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25 de maio de 2026

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IBGE realiza encontro administrativo com foco na preparação do Censo Agropecuário

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realiza entre domingo (25) e terça-feira (27), no Rio de Janeiro, o Encontro Administrativo 2026. A agenda reunirá servidores das áreas de recursos humanos, recursos materiais, planejamento e gestão, além de orçamento e finanças. Segundo o instituto, o objetivo é alinhar procedimentos internos e preparar as equipes para os próximos desafios institucionais, com destaque para a operação do Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola.

De acordo com o IBGE, o encontro será fechado e contará com a participação de equipes da sede e das Superintendências Estaduais (SES) em todo o país. A programação prevê integração entre as áreas administrativas, capacitação técnica, troca de experiências e padronização de procedimentos operacionais.

O primeiro dia terá abordagem comum a todas as áreas envolvidas e transmissão pelo IBGE Digital. Os dois dias seguintes serão dedicados a temas específicos de cada coordenação, com oficinas voltadas a processos técnicos e operacionais. A orientação do instituto é que os participantes retornem às suas unidades para replicar os conteúdos tratados.

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A diretora-executiva do IBGE, Flávia Vinhaes, afirmou que esta é a segunda vez, na atual gestão, que a instituição promove um encontro entre as áreas administrativas da sede e das superintendências. Segundo ela, a iniciativa busca preparar as equipes para os próximos censos e ampliar a integração entre servidores. Bruno Malheiros, coordenador de Recursos Humanos, também destacou que a estrutura administrativa é necessária para viabilizar as operações do órgão.

Para o setor agropecuário, a preparação do Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola tem relevância porque o levantamento produz dados sobre estabelecimentos rurais, uso da terra, produção, rebanhos e perfil produtivo. Essas informações costumam servir de base para políticas públicas, planejamento setorial e acompanhamento das cadeias produtivas. No material divulgado, o IBGE não informou detalhes adicionais sobre o cronograma da operação censitária nem sobre etapas futuras de campo.

O encontro administrativo tem caráter interno, mas integra a etapa de organização institucional para futuras operações estatísticas do IBGE. Sem informações adicionais sobre calendário, orçamento ou execução do Censo Agropecuário, a dimensão prática dos próximos passos ainda depende de novos comunicados oficiais do instituto.

Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br

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Clima ameaça produtividade do milho safrinha, aponta Cepea

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O desenvolvimento da segunda safra de milho segue satisfatório na maior parte das regiões produtoras do Brasil, mas problemas climáticos pontuais já começam a preocupar produtores em estados importantes para a produção nacional.

Segundo pesquisadores do Cepea, áreas de Goiás, Paraná e Mato Grosso do Sul enfrentam impactos de geadas e do tempo seco, cenário que pode comprometer a produtividade das lavouras.

Diante das incertezas climáticas, parte dos vendedores adota postura cautelosa nas negociações e mantém firmeza nos preços, aguardando uma definição mais clara sobre o tamanho da safra.

Produtores seguram vendas diante de incertezas

De acordo com o Cepea, a preocupação com possíveis perdas na produção tem reduzido o interesse de alguns produtores em avançar nas vendas neste momento.

Por outro lado, há agentes mais flexíveis nas negociações, principalmente aqueles que buscam liberar espaço nos armazéns e reforçar o caixa neste período de colheita.

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No lado da demanda, compradores seguem atuando de forma pontual, aproveitando oportunidades em momentos de preços mais baixos. Ainda segundo o Cepea, muitos consumidores possuem estoques suficientes para abastecimento nas próximas semanas, o que reduz a necessidade de aquisições mais agressivas no mercado neste momento.

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China amplia compras dos EUA, mas demanda por soja brasileira segue alta, avalia Cepea

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Foto: R.R. Rufino/Embrapa

Os preços futuros da soja negociados nos Estados Unidos seguem em recuperação, impulsionados pelo avanço dos acordos comerciais entre os governos norte-americano e chinês. A China, principal compradora global da oleaginosa, comprometeu-se a adquirir dos Estados Unidos cerca de US$ 17 bilhões por ano em produtos agrícolas, incluindo 25 milhões de toneladas de soja.

Outro fator que reforça a competitividade norte-americana é a queda do dólar abaixo de R$ 5,00, cenário que tende a favorecer as exportações dos Estados Unidos no mercado internacional.

Apesar disso, pesquisadores do Cepea avaliam que a demanda chinesa pela soja brasileira deve permanecer elevada. Segundo o centro de pesquisas, o menor prêmio de exportação praticado no Brasil continua sendo um diferencial competitivo importante para o mercado nacional.

Demanda externa sustenta valorização no Brasil

De acordo com o Cepea, a valorização doméstica da soja em grão observada na última semana esteve atrelada à firme demanda, principalmente do mercado externo, pela oleaginosa brasileira.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que a média diária de exportações de soja neste mês, considerando 10 dias úteis, supera em 18,5% o volume registrado no mês anterior.

