Sustentabilidade
A corrida contra o relógio na safra do milho: por que armazenar o grão na porteira virou a principal estratégia de sobrevivência no campo? – MAIS SOJA

O avanço da colheita da segunda safra de milho no Brasil segue expondo um gargalo recorrente para o agronegócio nacional: o descompasso entre a capacidade produtiva das lavouras e a infraestrutura de pós-colheita. Com a produção total de milho estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 141,8 milhões de toneladas para esta temporada, a concentração da colheita em poucas semanas pressiona os canais de escoamento e reduz drasticamente a margem de manobra do agricultor.
O mercado, em resposta aos desafios do setor, vem moldando projetos de engenharia para silos metálicos e unidades armazenadoras, dimensionando-os considerando as particularidades climáticas de cada região, o volume colhido e a velocidade de recepção da propriedade. Sem espaço de retenção na origem, o produtor é forçado a escoar o grão imediatamente, enfrentando uma elevação no custo do frete rodoviário que ultrapassa 20% a 30% no pico de demanda em polos como o Centro-Oeste e o MATOPIBA, conforme apontam dados da nstech, maior empresa de software para supply chain da América Latina e quarta maior empresa SaaS brasileira.
Para Mathias Abreu, Gerente Geral de Engenharia da AGI Brasil, uma das principais fornecedoras de soluções em armazenamento e movimentação de grãos no país, o investimento em estruturas próprias passou a ser uma corrida contra o tempo.
“Quando o produtor não tem capacidade de guardar o milho dentro da propriedade, fica refém da volatilidade do mercado no momento em que a oferta está no ponto máximo. Recorde após recorde, o país mostra que pode mais, porém, para isso, precisamos que esse movimento deixe de ser uma corrida para se tornar um planejamento de longo prazo’’, afirma Abreu. Conforme apresentado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) no Fórum Mais Milho, 25% dos agricultores não conhecem as linhas de crédito disponíveis para armazenagem. Ao mesmo tempo, 72% afirmam que investiriam na construção de armazéns caso as taxas de juros fossem menores.
Engenharia de precisão e preservação da qualidade
Em meio à crise ambiental, o rigor técnico para armazenar aumenta cada vez mais, assegurando que a qualidade do grão seja mantida por longos períodos sem depreciação. Diferente de outras culturas, o milho exige atenção redobrada no processo de aeração, secagem e controle de umidade para evitar a proliferação de fungos, infestação de pragas e a redução de massa por secagem inadequada.
“Não basta apenas erguer uma estrutura metálica; é preciso integrar engenharia de precisão aos processos de recepção, limpeza, secagem e aeração. O milho é um ativo financeiro que precisa ser preservado. Projetos bem dimensionados e dotados de automação garantem a estabilidade da massa de grãos, reduzindo custos com energia elétrica e evitando a perda de peso por umidade, que corrói diretamente a rentabilidade do agricultor”, explica Abreu.
A expansão do parque de armazenagem dentro das fazendas tem sido impulsionada por soluções modulares, que permitem ao produtor iniciar a infraestrutura com capacidade proporcional à sua escala atual e expandi-la conforme o crescimento de suas safras. “A armazenagem dentro da porteira consolida-se como um pilar de sustentabilidade econômica do agronegócio. Ao proteger a margem no momento de maior pressão do mercado, o produtor garante a previsibilidade e a segurança necessárias para continuar investindo na eficiência de suas operações”, conclui o executivo.
Sobre a AGI Brasil
A AGI Brasil é uma das principais fornecedoras de soluções em armazenamento e movimentação de grãos no país. Com sede em Cândido Mota (SP), a companhia faz parte da AGI — Ag Growth International, referência global em equipamentos agrícolas e de infraestrutura, com presença em mais de 100 países. Seu portfólio inclui silos metálicos, sistemas de secagem, aeração e transporte de grãos, além de estruturas e soluções completas para pós-colheita. A AGI Brasil alia experiência local à expertise internacional, oferecendo tecnologia, confiabilidade e eficiência para apoiar a competitividade do agronegócio.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Cepea: Conflito no mar negro e dólar elevam preços do trigo no Brasil em agosto – MAIS SOJA

Trigo: No mercado doméstico, os preços avançaram em agosto, acompanhando as valorizações externas e o avanço do dólar frente ao Real. Além disso, a menor disponibilidade interna continua limitando as negociações no mercado spot. Do lado da demanda, agentes começam a direcionar as compras para os volumes da nova safra, sobretudo para entregas previstas entre meados de setembro e outubro. A combinação entre oferta ainda restrita e transição entre safras mantêm os negócios pontuais no mercado disponível.
