Connect with us
3 de setembro de 2026

Sustentabilidade

A corrida contra o relógio na safra do milho: por que armazenar o grão na porteira virou a principal estratégia de sobrevivência no campo? – MAIS SOJA

Published

on


O avanço da colheita da segunda safra de milho no Brasil segue expondo um gargalo recorrente para o agronegócio nacional: o descompasso entre a capacidade produtiva das lavouras e a infraestrutura de pós-colheita. Com a produção total de milho estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 141,8 milhões de toneladas para esta temporada, a concentração da colheita em poucas semanas pressiona os canais de escoamento e reduz drasticamente a margem de manobra do agricultor.

O mercado, em resposta aos desafios do setor, vem moldando projetos de engenharia para silos metálicos e unidades armazenadoras, dimensionando-os considerando as particularidades climáticas de cada região, o volume colhido e a velocidade de recepção da propriedade. Sem espaço de retenção na origem, o produtor é forçado a escoar o grão imediatamente, enfrentando uma elevação no custo do frete rodoviário que ultrapassa 20% a 30% no pico de demanda em polos como o Centro-Oeste e o MATOPIBA, conforme apontam dados da nstech, maior empresa de software para supply chain da América Latina e quarta maior empresa SaaS brasileira.

Para Mathias Abreu, Gerente Geral de Engenharia da AGI Brasil, uma das principais fornecedoras de soluções em armazenamento e movimentação de grãos no país, o investimento em estruturas próprias passou a ser uma corrida contra o tempo.

“Quando o produtor não tem capacidade de guardar o milho dentro da propriedade, fica refém da volatilidade do mercado no momento em que a oferta está no ponto máximo. Recorde após recorde, o país mostra que pode mais, porém, para isso, precisamos que esse movimento deixe de ser uma corrida para se tornar um planejamento de longo prazo’’, afirma Abreu. Conforme apresentado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) no Fórum Mais Milho, 25% dos agricultores não conhecem as linhas de crédito disponíveis para armazenagem. Ao mesmo tempo, 72% afirmam que investiriam na construção de armazéns caso as taxas de juros fossem menores.

Engenharia de precisão e preservação da qualidade

Em meio à crise ambiental, o rigor técnico para armazenar aumenta cada vez mais, assegurando que a qualidade do grão seja mantida por longos períodos sem depreciação. Diferente de outras culturas, o milho exige atenção redobrada no processo de aeração, secagem e controle de umidade para evitar a proliferação de fungos, infestação de pragas e a redução de massa por secagem inadequada.

“Não basta apenas erguer uma estrutura metálica; é preciso integrar engenharia de precisão aos processos de recepção, limpeza, secagem e aeração. O milho é um ativo financeiro que precisa ser preservado. Projetos bem dimensionados e dotados de automação garantem a estabilidade da massa de grãos, reduzindo custos com energia elétrica e evitando a perda de peso por umidade, que corrói diretamente a rentabilidade do agricultor”, explica Abreu.

A expansão do parque de armazenagem dentro das fazendas tem sido impulsionada por soluções modulares, que permitem ao produtor iniciar a infraestrutura com capacidade proporcional à sua escala atual e expandi-la conforme o crescimento de suas safras. “A armazenagem dentro da porteira consolida-se como um pilar de sustentabilidade econômica do agronegócio. Ao proteger a margem no momento de maior pressão do mercado, o produtor garante a previsibilidade e a segurança necessárias para continuar investindo na eficiência de suas operações”, conclui o executivo.

Sobre a AGI Brasil

A AGI Brasil é uma das principais fornecedoras de soluções em armazenamento e movimentação de grãos no país. Com sede em Cândido Mota (SP), a companhia faz parte da AGI — Ag Growth International, referência global em equipamentos agrícolas e de infraestrutura, com presença em mais de 100 países. Seu portfólio inclui silos metálicos, sistemas de secagem, aeração e transporte de grãos, além de estruturas e soluções completas para pós-colheita. A AGI Brasil alia experiência local à expertise internacional, oferecendo tecnologia, confiabilidade e eficiência para apoiar a competitividade do agronegócio.

