Sustentabilidade
FPT leva à agrishow motores de alta potência e conectividade para máquinas agrícolas e geração de energia – MAIS SOJA

A FPT, marca líder em venda de motores na América Latina e pioneira em soluções de propulsão alternativa no mercado, apresenta na Agrishow 2026 um portfólio diversificado de soluções com foco nas atividades do agronegócio.
Durante o evento, realizado de 27 de abril a 1o de maio, em Ribeirão Preto (SP), a marca leva para a exposição motores para aplicação em tratores e máquinas agrícolas, geração de energia, veículos comerciais e motores remanufaturados, além do lançamento de soluções digitais para a monitoramento, gestão e manutenção de motores.
“A Agrishow é uma plataforma estratégica de relacionamento e negócios, é onde grandes clientes e parceiros da marca estão e por isso é onde a FPT está. Aproveitamos este momento para reforçar junto aos clientes o nosso compromisso com o desenvolvimento de soluções em powertrain com foco na eficiência e rentabilidade do agronegócio, segmento no qual temos forte atuação e uma posição de liderança. Este ano, além de um portfólio de motores amplo, alinhados as possibilidades da matriz energética do nosso país, trouxemos também novidades em conectividade para monitoramento, gestão e manutenção dos motores por meio do aplicativo MyFPT. Estamos na feira para reforçar nossa posição de protagonismo e liderança no setor, e apresentarmos nossas soluções únicas para o mercado off-road”, afirma Bernardo Brandão, presidente da FPT para a América Latina.
Entre os destaques estão soluções em combustíveis alternativos e menor emissão de CO2 com os motores N67 NG e CURSOR 13 NG. Movidos a gás natural e/ou biometano, os modelos apresentam alto desempenho, baixo consumo de combustível e manutenção, podendo reduzir a emissão de poluentes em até 95% se comparado com as versões diesel.
“São motores produzidos regionalmente, na planta FPT em Córdoba, na Argentina, o que reforça o nosso compromisso com o mercado regional e os investimentos da marca em desenvolver soluções inovadoras para os segmentos em que atuamos”, complementa Brandão.
O Motor N67 NG possui seis cilindros de 6,7 litros e entrega potência de 206 kW (276 hp) a 2000 rpm e torque de 1000 Nm a 1000 rpm, com aplicação em operações on-road, off-road e estacionárias. O conjunto atende aos padrões Euro VI e apresenta redução de emissões de CO2 de até 10% no ciclo WHTC em comparação a um motor a diesel equivalente.
Já o CURSOR 13 conta com seis cilindros de 12,9 litros, injeção multiponto, atingindo 338 kW (460 hp) e torque de 2000 Nm a 1100 rpm. O modelo utiliza sistema de pós-tratamento com catalisador de três vias e atende ao padrão Euro VI, com emissões de CO2 inferiores às de motores a diesel e possibilidade de níveis próximos de zero quando abastecido com biometano. A tecnologia de combustão “lean” da FPT permite a adoção de tanques de GNL de até 900 litros, ampliando a autonomia para mais de 1500 km.
O F1C, voltado para veículos comerciais leves, é uma alternativa eficiente de deslocamento no dia a dia do campo, considerado o melhor da categoria em eficiência. Com quatro cilindros de 3 litros e sistema de injeção eletrônica common rail (ECR), movido a diesel, o modelo entrega potência entre 95 kW e 186 kW (127 hp a 230 hp) e torque de 300 Nm a 600 Nm. Além disso, atende ao padrão Euro VI e é referência na categoria em manutenção, garantindo mais disponibilidade e praticidade de uso.
Geração de Energia
Estreando na Agrishow, os modelos R24 e R38 trazem potência, confiabilidade, eficiência e baixos custos operacionais para aplicações agrícolas como irrigação, máquinas estacionárias e industriais como geração de energia e motobombas.
O R24 possui quatro cilindros de 2,45 litros e oferece flexibilidade para aplicações em 50 Hz ou 60 Hz, com regimes de 1500 rpm ou 1800 rpm, atendendo a uma faixa de potência estimada entre 26 kVA e 46 kVA. Da mesma família, o R38 conta com quatro cilindros e 3,8 litros, entregando potência entre 55 kW e 65 kW a 2500 rpm nas versões IPU. Na aplicação G-Drive, opera de forma versátil em 50 Hz ou 60 Hz, com regimes de 1500 rpm ou 1800 rpm, e potência entre 60 kVA e 72 kVA. O modelo também traz conjunto com sistema de resfriamento e filtragem integrados, pensado para facilitar a manutenção no dia a dia.