Em agosto, o preço médio do trigo no Paraná foi de R$ 1.429,23/t, aumento de 2,8% em relação a julho/26, mas 2,8% abaixo do registrado em agosto/25, em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-DI). No Rio Grande do Sul, a média foi de R$ 1.325,91/t, altas de 0,7% frente a julho/26 e de 0,1% na comparação anual. Em Santa Catarina, o preço médio foi de R$ 1.363,96/t, elevação de 1% no mês, mas 7,1% inferior ao de agosto/25. Em São Paulo, a média atingiu R$ 1.440,35/t, retrações de 5% no comparativo mensal e de 1,9% no comparativo anual, devido ao avanço da colheita no estado ao longo de agosto.
MERCADO EXTERNO – Os contratos futuros do trigo negociados nas bolsas norteamericanas registraram altas expressivas no fim de agosto, devido à paralisação do escoamento de grãos na região do Mar Negro. Tanto na Bolsa de Chicago quanto na Bolsa de Kansas, os preços avançaram, atingindo no dia 28 de agosto o maior valor nominal da série histórica do contrato Setembro/26.
Os portos que escoam grãos pelo Mar Negro e pelo Mar de Azov estão com as atividades praticamente paralisadas, reduzindo a disponibilidade global de grãos. Nos últimos cinco anos-safra, Rússia e Ucrânia foram responsáveis por mais de 29% das exportações mundiais, conforme dados do USDA. Na atual temporada, o USDA estima que a Rússia exporte 46 milhões de toneladas (21,5% do total mundial) e a Ucrânia, 13,5 milhões de toneladas (6,3%).
Diante da logística afetada pelo conflito, a menor disponibilidade de trigo russo no mercado impulsionou as cotações internacionais. Em agosto, a média do primeiro vencimento na Bolsa de Chicago foi de US$ 6,7626/bushel (US$ 248,48/t), altas de 4,4% frente a julho/26 e de 32,9% em relação a agosto/25. Na Bolsa de Kansas, a média alcançou US$ 7,4720/bushel (US$ 274,55/t), elevações de 7,4% no comparativo mensal e de expressivos 48% no anual.
OFERTA E CAMPO NACIONAL – As estimativas da Conab para a temporada de trigo de 2026 indicaram redução da área destinada ao cultivo no Brasil, que deve ser a menor desde 2017. Conforme dados divulgados pela Companhia, a área está estimada em 1,947 milhão de hectares, quedas de 4,4% em relação ao levantamento anterior e de 20,4% em relação à temporada de 2025. A produção também foi revisada para baixo, em 3,5% no comparativo mensal e em 26,2% no anual, para 5,813 milhões de toneladas. A produtividade, por sua vez, aumentou 0,9% de julho/26 para agosto/26, mas recuou 7,2% frente a 2025, para 2,986 t/ha.
Diante da menor oferta nacional, a Conab elevou a projeção de importações em 4% em relação ao levantamento anterior, para 7,1 milhões de toneladas entre ago/26 e jul/27, enquanto diminuiu a previsão de exportações também em 4%, para 1,497 milhão de toneladas. A estimativa dos estoques finais foi reduzida para 900 mil toneladas, volume 31% inferior ao projetado no levantamento anterior e 39% abaixo do previsto para a safra de 2025 (jul/26).
A semeadura de trigo da temporada de 2026 foi encerrada no Brasil e a colheita de trigo havia atingido 8,1% da área cultivada no Brasil até 28 de agosto, com avanços em Goiás (80%), Minas Gerais (61%), Mato Grosso do Sul (70%), São Paulo (8%) e no Paraná (1%).
OFERTA E DEMANDA MUNDIAL – Conforme dados do USDA, para 2026/27, a produção mundial de trigo está estimada em 819,3 milhões de toneladas, queda de 0,1% frente à projeção de julho/26 e de 2,9% em relação à temporada anterior. Dentre os principais produtores, os Estados Unidos reduziram a produção em 0,4% no comparativo mensal e em 22,9% no anual, para 41,656 milhões de toneladas, enquanto a da União Europeia recuou para 134,2 milhões de toneladas.
O consumo mundial está projetado em 826,269 milhões de toneladas, praticamente estável frente a julho/26 (+0,01%) e 0,3% acima do estimado para 2025/26. Os estoques finais devem somar 273,252 milhões de toneladas, alta de 0,15% no comparativo mensal, mas queda de 2,5% frente à temporada anterior. Já o comércio internacional está estimado em 214,11 milhões de toneladas, volume 0,2% inferior ao projetado em julho/26 e 5,4% abaixo do registrado em 2025/26.
Dentre os principais exportadores, o USDA reduziu as projeções das vendas externas da Rússia, para 46 milhões de toneladas, e da Ucrânia, para 13,5 milhões de toneladas, devido às dificuldades logísticas no Mar Negro.
