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21 de outubro de 2026

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MP pede soma de penas e João Arcanjo pode voltar à prisão

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Juíza determinou que o órgão se manifeste sobre indultos e livramento condicional antes de decidir possível retorno ao regime fechado

João Arcanjo Ribeiro permanece no regime aberto enquanto a Justiça analisa um novo impasse sobre o cálculo das penas impostas a ele. O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) pediu que as condenações sejam somadas, com a consequente transferência para o regime fechado e a expedição de mandado de prisão.

O requerimento surgiu após uma nova guia definitiva de execução penal ser encaminhada à 2ª Vara Criminal de Cuiabá. A juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, entretanto, ainda não decidiu sobre a regressão de regime.

Em despacho proferido em 31 de agosto, a magistrada determinou que o Ministério Público se manifeste inicialmente sobre os pedidos apresentados pela defesa. A avaliação poderá modificar a quantidade de pena que ainda falta ser cumprida e influenciar diretamente a decisão sobre uma eventual volta à prisão.

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Os advogados solicitaram que uma condenação de 44 anos e dois meses seja retirada do cálculo. Segundo a defesa, a pena vinculada a essa ação foi extinta em outubro de 2022.

A defesa também reivindicou a aplicação de indultos previstos nos decretos nº 7.648/2011 e nº 11.302/2022, inclusive sobre uma pena de 12 anos e dois meses. Pediu ainda que o dia 11 de abril de 2003 seja preservado como data-base para a concessão de benefícios.

Caso os demais pedidos sejam rejeitados, os advogados querem que Arcanjo receba livramento condicional. Também solicitaram a manutenção do regime aberto até a conclusão da análise.

A magistrada considerou necessário esclarecer primeiro quais condenações e benefícios deverão constar no cálculo definitivo. Dependendo do resultado, o pedido de regressão apresentado pelo Ministério Público poderá ser afetado ou até perder o objeto.

Somente depois da manifestação do MPMT a Justiça decidirá conjuntamente sobre os requerimentos da acusação e da defesa. Até o momento, não existe decisão determinando o retorno de João Arcanjo ao regime fechado.

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Polícia Civil realiza recambiamento de ‘Angeliquinha’ para Cuiabá; Justiça decreta Regime Disciplinar Diferenciado

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A Polícia Civil de Mato Grosso realizou, nesta terça-feira (20.10), o recambiamento de Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, de Mato Grosso do Sul para o sistema penitenciário mato-grossense.

A logística de retirada, escolta, transporte e entrega da custodiada será executada por uma equipe da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), Gerência Estadual de Polinter e Capturas (Gepol) e conta com apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer). Angeliquinha estava custodiada no Estabelecimento Penal Feminino Carlos Alberto Jonas Giordano, em Corumbá (MS), para onde foi encaminhada após ser recapturada na Bolívia. A entrada dela na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, foi autorizada pela Secretaria de Estado de Justiça (Sejus).

Ao chegar à unidade prisional em Cuiabá, a custodiada foi entregue à administração penitenciária, responsável pelo recebimento e pela continuidade da custódia.

Captura internacional

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Angeliquinha foi localizada e capturada em 22 de setembro, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, em ação integrada da Polícia Civil de Mato Grosso com a Polícia Boliviana. Ela estava foragida desde 17 de agosto de 2025, quando fugiu da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.

Após a captura pelas autoridades bolivianas, no dia 24 de setembro, ela foi entregue à Polícia Federal brasileira e encaminhada provisoriamente para a unidade prisional feminina de Corumbá, onde permaneceu aguardando o recambiamento para Mato Grosso.

Apontada pelas investigações como uma das lideranças de uma facção criminosa, com atuação no extremo norte de Mato Grosso, especialmente em Alta Floresta e região, Angeliquinha é investigada por envolvimento em atividades relacionadas ao tráfico de drogas, à lavagem de dinheiro e à coordenação de ações criminosas.

A investigada possui condenações que ultrapassam 260 anos de reclusão e mandados de prisão expedidos em diferentes ações penais e investigações.

Regime Disciplinar Diferenciado

A 5ª Vara Criminal de Sinop determinou a inclusão de Angeliquinha no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), pelo prazo inicial de 180 dias, com possibilidade de prorrogação mediante nova decisão judicial fundamentada.

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A medida foi determinada no âmbito de representação apresentada pela Polícia Civil, relacionada às investigações da Operação Showdown. Conforme a decisão judicial, os elementos reunidos apontam suspeitas de que a investigada teria continuado a exercer funções de liderança na organização criminosa mesmo durante o período em que permaneceu foragida no exterior. O regime prevê condições especiais de custódia e restrições previstas na legislação, considerando os fundamentos apresentados no processo e a necessidade de segurança do sistema penitenciário.

Operação Showdown

Em março de 2026, a Polícia Civil deflagrou a Operação Showdown para desarticular o núcleo familiar apontado como responsável por dar suporte às atividades criminosas ligadas à investigada e auxiliar na lavagem de dinheiro.

Na ocasião, foram cumpridas 31 ordens judiciais, incluindo mandados de prisão e de busca e apreensão, sequestros de veículos e imóveis, bloqueios de contas bancárias e suspensões de pessoas jurídicas.

