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19 de junho de 2026

Sustentabilidade

Em fevereiro, IBGE estima que a safra nacional chegará a 344,1 milhões de toneladas em 2026 – MAIS SOJA

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A estimativa de fevereiro de 2026 para a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas é de 344,1 milhões de toneladas, 0,6% menor (dois milhões de toneladas a menos) que a obtida em 2025 (346,1 milhões de toneladas). A estimativa de fevereiro foi 0,4% maior que a de janeiro (aumento de 1,4 milhão de toneladas). Os dados estão no Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), produzido pelo IBGE.

A área a ser colhida foi de 82,9 milhões de hectares, com aumento de 1,6% (ou 1,3 milhão de hectares) frente a 2025. Em relação à estimativa de janeiro, a área a ser colhida cresceu 0,3% (aumento de 213.075 hectares).

A soja, o arroz e o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representaram 92,8% da estimativa da produção e respondem por 87,5% da área a ser colhida. Para a soja, a estimativa de produção foi de 173,3 milhões de toneladas (4,3% de alta em relação a 2025); para o arroz (em casca) a estimativa foi de 11,6 milhões (8,0% inferior) e para o milho a estimativa foi de 134,3 milhões de toneladas (5,3% menor). A estimativa do milho foi de 28,9 milhões para a primeira safra (12,2% acima de 2025) e 105,4 milhões na segunda (9,1% menor).

Para o trigo, a estimativa de produção para 2026 em fevereiro foi de 7,7 milhões de toneladas (1,6% de baixa em relação a 2025). A produção do algodão herbáceo (em caroço) foi estimada em 8,8 milhões de toneladas (10,5% menor que no ano passado). O sorgo teve a safra estimada em 4,9 milhões de toneladas (9,5% menor) enquanto para o feijão, estima-se 3,0 milhões (0,2% a menos).

Quanto à área a ser colhida, em relação ao ano anterior, em fevereiro, estimou-se crescimentos de 0,8% na área da soja; de 2,4% na do milho (aumentos de 9,5% no milho 1ª safra e de 0,6% no milho 2ª safra) e de 0,5% na do sorgo, ocorrendo declínios de 5,8% na área a ser colhida do algodão herbáceo (em caroço); de 6,3% na do arroz em casca; e de 2,5% na do feijão.

Centro-Oeste lidera a produção em fevereiro de 2026, com 167,9 milhões de toneladas

Entre as Grandes Regiões, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição: Centro-Oeste, 167,9 milhões de toneladas (48,8%); Sul, 95,2 milhões de toneladas (27,7%); Sudeste, 30,5 milhões de toneladas (8,9%), Nordeste, 28,9 milhões de toneladas (8,4%) e Norte, 21,5 milhões de toneladas (6,2%).

Em relação à produção de 2025, a estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas variou positivamente para as regiões Sul (10,3%) e Nordeste (4,2%), e negativamente para as regiões Centro-Oeste (-6,0%), Norte (-3,5%) e Sudeste (-1,9%). Quanto à variação mensal da estimativa, em fevereiro cresceu o esperado na produção das regiões Nordeste (2,3%), Sudeste (1,1%), Centro-Oeste (0,3%) e Norte (0,2%). No Sul a estimativa de fevereiro foi 0,1% menor que a de janeiro.

Na distribuição da produção pelas unidades da Federação, o Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 30,2% na safra nacional, seguido por Paraná (13,9%), Rio Grande do Sul (11,7%), Goiás (10,7%), Mato Grosso do Sul (7,6%) e Minas Gerais (5,5%). Juntos, estes estados representaram 79,6% da estimativa de produção brasileira para 2026.

As principais variações positivas nas estimativas da produção, em relação a janeiro, ocorreram na Bahia (alta de 652.211 toneladas), em Goiás (424.068 t), em Minas Gerais (321.243 t), no Paraná (306.400 t), em Rondônia (49.323 t), no Maranhão (6.474 t) e no Ceará (42 t). Já as variações negativas maiores ocorreram no Rio Grande do Sul (-359.430 t), no Amapá (-124 t), no Rio de Janeiro (-84 t) e em Roraima (-65 t).

