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Mapa intensifica fiscalização de azeites no Distrito Federal com tecnologia de infravermelho

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou, nesta quinta-feira (14), uma operação de fiscalização em quatro grandes redes atacadistas de supermercados no Distrito Federal para verificar a conformidade de azeites de oliva. A ação foi conduzida pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov) com uso de Espectroscopia no Infravermelho Médio (MIR), tecnologia portátil que permite identificar, no ponto de venda, indícios de adulteração na composição dos produtos.
Durante a operação, os auditores fiscais federais agropecuários analisaram 45 amostras de azeites diretamente nas gôndolas dos estabelecimentos. Desse total, cinco apresentaram suspeitas de não conformidade com os padrões de identidade e qualidade previstos na legislação. As unidades foram coletadas e encaminhadas ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), onde passarão por análises físico-químicas complementares.
Segundo o Mapa, a tecnologia MIR funciona como um scanner molecular. O equipamento emite feixes de luz infravermelha para analisar a composição química do azeite e apontar possíveis misturas com óleos vegetais de menor valor comercial, como soja, milho e girassol. Na prática, o sistema amplia a triagem em campo e permite verificar mais marcas e lotes sem depender, em um primeiro momento, apenas do envio ao laboratório.
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A sequência da fiscalização segue um fluxo técnico: primeiro, a leitura rápida em campo identifica indícios; depois, as amostras suspeitas são submetidas a exames confirmatórios. Esse procedimento reduz o tempo de resposta da inspeção e direciona os esforços laboratoriais para os produtos com maior probabilidade de irregularidade.
O Mapa informou que a ação integra o monitoramento contínuo do mercado de azeites para verificar o atendimento às exigências legais de identidade e qualidade. A partir da confirmação laboratorial, poderão ser adotadas as medidas administrativas previstas na regulamentação sanitária e comercial do setor.
Com o uso da tecnologia portátil, a tendência é de aumento da capacidade operacional de fiscalização em pontos de venda, especialmente em produtos com histórico de fraude. O resultado final das cinco amostras suspeitas dependerá das análises complementares do LFDA, etapa necessária para confirmação técnica das inconformidades.
Fonte: gov.br
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Senar Goiás oferta mais de 360 cursos gratuitos; veja como se inscrever

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Goiás (Senar Goiás) anunciou a ampliação da oferta de vagas para cursos voltados ao agronegócio. A instituição disponibiliza treinamentos presenciais em todo o estado (clique aqui), além de cursos gratuitos na modalidade a distância (clique aqui).
As capacitações podem ser acessadas pelo site do Senar Goiás e por meio dos sindicatos rurais. Também estão disponíveis informações sobre os programas de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), presentes em 11 áreas do agro.
Segundo a instituição, mais de 206 mil treinamentos já foram realizados desde a criação do Senar Goiás, com atendimento a cerca de 2,5 milhões de participantes.
Cursos abrangem produção, tecnologia e agroindústria
Na área de Promoção Social, o Senar Goiás oferece 45 cursos presenciais voltados a atividades como culinária rural, panificação, produção de queijos, doces e artesanato.
Já na Formação Profissional Rural, são disponibilizados 211 treinamentos e seis programas especiais. Entre os temas estão operação de máquinas, sanidade animal, alimentação, drones, agricultura, pecuária, avicultura, suinocultura, ovinocultura e piscicultura.
Na modalidade de Educação a Distância (EAD), a plataforma conta com 112 cursos disponíveis. O número de matrículas já alcançou cerca de 300 mil alunos.
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Cursos técnicos estão com inscrições abertas
Por meio da Rede e-Tec, o Senar Goiás também oferece cursos técnicos em Agropecuária, Agricultura e Zootecnia. As inscrições seguem abertas até 26 de maio para 200 vagas. Os cursos têm duração de dois anos e funcionam em formato híbrido (inscrições aqui).
Programas incluem saúde e assistência no campo
Além da qualificação profissional, o Senar Goiás mantém programas voltados à saúde e assistência no meio rural.
O programa Campo Saúde, criado em 2008, realiza atendimentos médicos itinerantes em municípios goianos. Já a Equoterapia, iniciada em 2012, utiliza cavalos em terapias voltadas ao desenvolvimento físico, emocional e cognitivo. Segundo a instituição, os dois programas já atenderam mais de 1 milhão de pessoas.
Outra iniciativa em funcionamento é o Saúde no Campo, que oferece suporte aos produtores atendidos pela ATeG, com equipe de enfermagem, teleconsultas em parceria com o Hospital Albert Einstein e encaminhamento de atendimentos pelo SUS.
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Agro Mato Grosso
Confinamento bovino em MT deve crescer 55% em 2026, aponta projeção do Imea

