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Cuiabá lança programa para proteger médicos e enfermeiros em UPAs

Sistema “Vigia Mais Saúde” aciona a polícia em apenas 5 segundos em casos de agressão, integrando as unidades de saúde ao CIOSP
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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, lançou nesta sexta-feira (15), na sede da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), o programa Vigia Mais Saúde, uma plataforma integrada de resposta imediata criada para reforçar a segurança dos servidores da saúde, além de proteger pacientes e acompanhantes nas unidades da rede municipal.
A iniciativa foi desenvolvida para garantir mais proteção aos profissionais que atuam diariamente nas unidades de urgência e emergência, oferecendo acionamento imediato das forças de segurança em casos de agressões, ameaças, violência psicológica e demais situações de risco dentro das unidades de saúde.
O lançamento contou com a presença do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, da secretária de Estado de Segurança Pública, Susane Tamanho, da secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, e do secretário adjunto de Atenção Secundária, Odair Mendonsa.
O programa conecta as unidades de saúde diretamente ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (CIOSP), permitindo resposta rápida das forças policiais em situações emergenciais.
O sistema utiliza botão do pânico físico, botão virtual por aplicativo e acionamento por comando de voz, por meio de palavra-chave previamente cadastrada. Assim que ativado, o alerta chega ao CIOSP em aproximadamente cinco segundos, sendo classificado como ocorrência de prioridade máxima, SOS.
Além do disparo imediato, a plataforma identifica o profissional que realizou o acionamento, a unidade onde ele atua e a localização exata em tempo real, atualizada a cada segundo. As informações permitem maior precisão na atuação das forças de segurança e mais agilidade no deslocamento das equipes até o local da ocorrência.
O programa também está integrado às câmeras do Vigia Mais MT, ampliando o monitoramento e permitindo acompanhamento em tempo real das situações registradas nas unidades de saúde.
O prefeito Abilio Brunini destacou que a integração entre Município e Estado foi essencial para garantir uma resposta rápida e efetiva diante de situações de violência enfrentadas pelos profissionais da saúde.
“Sem a integração entre o Vigia Mais Saúde e o programa Vigia Mais seria muito difícil o município desenvolver sozinho uma estrutura com essa capacidade de resposta. A comunicação direta com a Polícia Militar garante mais segurança aos profissionais e usuários das unidades. O botão do pânico não é apenas um dispositivo, é uma ferramenta de proteção integrada ao sistema de segurança pública”, afirmou o prefeito.
A implantação foi iniciada nas quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital, UPA Sul (Pascoal Ramos), UPA Norte (Morada do Ouro), UPA Leste (Jardim Leblon) e UPA Oeste (Verdão), além do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), Hospital São Benedito, Policlínica do Pedra 90 e Centro Médico Infantil (CMI).
Ao todo, 106 profissionais já foram cadastrados no sistema. Cada servidor recebe credenciais individuais de acesso e assina termo de sigilo para utilização da plataforma, garantindo segurança das informações e rastreabilidade dos acionamentos.
Todo o processo de implantação, planejamento técnico, alinhamento operacional e execução do programa foi conduzido pela Secretaria Adjunta de Atenção Secundária da SMS.
A secretária de Estado de Segurança Pública, Susane Tamanho, ressaltou que a ferramenta fortalece a integração entre saúde e segurança pública e amplia a proteção aos trabalhadores da rede municipal.
“A implantação do botão do pânico representa um avanço importante na proteção dos profissionais e no fortalecimento da integração entre Estado e Município. As unidades de saúde enfrentam diariamente situações delicadas e oferecer mecanismos de resposta rápida é essencial para preservar a integridade dos servidores e garantir mais segurança no atendimento à população”, destacou.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, enfatizou que a medida representa um marco na proteção dos trabalhadores da saúde pública municipal.
“Os profissionais da saúde estão diariamente na linha de frente e muitas vezes expostos a situações de agressividade, ameaças e tensão emocional. O Vigia Mais Saúde chega para garantir proteção efetiva, resposta imediata e mais tranquilidade aos nossos servidores. É uma ferramenta moderna, integrada e construída para proteger quem dedica a vida ao cuidado da população”, afirmou.
O secretário adjunto de Atenção Secundária, Odair Mendonsa, destacou que o sistema já apresenta resultados positivos na redução do tempo de resposta das ocorrências.