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O desempenho reforça o ritmo aquecido dos embarques brasileiros após o recorde exportado em abril, mantendo o Brasil em posição estratégica no abastecimento global da commodity.

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Estudo revela erro que compromete a produção de látex em seringueiras clonadas

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Foto: Breno Lobato/Embrapa

Apesar do advento da borracha sintética, que encerrou definitivamente o ciclo de opulência que teve seu auge na Amazônia brasileira na virada do século 19 para o 20, a borracha natural continua insubstituível para vários usos, como a confecção de pneus para aeronaves e de equipamentos médicos.

A borracha natural distingue-se por combinar, de maneira única, flexibilidade e robustez, oferecendo aos objetos produzidos alta elasticidade e poder de recuperação da forma original e resistência à fadiga, ao aquecimento, ao rasgamento e à abrasão. Além disso, possui a virtude de ser uma matéria-prima de origem renovável e de as plantações poderem ajudar na captura de dióxido de carbono (CO2) da atmosfera.

Mercado e produção

No entanto, o Brasil perdeu a primazia na produção de borracha natural, hoje liderada por Tailândia (35%), Indonésia (25%) e Vietnã (8-10%), seguidos por China (6-7%) e Índia (5-6%). Com menos de 2% da produção mundial, o Brasil não consegue abastecer o mercado interno e precisa importar a matéria-prima.

Um dado surpreendente para os não especialistas é que o epicentro da produção brasileira se deslocou da Amazônia para o estado de São Paulo. Como a seringueira leva cerca de dez anos para entrar em sua fase produtiva plena, alguns fazendeiros sediados no território paulista, que se dedicam a outros cultivares como atividade principal, reservam uma parte da propriedade para o plantio da seringueira, como uma espécie de poupança para o futuro.

Baixa produtividade

O grande problema é que, na hora de começar a colher o látex, muitos se surpreendem com a baixa produtividade das árvores, apesar de terem introduzido na fazenda os melhores clones disponíveis no mercado. A explicação foi dada agora, com o rigor do método científico, por um estudo conduzido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e no Instituto Agronômico (IAC) e publicado no periódico The Plant Genome.

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A pesquisa mostrou que o porta-enxerto (isto é, a planta que sustenta o clone enxertado) desempenha papel decisivo na produtividade da seringueira, podendo determinar diferenças expressivas na produção de látex.

“Investigamos, pela primeira vez, os mecanismos moleculares envolvidos na interação entre o enxerto e o porta-enxerto em seringueiras [Hevea brasiliensis], principal fonte mundial de borracha natural. Nossos achados evidenciam que os porta-enxertos não são apenas suportes para fixação dos clones, mas sim agentes ativos na regulação da expressão gênica do material enxertado, com impacto direto na produtividade e adaptabilidade da cultura”, afirma o pesquisador Wanderson Lima Cunha, primeiro autor do artigo.

Principais resultados

Para entender essa diferença tão marcante, os pesquisadores analisaram o transcriptoma – o conjunto de genes expressos) de árvores enxertadas em diferentes porta-enxertos. “Identificamos milhares de genes cuja expressão varia conforme a combinação enxerto-porta-enxerto, incluindo genes diretamente ligados à produção de látex”, informa Cunha.

Entre os principais resultados, o estudo identificou genes exclusivos e diferencialmente expressos relacionados às variações de produtividade, além de evidenciar a atuação de vias metabólicas, como a do jasmonato (hormônio vegetal ligado à resposta a estresses e à regulação metabólica) na produção de látex.

A pesquisa também apontou diferenças nas redes de coexpressão gênica, indicando distintos níveis de interação entre genes envolvidos na biossíntese da borracha. Os resultados reforçam que o porta-enxerto exerce um papel além do suporte físico, atuando diretamente na modulação da fisiologia da planta.

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Segundo os pesquisadores, o desconhecimento sobre a importância do porta-enxerto tem causado prejuízos significativos aos produtores.

“Quando o agricultor vai comprar a muda, ele pede o clone, mas não pede o porta-enxerto. E ninguém o informa sobre isso. Como a seringueira demora anos para entrar em produção, o erro só é percebido tarde demais. O fazendeiro espera mais de uma década para descobrir que está produzindo muito menos do que poderia”, sublinha a professora titular do Departamento de Biologia Vegetal da Unicamp, Anete Pereira de Souza.

Além do avanço científico, o estudo tem forte aplicação prática. Com base nos resultados, o IAC está preparando uma cartilha para orientar viveiristas e produtores sobre as melhores combinações entre clones e porta-enxertos. Os autores defendem também a criação de políticas que exijam a identificação do porta-enxerto na comercialização de mudas.

Os resultados apontam para uma mudança de paradigma na cultura da seringueira. Até agora, os programas de melhoramento focavam quase exclusivamente nos clones enxertados. O estudo mostra que isso é insuficiente.

Ao incorporar o porta-enxerto como componente ativo, abre-se a possibilidade de aumentar a produtividade, melhorar a adaptação a estresses (como seca), reduzir doenças e tornar a cultura mais competitiva.

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