Avanço no confinamento deve ser sustentado pela produção de grande porte, que neste ano representa mais de 80%
A engorda de gado em confinamento em 2026 deve atingir 1,44 milhão de cabeças em Mato Grosso, segundo revelou o 1° levantamento do Instituto Mato-Grossensse em Economia Agropecuária (Imea), publicado na quinta-feira (14). A expectativa é que o estado tenha um volume 55,39% superior, na comparação com o ano de 2025.
O levantamento do Imea foi feito durante o mês de abril e, segundo o instituto, esse avanço no confinamento deve ser sustentado pela produção de grande porte.
De acordo com o estudo, os confinamentos com capacidade acima de 5.001 cabeças devem responder por 80,92% de toda a expectativa de confinamento em 2026, representando cerca de 1,17 milhão de bovinos.
A região Oeste lidera a intenção de confinamento com 407.912 cabeças, um aumento de 50% em relação ao ano passado. Em seguida aparece o Norte mato-grossense (333.487). Depois vêm Sudeste (192.500), Nordeste (153.414), Centro-Sul (143.573), Médio-Norte (134.573), e Noroeste (78.154).
Além do avanço projetado, mesmo em um cenário de preços elevados para o boi gordo, os confinadores têm ampliado o uso de mecanismos de proteção de preço em 2026. Esse comportamento reflete uma postura mais cautelosa do setor diante do aumento das incertezas no cenário econômico e geopolítico internacional.
Neste 1° levantamento do Imea em 2026, outro ponto de destaque é a melhora da relação de troca entre boi gordo e milho. O custo médio da diária confinada apresentou leve queda, passando de R$ 13,15 para R$ 13,05 por cabeça/dia, influenciado principalmente pela desvalorização do milho no estado.
A pesquisa do Imea aponta que os custos seguem pressionados pelo aumento do frete e do diesel, fatores que ainda impactam diretamente a operação dos confinamentos.
A expansão da atividade em Mato Grosso está concentrada nos confinamentos de grande porte, que devem registrar crescimento de 21,83% em relação ao ano anterior. Já os confinamentos menores, especialmente os com capacidade de até 1 mil cabeças, devem apresentar retração de 4,58%, refletindo maior dificuldade em absorver os custos mais elevados da reposição bovina.
Segundo o levantamento, existe uma preocupação crescente com a oferta de bezerros no mercado, consequência do elevado abate de fêmeas registrado nos últimos ciclos pecuários. O cenário reduz a disponibilidade de animais para reposição e mantém os preços elevados.
Projeção para o segundo semestre
O estudo do Imea mostra que o confinamento deve seguir com um papel estratégico no abastecimento da indústria frigorífica durante a entressafra pecuária, ao longo do segundo semestre de 2026.
Entre julho e dezembro, devem ser enviados para abate 82,6% dos animais confinados, mantendo a forte concentração da oferta no segundo semestre, período em que ocorre uma redução da capacidade de suporte da pastagem e o confinamento ganha importância no sistema engorda.
Texto:Jônatas Boni
Business
Prêmio pagará R$ 230 mil por melhor iniciativa agropecuária

A Fundación Mapfre, organização sem fins lucrativos da companhia global de seguros, está com inscrições abertas até o dia 25 de maio para a quarta edição de seu Prêmio à Melhor Iniciativa Agropecuária.
Os vencedores pelo projeto ganhador nos âmbitos social, ambiental e de relevância econômica local recebem 40 mil euros (R$ 233,5 mil, na cotação atual).
De caráter bienal e com âmbito mundial, a premiação busca reconhecer e estimular empresários, produtores e profissionais do setor agropecuário a inovar em suas organizações com consequente melhora na rentabilidade.
O regulamento estipula que podem concorrer os produtores agropecuários ou agroindustriais, independentemente de sua organização e/ou forma jurídica, de projetos individuais ou familiares, de cooperativas e associações, que se destacam pela criação e implementação de iniciativas inovadoras, seja na produção, transformação e/ou comercialização de seus produtos durante os dois últimos anos.
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De acordo com a Fundación Mapfre, a iniciativa também é voltada a quem tenha aprimorado os padrões de controle de qualidade e segurança em sua cadeia produtiva; bem como aos atores que otimizaram o uso de recursos, garantindo sua sustentabilidade a longo prazo; e que contribuam para o desenvolvimento de um modelo econômico mais competitivo, sustentável e territorialmente equilibrado.
Os critérios de seleção para escolha do melhor candidato são:
- Contribuição do projeto para a atividade econômica do território onde é desenvolvido;
- Contribuição do projeto para a digitalização do setor agropecuário;
- Sustentabilidade do projeto nos aspectos econômico, ambiental e sociocultural;
- Contribuição para a empregabilidade, incluindo pessoas de grupos em risco de exclusão social ou qualquer tipo de discriminação;
- Existência de um plano de gestão de riscos;
- Apoio de instituições locais, regionais ou nacionais que respaldem a candidatura.
O prêmio será entregue em uma cerimônia pública, prevista para o último trimestre de 2026. As inscrições podem ser feitas aqui.
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