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10 de julho de 2026

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Polícia Federal recusa proposta de delação premiada de Vorcaro

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A Polícia Federal (PF) decidiu não endossar a proposta de acordo de colaboração premiada que vinha discutindo com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e com seus advogados.

Os agentes federais responsáveis julgaram inconsistentes as informações fornecidas por Vorcaro, confrontando-as com as provas e indícios reunidos desde 2024, quando a PF começou a apurar, a pedido do Ministério Público Federal (MPF), a emissão de títulos de créditos financeiros sem a devida cobertura.

Segundo fontes da corporação, a decisão já foi comunicada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do inquérito que apura denúncias de fraudes bilionárias contra o Sistema Financeiro Nacional, mas não inviabiliza tratativas futuras, caso o banqueiro apresente informações relevantes.

Já a Procuradoria-Geral da República (PGR) segue avaliando a proposta de delação premiada apresentada pelo dono do conglomerado Master, instituição financeira que o Banco Central liquidou extrajudicialmente em novembro de 2025.

Preso preventivamente durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, em 18 de novembro do ano passado, Vorcaro, de 42 anos, passou dez dias detido até ser libertado por força de uma decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região.

Ele voltou a ser detido em 4 de março deste ano, quando a PF deflagrou a terceira fase da operação. Em 19 de março, como parte das tratativas para o fechamento de um acordo, Vorcaro passou a ocupar uma sala especial da Superintendência da PF em Brasília. Esta semana, com a deterioração das negociações, ele foi transferido para uma cela da superintendência, de onde pode voltar para a Penitenciária Federal, onde estará sujeito a regras muito mais rígidas.

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Pai e filho são presos pela Rotam vendendo drogas para facção criminosa em Cuiabá

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Trio foi flagrado em residência no bairro Altos do Parque. PM apreendeu 80 porções de maconha, pasta base e cocaína, além de dinheiro do tráfico

Policiais militares do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) prenderam três homens, nesta quinta-feira (9.7), suspeitos por tráfico ilícito de drogas, em Cuiabá. Com eles, foram apreendidos 80 porções de substância análogas à maconha, pasta base e cocaína.

Os militares receberam denúncia de que integrantes de uma facção criminosa estariam comercializando entorpecentes em uma residência no bairro Altos do Parque.

Durante o patrulhamento, os militares localizaram dois suspeitos, de 36 e 23 anos, que tentaram fugir ao perceber aproximação dos policiais, sendo abordados em seguida. A dupla se apresentou como pai e filho.

Os policiais militares abordaram um terceiro suspeito, de 18 anos, no interior do imóvel. No momento em que as equipes realizavam buscas foram localizados 49 porções de maconha, 29 de pasta base e uma de cocaína, além de uma balança de precisão e R$ 879.

Os suspeitos foram conduzidos à delegacia junto dos ilícitos apreendidos para demais providências que o caso requer

Com Assessoria 

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Festa não falta: Sorriso libera R$ 810 mil para shows sem licitação

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A Prefeitura de Sorriso resolveu não economizar quando o assunto é festa. Em atos oficiais assinados pelo prefeito Alei Fernandes, a administração autorizou o desembolso de R$ 810 mil para contratar três atrações da 19ª edição da Festrilha, que será realizada no Centro de Tradições Nordestinas de Sorriso (CTNS). As contratações foram feitas por inexigibilidade de licitação.

A maior fatia ficou com o cantor Nadson o Ferinha, que terá cachê de R$ 450 mil. A cantora Klessinha receberá R$ 330 mil, enquanto a dupla Dany & Roby foi contratada por R$ 30 mil. Somados, os três contratos chegam a R$ 810 mil pagos com recursos públicos.

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Polícia Civil mira facção que usava bingos para lavar dinheiro e cumpre 17 ordens judiciais em MT

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Investigação aponta que grupo criminoso atuava em Rondonópolis e utilizava jogos de azar para ocultar recursos ilícitos; mandados foram cumpridos em quatro municípios

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (10.7), a Operação Adsumus para cumprir 17 ordens judiciais no âmbito de uma investigação que apura a atuação de uma facção criminosa em Rondonópolis. O grupo utilizava jogos de azar e bingos para ocultar valores obtidos de forma ilícita.

Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva, além de medidas cautelares de suspensão de atividade comercial, bloqueio de contas bancárias e quebra de sigilo bancário contra alvos nos municípios de Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra.

As ordens judiciais foram decretadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Rondonópolis, com base nas investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.

Os investigados respondem pelos crimes de integrar organização criminosa, lavagem de capitais, tráfico de drogas, associação para o tráfico, fraude processual, ingresso ou facilitação da entrada de aparelho telefônico em estabelecimento prisional, falsidade ideológica, extorsão e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.

Mandados judiciais

Entre as medidas cautelares determinadas pela Justiça está a suspensão das atividades de um estabelecimento comercial em Rondonópolis, onde eram realizados diversos eventos e shows.

O local funcionava como sede permanente para a realização de sorteios ilegais de bingo controlados pela facção criminosa investigada. As investigações também identificaram movimentações financeiras expressivas e incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos responsáveis pelo estabelecimento.

Diante dos elementos colhidos, que reforçam os indícios da prática de lavagem de capitais, foi determinada a suspensão das atividades econômicas e financeiras da empresa, a lacração do estabelecimento e a apreensão das máquinas de bingo, da máquina de urso e de outros equipamentos utilizados na exploração de jogos de azar.

Investigação

O inquérito instaurado pela Derf de Rondonópolis teve início após a apreensão de um aparelho celular utilizado por um dos autores de um roubo e incêndio, ocorrido em 18 de fevereiro de 2025, em uma padaria localizada no bairro São Sebastião, em Rondonópolis.

O crime foi praticado por dois homens armados, que anunciaram o roubo e, em seguida, incendiaram as dependências da padaria. No decorrer das investigações, os dois suspeitos foram identificados e tiveram as respectivas prisões preventivas decretadas pela Justiça.

Em maio de 2025, os dois foragidos foram abordados pela Polícia Rodoviária Federal portando documentos de identificação falsos. Ambos viajavam como passageiros de um ônibus interestadual que fazia o trajeto de Cuiabá (MT) para o Rio de Janeiro (RJ).

Na ocasião, a equipe da Polícia Rodoviária Federal apreendeu os aparelhos celulares que estavam com os suspeitos, e o material foi encaminhado à Derf de Rondonópolis para as providências cabíveis.

A partir da análise do conteúdo extraído dos celulares, os policiais identificaram a existência de uma célula de facção com atuação em diversos municípios de Mato Grosso. Conforme apurado, trata-se de um grupo criminoso que atuava nos crimes de tráfico de drogas, extorsão, exploração de jogos de azar, fraude processual e falsidade ideológica.

Continuidade

As diligências prosseguem para a conclusão das investigações e finalização do inquérito policial, com o consequente indiciamento dos envolvidos.

Integração

Participaram da Operação Adsumus equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, com apoio da 1ª Delegacia de Polícia de Tangará da Serra, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

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