Culturas

Frente a janeiro, houve aumentos nas estimativas da produção do café arábica (+5,6% ou +140.318 t), do sorgo (+5,1% ou +238.602 t), do feijão 1ª safra (+2,6% ou +25.511 t), do milho 1ª safra (+0,8% ou +240.531 t), da soja (+0,4% ou +718.684 t), do café canephora (+0,4% ou +4.447 t) e do milho 2ª safra (+0,2% ou +221.757 t). Houve queda nas estimativas para o feijão 2ª safra (-4,5% ou -57.775 t) e para a cana-de-açúcar (-0,9% ou -6.581.058 t).

CAFÉ (em grão) – A produção brasileira, considerando-se as duas espécies, arábica e canephora, foi estimada em 3,8 milhões de toneladas (64,1 milhões de sacas de 60 kg), acréscimos de 3,9% em relação a janeiro e de 11,5% em relação ao volume produzido em 2025, um recorde na série histórica da pesquisa, comparável desde 2002.

Para o café arábica, a produção estimada foi de 2,6 milhões de toneladas (43,9 milhões de sacas), alta de 5,6% em relação a janeiro. Na safra de 2026, aguarda-se um crescimento natural da produção em função das características da espécie, que nos anos pares tende a produzir mais. O clima tem beneficiado as lavouras do Centro-Sul e os problemas climáticos nas principais unidades da Federação produtoras, por enquanto, mostraram-se pontuais.

Em fevereiro, Minas Gerais reavaliou suas estimativas, elevando em 5,5% o rendimento médio e em 2,6% na área plantada. Em relação a 2025, o rendimento médio foi elevado em 18,4% e a área a ser colhida em 5,3%. Preços compensadores nos últimos anos incentivam os produtores a ampliarem as áreas de plantio, os investimentos e os tratos nos cafeeiros. O Estado é o maior produtor de café arábica, com 1,9 milhão de toneladas (31,9 milhões de sacas), alta de 8,2% em relação a janeiro e de 24,7% em relação a 2025, devendo participar com 72,6% da produção nacional dessa espécie.

Para o café canephora, a estimativa da produção foi de 1,2 milhão de toneladas (20,2 milhões de sacas), acréscimo de 0,4% em relação a janeiro e queda de 3,7% em relação ao produzido em 2025. A área a ser colhida avançou 1,3% e o rendimento médio caiu 4,9% frente o ano passado. Embora o clima esteja favorecendo as lavouras, a base comparativa impacta na variação, já que a produção do café canephora, em 2025, foi recorde da série histórica do IBGE. Todavia, incertezas em relação ao volume e à frequência das chuvas no primeiro quadrimestre do ano ainda permanecem.

Em fevereiro, houve crescimentos de 1,4% na estimativa da produção em Rondônia e de 6,8% em Minas Gerais, devido aos crescimentos da área colhida (3,7%) e do rendimento médio (3,1%). Em Rondônia, a produção estimada foi de 182,6 mil toneladas (3,0 milhões de sacas), e a participação deve ser de 15,1% do total produzido no Brasil. Em Minas Gerais, a produção deve alcançar 31,6 mil toneladas (526,0 mil sacas), 7,4% maior que em 2025. O maior produtor do conilon, com participação estimada em 69,4% do total, é o Espírito Santo, com 841,3 mil toneladas esperadas para 2026 (14,0 milhões de sacas).

CANA-DE-AÇÚCAR – A estimativa da produção foi de 700,4 milhões de toneladas, redução de 0,9% em relação a janeiro. Em relação a 2025, a produção deve ser 0,4% menor. As estimativas iniciais apontam para uma maior produtividade esse ano (1,6%), atingindo 74.717 kg/ha.

O clima chuvoso deve favorecer os canaviais. São Paulo, responsável por metade da produção nacional, não reavaliou suas estimativas em fevereiro (352,1 milhões de toneladas). A maior reavaliação no mês foi em Goiás, com queda 6,7% na produção, devido a menor área plantada (-10,1%). Mesmo assim, a produtividade no estado deve crescer 3,8%, com as condições climáticas melhores. Na Região Nordeste, as maiores variações mensais de produção ocorreram em Alagoas (-2,7%) – redução de 2,5% na área plantada – e no Maranhão (-1,0%), que apontou queda de 2,6% na produtividade.

