Connect with us
19 de agosto de 2026

Business

UE endurece regras e canetas emagrecedoras abrem nova frente para o agro; ASSISTA

Published

on


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A suspensão das exportações brasileiras de carne bovina, aves, equinos e mel para a União Europeia dominou os debates do novo episódio do videocast Radar Rural. A medida, anunciada pelo bloco europeu e prevista para entrar em vigor em setembro, levantou preocupações no setor produtivo e reacendeu discussões sobre protecionismo comercial.

O episódio também detalha o adiamento das regras do Prodes para o crédito rural e mostra como a nova fase do Desenrola Rural pode garantir o fôlego financeiro necessário para a Safra 2026/27. Outro destaque é o crescimento global do uso de canetas emagrecedoras e o impacto no agronegócio.

Confira o episódio completo:

Brasil já proibiu antimicrobianos criticados pela UE

Durante o episódio, foi lembrado que o Brasil publicou, no fim de abril, uma portaria que proíbe o uso de antimicrobianos considerados relevantes para a saúde humana e animal como melhoradores de desempenho na pecuária.

Também foi destacado que medicamentos veterinários utilizados para tratamento de doenças seguem protocolos sanitários e exigem período de carência antes do abate dos animais.

A estimativa é de que as restrições possam provocar prejuízos bilionários às exportações brasileiras caso avancem, mas entidades do setor e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) trabalham para reverter a medida.

Desenrola Rural ganha nova etapa

Outro tema debatido foi a nova fase do Desenrola Rural, incluída no pacote do Desenrola Brasil 2.0. A ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, afirmou ao Canal Rural que o objetivo é ampliar a renegociação de dívidas de produtores rurais antes do lançamento do Plano Safra 2026/27.

Cerca de 500 mil agricultores e trabalhadores rurais renegociaram débitos na primeira fase da iniciativa. Grande parte das dívidas ficava abaixo de R$ 10 mil. Além disso, a expectativa do governo é recuperar aproximadamente 200 mil produtores até o próximo Plano Safra.

Apesar da ampliação do programa, especialistas em crédito rural avaliam que as medidas ajudam momentaneamente, mas não resolvem o problema estrutural do endividamento no campo.

Exigências do Prodes para crédito rural são adiadas

O episódio também abordou o adiamento das exigências ambientais ligadas ao Prodes para concessão de crédito rural na Amazônia Legal.

Desde abril, bancos passaram a enfrentar dificuldades para validar informações de monitoramento ambiental por satélite exigidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O problema gerou uma série de falsos positivos envolvendo áreas rurais.

Com isso, o governo decidiu escalonar a obrigatoriedade da checagem ambiental entre 2027 e 2028, conforme o tamanho das propriedades rurais.

Canetas emagrecedoras impactam o agro

Na reta final do programa, o Radar Rural discutiu os impactos das chamadas canetas emagrecedoras no agronegócio mundial.

Nesse cenário, um estudo da Cogo Inteligência em Agronegócio projeta crescimento no consumo global desses medicamentos até 2030, impulsionado pela quebra de patentes e aumento da oferta.

A avaliação é que o movimento pode abrir oportunidades para o Brasil ampliar exportações de proteínas animais e também elevar a demanda por milho e farelo de soja, principais insumos da ração animal.

O post UE endurece regras e canetas emagrecedoras abrem nova frente para o agro; ASSISTA apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Safra 2026/27 de café inicia com ritmo acelerado, mas chuvas ainda limitam a oferta

Published

on


Foto: Pixabay.

A safra 2026/27 do café brasileiro teve um início em ritmo acelerado, em comparação com a temporada anterior. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), um único fator atrapalhou um desempenho ainda melhor: as chuvas de junho e julho, que afetaram tanto a colheita quanto a secagem dos grãos do tipo arábica.

O clima além de tornar a colheita mais lenta, tornou a quantidade de café beneficiado disponível e os volume prontos para exportação menores. Outro fator influenciado pela chuva é a qualidade do grão e por consequência da bebida, o que dificulta a comercialização do produto.

Pesquisadores do centro de estudos ainda alertam que apesar da boa quantidade do ínício de safra, com a disponibilidade limitada e os problemas de qualidades persistindo, os embarques de exportação podem ser comprometidos ao longo da temporada.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

O post Safra 2026/27 de café inicia com ritmo acelerado, mas chuvas ainda limitam a oferta apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Produtores retraídos e chuvas limitam oferta de arroz

Published

on


Foto: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil

O mercado de arroz no Rio Grande do Sul tem registrado oferta restrita nos últimos dias, cenário que tem dado sustentação às cotações do cereal. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a necessidade de compra das indústrias e as condições climáticas também têm contribuído para esse movimento.

Ainda segundo o centro de estudos, produtores da mercadoria seguem retraídos, na expectativa de valores mais elevados para negociação. Enquanto isso, parte da indústria elevou suas ofertas para compra, muito por conta da necessidade de repor seus estoques. Em casos específicos, chegaram a ser suspensas as vendas do cereal temporariamente, por não ter matéria-prima suficiente.

Pesquisadores reforçam que as chuvas também tem dificultado os carregamentos em determinadas regiões, o que torna a preferência por lotes já depositados nas unidades cada vez maior.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

O post Produtores retraídos e chuvas limitam oferta de arroz apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Agro Mato Grosso

Aprosoja MT reitera à Energisa a necessidade de avanços na energia do campo

Published

on

Ampliação da rede trifásica, manutenção de faixas de servidão e oscilações de tensão estão entre as demandas reunidas nos 35 Núcleos em Mato Grosso

Ampliação da rede trifásica, manutenção das faixas de servidão e a estabilidade da tensão fornecida às propriedades estão entre os pedidos dos produtores rurais que a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja MT) tem levado à Energisa. As demandas foram reunidas em reuniões realizadas nos 35 Núcleos da entidade, posicionados estrategicamente de norte a sul do estado, e reiteradas à concessionária de energia por meio de ofício em encontro realizado na última sexta-feira (14), em Cuiabá.

A agenda dá continuidade às tratativas que a associação vem conduzindo junto à Energisa e ao Governo de Mato Grosso, em reuniões técnicas, audiências públicas sobre a renovação da concessão e no acompanhamento direto do dia a dia dos produtores.

O trabalho nos Núcleos é o canal pelo qual a entidade organiza o que chega do campo. Entre 2025 e 2026, foram 41 reuniões com produtores de diferentes regiões, que consolidaram mais de 320 demandas. Os 36 grupos de WhatsApp mantidos entre produtores e a equipe da concessionária somam outros 2.160 registros. O material permite identificar onde estão e quais são as principais demandas.

“A energia elétrica é um grande gargalo do nosso estado, principalmente quando pensamos em irrigação e em armazéns. Algumas localidades ainda têm limitação na quantidade de energia disponível e o trifásico não chega a todos os lugares. Mato Grosso precisa avançar nesse sentido para se desenvolver ainda mais. Estamos tratando do tema há bastante tempo, temos tido reuniões sucessivas tanto com o Governo do Estado quanto com a Energisa, justamente buscando essa melhoria”, afirma o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber.

Paranatinga é um exemplo de como o levantamento ganha contorno local. Um dos maiores municípios do estado, com eixos rodoviários que chegam a 200 quilômetros em direção ao norte, tem parte expressiva da rede instalada antes da expansão agrícola das últimas décadas.

“É bastante rede antiga. O município é muito grande e não está com uma estrutura preparada para o que ele é hoje, principalmente no agro”, diz o delegado coordenador do Núcleo de Paranatinga, Jean Marcell Benetti. Entre os pontos mais citados na região: postes em más condições, fios em altura inadequada, falta de energia frequente, transformadores com capacidade limitada e pouca rede trifásica na área rural.

A ampliação do trifásico aparece como condição para novos investimentos. Sem ela, propriedades que pretendem construir armazéns precisam recorrer a soluções próprias. “Uma fazenda aqui perto, para fazer um armazém, precisaria puxar uma rede privada trifásica de cerca de 17 quilômetros. São em torno de dois milhões só para puxar energia”, relata.

A manutenção das faixas de rede é o ponto que os produtores classificam como o mais urgente neste momento. Paranatinga é o município com mais cabeceiras em Mato Grosso, o que amplia as áreas de reserva legal e de preservação permanente e faz as linhas cruzarem esses trechos com mais frequência do que em outras localidades.

Com a vegetação seca da estiagem, as ocorrências de princípios de incêndios aumentam. “Nesse período, o problema se agravou. O fio enrosca em árvores, algum equipamento pode soltar faísca e queimar a mata que fica debaixo da rede”, explica. “A urgência hoje é a limpeza das redes e o reforço da equipe, para ter um atendimento melhor”.

Na avaliação da diretoria, o dialogo tem avançado e o passo seguinte é a execução. “Avançamos no diálogo com a Energisa, no levantamento das demandas nos Núcleos e na previsão de novos investimentos. Agora, o principal desafio é fazer com que esses investimentos cheguem efetivamente ao produtor, com mais rede trifásica, capacidade de carga e qualidade no fornecimento”, diz o diretor administrativo da Aprosoja MT, Diego Bertuol.

Ele observa que o atendimento a ocorrências emergenciais como queda de fios, postes e obstrução de linhas, apresentou melhora. Em situações recorrentes, como oscilações ao longo do dia, a associação pede maior eficiência no atendimento.  “Em resumo, avançamos no diálogo e no planejamento; precisamos avançar na execução”.

No ofício entregue ao diretor-presidente da concessionária, Marcelo Vinhaes, a associação solicita a apresentação de um plano de ação para as demandas já encaminhadas pelos produtores, com prazos definidos e acompanhamento de resultados. Pede ainda a criação de protocolo específico nos canais de atendimento para o registro de oscilações de tensão por consumidores do Grupo B e a participação da associação na instância de governança do Programa MT Trifásico.

A Aprosoja MT reforça que energia elétrica de qualidade, estável e com capacidade compatível com a atividade produtiva deixou de ser apenas uma questão operacional e passou a constituir infraestrutura indispensável à competitividade de Mato Grosso.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT