Business
Assembleia de Minas homenageia Embrapa Milho e Sorgo pelos 50 anos de atuação

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) homenageou, na manhã desta sexta-feira (15), a Embrapa Milho e Sorgo pelos 50 anos de atuação da unidade. A sessão solene foi solicitada pelo presidente da Casa, deputado estadual Tadeu Leite (MDB), e conduzida por seu representante na cerimônia, o deputado Antônio Carlos Arantes (PL). O encontro reuniu manifestações sobre a contribuição técnica da instituição para a agricultura brasileira.
Durante a cerimônia, a atuação da Embrapa Milho e Sorgo foi relacionada ao desenvolvimento de soluções voltadas à produção agropecuária. Segundo Vinícius Guimarães, chefe-geral da unidade, ao longo de cinco décadas a instituição desenvolveu cultivares de milho, sorgo e milheto, além de avançar em bioinsumos e em sistemas integrados de produção.
Guimarães afirmou que a evolução da agricultura brasileira passa pela atuação conjunta de instituições de pesquisa, assistência técnica e ensino. Ele citou a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e universidades entre os agentes envolvidos nesse processo.
Quer ficar por dentro da previsão do tempo e dos alertas meteorológicos? Acesse a página do tempo do Canal Rural e planeje-se!
O chefe-geral também destacou o papel dos profissionais da empresa no desenvolvimento de tecnologias para o setor. Segundo ele, o reconhecimento feito pela ALMG se estende aos funcionários que atuaram na construção de soluções para o agro brasileiro ao longo desses 50 anos.
Na avaliação do deputado Antônio Carlos Arantes, a Embrapa tem função estratégica na transformação da agricultura, com reflexos sobre a qualidade de vida dos produtores. A homenagem reforça institucionalmente a relevância da pesquisa agropecuária para ganhos de produtividade e para a adoção de sistemas de produção com base técnica.
Para os próximos anos, segundo Vinícius Guimarães, o desafio da unidade é ampliar a produção com maior sustentabilidade. Não foram apresentados, na cerimônia, novos dados quantitativos sobre projetos, investimentos ou metas futuras da Embrapa Milho e Sorgo.
Fonte: embrapa.br
O post Assembleia de Minas homenageia Embrapa Milho e Sorgo pelos 50 anos de atuação apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Rio Grande do Sul lança plataforma pública para monitorar água no solo

O Rio Grande do Sul passou a contar nesta quarta-feira (2) com a plataforma pública Simagro Estiagem, desenvolvida para monitorar a disponibilidade hídrica do solo em todo o estado. A ferramenta integra o Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro) e foi criada para apoiar produtores, técnicos, instituições e gestores públicos na avaliação das condições hídricas e de seus efeitos sobre a agropecuária.
A plataforma reúne mapas, gráficos e séries temporais e permite consultar indicadores por local e período. O sistema foi estruturado com banco de dados histórico desde janeiro de 2000, a partir da integração de produtos de sensoriamento remoto e observações de estações meteorológicas, com atualização operacional contínua.
Segundo o Simagro, as informações são disponibilizadas em grade espacial de 5 quilômetros, o que permite acompanhar a dinâmica da água no solo em todos os municípios gaúchos. Entre os dados oferecidos estão água armazenada no solo, chuva observada em relação à média histórica, evapotranspiração potencial, variação do armazenamento de água no solo, déficit hídrico acumulado e índices históricos de seca.
Receba no seu e-mail as notícias mais importantes do dia, análises de mercado e os principais fatos que movimentam o agronegócio: assine a newsletter do Canal Rural
De acordo com o meteorologista-chefe e coordenador técnico do Simagro, Flávio Varone, a plataforma integra diferentes fontes de dados para oferecer uma visão contínua do comportamento hídrico do solo, com suporte à tomada de decisão no campo e na gestão pública.
Ainda segundo Varone, o conteúdo disponível pode ser usado no monitoramento de lavouras e pastagens, no planejamento da irrigação, na elaboração de laudos técnicos, na avaliação de riscos de estiagem e excesso hídrico e na formulação de políticas públicas voltadas à adaptação da agropecuária à variabilidade climática.
O acesso à plataforma é gratuito pelo endereço simagro.rs.gov.br/estiagem/. Para a consulta, o usuário deve selecionar no mapa o local de interesse e o período desejado para visualizar os indicadores.
Fonte: agricultura.rs.gov.br
O post Rio Grande do Sul lança plataforma pública para monitorar água no solo apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Medida provisória amplia acesso ao Move Agricultura para produtores pessoas físicas