As investigações identificaram movimentações financeiras superiores a R$ 20 milhões em aproximadamente um ano e sete meses, valores considerados incompatíveis com a renda declarada pelos investigados. Segundo a apuração, empresas e outros negócios teriam sido utilizados para dar aparência lícita a recursos provenientes das atividades criminosas.

A ação de recambiamento integra os procedimentos para o retorno da custodiada ao sistema penitenciário de Mato Grosso, onde ficará à disposição da Justiça.

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Polícia Civil prende em Rondonópolis dois foragidos de Goiás acusados de crimes sexuais e estupro de vulnerável

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A Polícia Civil cumpriu, na manhã desta terça-feira (20.10), em Rondonópolis, um mandado de prisão preventiva, uma ordem de busca e apreensão domiciliar e uma de prisão definitiva contra dois homens, um de 21 e outro de 46 anos, investigados crimes sexuais ocorridos em Goiás.

O suspeito de 21 anos foi localizado saindo de uma residência no bairro Jardim Tropical, em Rondonópolis. Ele foi abordado pela equipe da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis e informado sobre o mandado de prisão expedido pelo Poder Judiciário do Estado de Goiás, na comarca de Goiânia.

Ele é investigado em um procedimento relacionado à apuração de um crime de posse e aquisição de material de violência sexual envolvendo vítimas vulneráveis, menores de 14 anos.

Após a abordagem, os policiais realizaram buscas no imóvel, onde foi apreendido um aparelho celular que estava em posse do investigado. Nenhum outro objeto foi apreendido na residência.

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Após o cumprimento das ordens judiciais, o investigado foi conduzido à sede da Derf de Rondonópolis e apresentado à autoridade policial para as providências legais cabíveis.

Outra prisão

Na mesma manhã, foi cumprido um mandado de prisão definitiva contra um homem de 46 anos, expedidos pela Comarca de Caçu (GO).

O preso possuí uma condenação transitada em julgado de nove anos de reclusão pelo crime de estupro de vulnerável.

A prisão foi realizada por equipes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rondonópolis, em apoio à Polinter. Ele foi localizado pelos policiais no centro da cidade.

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Após a prisão, o condenado foi conduzido até a unidade policial para a formalização do cumprimento do mandado judicial. Ele permanece recolhido e à disposição do Poder Judiciário para o cumprimento de sua pena em regime fechado.

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Agro Mato Grosso

Mãe e filhotes de onça-pintada são flagrados ‘abraçados’ no Pantanal de MT

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A onça-pintada Medrosa foi fotografada em um momento de carinho ao lado dos filhotes Selva e Kairo, na região de Porto Jofre, em Poconé, a 104 km de Cuiabá. A imagem foi feita pela fotógrafa Iara Tonidandel, em 2 de outubro, durante uma expedição pelo Pantanal de Mato Grosso e publicada no dia 10 deste mês.

Iara acompanhava a família de felinos desde o dia anterior e observou os animais por várias horas (assista abaixo). Os filhotes, já crescidos e ativos, subiam em árvores e brincavam à beira da água, enquanto a mãe permanecia atenta ao redor.

Onça-pintada e filhotes são vistos descansando no Pantanal de MT

“Esse cuidado mútuo foi um dos aspectos que mais me chamaram a atenção, embora eu já tenha observado comportamentos semelhantes entre filhotes em outras oportunidades”, contou.

A fotografia foi registrada à tarde, enquanto Iara participava de uma expedição coordenada pelo fotógrafo Válter Patrial, cujo trabalho acompanha há quase dez anos. O grupo era formado por nove pessoas: com oito fotógrafos e o piloteiro.

Segundo Iara, fotografar a vida selvagem de um barco é desafiador, pois não é possível controlar o comportamento dos animais nem as condições de luz, e a embarcação oscila constantemente. Naquele momento, havia mais de 15 barcos ao redor.

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A fotógrafa também contou que no momento do abraço não conseguiu registrar a interação em vídeo, pois precisou escolher entre filmar e fotografar. Ela optou pelas fotografias.

🐆 Comportamento entre mãe e filhotes

Segundo o biólogo Gustavo Gaspari, fêmeas de onça-pintada costumam ficar atentas à segurança dos filhotes. Ele explica que também é possível observar momentos de interação entre mães e crias.

“[As mães ficam] sempre atentas e protegendo de eventuais ameaças. Muitas vezes observamos mães e filhotes em comportamento mais social, como se estivessem estreitando os laços”, afirmou.

 

Essa convivência muda conforme os filhotes crescem. De acordo com Gustavo, quando eles passam a seguir seus próprios caminhos, a mãe os expulsa de seu território.

Segundo o biólogo, há registros de cinco ninhadas de Medrosa, das quais três foram bem-sucedidas. Em 2021, ela teve os filhotes Rio e Marcela. Em 2024, nasceu Pantaneiro e, em 2026, Selva e Kairo.

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Para Iara, fotografar a vida selvagem também é uma forma de aproximar o público dos animais e incentivar a conservação do Pantanal.

“Ao fotografar Medrosa abraçando seus filhotes, procurei revelar algo que, por vezes, esquecemos: respeitadas as diferenças e as particularidades de cada espécie, os animais também estabelecem vínculos profundos de afeto, proteção e cuidado”, conclui.

VIDEO:

 

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