Fonte: Assessoria de imprensa


Continue Reading

Sustentabilidade

Vai chover o suficiente para liberar o plantio de soja em MT? Famato detalha perspectivas

Published

on


Foto: Divulgação Aiba

O fim do vazio sanitário da soja em Mato Grosso está chegando, mas uma dúvida deve dominar o campo nos próximos dias. Vai chover o suficiente para começar o plantio? Será? O período termina em 6 de setembro, liberando oficialmente a semeadura da safra 2026/27. A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Famato), no entanto, alerta que o produtor não deve confundir a autorização para plantar com o momento ideal para colocar a semente no solo.

A orientação é de cautela diante da expectativa de maior instabilidade climática, associada à influência do fenômeno El Niño. A recomendação é aguardar a regularização das chuvas antes de acelerar os trabalhos, principalmente porque uma primeira chuva isolada não garante umidade suficiente para o estabelecimento da lavoura.

O superintendente do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), Cleiton Gauer, reforça que o produtor precisa observar as condições de umidade e a previsão de chuva antes de iniciar a semeadura. A decisão é estratégica para reduzir o risco de falhas no estabelecimento das plantas e de gastos adicionais com eventual necessidade de replantio.

Para a safra 2026/27, o Imea projeta uma produção de 48,88 milhões de toneladas de soja em Mato Grosso. A estimativa leva em consideração as perspectivas climáticas, o histórico de produtividade, as práticas de manejo e o nível tecnológico utilizado nas propriedades.

  • Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

Segundo o analista de inteligência de mercado do Imea, Henrique Eggers, a combinação desses fatores permite projetar o desempenho da cultura nas diferentes regiões do Estado. Na prática, porém, o clima continuará sendo um dos principais fatores para definir o ritmo de avanço da semeadura.

A tendência é que os produtores mantenham a cautela observada em outras temporadas e esperem uma maior regularização das precipitações, especialmente na segunda quinzena de setembro. O que importa é saber se a chuva terá volume e continuidade suficiente para sustentar o nascimento e o desenvolvimento inicial da soja.

O post Vai chover o suficiente para liberar o plantio de soja em MT? Famato detalha perspectivas apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Sustentabilidade

Conab publica resultado final de credenciamento para venda de farelo de soja

Published

on


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) publicou nesta segunda-feira (31) o resultado final do Edital de Chamamento Público nº 1/2026, voltado ao credenciamento de empresas produtoras de farelo de soja. A seleção reúne companhias interessadas em utilizar a estrutura de armazenagem da estatal para atender clientes do Programa de Vendas em Balcão (ProVB) e outros potenciais compradores.

Segundo a Conab, a Comissão de Avaliação examinou as propostas apresentadas com base em critérios comerciais e técnicos. As empresas selecionadas poderão firmar contratos com validade de 12 meses, com possibilidade de prorrogação por igual período.

A estatal informou que, em caso de não assinatura do contrato por alguma empresa habilitada ou de rescisão contratual, poderá convocar os classificados seguintes, respeitando a ordem de classificação. Esse chamamento poderá ocorrer até o fim da vigência da seleção.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

O programa de comercialização de farelo de soja foi estruturado para atender ao interesse de criadores cadastrados no ProVB em diversificar a alimentação animal. De acordo com a Conab, o insumo complementa o uso do milho ao associar fontes de proteína e energia ao pasto na produção de carne, leite e ovos.

A operação utiliza a estrutura operacional do ProVB, mas funciona de forma independente. Nesse modelo, a Conab disponibiliza suas unidades armazenadoras para apoiar as vendas, sem realizar a compra ou a revenda do produto.

As unidades que sediarão a operação estão localizadas na Bahia, no Distrito Federal, no Piauí e no Rio Grande do Norte. Goiás também estava previsto no edital, mas não integrou esta etapa da operação após o estado registrar ausência de propostas de empresas interessadas.

