação utiliza a estrutura operacional do ProVB, mas funciona de forma independente. Nesse modelo, a Conab disponibiliza suas unidades armazenadoras para apoiar as vendas, sem realizar a compra ou a revenda do produto.

As unidades que sediarão a operação estão localizadas na Bahia, no Distrito Federal, no Piauí e no Rio Grande do Norte. Goiás também estava previsto no edital, mas não integrou esta etapa da operação após o estado registrar ausência de propostas de empresas interessadas.

Com a publicação do resultado final, a comercialização de farelo de soja por meio da estrutura da Conab avança para atendimento de criadores do ProVB e de outros compradores nas unidades definidas pelo edital.

Fonte: gov.br

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Sustentabilidade

Milho: Tratamento de sementes é essencial para o controle dos percevejos no sistema soja-milho – MAIS SOJA

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No sistema de produção soja-milho safrinha, os danos causados por percevejos no estabelecimento da cultura do milho estão entre as principais causas da perda de produtividade. O inseto alimenta-se preferencialmente na região do colo das plântulas, introduzindo o estilete no colmo para sugar a seiva e injetando saliva tóxica. Esse processo ocasiona lesões e necroses no tecido foliar, encharutamento e perfilhamento anômalo, comprometendo severamente o estande e o rendimento final de grãos (Fernandes; Ávila, Silva, 2019).

Figura 1. Percevejo acometendo o milho no estádio inicial do desenvolvimento da planta.

Embora os percevejos possam atacar o milho em diferentes estádios de desenvolvimento, os maiores prejuízos ocorrem na fase inicial da lavoura. A dinâmica populacional da praga na soja atinge o pico ao final do enchimento de grãos, resultando em expressivo aumento de insetos no encerramento do ciclo. Falhas no controle ou a ausência de manejo nessa etapa favorecem a permanência das populações durante a entressafra, sobretudo no intervalo entre a colheita da soja e a semeadura do milho safrinha.

Figura 2. Dinâmica populacional do percevejo barriga-verde no sistema de produção soja-milho.
Adaptado: Garcia , A. N.

Nesse contexto, sobretudo na sucessão soja-milho, deve-se considerar que os percevejos já podem estar presentes na área antes mesmo da semeadura do milho. Embora o monitoramento constante auxilie no planejamento do manejo, o tratamento de sementes (TS) com inseticidas figura como uma das estratégias mais eficazes para proteger a cultura na fase crítica inicial.

Ao avaliar a eficácia de diferentes inseticidas químicos via TS no controle de adultos de Diceraeus melacanthus, Fernandes; Ávila; Silva (2019) constataram que os maiores índices de controle do percevejo-barriga-verde foram obtidos com clotianidina (90% a 97,5%) e tiametoxam (80% a 97,5%). Esses resultados evidenciam a alta eficiência dos neonicotinoides para o manejo da praga no milho via tratamento de sementes.

Contudo, vale destacar que mesmo os inseticidas mais eficientes via tratamento de sementes apresentam período residual limitado. Dessa forma, é indispensável intensificar o monitoramento após a emergência para determinar a necessidade de complementação com pulverizações pós-emergentes. Para o percevejo-barriga-verde (Diceraeus furcatus e Diceraeus melacanthus), o nível de ação recomendado durante o desenvolvimento inicial do milho (da emergência até V4) é de 0,5 percevejo/m² ou 1 percevejo a cada 10 plantas.


Veja mais: Cigarrinha-do-milho: por que controlar cedo ainda é o fator mais importante?


Referências:

FERNANDES, P. H. R.; ÁVILA, C. J.; SILVA, I. F. CONTROLE DO PERCEVEJO Dichelops melacanthus POR MEIO DE INSETICIDAS APLICADOS NAS SEMENTES DE MILHO. Embrapa Agropecuária Oeste, Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento, n. 82, 2019. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1112233/1/BP822019CREBIO.pdf >, acesso em: 02/09/2026.

GARCIA, A. N. COMO DEVEMOS REALIZAR O MANEJO DE PERCEVEJOS NO MILHO SAFRINHA? KWS Sementes, informativo Agroservice. Disponível em: < https://pt.scribd.com/document/823140125/kws-br-informativo-agroservice-percevejo-milhosafrinha >, acesso em: 02/09/2026.

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