O Governo Federal publicou, nesta quarta-feira (1º), a Medida Provisória nº 1.374, que autoriza a destinação de até R$ 10 bilhões para uma linha de financiamento voltada à disseminação tecnológica com máquinas e equipamentos agrícolas inovadores produzidos no Brasil. A medida integra o Move Agricultura e amplia o acesso ao crédito para produtores rurais investirem na modernização da produção.
A medida altera o artigo 15-A da Lei nº 11.540, de 12 de novembro de 2007, e permite, em caráter extraordinário no exercício financeiro de 2026, a criação da nova linha de financiamento. A operação será gerenciada pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), por meio de crédito descentralizado concedido por agências de fomento, bancos de desenvolvimento e instituições financeiras oficiais credenciadas.
A linha será destinada a projetos de disseminação tecnológica baseada em equipamentos inovadores nacionais para a produção agrícola. Poderão acessar o crédito pessoas físicas e jurídicas, com enquadramento da operação como crédito rural para fins da legislação aplicável.
Quer ficar por dentro da previsão do tempo e dos alertas meteorológicos? Acesse a página do tempo do Canal Rural e planeje-se!
Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, a ampliação do acesso ao Move Agricultura permite que produtores rurais pessoas físicas também possam adquirir máquinas e equipamentos agrícolas inovadores produzidos no Brasil. A inclusão de pessoas físicas e jurídicas entre os beneficiários amplia o alcance da política pública e estende o acesso ao financiamento para produtores de diferentes portes.
A linha de financiamento faz parte do Move Agricultura, lançado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin durante a 20ª edição da Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães (BA). O programa tem como objetivo disponibilizar crédito para a aquisição de tratores, colheitadeiras, plantadeiras e demais implementos agrícolas, com taxa de juros de até 9,2% ao ano, prazo de até 60 meses para pagamento e carência de 12 meses.
A Medida Provisória nº 1.374 também autoriza a concessão de apoio financeiro, na forma de subvenção econômica, a produtores independentes de cana-de-açúcar da Região Nordeste afetados por prejuízos decorrentes da tributação adicional imposta pelos Estados Unidos sobre exportações brasileiras ou por eventos climáticos extremos.
A medida foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a cerimônia de lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027, realizada na terça-feira (30), e amplia o escopo de financiamento do Move Agricultura ao incluir produtores rurais pessoas físicas entre os beneficiários.
Fonte: gov.br
O post Medida provisória amplia acesso ao Move Agricultura para produtores pessoas físicas apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Falta de armazéns desafia o agro de MT e impulsiona uso do silo bolsa

A colheita do milho segunda safra em Mato Grosso voltou a escancarar um dos principais gargalos do agronegócio: a falta de capacidade para armazenar a produção. Em um ano marcado por chuvas fora de época durante a retirada dos grãos, produtores enfrentam filas nos armazéns, dificuldades no transporte e aumento do risco de perdas na qualidade do cereal.
O problema se reflete diretamente na rotina das propriedades. Com o escoamento mais lento e os armazéns operando próximos do limite, muitos agricultores precisam desacelerar a colheita ou buscar alternativas para não deixar o milho exposto às condições climáticas.
Em uma fazenda com 5.090 hectares cultivados com milho segunda safra em Santa Rita do Trivelato, quase metade da área já estava pronta para ser colhida. Mas, além de retirar o grão da lavoura, o desafio passou a ser encontrar espaço para armazená-lo.
O gerente de produção Edivandro Milani explica que a sequência de chuvas atípicas em junho alterou completamente o planejamento da fazenda. Com estradas em piores condições, caminhões demorando para chegar e o armazém sem capacidade para acompanhar o ritmo da colheita, foi preciso buscar uma “válvula de escape”. “Esses dias choveu 50 milímetros, depois deu 30. Ninguém esperava essa chuva nessa época. No armazém o suporte é pequeno, então precisa ir colhendo e tirando”.