CANOLA (em grão) – A produção da canola foi estimada em 298,9 mil toneladas, crescimento de 13,0% em relação a janeiro. O Rio Grande do Sul é a única unidade da Federação que produz comercialmente o grão no Brasil. O IBGE passou a levantar as estimativas da canola em 2026, já que a produção cresceu muito no estado nos últimos anos, substituindo cultivos tradicionais, como trigo, aveia e coberturas vegetais, consolidando-se como uma cultura de inverno estratégica. Na região noroeste do estado, alguns produtores acumulam mais de sete anos de experiência com o cultivo.

FEIJÃO (em grão) – A estimativa de fevereiro para as três safras do feijão alcançou 3,0 milhões de toneladas, redução de 1,1% em relação a janeiro e de 0,2% em relação a 2025. A produção deve ser suficiente para o abastecimento interno, dispensando a importação. O Paraná, maior produtor nacional de feijão, prevê 688,4 mil toneladas (22,9% de participação), seguido por Minas Gerais com 514,1 mil toneladas (17,1% de participação), Goiás com 364,9 mil toneladas e Mato Grosso com 363,4 mil toneladas.

A estimativa da produção da primeira safra de feijão cresceu 2,6% em fevereiro e chegou a 1,0 milhão toneladas, representando 33,3% de participação no ano. Em relação às regiões geográficas, em fevereiro houve queda na estimativa da primeira safra nas regiões Norte (-1,1%) e Centro-Oeste (-0,7%), que tiveram redução na área a ser colhida de 0,6% e 0,2%, respectivamente. As regiões Nordeste e Sul apresentaram aumento de 4,7% e 3,6% na produção estimada. No Sul, que concentra 30,3% da produção estimada para a 1ª safra, houve aumento de 3,3% na estimativa do rendimento médio. Na Região Sudeste não houve variação significativa.

segunda safra de feijão foi estimada em 1,2 milhão de toneladas, o que corresponde a 41,2% do total. Em fevereiro, a estimativa caiu 4,5%, reflexo da menor produção esperada na região Sul (-9,3%), que detém 45,4% da segunda safra. O Paraná, maior produtor do Brasil, espera 496,1 mil toneladas, 40% do total da safra. Os preços em baixa estão desestimulando os produtores paranaenses.

Em relação à terceira safra de feijão, a estimativa de fevereiro foi de 766,7 mil toneladas, mesmo volume de janeiro. Frente a 2025, espera-se retração de 0,8% na produção em função das reduções na área (-0,3%) e do rendimento médio (-0,6%). Os maiores produtores da terceira safra são Goiás (258,5 mil toneladas), Minas Gerais (177,2 mil toneladas), Mato Grosso (176,3 mil toneladas) e São Paulo (122 mil toneladas).

MILHO (em grão) – A estimativa de produção foi de 134,3 milhões de toneladas em fevereiro, crescimento de 0,3% em relação a janeiro. A região Sul, segunda maior produtora nacional, obteve um crescimento na produção de 377 mil toneladas (1,3%), o que influenciou os dados nacionais, enquanto a região Centro-Oeste, maior produtora do Brasil, manteve relativamente estável sua estimativa.

milho primeira safra apresentou uma estimativa de produção de 28,9 milhões de toneladas, aumento de 0,8% em relação ao mês anterior e 12,2% em relação a 2025. A produção no Rio Grande do Sul (22,5% da produção nacional) deve ser de 6,5 milhões de toneladas (22,5% maior que em 2025). No segundo maior produtor nacional, Minas Gerais (17,4% da produção), a estimativa manteve-se estável em 5,0 milhões de toneladas (13,8% acima de 2025).

A estimativa da segunda safra foi de 105,4 milhões de toneladas, 9,1% menor que a safra de 2025. Em comparação com janeiro, houve crescimento de 0,2% na produção e de 0,1% na área e no rendimento médio. As regiões Nordeste, Sudeste e Centro Oeste, mantiveram estabilidade em relação ao mês anterior, e as regiões Norte e Sul apresentaram crescimento de 1,4% e 0,6%, respectivamente. Em relação à safra anterior, todas as regiões apresentaram retrações significativas, associadas às quedas na produtividade.