DERIVADOS DE TRIGO – Diante da recuperação nos preços da matéria-prima e do avanço dos futuros no mercado internacional, moageiras reajustaram para cima os preços praticados no mercado de derivados. Conforme dados do Cepea, de julho para agosto, o farelo a granel se valorizou 5,27% e o ensacado, 3,97%.
Para as farinhas, no mesmo comparativo, houve valorização de 1,88% para massas frescas; 1,48% para bolacha salgada; 1,23% para bolacha doce; 0,61% para pré-mistura, 0,36% para massas em geral e 0,17% para panificação. Para farinha integral, houve retração mensal de 0,55%.
Fonte: Cepea
Sustentabilidade
Manejo do solo faz produtor gaúcho elevar em até 95% a produtividade da soja e do trigo – MAIS SOJA

Diante da safra de soja 2026/27, o produtor rural se depara com a pergunta central da gestão agrícola: para colher mais, é preciso necessariamente gastar mais? Em um cenário de margens apertadas e custos de adubação elevados, aumentar a dosagem de insumos no sulco de plantio sem um diagnóstico preciso tem se mostrado uma estratégia ineficiente e cara.
Para o engenheiro agrônomo Leandro Barcelos, fundador do método A Raiz da Solução, o gargalo de grande parte das propriedades não está na falta de adubo, mas na incapacidade da planta em acessar os nutrientes e a água já presentes no solo. “O investimento em fertilizantes só se converte em sacas colhidas se o ambiente subterrâneo permitir o desenvolvimento de um sistema radicular agressivo. Jogar mais produto em um solo compactado ou quimicamente desequilibrado é desperdício de capital”, alerta Barcelos.
Da estagnação ao salto produtivo: o caso de Taquaruçu do Sul
A mudança de perspectiva na gestão da lavoura transformou a realidade da propriedade de Márcio José Natalli, produtor rural em Taquaruçu do Sul (RS). Trabalhando em uma área de 35 hectares entre terras próprias e arrendadas com o cultivo de soja, milho e trigo, Márcio enfrentava limites produtivos que pareciam insuperáveis.
“Nosso maior problema era a produtividade. Tentávamos fazer o melhor possível, mas era muito difícil produzir mais. Fazíamos a aplicação de calcário, mas ajustes de descompactação e outras técnicas a gente ainda não realizava. Estava desacreditado”, relata o agricultor, que conheceu o método de Leandro Barcelos em 2021.
Após decidir capacitar-se com o time de A Raiz da Solução, e aplicar o manejo focado na construção de perfil de solo e fisiologia vegetal, os resultados se multiplicaram em todas as culturas da propriedade:
- Soja: O teto produtivo, que anteriormente não passava de 50 sacas por hectare, saltou para médias consistentes entre 90 e 95 sc/ha.
- Trigo: A média histórica de 40 sacas por hectare quase dobrou na safra 2025, atingindo 78 sc/ha.
- Milho: Em área que historicamente produzia entre 130 e 140 sacas, o produtor alcançou 190 sc/ha na colheita de janeiro de 2026, mesmo enfrentando 25 dias de seca rigorosa. O resultado demonstra a capacidade de um perfil de solo bem construído de sustentar a lavoura diante de diferentes situações de estresse hídrico. Na safra anterior, com clima favorável, a média bateu 220 sc/ha.
Para comprovar a eficiência do método, Márcio realizou testes comparativos lado a lado. “Fizemos testes com algumas áreas separadas usando as técnicas da Raiz e outras como fazíamos antes. O que mais entregou foi, sem dúvida, o manejo da Raiz da Solução. Foi uma virada de chave imensa. Hoje, vizinhos que colhiam mais do que nós colhem bem menos”, destaca o produtor.
O depoimento completo de Márcio Natalli sobre a evolução da propriedade e os resultados alcançados pode ser assistido neste vídeo.
Educação técnica e autonomia nas decisões do campo
A história de Márcio ilustra o papel da capacitação técnica no agronegócio moderno. Em vez de seguir receitas padronizadas de prateleira, o produtor passou a compreender as respostas da planta e a dinâmica do solo, ajustando doses e produtos de acordo com a real necessidade de cada gleba.
“O conhecimento traz autonomia. Quando o produtor entende a causa raiz do problema, seja uma camada compactada, uma limitação física ou uma deficiência nutricional específica, ele deixa de gastar com o que não traz retorno e canaliza os recursos exatamente onde a lavoura precisa”, explica Leandro Barcelos.
A transformação dos resultados no campo passa, necessariamente, por uma mudança de mentalidade da porteira para dentro. Para Leandro, o primeiro passo para o produtor romper com a estagnação é a coragem de questionar práticas históricas que são repetidas no automático.