“Esses lançamentos são uma resposta as necessidades do mercado por soluções confiáveis, respaldadas por uma marca de renome na região, mas que entreguem mais economia e rentabilidade para os negócios de nossos clientes. A FPT também enxerga o mercado de geração de energia como estratégico e está remodelando seu portfólio para ampliar sua presença no segmento”, completa Brandão.
Linha Reman
Na linha de remanufaturados os motores CURSOR 9 Reman e CURSOR 11 Reman são voltados a aplicações agrícolas, especialmente no segmento sucroenergético. A linha Original Reman FPT agrega sustentabilidade, redução de custos operacionais e desempenho equivalente ao de motores novos.
O CURSOR 9 Reman possui seis cilindros de 8,7 litros, sistema de injeção eletrônica common rail (ECR), com potência entre 285 hp e 388 hp a 2100 rpm e torque de 1400 Nm a 1750 Nm a 1500 rpm, atendendo ao padrão de emissões Tier 3. Já o Cursor 11 Reman possui seis cilindros de 11,1 litros, e entrega 320 kW a 2100 rpm e torque de 2037 Nm a 1500 rpm, igualmente em conformidade com Tier 3.
Marcas parceiras
A oferta de soluções para a descarbonização no campo é sustentada no estande da Case IH também com os motores N67 Etanol e CURSOR 13 Etanol aplicados nas máquinas da marca. As soluções em energia renovável integram um projeto 100% desenvolvido no Brasil em parceria com a CNH e utilizam a tecnologia ciclo Otto, contribuindo para a redução de emissões geradas no agro e menor ruído durante o funcionamento do motor.
A FPT também está presente no estande da TMA, com o N45 e CURSOR 11 Reman; e na máquina Teston, com o modelo N67 Eletrônico.
Lançamento em Soluções Digitais
Como parte do avanço em conectividade e serviços, a FPT apresenta novas soluções digitais voltadas à gestão e manutenção de motores. A estratégia reforça o uso de dados para aumentar a disponibilidade das máquinas e reduzir o tempo de parada.
Com demonstrações práticas no estande, a marca apresenta a Telemetria FPT, solução de monitoramento contínuo dos parâmetros do motor por meio da transmissão de dados. O sistema permite acompanhamento remoto e atuação proativa do suporte técnico, antecipando possíveis falhas e agilizando diagnósticos. Com funcionamento via satélite ou rede 4G, a tecnologia transforma dados operacionais em informações estratégicas para otimização da performance das máquinas.
Outra solução é o Dongle, dispositivo de diagnóstico remoto conectado ao motor. A ferramenta permite monitoramento em tempo real por meio do aplicativo MyFPT e disponibiliza informações como pressão, temperatura, desempenho e códigos de falha, ampliando a assertividade no diagnóstico e no suporte técnico junto à rede de concessionários. Compatível com motores eletrônicos da marca, o sistema opera via Bluetooth em dispositivos Android e iOS.
Peças e pós-venda
No pós-venda, a novidade é o lançamento exclusivo do Lubrificante FPT que agrega à oferta de peças por meio da campanha “FPT mantendo sua máquina funcionando”. A iniciativa contempla a disposição de componentes para motores N67, CURSOR 9 e CURSOR 11, amplamente utilizados em tratores e máquinas do setor sucroenergético.
Com opções de motores desenvolvidos exclusivamente para o campo, a FPT Industrial já entregou mais de 250 mil unidades para máquinas agrícolas na América Latina. Cerca de 1 a cada 3 tratores e colheitadeiras vendidos no Brasil são equipados com o motor da marca. O portfólio abrange uma gama de motores de 2,3 a 20 litros, projetados para garantir desempenho consistente, alta eficiência e menores custos de manutenção.
A FPT é uma marca do Iveco Group N.V. (EXM: IVG) dedicada a projetar, fabricar e comercializar sistemas de propulsão e soluções para veículos on-road e off-road, bem como aplicações marítimas e de geração de energia. A empresa emprega mais de 8.000 pessoas em 10 plantas de produção industrial e 10 centros de P&D ao redor do mundo. Ativa em quase 100 países, sua rede global de vendas e seu departamento de assistência ao cliente dão apoio a todos os clientes da marca.
