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Confusão no debate: Debate termina em confusão entre Maurício Coelho e marido de Natasha

Discussão nos bastidores levou campanha do PSD a anunciar boletim de ocorrência
Os bastidores do debate entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso foram marcados por uma discussão entre Maurício Coelho (Mobiliza) e Roberto Fraife Barreto, marido de Doutora Natasha (PSD), nesta terça-feira (1º), na TV Vila Real, em Cuiabá.
Durante um intervalo, Maurício afirmou à imprensa que Roberto teria tentado intimidá-lo por causa de uma pergunta feita a Natasha sobre o Fundo Eleitoral. A campanha da candidata recebeu R$ 4,5 milhões do diretório nacional do PSD.
O candidato do Mobiliza acusou o marido da adversária de reagir de maneira agressiva ao questionamento e classificou o episódio como desrespeitoso.
Integrantes da campanha de Natasha apresentaram outra versão. O marqueteiro Lucas Pimenta e o advogado Paulo Taques disseram que Maurício teria se aproximado da equipe, tocado um dos presentes no ombro e afirmado que iria destruir a candidatura de Natasha durante o debate.
Segundo o grupo, Roberto reagiu por entender que a declaração era dirigida à esposa. As duas partes passaram a trocar acusações sobre quem iniciou o confronto.
Após a confusão, a equipe jurídica de Natasha anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência e apresentar uma representação criminal contra Maurício. Até o momento relatado, não havia confirmação de que as medidas já tivessem sido formalizadas.
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Toffoli libera campanha de Renan Santos após impor restrições

Ministro havia suspendido repasses do Fundo Eleitoral, participação em debates e propaganda em perfis não informados ao TSE
O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), liberou a campanha de Renan Santos, candidato à Presidência da República pelo Missão. A nova decisão ocorre depois de o magistrado restringir parte das atividades eleitorais do fundador do Movimento Brasil Livre (MBL).
Na decisão anterior, Toffoli havia proibido a campanha de receber recursos do Fundo Eleitoral e de participar de debates em rádios, televisões, podcasts e outros meios. A propaganda digital também ficou suspensa nas contas que não haviam sido comunicadas à Justiça Eleitoral dentro do prazo.
As medidas foram determinadas após a campanha apresentar, em 19 de agosto, outros 16 perfis utilizados nas redes sociais. No pedido de registro protocolado no dia 7, a chapa havia informado apenas um endereço no X e um site. Toffoli classificou o atraso como uma omissão estratégica.
Com a liberação determinada pelo ministro, Renan poderá dar continuidade à campanha presidencial. A decisão também alcança o candidato a vice-presidente da chapa, Aroldo Medina.
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Novo Hospital Estadual do Alto Tapajós conclui rede de gases e prepara abertura total

Unidade em Alta Floresta já atende em formato ambulatorial e deve receber os demais serviços médicos de alta complexidade nos próximos dias
O novo Hospital Estadual do Alto Tapajós, em Alta Floresta, está em processo de finalização da instalação de gases medicinais, essenciais para o pleno funcionamento da unidade. O sistema será responsável pelo fornecimento de gases utilizados nos atendimentos e procedimentos realizados no hospital.
A instalação representa mais uma etapa de ativação da nova unidade hospitalar, que já está funcionando desde o dia 21 de julho de 2026, exclusivamente com atendimentos ambulatoriais.
Desde o início dos atendimentos, já foram realizadas 1.260 consultas ambulatoriais na nova estrutura. A previsão é de que, com a finalização da instalação de gases medicinais, a nova unidade comece a receber os demais serviços a partir da próxima sexta-feira (4.9).
“A usina de gases medicinais atualmente utilizada pelo Hospital Regional de Alta Floresta permanecerá instalada na estrutura antiga. A medida foi definida para otimizar os trabalhos que serão realizados pela Prefeitura Municipal, que ficará responsável pela administração da unidade”, explica o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Juliano Melo.
O novo Hospital Estadual do Alto Tapajós integra as ações do Governo de Mato Grosso para ampliar e modernizar a rede estadual de saúde e fortalecer a oferta de atendimento de média e alta complexidade na região Norte do Estado.
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Candidatos ao Senado dizem que situação de Alexandre de Moraes é insustentável e defendem prisão

José Medeiros, Antônio Galvan, Pedro Taques e Janaína Riva fizeram críticas ao ministro do STF durante manifestações nesta terça-feira (1º)
Candidatos ao Senado por Mato Grosso defenderam, nesta terça-feira (1º), medidas contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), diante de informações divulgadas sobre uma suposta relação do magistrado com o empresário Daniel Vorcaro, investigado em um caso de fraude financeira.
O deputado federal José Medeiros (PL) afirmou que as informações divulgadas seriam suficientes para justificar a prisão do ministro. Segundo reportagem do Estado de S. Paulo mencionada pelo candidato, Moraes teria mantido conversas de caráter íntimo com Vorcaro e supostamente o orientado sobre como agir diante de uma eventual ação da Polícia Federal.
“Eu venho aqui encarecidamente pedir ao ministro André Mendonça: o senhor precisa prender Alexandre de Moraes. Pau que bate em Chico tem que bater em Alexandre também”, afirmou Medeiros.
O deputado comparou a situação à do ex-senador Delcídio do Amaral, preso em 2015 após ser acusado de tentar ajudar o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró a escapar de uma eventual ação da Polícia Federal. Cerveró era investigado pela Operação Lava Jato.
Galvan cobra prisão
O produtor rural Antônio Galvan (Avante) também defendeu uma medida contra Moraes. Segundo ele, não existe na legislação brasileira uma proibição à prisão de ministros do Supremo e as informações envolvendo o magistrado já justificariam uma ação.
“Eles [outros ministros do Supremo] só podem ter rabo preso, por isso não fazem nada. E os senadores estão sendo covardes ao não pedir a prisão do Alexandre. Nenhuma lei no país diz que ministro do Supremo não pode ser preso”, declarou.
Taques pede investigação
O ex-governador Pedro Taques (PSB) adotou uma posição de defesa da investigação do caso. Para ele, se confirmadas, as novas informações reforçariam suspeitas que já vinham sendo levantadas em relação ao ministro.
Taques também citou o contrato firmado por Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, com Vorcaro, e afirmou que o caso deveria ser investigado juntamente com outras suspeitas envolvendo integrantes do Supremo.
“Eu tenho defendido faz tempo que esse caso do ministro Alexandre precisa ser investigado, e do ministro [Dias] Toffoli também. É gravíssimo. Ninguém está acima da lei. Quem deve ser supremo é o tribunal e não o ministro”, afirmou.
Janaína critica atuação do Senado
A deputada estadual Janaína Riva (MDB) afirmou que o conjunto de informações envolvendo Moraes chegou a um ponto que, em sua avaliação, exige uma reação do Senado.
“É insustentável a situação do ministro Alexandre. A Constituição Federal atribuiu ao Senado a responsabilidade de processar e julgar ministro do Supremo. Isso não pode existir só no papel. O Senado precisa agir com firmeza”, disse.
As manifestações dos quatro candidatos ocorreram em meio à repercussão das informações sobre a relação entre Moraes e Vorcaro. As acusações e suspeitas mencionadas pelos candidatos, contudo, ainda dependem de apuração e confirmação pelas autoridades competentes.
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