Chuva aumenta pressão sobre a logística
Além de atrasar a colheita, a chuva compromete toda a logística da propriedade. O transporte fica mais lento, o fluxo entre a lavoura e os armazéns perde eficiência e o milho permanece mais tempo no campo.
“Com chuva piora porque a estrada fica ruim, caminhão não vem, o processo de colheita enrola. Tudo é mais difícil”, relata Milani ao Patrulheiro Agro.
Ele conta que a situação não era vista havia vários anos. Enquanto as colheitadeiras trabalham apenas durante o dia, a estrutura de armazenagem opera ininterruptamente em quatro turnos para receber a produção. Ainda assim, a capacidade não acompanha o volume retirado das lavouras. “Há muitos anos que a gente não via isso. Hoje todo mundo está querendo tirar o produto, então é caminhão para todo lado. Muitas vezes a gente se obriga a jogar no tempo porque o armazém não suporta”.
Com o milho permanecendo mais tempo na lavoura, cresce também a preocupação com a qualidade dos grãos. Conforme Milani, as espigas ficam mais suscetíveis à entrada de água, o que pode elevar o índice de avarias. “Começa entrar chuva pela ponteira se ela não fecha direito e começa a acumular embaixo. Já tem danos nos primeiros plantados. Tem carga que não dá nada e tem carga que sai com 5%, 8%, 10% de avariado”.

Estrutura na fazenda faz diferença
A umidade elevada também aumentou os custos para quem precisa secar o milho antes da comercialização. O presidente do Sindicato Rural de Nova Mutum, Paulo Zen, afirma que muitos produtores consumiram rapidamente toda a lenha reservada para esta safra, enquanto o preço do cavaco também subiu.
“Há relatos de produtores que já chegou em 60% o consumo na sua propriedade e já gastou toda a lenha que ele tinha feito toda a safra o ano passado. O custo hoje do cavaco subiu 40%”.
Mesmo com esse gasto adicional, quem possui estrutura própria consegue reduzir parte dos impactos. De acordo com Zen, secar e beneficiar o milho dentro da fazenda permite iniciar a colheita mais cedo, estender o trabalho por mais tempo e entregar um produto com melhor qualidade. “Agora o pessoal que tira da lavoura e leva direto para empresa, além da umidade, as impurezas que no final vira um grande desconto”.
Em Santa Rita do Trivelato, onde a família Batistela cultivou 1.410 hectares de milho nesta segunda safra, o agricultor Enéas Gláucio Batistela afirma que a falta de armazenagem se repete em grande parte dos municípios produtores do estado. Em anos de chuva durante a colheita, o problema se agrava e as filas aumentam.
“A maioria dos municípios do interior tem dificuldade e déficit de armazenagem, e Santa Rita do Trivelato não é diferente. Você pega um ano igual a esse, chovendo, umidade no milho, avariado, as filas dos armazéns só aumentam”, pontua à reportagem do Canal Rural Mato Grosso.
Na avaliação dele, ampliar a armazenagem dentro das propriedades depende de linhas de financiamento de longo prazo. “Hoje precisaria uma condição de financiamento a longo prazo para produtores, incentivo do governo federal para construção de armazém. A maioria dos produtores não têm armazém ainda”.