“Muitas vezes o produtor acha que está fazendo tudo certo porque repete o mesmo pacote há dez anos, mas ele não percebe que o solo mudou e que a resposta da planta mudou. Quando você passa a entender a fisiologia e a física do solo, você para de gastar com o que não funciona e começa a tomar decisões com critério técnico. É a plantabilidade e o conhecimento do seu perfil que constroem o resultado final, não a quantidade de produto que você coloca no sulco”, reforça o especialista.
O que avaliar antes de investir na safra 2026/27
Para os agricultores que preparam o planejamento da próxima safra de verão, Leandro Barcelos elenca orientações práticas para evitar desperdícios e maximizar o retorno sobre o investimento:
- Diagnóstico físico e químico por talhão: Não trate a fazenda como uma área homogênea. Faça análises de solo aprofundadas e verifique a presença de camadas compactadas que impedem o enraizamento profundo.
- Priorização do perfil antes da adubação pesada: Antes de aumentar a carga de NPK, é necessário avaliar a estrutura física, a compactação, a drenagem e o equilíbrio químico do solo. Um perfil bem construído favorece o desenvolvimento das raízes e ajuda a lavoura a enfrentar tanto períodos de excesso de chuva quanto eventuais intervalos de estiagem.
- Foco na plantabilidade: A distribuição uniforme das sementes, o ajuste de profundidade e o contato solo-semente no momento da semeadura são decisões de custo zero que definem o estande de plantas e o teto produtivo final.
- Planejamento de curto x longo prazo: O que pode ser ajustado antes do plantio envolve a regulagem fina de maquinário, escolha de insumos eficientes e correção localizada. Estruturações profundas de perfil devem ser planejadas de forma contínua no sistema de rotação de culturas.
Operação El Niño Sul reúne produtores em Passo Fundo
Com o objetivo de preparar os agricultores do Sul do Brasil para um cenário de maior variabilidade climática, com risco de chuvas acima da média, temporais e períodos de excesso hídrico associados ao El Niño, acontece nos dias 10 e 11 de setembro de 2026, em Passo Fundo (RS), o encontro Missão Raiz: Operação El Niño Sul.
O evento presencial e exclusivo para produtores de soja reunirá a equipe de especialistas do projeto A Raiz da Solução, liderada por Leandro Barcelos, para apresentar estratégias práticas de manejo do solo, implantação da lavoura, mitigação de riscos hídricos e planejamento técnico para a safra 2026/27.
Serviço:
- Evento: Missão Raiz · Operação El Niño Sul
- Data: 10 e 11 de setembro de 2026
- Local: Passo Fundo / RS
- Informações: Acesse a programação completa pelo link oficial do evento.
Quem é Leandro Barcelos?
Especialista em fertilidade do solo e fisiologia vegetal com mais de 40 anos de vivência no campo, Leandro Barcelos é o consultor agronômico por trás da conquista do último campeonato nacional de produtividade de soja do CESB 2025. Natural do Rio Grande do Sul e filho de produtores, trilhou uma jornada resiliente: de produtor rural e caminhoneiro a gerente de fazenda, estudando ciência das plantas na cabine do caminhão após enfrentar perdas severas pela seca. Essa trajetória o levou a desenvolver um método exclusivo chamado A Raiz da Solução, que permite colher acima de 100 sc/ha em diversas regiões do Brasil. Sempre considerando o tempo necessário de cada fazenda para chegar às altas produtividades. Evoluir significa Transformar, ou seja, usar o mesmo dinheiro no local e forma certa , transforma a produtividade gerando mais lucro. Assim, a Raiz é a solução e produtividade é que paga conta.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
ARROZ/CEPEA: Preços continuam em alta, mas reajustes perdem força no RS – MAIS SOJA

As cotações do arroz em casca seguem em alta no Rio Grande do Sul, mas os reajustes perderam intensidade. Segundo o Cepea, após compras recentes, parte das indústrias reduziu a procura por novos lotes, enquanto produtores capitalizados permaneceram firmes nas ofertas de venda, à espera de preços mais elevados.
De acordo com o Centro de Pesquisas, no mercado spot, produtores permaneceram pouco dispostos a negociar pelos valores propostos pelas indústrias. Em alguns casos, porém, a proximidade de compromissos financeiros levou alguns vendedores a ampliar pontualmente a oferta. Do lado comprador, algumas indústrias indicaram já ter adquirido volumes suficientes nas últimas semanas e reduziram o ritmo de compras, enquanto parte manteve as ofertas e outras realizaram apenas pequenos reajustes.
Pesquisadores do Cepea ressaltam que, no geral, a diferença entre os valores pedidos pelos vendedores e os ofertados pelas indústrias continua limitando os negócios. Em determinadas regiões, a procura de indústrias de outros estados, como as de Goiás, também elevou a concorrência pela matéria-prima disponível.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
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