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Palmito na Semana Santa: demanda explode e vira item disputado no Espírito Santo

O que o palmito tem a ver com a Semana Santa no Espírito Santo? A resposta começa na cozinha — e termina nas ruas. É nesse período que o ingrediente ganha status de protagonista, impulsionado pela tradição da torta capixaba, prato que atravessa gerações e transforma a rotina de feiras e pontos de venda em toda a Grande Vitória.
Na prática, o que se vê é um verdadeiro movimento sazonal. Barracas montadas, caminhonetes carregadas e consumidores atentos. O palmito fresco, ainda em troncos, vira disputa. E não é exagero: durante essa semana, ele deixa de ser coadjuvante e passa a ser indispensável.
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A demanda cresce tanto que o comércio precisa se reorganizar. Prefeituras definem pontos autorizados, vendedores se deslocam de longe e a economia local ganha fôlego. Em bairros movimentados de cidades como Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica, o cenário se repete: filas, negociações rápidas e estoque que não costuma durar até o fim da semana.

Quem vive dessa venda sabe bem o peso dessa época. A comerciante Claudia Maria Flor, que há uma década trabalha com palmito em Itacibá, resume o que representa esse período: “Tem dez anos que eu trabalho com a venda de palmito neste mesmo local. Essa época é muito lucrativa, é com ela que mantenho a minha casa. Para quem gosta de trabalhar e pensa em ganhar dinheiro, a Páscoa é uma época boa para isso”, conta.
E não é só gente da região que aproveita. O vendedor Sileno Alves atravessou estados para chegar ao Espírito Santo com palmito fresco vindo do Nordeste. Ele percebe rápido o comportamento do consumidor capixaba. “As vendas aqui são muito boas. Eu vim da Bahia e estou desde a semana passada. Já vendi bastante. Acredito que antes de quarta-feira já acaba tudo”, diz.

Além dos troncos tradicionais, o mercado também se adapta ao ritmo da cidade. Há quem prefira praticidade — e aí entram os palmitos já descascados, higienizados e prontos para o preparo, ampliando ainda mais as possibilidades de venda e atraindo diferentes perfis de consumidores.
O resultado disso tudo é um retrato claro de como cultura e economia caminham juntas. O palmito não é só ingrediente. É tradição, é oportunidade e é também um termômetro do que move o consumo capixaba nesta época do ano.
No fim das contas, entender o palmito na Semana Santa é entender um pedaço da identidade do Espírito Santo.

Onde comprar palmito na Grande Vitória
Vitória
Avenida Mário Cypreste (próximo ao Sambão do Povo)
6h às 20h
Cariacica
Avenida Mário Gurgel (São Francisco, próximo ao Corpo de Bombeiros e Ceasa)
Rodovia Governador José Sette (Itacibá, próximo ao terminal)
Campo Grande (ao lado da Delegacia da Mulher)
Serra
Laranjeiras (Terminal de Laranjeiras)
José de Anchieta (BR-101, posto Arara Azul)
Jardim Limoeiro (BR-101, próximo à Andaimes Vitória)
Serra Sede (posto São Benedito e São Judas Tadeu)
Nova Almeida (rotatória)
Jacaraípe (peixaria, colônia de pescadores e Av. Navegantes)
Vila Velha
Estacionamento do Atacadão – Av. Carlos Lindenberg, 1.723
Segunda a sábado: 6h às 21h30 | Domingo: 6h às 18h
Até sábado de Aleluia
Viana
Feiras livres em bairros como Vila Bethânia, Marcílio de Noronha, Universal, Viana Sede e Arlindo Villaschi
Programação varia por dia da semana
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Safra de soja robusta? USDA divulga projeções para a oleaginosa; confira

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) manteve inalteradas as projeções para as safras de soja e milho do Brasil na temporada 2025/26 em seu mais recente relatório mensal de oferta e demanda.
Para a soja, a estimativa permanece em 175 milhões de toneladas, consolidando o Brasil como o maior produtor mundial da oleaginosa. Caso o volume se confirme, a produção representará um novo recorde para o país.
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Projeções para o milho
No milho, o USDA também manteve a projeção em 131 milhões de toneladas, sustentada pelas boas perspectivas para a segunda safra, responsável pela maior parte da produção nacional.
Além da produção, o órgão norte-americano preservou as estimativas para as exportações brasileiras dos dois grãos. A expectativa é de que o Brasil continue liderando o comércio global de soja e mantenha posição de destaque nas vendas externas de milho.
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Colher café na hora certa pode aumentar o rendimento e reduzir perdas, revela pesquisa da Ufes

