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Mapa destina 1,5 mil pacotes de café apreendidos para compostagem no Paraná

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) concluiu, nesta terça-feira (12), a destinação final de cerca de 1.500 pacotes de café apreendidos no Paraná. O material, considerado irregular após fiscalização oficial, foi encaminhado para compostagem em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), no Campus Botânico, em Curitiba. A medida integrou o processo de descarte controlado para impedir o retorno do produto à cadeia de consumo.
O lote era de café torrado e moído da marca “Made in Brazil” e havia sido adquirido pela UFPR para consumo interno. A comercialização foi suspensa após inspeção do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal no Paraná (Sipov/PR), que identificou impurezas e matérias estranhas acima dos limites permitidos pela legislação.
Após a apreensão, o produto permaneceu armazenado até a definição da destinação ambientalmente adequada. Segundo o Mapa, o café foi incorporado a leiras de compostagem com aparas de grama, folhas secas, esterco bovino e água. As embalagens foram separadas e encaminhadas para reciclagem.
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De acordo com o ministério, o composto orgânico gerado poderá ser utilizado em atividades de manejo e recuperação de solo realizadas pela própria universidade. A operação foi acompanhada por auditores fiscais federais agropecuários.
O caso ocorre em um contexto de reforço da fiscalização sobre a cadeia do café no estado. Até o momento, o Mapa informa ter realizado 194 coletas oficiais de amostras no Paraná. Nos casos de não conformidade, as medidas adotadas incluem autuações, multas, apreensões e auditorias em estabelecimentos torrefadores e embaladores.
Recentemente, mais de 21 toneladas de café irregular também foram apreendidas em compras públicas realizadas em Curitiba, segundo o ministério. Não foram divulgados, no material oficial, os detalhes sobre o volume total de lotes fiscalizados no estado nem a proporção de amostras reprovadas.
A destinação por compostagem atende ao objetivo de retirar definitivamente o produto irregular do mercado e dar tratamento técnico ao material apreendido. Para o setor, a continuidade das coletas e auditorias tende a manter o foco sobre a conformidade dos produtos de origem vegetal comercializados no Paraná.
Fonte: gov.br
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Fórum em Cametá debate PAA e negócios comunitários no Baixo Tocantins

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) participou, nesta terça-feira (30), do Fórum de Ativação “Construindo Soluções para Ecossistemas de Negócios Comunitários no Baixo Tocantins”, realizado em Cametá, no Pará. O encontro discutiu o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), negócios comunitários e o fortalecimento das organizações da região.
A agenda ocorreu ao longo do dia no Seminário São Vicente de Paula, no bairro da Aldeia, e foi proposta pelo Instituto Conexões Sustentáveis (Conexsus), em parceria com o Grupo de Trabalho do Baixo Tocantins.
A Conab foi representada pela superintendente regional no Pará, Rosanna de Angelis Vallinoto, que apresentou o PAA durante a programação da manhã e acompanhou os debates da tarde. Segundo a executiva, a participação da companhia no fórum está ligada ao papel da estatal na execução do programa, que faz a ponte entre agricultores familiares e entidades recebedoras dos alimentos.
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Rosanna também destacou o avanço das organizações do Baixo Tocantins, com aumento dos recursos aplicados na região por meio do PAA na modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS).
O fórum reuniu agricultores e agricultoras familiares, organizações representativas dos territórios, órgãos governamentais e instituições socioambientais. A proposta foi ampliar o diálogo entre instituições públicas, sociedade civil e organizações comunitárias, além de compartilhar experiências, desafios e oportunidades relacionados ao PAA nos territórios paraenses.
Em 2026, a execução do PAA no Pará envolve 80 projetos em 45 municípios, com valor total aprovado de R$ 22,17 milhões e 1.995 agricultores familiares fornecedores cadastrados. Na modalidade PAA/CDS, incluindo projetos classificados no edital de 2025 e contratados em 2026, são 72 projetos aprovados em 44 municípios, com R$ 18,38 milhões e 1.881 fornecedores atendidos.
No Baixo Tocantins, foco do fórum em Cametá, foram selecionados nove projetos em quatro municípios: Baião, Cametá, Igarapé-Miri e Oeiras do Pará. As operações reúnem 212 agricultores fornecedores e 10 unidades recebedoras, com entrega de 344,27 toneladas de alimentos para 16.816 consumidores. O total movimentado na região é de R$ 2,12 milhões. Em Cametá, três projetos concentram R$ 680 mil, com 68 fornecedores locais, três unidades recebedoras e atendimento a 5.696 consumidores.
Operacionalizado pela Conab, o Programa de Aquisição de Alimentos prevê a compra de alimentos da agricultura familiar para doação a entidades socioassistenciais e pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional, associando abastecimento, renda no campo e fortalecimento da produção regional.
Fonte: gov.br
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Rio Grande do Sul lança plataforma pública para monitorar água no solo

O Rio Grande do Sul passou a contar nesta quarta-feira (2) com a plataforma pública Simagro Estiagem, desenvolvida para monitorar a disponibilidade hídrica do solo em todo o estado. A ferramenta integra o Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro) e foi criada para apoiar produtores, técnicos, instituições e gestores públicos na avaliação das condições hídricas e de seus efeitos sobre a agropecuária.
A plataforma reúne mapas, gráficos e séries temporais e permite consultar indicadores por local e período. O sistema foi estruturado com banco de dados histórico desde janeiro de 2000, a partir da integração de produtos de sensoriamento remoto e observações de estações meteorológicas, com atualização operacional contínua.
Segundo o Simagro, as informações são disponibilizadas em grade espacial de 5 quilômetros, o que permite acompanhar a dinâmica da água no solo em todos os municípios gaúchos. Entre os dados oferecidos estão água armazenada no solo, chuva observada em relação à média histórica, evapotranspiração potencial, variação do armazenamento de água no solo, déficit hídrico acumulado e índices históricos de seca.
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De acordo com o meteorologista-chefe e coordenador técnico do Simagro, Flávio Varone, a plataforma integra diferentes fontes de dados para oferecer uma visão contínua do comportamento hídrico do solo, com suporte à tomada de decisão no campo e na gestão pública.
Ainda segundo Varone, o conteúdo disponível pode ser usado no monitoramento de lavouras e pastagens, no planejamento da irrigação, na elaboração de laudos técnicos, na avaliação de riscos de estiagem e excesso hídrico e na formulação de políticas públicas voltadas à adaptação da agropecuária à variabilidade climática.
O acesso à plataforma é gratuito pelo endereço simagro.rs.gov.br/estiagem/. Para a consulta, o usuário deve selecionar no mapa o local de interesse e o período desejado para visualizar os indicadores.
Fonte: agricultura.rs.gov.br
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Medida provisória amplia acesso ao Move Agricultura para produtores pessoas físicas

O Governo Federal publicou, nesta quarta-feira (1º), a Medida Provisória nº 1.374, que autoriza a destinação de até R$ 10 bilhões para uma linha de financiamento voltada à disseminação tecnológica com máquinas e equipamentos agrícolas inovadores produzidos no Brasil. A medida integra o Move Agricultura e amplia o acesso ao crédito para produtores rurais investirem na modernização da produção.
A medida altera o artigo 15-A da Lei nº 11.540, de 12 de novembro de 2007, e permite, em caráter extraordinário no exercício financeiro de 2026, a criação da nova linha de financiamento. A operação será gerenciada pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), por meio de crédito descentralizado concedido por agências de fomento, bancos de desenvolvimento e instituições financeiras oficiais credenciadas.
A linha será destinada a projetos de disseminação tecnológica baseada em equipamentos inovadores nacionais para a produção agrícola. Poderão acessar o crédito pessoas físicas e jurídicas, com enquadramento da operação como crédito rural para fins da legislação aplicável.
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Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, a ampliação do acesso ao Move Agricultura permite que produtores rurais pessoas físicas também possam adquirir máquinas e equipamentos agrícolas inovadores produzidos no Brasil. A inclusão de pessoas físicas e jurídicas entre os beneficiários amplia o alcance da política pública e estende o acesso ao financiamento para produtores de diferentes portes.
A linha de financiamento faz parte do Move Agricultura, lançado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin durante a 20ª edição da Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães (BA). O programa tem como objetivo disponibilizar crédito para a aquisição de tratores, colheitadeiras, plantadeiras e demais implementos agrícolas, com taxa de juros de até 9,2% ao ano, prazo de até 60 meses para pagamento e carência de 12 meses.
A Medida Provisória nº 1.374 também autoriza a concessão de apoio financeiro, na forma de subvenção econômica, a produtores independentes de cana-de-açúcar da Região Nordeste afetados por prejuízos decorrentes da tributação adicional imposta pelos Estados Unidos sobre exportações brasileiras ou por eventos climáticos extremos.
A medida foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a cerimônia de lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027, realizada na terça-feira (30), e amplia o escopo de financiamento do Move Agricultura ao incluir produtores rurais pessoas físicas entre os beneficiários.
Fonte: gov.br
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