“Esse projeto foi desenvolvido pensando na realidade das unidades de urgência e emergência. Conseguimos reduzir em até 40% o tempo de resposta das ocorrências, proporcionando mais proteção aos profissionais e uma atuação muito mais integrada entre saúde e segurança pública. É um avanço importante para toda a rede municipal”, ressaltou.
Com Assessoria
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Cuiabá abre mutirão de negociação com descontos para contribuintes com débitos municipais

Ação integrada entre Prefeitura e Judiciário pela III Semana Nacional da Regularização Tributária permite quitar pendências fiscais com condições especiais
Contribuintes de Cuiabá que possuem débitos municipais podem aproveitar, a partir desta segunda-feira (5), as condições especiais de negociação disponibilizadas durante a III Semana Nacional da Regularização Tributária. A iniciativa segue até sexta-feira (9) e busca facilitar a regularização fiscal e ampliar as possibilidades de solução consensual de pendências tributárias.
Promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Semana reúne ações voltadas ao estímulo à regularização de débitos e à redução da judicialização de conflitos relacionados à cobrança de créditos públicos.
Em Cuiabá, a iniciativa é realizada em parceria entre a Procuradoria-Geral do Município, por meio da Procuradoria Fiscal, e o Poder Judiciário de Mato Grosso. Durante o período, os contribuintes poderão consultar as condições disponíveis para negociar e regularizar débitos municipais.
A ação integra a Política Judiciária Nacional de Tratamento Adequado à Alta Litigiosidade do Contencioso Tributário, coordenada pelo CNJ. A proposta é ampliar o uso de mecanismos consensuais e facilitar a resolução de pendências, inclusive aquelas que já estão em discussão judicial.
A Semana também tem caráter de utilidade pública, com o objetivo de ampliar o acesso dos contribuintes às informações sobre as possibilidades de negociação. Entre os dados que devem ser consultados estão os percentuais de desconto, modalidades de pagamento, prazo para adesão e canais de atendimento.
A atuação conjunta entre o Município e o Judiciário fortalece os mecanismos de autocomposição e amplia as alternativas para que contribuintes possam colocar a situação fiscal em dia.
As condições de negociação e os procedimentos para adesão devem ser consultados nos canais oficiais da Prefeitura de Cuiabá. A oportunidade está disponível durante a III Semana Nacional da Regularização Tributária, de 5 a 9 de outubro.
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PL elege 19 senadores e garantirá a maior bancada do Senado a partir de 2027

As eleições de 2026 definiram os 54 senadores que ocuparão as vagas em disputa no Senado Federal a partir de 2027. Entre os partidos, o PL foi o que mais elegeu representantes, com 19 cadeiras.
- MDB e PT aparecem na sequência, com sete e seis eleitos, respectivamente;
- PP, PSB, União Brasil e Novo tiveram três senadores eleitos;
- Republicanos, PSD, PSDB e Podemos conquistaram duas vagas cada;
- Rede e PDT elegeram um representante.
>> Saiba quem foram os 54 senadores eleitos em 2026
Desempenho por estado
O PL conquistou as duas vagas ao Senado em disputa no Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia e Santa Catarina.
Além dessas unidades da Federação, o partido também elegeu senadores no Acre, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Roraima, São Paulo e Tocantins.
O MDB elegeu senadores no Amazonas, Pará, Paraíba, Piauí, Roraima, Sergipe e Tocantins.
O PT conquistou os dois assentos da Bahia, além de um em Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.
Renovação
Neste ano, os eleitores escolheram 54 dos 81 integrantes do Senado Federal, o equivalente a dois terços da composição da Casa.
Cada estado e o Distrito Federal elegeram dois representantes para mandatos de oito anos. Os outros 27 senadores, eleitos em 2022, seguem em mandato até 2031.
A eleição para o Senado é majoritária. São eleitos os dois candidatos mais votados em cada estado, sem aplicação de quociente eleitoral e sem segundo turno.
Composição da Casa
Com a eleição de 54 novos integrantes, o Senado passa a ter uma nova composição.
Considerando os parlamentares eleitos neste ano e os 27 senadores que permanecem em mandato, o PL passará a ter a maior bancada da Casa, com 28 integrantes.
O PT terá nove senadores em exercício, enquanto o MDB contará com oito parlamentares.
PP e Republicanos ficarão com seis cadeiras cada. PSD e União Brasil terão cinco integrantes, enquanto o PSB ficará com quatro cadeiras.