A ampla oferta de produtos inclui seis linhas de motores, com potência de 30 CV até mais de 1.000 CV, transmissões com torques de até 500 Nm e eixos dianteiros e traseiros com peso bruto por eixo de 2,45 a 32 toneladas. A FPT oferece a mais completa linha de motores a gás natural disponível no mercado para aplicações industriais, com potência de 50 CV a 520 CV. A exclusiva divisão ePowertrain está acelerando o caminho na direção da mobilidade com emissões líquidas zero, com transmissões elétricas, pacotes de baterias e sistemas de gerenciamento de baterias. Essa vasta oferta e um forte enfoque em atividades de P&D fazem da FPT líder mundial em sistemas de propulsão e soluções industriais. Para mais informações, clique aqui.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
USDA e Conab confirmam supersafra de soja; oferta recorde pode limitar reação dos preços? Saiba o que esperar do mercado

Os números divulgados nesta semana pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reforçam um cenário de crescimento da oferta global de soja. As novas estimativas apontam para safras robustas tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil, ampliando a disponibilidade da oleaginosa e pressionando os contratos futuros negociados na Bolsa de Chicago. Com isso, as cotações se aproximaram de US$ 11 por bushel, menores níveis observados em cerca de quatro meses.
No Brasil, a combinação entre Chicago em queda e produtores retraídos reduziu o ritmo dos negócios. Mesmo com o dólar apresentando momentos de maior firmeza ao longo da semana, o movimento não foi suficiente para compensar a pressão exercida pelas cotações internacionais.
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USDA
O USDA manteve sua projeção para a safra norte-americana de 2026/27 em 120,7 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais seguem estimados em 8,44 milhões de toneladas. Em âmbito global, a produção mundial foi projetada em 441,34 milhões de toneladas, confirmando um cenário de ampla disponibilidade da commodity.
Para o Brasil, o órgão norte-americano manteve a previsão de uma safra de 180 milhões de toneladas em 2025/26 e indicou um potencial de 186 milhões de toneladas para 2026/27. Já a Argentina teve sua estimativa elevada para 50 milhões de toneladas.
Conab
A Conab também revisou para cima a produção brasileira. Segundo a estatal, a safra de soja deverá alcançar 180,25 milhões de toneladas em 2025/26, crescimento de 5,1% em relação ao ciclo anterior. O volume recorde deverá permitir exportações de 116,1 milhões de toneladas e um processamento doméstico de 61,58 milhões de toneladas.
O que esperar?
Diante desse cenário, a principal dúvida do mercado passa a ser o comportamento da demanda global, especialmente da China, principal compradora da soja brasileira. Enquanto a oferta segue crescendo, investidores e produtores acompanham se o consumo será capaz de absorver volumes cada vez maiores sem provocar novas quedas nos preços.
Com estoques elevados e projeções recordes de produção, o mercado da soja entra no segundo semestre sob pressão. A tendência é que os preços continuem sensíveis a qualquer mudança no clima, na demanda chinesa e no ritmo das exportações mundiais.
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Sustentabilidade
Produtor reduz o ritmo nas negociações com a soja nesta sexta-feira; confira como ficaram os preços pelo Brasil

O mercado brasileiro de soja encerrou esta sexta-feira (12) com pouca movimentação e queda nas cotações nas principais praças do país. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a combinação entre a desvalorização do dólar e uma Bolsa de Chicago sem força suficiente para sustentar os preços pressionou os negócios ao longo do dia.
Embora os prêmios de exportação tenham apresentado valorização e permaneçam firmes para os embarques do segundo semestre, o movimento não foi suficiente para compensar os demais fatores que influenciam a formação dos preços da oleaginosa.
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De acordo com Silveira, o produtor permaneceu afastado das negociações, elevando o spread entre compradores e vendedores. A semana foi marcada por poucos negócios no mercado físico, refletindo uma postura mais cautelosa dos agentes diante do cenário atual.
O analista destaca que o ritmo de comercialização da safra avançou significativamente nas últimas semanas. Com isso, muitos produtores passaram a preservar os volumes ainda disponíveis e começam a direcionar a atenção para as fixações da safra 2026/27, avaliando principalmente os custos de produção.