O maior produtor de milho na segunda safra, o Mato Grosso (47,4% da produção nacional), estimou 50,0 milhões de toneladas, queda de 8,5% em relação a 2025; com retração de 9,9% no rendimento médio (6.732 kg/ha). O Paraná (16,6% de participação), segundo maior produtor nacional, manteve a redução de 0,8% na estimativa anual, apesar do crescimento de 1,6% na área, totalizando 17,5 milhões de toneladas e um rendimento médio de 6 125 kg/ha (-2,3%). Goiás (12,7% de participação), é o terceiro maior produtor nacional do milho segunda safra. A produção mensal teve aumento de 0,2%, alcançando 13,4 milhões de toneladas, associada ao crescimento de 1,4% no rendimento médio (6.171 kg/ha).

SOJA (em grão) – A estimativa da produção alcançou novo recorde na série histórica em 2026, totalizando 173,3 milhões de toneladas, 0,4% acima de janeiro 4,3% maior que o produzido em 2025. A área cultivada deve crescer 0,8% e alcançar 48,2 milhões de hectares, enquanto o rendimento médio, de 3 600 kg/ha, deve crescer 3,5% em relação ao ano anterior.

As projeções indicam uma safra histórica, impulsionada por condições climáticas favoráveis na maior parte das unidades da Federação produtoras e pela recuperação da safra gaúcha. Maior produtor nacional, o Mato Grosso estimou safra de 48,5 milhões de toneladas, queda de 3,3% em relação a 2025, sendo que a área plantada apresentou um crescimento de 1,9% e o rendimento médio caiu em 5,0%. Goiás deve produzir 19,5 milhões de toneladas, queda de 3,8% em relação a 2025, com alta de 0,9% na área e decréscimo de 4,7% no rendimento médio.

O Mato Grosso do Sul aguarda uma produção de 15,0 milhões de toneladas, crescimento de 14,0% em relação ao volume colhido em 2025, havendo crescimentos de 3,2% na área a ser colhida e de 10,5% no rendimento médio. O Paraná, com 22,3 milhões de toneladas, deve ter o segundo maior volume colhido do País, com crescimento de 4,3% em relação ao volume colhido em 2025, havendo declínio de 0,2% na área plantada e crescimento de 4,5% no rendimento médio. O Rio Grande do Sul estimou uma produção de 20,8 milhões de toneladas, declínio de 2,1% em relação ao mês anterior, em decorrência da queda de 2,0% no rendimento médio. Em 2025, a produção gaúcha foi prejudicada pelo clima, notadamente pela falta de chuvas durante o ciclo da cultura, o que faz da safra de 2026, uma recuperação.

SORGO (em grão) – A estimativa da produção do sorgo para fevereiro foi de 4,9 milhões de toneladas, aumento de 5,1% sobre janeiro, com a área plantada 3,4% maior, assim como o rendimento médio, 1,6% maior. No comparativo anual, espera-se por queda de 9,5% na produção. A área plantada pelo sorgo deve ficar em torno de 1,5 milhão de hectares ou 1,9% do total ocupado com cereais, leguminosas e oleaginosas, representando 1,4% da produção desse grupo. O rendimento médio deve alcançar 3.162 kg/ha, indicando aumento de 1,6% sobre janeiro de 2026.

No comparativo mensal com janeiro de 2026, as variações de produção foram alavancadas pelo Sudeste com incremento de 12,4%, ocorrido sobretudo em Minas Gerais, o segundo estado em importância. A produção mineira deve ser de 1,4 milhão de toneladas, aumento de 17,8% no mês. São Paulo, com participação de 10,4% no total nacional manteve as estimativas em fevereiro em 508,0 mil toneladas. No Sul, o Rio Grande do Sul mantém o ritmo de recuperação de suas lavouras, com expectativa de aumento de 5,2%. No Centro-Oeste, responsável por mais da metade da produção nacional, a produção deve aumentar 1,1%, vindo essa variação de Goiás, o maior produtor de sorgo, com cerca de 1,7 milhão de toneladas do produto. O incremento produtivo deve ser de 1,6%, praticamente vindo do ganho de áreas, uma vez que o rendimento médio deve cair marginalmente. As Regiões Norte e Nordeste não variaram ou variaram pouco as estimativas no mês. Restam as expectativas quanto ao clima e domínio do El Niño, previsto para 2026, o que pode afetar as lavouras de soja e de milho de forma diferenciada nas regiões produtoras, tendo impactos também sobre a decisão de plantio do sorgo.

Fonte: IBGE



 

FONTE

Autor:IBGE

Site: IBGE

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Trigo fecha em baixa em Chicago com dólar forte e perspectiva de ampla oferta global – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta quinta-feira (18) em baixa, pressionada pela valorização do dólar e pelas perspectivas de ampla oferta global. Ainda assim, o contrato julho acumulou ganho de 3,24% na semana.

O mercado foi pressionado pela valorização do dólar frente às principais moedas e pelas perspectivas de ampla oferta global de trigo. O índice do dólar atingiu o maior nível em um ano após a reunião de política monetária do Federal Reserve reforçar as expectativas de elevação dos juros nos Estados Unidos.

A valorização da moeda norte-americana reduziu a competitividade do trigo dos Estados Unidos no mercado internacional, tornando o cereal mais caro para os compradores externos. Também pesou sobre as cotações a expectativa de uma grande safra na Rússia, principal exportadora mundial de trigo.

Operadores também ajustaram posições antes do feriado de Juneteenth nos Estados Unidos, que manterá os mercados de Chicago fechados nesta sexta-feira (19). Além disso, a queda do petróleo contribuiu para o movimento negativo observado ao longo da sessão.

O cenário de ampla disponibilidade global continuou limitando o impacto positivo da demanda observada recentemente em licitações internacionais. A agência estatal de grãos da Argélia (OAIC) comprou mais de 800 mil toneladas de trigo de moagem em uma licitação internacional encerrada nesta quarta-feira (18), segundo traders europeus.

As vendas líquidas norte-americanas de trigo para a temporada comercial 2026/27, iniciada em 1º de junho, somaram 400.800 toneladas na semana encerrada em 11 de junho, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O principal destino foi o Japão, com 167.400 toneladas. Para a temporada 2027/28, foram registradas vendas adicionais de 26.900 toneladas. O volume ficou dentro da faixa esperada pelo mercado, de 300 mil a 650 mil toneladas considerando as duas temporadas.

Os contratos com entrega em julho fecharam cotados a US$ 6,05 3/4 por bushel, com baixa de 7,00 centavos de dólar, ou 1,14%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em setembro encerraram a US$ 6,14 por bushel, com queda de 7,25 centavos de dólar, ou 1,16%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços

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Imagem de Александр Пономарев por Pixabay

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana sem movimentações relevantes. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a ausência de negociações na Bolsa de Chicago impediu uma formação mais efetiva dos preços ao longo desta sexta-feira. Segundo ele, as cotações observadas foram basicamente nominais, servindo apenas como referência para os agentes do mercado.

Silveira destaca que não houve registro de negociações expressivas ou de grandes lotes ao longo do dia. “A semana fechou sem volumes importantes rodando”, resume.

Cotações de soja

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 127,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 128,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 121,50
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 113,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 116,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,50
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 134,00

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com queda de 0,19%, cotado a R$ 5,1640 para venda e a R$ 5,1620 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,1325 e R$ 5,1685. Apesar da baixa desta sexta-feira, a divisa acumulou valorização de 2,08% na semana.2,08% na semana.

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Ceema/Unijuí: Mercado da soja opera entre a volatilidade externa e o avanço da safra americana – MAIS SOJA

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Em Chicago, as cotações da soja, após despencarem a partir do dia 02/06, quando o bushel chegou a US$ 11,13 nos dias 09 e 12 (a mais baixa cotação desde o dia 09/02/26), ensaiaram uma recuperação nesta semana, com o bushel alcançando US$ 11,32 no dia 17/06, para o primeiro mês cotado. Já o fechamento desta quinta-feira (18) ficou em US$ 11,22/bushel, contra US$ 11,15 uma semana antes.

Além da possibilidade de um acordo de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio, o mercado esteve pressionado pelo clima positivo nos EUA, para a nova safra, e de olho nos juros daquele país. A manutenção do juro básico em 3,5% a 3,75% aa por lá leva muitos investidores, que esperavam um aumento nos mesmos, a buscarem comprar contratos de commodities, dentre eles o de soja, o que faz o bushel subir de valor.

Além disso, houve rumores de que a China estaria para comprar soja dos EUA, novamente. Lembrando, ainda, que no dia 30/06 teremos o relatório de área final semeada nos EUA, o que poderá definir a tendência das cotações para julho. Por outro lado, o plantio da soja nos EUA, até o dia 14/06, atingia a 95% da área prevista, contra 93% na média. Do total semeado, 88% das lavouras estavam germinadas. Soma-se a isso o fato de que a qualidade das lavouras melhorou na semana, com 66% das mesmas estando entre boas a excelentes, após recuarem para 65% na semana anterior. Outros 28% das lavouras estavam regulares e 6% ruins ou muito ruins.

Dito isso, na semana encerrada em 11 de junho, os EUA embarcaram 522.687 toneladas de soja, ficando dentro das expectativas do mercado. Em todo o atual ano comercial o volume embarcado totaliza 36,6 milhões de toneladas, ainda 20% a menos do que no mesmo período do ano anterior.

Já a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA informou que o esmagamento de soja no país, em maio, atingiu a 5,68 milhões de toneladas da oleaginosa, enquanto a projeção do mercado era de 5,77 milhões. Apesar de ficar abaixo do esperado, o volume é 8% maior do que no mesmo mês de 2025. Enquanto isso, os estoques de óleo de soja nos Estados Unidos estavam em 1,74 bilhão de libras, sendo 26% maiores do que um ano atrás.

Por sua vez, o acordo entre os EUA e o Irã para o término da guerra, que parece finalmente se consolidar, é positivo para os mercados e a economia mundial. Se ele for mantido, o mercado terá mais estabilidade a partir de agora, embora possa haver recuo nos valores da soja devido ao recuo nos preços do óleo de soja em Chicago, puxados pelo recuo nas cotações mundiais do petróleo. Tanto é verdade que o fechamento do óleo de soja, em Chicago, no dia 18/06, ficou em 69,69 centavos de dólar por librapeso, rompendo o piso dos 70,00 centavos pela primeira vez desde o dia 20 de abril passado. Todavia, por enquanto, a volatilidade do mercado não foi totalmente eliminada, pois há dúvidas quanto a eficácia do acordo.

Soma-se a isso as especulações climáticas sobre a safra dos EUA, pois as tendências indicariam, para julho, um clima um pouco mais seco nas regiões produtoras de soja daquele país. Enfim, no Brasil o mercado se mantém estável, com o câmbio girando entre R$ 5,05 e R$ 5,15 por dólar durante a semana. Assim, os preços, nas principais praças gaúchas, ficaram em R$ 114,00/saco, enquanto nas demais praças nacionais os mesmos giraram entre R$ 102,00 e R$ 114,00/saco.

Dito isso, a Conab, em seu boletim mensal de junho, trouxe a safra brasileira de 2025/26 para 180,2 milhões de toneladas, contra 171,5 milhões um ano antes. Isso representa um aumento de 5,1%. O Rio Grande do Sul, às voltas com nova estiagem, acabou colhendo 18,6 milhões de toneladas, contra 16,6 milhões no ano anterior, destacando que outras entidades gaúchas (Emater e iniciativa privada) avançam pouco mais de 13 milhões de toneladas colhidas no ano anterior. Segundo, ainda, a Conab, a produtividade média brasileira ficou em 61,9 sacos/hectare em 2025/26, enquanto a gaúcha atingiu a apenas 46,2 sacos.

Enfim, a exportação brasileira total de soja, em junho, está estimada em 15,3 milhões de toneladas segundo a Anec. Se confirmados, tais embarques cresceriam 1,5 milhão de toneladas em relação a junho do ano anterior.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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