Entre os mandatos que seguem em curso está o de Wellington Dias, eleito em 2022 pelo PT no Piauí e atualmente licenciado para comandar o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.
A vaga está ocupada pela suplente Jussara Lima (PSD). Com eventual retorno de Wellington Dias ao Senado, o PT voltaria a somar dez cadeiras na Casa.
Atribuições
Ao lado da Câmara dos Deputados, o Senado compõe o Poder Legislativo federal. A Casa representa os estados e o Distrito Federal, enquanto a Câmara representa a população. Cada unidade da Federação possui três senadores, independentemente do número de habitantes.
Além de elaborar leis e fiscalizar as ações do Executivo, o Senado exerce competências exclusivas previstas na Constituição, como aprovar autoridades indicadas para determinados cargos públicos e analisar matérias de interesse da Federação.
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Famílias com tradição na política de Mato Grosso são derrotadas e ficam sem mandato em 2027

Lista inclui Janaína e Jéssica Riva, Jayme e Júlio Campos, Emanuelzinho Pinheiro, além de candidatos com histórico de derrota em disputas eleitorais
A eleição deste domingo (4) encerrou ciclos de algumas das famílias com longa trajetória na política de Mato Grosso. A partir de 2027, grupos que durante décadas mantiveram representantes em cargos eletivos ficarão, em alguns casos, sem integrantes ocupando mandatos.
Na família Riva, a deputada estadual Janaína Riva (MDB) não conseguiu se eleger para o Senado, enquanto sua irmã, Jéssica Riva (MDB), não conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa.
Com os resultados, a família encerra uma trajetória política iniciada no fim da década de 1990 com José Riva, que exerceu diversos mandatos e presidiu a Assembleia Legislativa de Mato Grosso por várias vezes.
Emanuel Pinheiro também perde espaço
Outro grupo político que ficará sem representação na Câmara Federal é o ligado ao ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (PSD).
Seu filho, o deputado federal Emanuelzinho (PSD), não conseguiu renovar o mandato para a Câmara dos Deputados. Emanuel Pinheiro iniciou sua trajetória política na virada do século XX para o século XXI e também exerceu mandatos de deputado estadual e vereador.
Família Campos deixa de ter mandato
Na família Campos, o senador Jayme Campos (União Brasil) decidiu não disputar a reeleição. Seu irmão, o deputado estadual Júlio Campos (União Brasil), também não conseguiu renovar o mandato.
Júlio havia retornado à política em 2022, depois de um período afastado da vida pública. Na eleição deste ano, recebeu 18.571 votos, equivalentes a 0,96%, número insuficiente para garantir sua permanência na Assembleia Legislativa.
Com a saída dos dois, a família Campos ficará sem representação por meio de mandato eletivo após décadas de participação na política mato-grossense. Jayme e Júlio Campos já exerceram o cargo de governador de Mato Grosso na década de 1990.
Botelho também fica fora
O ex-presidente da Assembleia Legislativa Eduardo Botelho (MDB) foi outro nome tradicional da política estadual que não conseguiu renovar o mandato.
Botelho foi eleito deputado estadual pela primeira vez em 2014 e, desde então, consolidou sua trajetória no Legislativo mato-grossense. Ele chegou a presidir a Assembleia Legislativa, mas não conseguiu retornar à Casa na eleição deste ano.
Novas derrotas para nomes conhecidos
Além das famílias tradicionais, outros políticos com histórico de candidaturas também terminaram a eleição sem mandato.
O procurador Mauro (PSD), que já disputou a Prefeitura de Cuiabá e o Governo de Mato Grosso, tentou novamente chegar a um cargo eletivo, desta vez como candidato a deputado federal. Ele, porém, não obteve votos suficientes para conquistar uma cadeira na Câmara.
O ex-governador Pedro Taques (PSB) também tentou retornar à vida pública. Após a derrota na disputa pelo Governo de Mato Grosso em 2018, ele concorreu ao Senado neste ano, mas terminou na quinta colocação, com 224.621 votos.
Outro nome que não conseguiu transformar desempenho em pesquisas em resultado eleitoral foi Irajá Lacerda (PSD). Ex-secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), ele chegou a aparecer entre os primeiros colocados em levantamentos de intenção de voto para deputado federal, mas não alcançou votação suficiente para ser eleito.
O resultado das urnas, assim, modifica o mapa político de Mato Grosso e deixa sem mandato, a partir de 2027, nomes e famílias que estiveram presentes na vida pública do Estado durante diferentes períodos.
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