Quem trabalha com café sabe que acertar o momento da colheita faz diferença na qualidade da bebida. O que muita gente ainda não imagina é que esse detalhe também pesa — literalmente — no rendimento da lavoura.
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Uma pesquisa da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), publicada recentemente em dois dos mais respeitados periódicos científicos internacionais da área — a Experimental Agriculture, da Cambridge University Press, e a Scientific Reports, do grupo Nature — revela que o momento da colheita pode fazer toda a diferença na rentabilidade da lavoura de café. O estudo mostra que colher frutos antes ou depois do ponto ideal de maturação reduz o peso dos grãos e, consequentemente, o rendimento comercial da produção. Em alguns materiais genéticos avaliados, essas perdas ultrapassaram 60%.
O estudo foi conduzido pelo pesquisador Fábio Luiz Partelli e equipe, que acompanharam durante todo o processo de maturação seis genótipos de café Conilon registrados pela Ufes: Pirata, Bamburral, A1, Clementino, Beira Rio 8 e P1.
Ao longo de nove coletas, realizadas a cada 14 dias, os pesquisadores monitoraram o desenvolvimento dos frutos, o acúmulo de matéria seca e o peso dos grãos. O objetivo era responder a uma pergunta simples, mas extremamente importante para o produtor: afinal, quando vale a pena colher?
A resposta veio acompanhada de números que chamam atenção. Nos frutos ainda verdes, os grãos apresentaram menor formação, coloração mais escura e perdas que chegaram a quase 68% em um dos genótipos avaliados. Já quando a colheita ocorreu próximo do ponto ideal de maturação — com aproximadamente 90% dos frutos maduros — os grãos apresentaram maior peso, melhor formação e qualidade comercial superior.
Segundo Fábio Partelli, o produtor não deve olhar apenas para a cor dos frutos, mas também planejar toda a colheita de acordo com o ciclo de maturação de cada material.
“Quando organizamos os genótipos conforme o ciclo de maturação, conseguimos distribuir melhor a mão de obra e as máquinas, reduzindo perdas e aumentando a eficiência da colheita”, explica o pesquisador. A estratégia também evita que parte da lavoura seja colhida ainda verde ou permaneça tempo demais no campo, quando os frutos já começam a perder peso naturalmente.
Outro resultado interessante é que nem todos os genótipos amadurecem no mesmo ritmo. Enquanto materiais como Pirata, A1 e Beira Rio 8 apresentam ciclos mais precoces, o genótipo P1 possui maturação mais tardia. Essa diferença reforça a importância do planejamento da lavoura desde o plantio, permitindo escalonar a colheita e utilizar melhor os recursos disponíveis.
Para Partelli, colher no momento correto representa um ganho silencioso, mas altamente rentável. Não exige novos equipamentos, não aumenta a área plantada e nem depende de insumos extras. Exige, acima de tudo, conhecimento sobre a planta e organização da propriedade.
A pesquisa reforça uma conclusão importante para a cafeicultura moderna: muitas vezes, o maior ganho do produtor não está em produzir mais frutos, mas em transformar uma quantidade maior deles em grãos de qualidade e com maior peso. Afinal, quando o assunto é café, alguns dias podem representar muitos quilos a mais no terreiro — e também mais dinheiro no fim da safra.
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Lei reconhece Mara Rosa como Capital Nacional do Açafrão

A Lei 15.464/26 concedeu ao município de Mara Rosa, em Goiás, o título de Capital Nacional do Açafrão. O texto foi sancionado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e publicado no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (10).
A norma tem origem no Projeto de Lei 2522/21, apresentado pelo ex-deputado João Campos (GO). A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal antes da sanção presidencial.
Ao justificar o projeto, João Campos citou dados sobre a cultura do açafrão em Mara Rosa. Segundo as informações apresentadas à época, o município respondia por cerca de 90% da produção goiana e por aproximadamente 30% da produção brasileira.
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Com o reconhecimento em lei, Mara Rosa passa a ter o título nacional associado à produção de açafrão. A medida formaliza, no âmbito federal, a identificação do município com a cultura agrícola mencionada no projeto.
Publicada nesta sexta-feira (10), a Lei 15.464/26 oficializa o título de Capital Nacional do Açafrão para Mara Rosa, município goiano citado no projeto como um dos principais polos da cultura no país.
Fonte: camara.leg.br
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