Com a publicação do resultado final, a comercialização de farelo de soja por meio da estrutura da Conab avança para atendimento de criadores do ProVB e de outros compradores nas unidades definidas pelo edital.

Fonte: gov.br

O post Conab publica resultado final de credenciamento para venda de farelo de soja apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Sustentabilidade

Milho: Tratamento de sementes é essencial para o controle dos percevejos no sistema soja-milho – MAIS SOJA

Published

on


No sistema de produção soja-milho safrinha, os danos causados por percevejos no estabelecimento da cultura do milho estão entre as principais causas da perda de produtividade. O inseto alimenta-se preferencialmente na região do colo das plântulas, introduzindo o estilete no colmo para sugar a seiva e injetando saliva tóxica. Esse processo ocasiona lesões e necroses no tecido foliar, encharutamento e perfilhamento anômalo, comprometendo severamente o estande e o rendimento final de grãos (Fernandes; Ávila, Silva, 2019).

Figura 1. Percevejo acometendo o milho no estádio inicial do desenvolvimento da planta.

Embora os percevejos possam atacar o milho em diferentes estádios de desenvolvimento, os maiores prejuízos ocorrem na fase inicial da lavoura. A dinâmica populacional da praga na soja atinge o pico ao final do enchimento de grãos, resultando em expressivo aumento de insetos no encerramento do ciclo. Falhas no controle ou a ausência de manejo nessa etapa favorecem a permanência das populações durante a entressafra, sobretudo no intervalo entre a colheita da soja e a semeadura do milho safrinha.

Figura 2. Dinâmica populacional do percevejo barriga-verde no sistema de produção soja-milho.
Adaptado: Garcia , A. N.

Nesse contexto, sobretudo na sucessão soja-milho, deve-se considerar que os percevejos já podem estar presentes na área antes mesmo da semeadura do milho. Embora o monitoramento constante auxilie no planejamento do manejo, o tratamento de sementes (TS) com inseticidas figura como uma das estratégias mais eficazes para proteger a cultura na fase crítica inicial.

Ao avaliar a eficácia de diferentes inseticidas químicos via TS no controle de adultos de Diceraeus melacanthus, Fernandes; Ávila; Silva (2019) constataram que os maiores índices de controle do percevejo-barriga-verde foram obtidos com clotianidina (90% a 97,5%) e tiametoxam (80% a 97,5%). Esses resultados evidenciam a alta eficiência dos neonicotinoides para o manejo da praga no milho via tratamento de sementes.

Contudo, vale destacar que mesmo os inseticidas mais eficientes via tratamento de sementes apresentam período residual limitado. Dessa forma, é indispensável intensificar o monitoramento após a emergência para determinar a necessidade de complementação com pulverizações pós-emergentes. Para o percevejo-barriga-verde (Diceraeus furcatus e Diceraeus melacanthus), o nível de ação recomendado durante o desenvolvimento inicial do milho (da emergência até V4) é de 0,5 percevejo/m² ou 1 percevejo a cada 10 plantas.


Veja mais: Cigarrinha-do-milho: por que controlar cedo ainda é o fator mais importante?


Referências:

FERNANDES, P. H. R.; ÁVILA, C. J.; SILVA, I. F. CONTROLE DO PERCEVEJO Dichelops melacanthus POR MEIO DE INSETICIDAS APLICADOS NAS SEMENTES DE MILHO. Embrapa Agropecuária Oeste, Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento, n. 82, 2019. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1112233/1/BP822019CREBIO.pdf >, acesso em: 02/09/2026.

GARCIA, A. N. COMO DEVEMOS REALIZAR O MANEJO DE PERCEVEJOS NO MILHO SAFRINHA? KWS Sementes, informativo Agroservice. Disponível em: < https://pt.scribd.com/document/823140125/kws-br-informativo-agroservice-percevejo-milhosafrinha >, acesso em: 02/09/2026.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT