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AML promove diálogo entre o deputado Emanuelzinho e estudantes sobre desigualdade e identidade brasileira

No projeto “Casa Aberta”, parlamentar discute as raízes coloniais da economia e a importância do pensamento crítico para a juventude
A Academia Mato-grossense de Letras (AML) promoveu um encontro entre o deputado federal Emanuel Pinheiro Neto (Emanuelzinho), estudantes, professores e representantes de projetos culturais para discutir sobre seu livro “Desconstruindo o atraso brasileiro: Por que o Brasil ainda não é o que pode ser”. A atividade, realizada na noite de quinta-feira (14), integrou o projeto “Casa Aberta”, iniciativa da AML voltada à aproximação entre literatura, pensamento crítico e sociedade.
Durante o diálogo, Emanuelzinho defendeu que o Brasil ainda mantém uma estrutura econômica semelhante à colonial, baseada na exportação de matérias-primas sem transformação industrial. Em linguagem acessível aos estudantes presentes, o parlamentar explicou que o país continua enviando produtos brutos para o exterior enquanto outros países agregam valor e lucram com a industrialização.
“O Brasil tem uma atividade que é basicamente ainda colonial. A gente extrai ouro e vende, extrai café e vende, planta soja e vende. Mas os produtos que exigem transformação ficam em outros países. Esse é um problema muito grave”, afirmou.
Ao exemplificar o raciocínio, o deputado citou o mercado do café. “A gente vende o café por um valor muito baixo e os países desenvolvidos transformam isso em produtos sofisticados, colocam marca, propaganda e vendem de volta para nós por um valor muito mais caro. Todo o emprego e toda a construção econômica ficam lá fora”, disse.
Conforme o autor, o livro nasceu de um processo de reflexão sobre os fatores históricos e estruturais que mantêm o Brasil em posição de desigualdade econômica. “Eu busco desconstruir o atraso brasileiro no meu livro. Foi um trabalho de muita pesquisa, de ouvir pessoas, escrever e reescrever. O livro não foi feito de um dia para o outro”, destacou.
O parlamentar também afirmou que a obra representa uma forma de perpetuar ideias além da atuação política institucional. “O mandato pode acabar, mas as ideias continuam. Todo livro é uma espécie de marca na história, um registro na eternidade, ainda que seja lido por poucas pessoas”, declarou.
Durante o encontro, Emanuelzinho respondeu perguntas dos estudantes sobre colonialismo, racismo estrutural e identidade nacional. Ao abordar o processo de colonização, afirmou que a imposição cultural europeia provocou impactos profundos na formação brasileira.
“Quando os portugueses chegaram ao Brasil, encontraram povos com costumes, línguas e formas de viver diferentes. Ao tentar impor uma verdade, houve um processo de desconfiguração da identidade social brasileira”, pontuou.
Ele também relacionou o processo histórico às disputas econômicas internacionais. “Existe uma disputa por mercado que precisa se sustentar em discursos. Primeiro vieram teorias racistas, depois modelos econômicos que vendem a ideia de que todos ganham da mesma forma, mas há muitos interesses envolvidos nisso”, argumentou.
A presidente da Academia Mato-grossense de Letras, Luciene Carvalho, explicou que o encontro integra o projeto “Casa Aberta”, criado para ampliar o alcance social e cultural da instituição.
“Nós criamos o projeto Casa Aberta, em que absorvemos movimentos culturais, criamos produtos literários e damos visibilidade para diversas manifestações artísticas”, afirmou.
Luciene destacou ainda que a proposta busca aproximar diferentes segmentos sociais da literatura e do pensamento crítico. “Eu acredito na articulação de todas as forças políticas a serviço das letras mato-grossenses. Trazer Emanuelzinho para dialogar aqui não foi apenas trazer um político, mas alguém que representa um pensamento e uma identidade ligada a terra”, declarou.
Para a presidente, a presença de estudantes e representantes de coletivos culturais fortalece o papel social da Academia. “Achei importante que crianças e jovens desconstruíssem imagens pré-fabricadas e tivessem contato com alguém que está começando a caminhar pelas letras”, disse.
Entre os participantes esteve o Instituto Cultural Casarão das Artes, do bairro Pedra 90, em Cuiabá. O representante do projeto, Vinny Hoffman, destacou a importância de levar crianças e adolescentes para ocupar espaços culturais historicamente distantes da periferia.
“A gente começou entendendo que não bastava às pessoas conhecerem o Pedra 90. As próprias crianças precisavam conhecer esses espaços e sentir que pertencem a eles”, afirmou.
Segundo Vinny, o contato com ambientes culturais amplia horizontes e fortalece o sentimento de pertencimento. “Muitos não se sentiam acolhidos em espaços como teatro e academia de letras. Através da arte e das apresentações, esse pertencimento começou a ficar mais vivo”, completou.
O participante Bob Almeida, que já havia acompanhado o lançamento da obra, avaliou positivamente a iniciativa. “Quanto mais incentivarmos os jovens à leitura, principalmente de um livro que explica momentos históricos do Brasil, mais importante será para essa nova geração entender os problemas do país”, afirmou.
Para ele, o encontro contribuiu para estimular reflexão crítica entre os adolescentes. “Achei fantástica a iniciativa. É importante que eles participem, reflitam e compreendam como determinados problemas históricos continuam impactando o Brasil até hoje”, concluiu.D
Com Assessoria
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Vereadores de Cuiabá criam frente parlamentar católica na Câmara

Grupo foi instituído no dia 11 de agosto, sem caráter jurídico e com participação voluntária e suprapartidária dos vereadores
Os vereadores de Cuiabá criaram uma frente parlamentar católica. O grupo será composto por políticos sem viés partidário para debater propostas em temas como família, inclusão e liberdade religiosa, saúde e educação, por exemplo.
A frente foi oficializada nessa terça-feira (18) com publicação na Gazeta Municipal da resolução nº 017 de 11 de agosto. O autor da proposta, vereador tenente-coronel Dias (Cidadania), diz que a frente não tem caráter jurídico e a participação dos vereadores será voluntária.
A resolução de criação prevê que, além da parte legislativa representava pelos vereadores, ela poderá ter a participação de representantes da sociedade civil, instituições religiosas, entidades assistenciais e especialistas convidados.
Apesar da falta de caráter jurídico, o grupo terá autorização para organizar audiências públicas, debates, seminários e reuniões, e poderá apresentar projetos de lei, indicações e requerimentos, além de acompanhar e fiscalizar políticas públicas relacionadas aos seus temas.
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Polícia Militar prende em Cuiabá foragido da Justiça procurado há oito meses por homicídio e tráfico

Homem de 33 anos foi interceptado pela inteligência do 10º BPM a bordo de um Chevrolet Onix. Suspeito acumulava condenações expedidas por varas criminais da Capital
Policiais militares do 10º Batalhão prenderam um homem faccionado, de 33 anos, foragido da Justiça, na manhã desta quarta-feira (19.8), em Cuiabá. O criminoso estava com dois mandados de prisão em aberto por crimes de homicídio e tráfico de drogas e estava sendo procurado há oito meses pelas forças policiais.
Conforme o boletim de ocorrência, equipes de inteligência do 10º BPM receberam informações de que o suspeito estaria escondido no bairro Recanto dos Pássaros. Os policiais foram até o local e flagraram o homem saindo de uma residência em um Chevrolet Onix branco.
As equipes acompanharam o veículo e realizaram a abordagem no bairro Jardim Imperial. Durante a revista pessoal, os policiais encontraram com o suspeito mais de R$ 3,3 mil em dinheiro.
Em consulta aos sistemas, os policiais constataram que o homem tinha dois mandados de prisão em aberto, expedidos pela 1ª e pela 9ª Varas Criminais de Cuiabá. Um deles decorria de condenação por homicídio, proferida em janeiro deste ano.
Diante dos fatos, o criminoso foi conduzido para a Central de Flagrantes para registro da ocorrência e entregue à delegacia de Polinter para demais providências.
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133 prefeitos declaram apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta

Candidato diz que gestores têm receio de voltar à situação de “insolvência” da qual o Estado teria começado a sair em 2019
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) recebeu apoio à reeleição de 133 prefeitos. Eles assinaram uma carta de na noite dessa terça-feira (18) em ato na sede do Republicanos em Cuiabá.
O número de prefeitos engloba quase o total dos 142 gestores, incluindo os 22 do Partido Liberal (PL), sigla do senador Wellington Fagundes, também candidato ao governo.
Segundo Pivetta, a aliança com os prefeitos iniciou após um trabalho político coletivo para solucionar a “completa insolvência” vivida por Mato Grosso em 2019. E os gestores não quereriam voltar à situação de calamidade financeira.
“Me sinto honrado em receber vocês e os que não estão aqui, mas assinaram a carta de apoio à nossa candidatura. Foram 133 líderes. Juntos, escrevemos essa história e, em 2019, pegamos esse Estado em situação de completa insolvência. Vocês experimentaram conosco a angústia de viver um estado parado, sem crédito, sem governo e sem rumo”, disse.
Pivetta disse que o desenvolvimento econômico dos últimos anos pode ser prejudicado, caso o próximo governante não realize uma boa gestão.
“Levem a nossa mensagem e mostrem o que pode acontecer se não cuidarmos do Estado, como aconteceu há pouco tempo. Isso não é difícil acontecer de novo, basta dar margem e acharmos que o problema não é conosco. Vamos continuar ajudando os municípios, que são base da sociedade. Esperem de mim lealdade, compromisso e seriedade para continuar levando MT firme e para frente”, afirmou.
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