Produção cresce acima da infraestrutura
O déficit de armazenagem também preocupa produtores em Sorriso. Conforme o presidente do Sindicato Rural, Diogo Damiani, mesmo com a ampliação das estruturas nos últimos anos, elas continuam insuficientes para atender a demanda. “Apesar de termos as maiores construção de armazéns na região, nós produzimos quase 4,5 milhões de toneladas e não temos onde armazenar todo esse produto”.
Damiani avalia que o acesso ao crédito continua sendo um dos principais obstáculos para ampliar essa estrutura. O presidente do Sindicato Rural frisa que a burocracia das linhas do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) e as dificuldades envolvendo o licenciamento ambiental acabam desestimulando novos investimentos. “A gente precisa de um trabalho conjunto para que o produtor tenha acesso a essas linhas de armazenagens e consiga taxas de juros também adequada”.
Para o presidente da Aprosoja Brasil, Lucas Costa Beber, a armazenagem precisa deixar de ser tratada apenas como uma demanda do setor produtivo e passar a integrar uma política de governo. “A armazenagem deve ser uma política de governo, não só do setor agropecuário, já que é estratégico para segurança alimentar e também para a comercialização”.
Beber lembra que a previsão é de uma safra brasileira de cerca de 360 milhões de toneladas, enquanto a capacidade de armazenagem permanece muito abaixo da necessidade. Esse descompasso, afirma, pressiona o escoamento da produção, reduz os preços recebidos pelos produtores durante a safra e contribui para o aumento do frete. “Há uma supervalorização nos fretes no pico da safra, o que acaba desvalorizando ainda mais a nossa produção”.
Além da deficiência de armazenagem, o setor estima que Mato Grosso deixe de movimentar mais de R$ 8 bilhões por ano devido à falta de concorrência no transporte ferroviário.

Silo bolsa ganha espaço
Enquanto os investimentos em infraestrutura não acompanham o crescimento da produção, alternativas de armazenamento dentro das próprias fazendas vem ganhando força. O uso do silo bolsa tem se consolidado como alternativa para aliviar a pressão sobre os armazéns tradicionais durante a colheita.
O superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Cleiton Gauer, observa que Mato Grosso ampliou significativamente sua capacidade estática de armazenagem nos últimos anos. Ainda assim, o crescimento da produção continua em ritmo superior.
“Hoje nós temos 50 milhões de capacidade estática. É um volume que se desenvolveu drasticamente ao longo dos últimos anos, mas a velocidade de crescimento da produção acaba sempre superando esse investimento”.
Conforme Gauer, o estado produz atualmente mais de 110 milhões de toneladas de grãos e possui déficit superior a 50 milhões de toneladas em capacidade de armazenagem. Para ele, qualquer dificuldade no transporte ou no escoamento amplia a preocupação dos produtores. “É realmente um período sensível. Qualquer falha de escoamento, desafio de transporte, logística… acaba sendo uma preocupação não só pensando no lado da produção, mas também no escoamento da próxima temporada”.
Na prática, o silo bolsa tem permitido que muitos agricultores mantenham a colheita mesmo quando os armazéns estão lotados ou o transporte desacelera. O produtor rural Flávio Kroling afirma que a tecnologia já faz parte da rotina da propriedade tanto na soja quanto no milho.
“A cada ano a gente produz mais, a capacidade estática é praticamente a mesma. A saída é uma só, silo bolsa”. Para ele, a ferramenta também amplia as possibilidades de comercialização. “É uma ferramenta que nos ajuda muito. Para quem não tem armazém, é uma maneira de guardar o milho e esperar preços melhores mais tarde”.
+Confira todos os episódios da série Patrulheiro Agro
Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.
O post Falta de armazéns desafia o agro de MT e impulsiona uso do silo bolsa apareceu primeiro em Canal Rural Mato Grosso.
Agro Mato Grosso7 horas agoFrente fria muda o tempo em MT e faz temperaturas despencarem no fim de semana
Business23 horas agoChuva fora de época trava colheita de milho em Mato Grosso
Sustentabilidade23 horas agoPlano Safra foi neutro e não deve reverter queda nas vendas de máquinas, avalia Abimaq – MAIS SOJA
Sustentabilidade24 horas agoColheita do milho avança lentamente em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA
Business23 horas agoBNDES e Petrobras contratam R$ 50 milhões para projetos no Semiárido
Business21 horas agoPlano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027 é lançado no Nordeste em Fortaleza
Sustentabilidade23 horas agoUSDA eleva estimativa de área de soja e aponta ajuste nas projeções de milho e trigo nos EUA
Business24 horas agoGoverno publica MP para produtores de cana afetados pelo tarifaço dos EUA
