Preços da soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): recuou de R$ 125,50 para R$ 125,00
- Santa Rosa (RS): caiu de R$ 126,50 para R$ 126,00
- Cascavel (PR): recuou de R$ 121,00 para R$ 120,00
- Rondonópolis (MT): passou de R$ 111,00 para R$ 110,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
- Rio Verde (GO): caiu de R$ 114,00 para R$ 113,00
- Paranaguá (PR): recuou de R$ 132,50 para R$ 131,50
- Rio Grande (RS): caiu de R$ 132,50 para R$ 132,00
Soja em Chicago
Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja encerraram o pregão em baixa, ampliando as perdas acumuladas durante a semana. O movimento de cobertura de posições vendidas perdeu força no final da sessão, devolvendo espaço aos fundamentos baixistas.
O clima favorável para o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos continua sendo um dos principais fatores de pressão sobre as cotações. Além disso, a forte queda do petróleo no mercado internacional e a perspectiva de um acordo entre Estados Unidos e Irã reduziram o suporte ao complexo soja.
A ampla oferta global da commodity também segue limitando qualquer tentativa de recuperação mais consistente dos preços.
Números do USDA
O relatório de junho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe poucas alterações para o mercado. A safra norte-americana de soja em 2026/27 foi mantida em 120,7 milhões de toneladas, com produtividade estimada em 53 bushels por acre.
Os estoques finais dos Estados Unidos foram projetados em 8,44 milhões de toneladas, praticamente em linha com as expectativas do mercado.
No cenário global, o USDA estimou a produção mundial de soja em 441,34 milhões de toneladas para a temporada 2026/27. Os estoques globais ficaram em 124,88 milhões de toneladas, levemente abaixo das projeções dos analistas.
Para o Brasil, o órgão manteve a estimativa da safra 2025/26 em 180 milhões de toneladas e projetou uma produção ainda maior, de 186 milhões de toneladas, para 2026/27. Já a Argentina teve sua estimativa elevada para 50 milhões de toneladas na safra atual.
Contratos futuros de soja
O contrato julho da soja fechou cotado a US$ 11,13½ por bushel, com queda de 0,13%. O vencimento agosto encerrou a US$ 11,18¾ por bushel, recuando 0,15%.
Entre os subprodutos, o farelo de soja julho caiu para US$ 301,30 por tonelada. O óleo de soja julho fechou em 74,28 centavos de dólar por libra-peso, com leve retração.
Câmbio
No mercado cambial, o dólar comercial encerrou o dia em baixa de 0,80%, cotado a R$ 5,0585 para venda. Durante a sessão, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,0550 e R$ 5,1155, contribuindo para a pressão sobre os preços da soja no mercado brasileiro.
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Sustentabilidade
Desafios da pós-colheita ganham destaque da RPS – MAIS SOJA

O monitoramento e o controle das pragas quarentenárias, os desafios enfrentados pelas unidades armazenadoras e as questões de logística permearam as discussões no painel sobre pós-colheita de soja, realizado hoje, 11 de junho, durante a Reunião de Pesquisa de Soja, em Londrina (PR). Fátima Parizzi, representando a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) e Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC), reforça que ações vêm sendo desenvolvidas para atender às exigências fitossanitárias da China, principal destino das exportações brasileiras de soja e milho.
Fátima diz que entre as principais medidas adotadas estão a elaboração de manuais de identificação de pragas, a conscientização dos agentes da cadeia produtiva e o reforço dos cuidados em todas as etapas do processo, desde a amostragem e classificação dos grãos até a expedição da carga. “O objetivo é garantir que os produtos exportados atendam aos requisitos fitossanitários exigidos pelos mercados internacionais, evitando problemas e rejeições nos portos de destino”, pontua.
Embora a China possua uma extensa lista de pragas quarentenárias, o foco está nas 11 espécies oficialmente reconhecidas pela China que estão presentes no Brasil. “O controle dessas pragas deve começar ainda no plantio, com manejo adequado ao longo do ciclo da cultura, reduzindo a infestação e os impactos na produtividade das lavouras”, avalia Fátima.
A palestrante afirma ainda que há um plano de ação voltado ao monitoramento e controle de pragas quarentenárias presentes nas lavouras brasileiras e que estão sendo concluídos ajustes de uma proposta a ser encaminhada ao Ministério da Agricultura para subsidiar negociações com a China sobre procedimentos operacionais e critérios de tolerância para a presença de pragas nos lotes exportados. “Um dos avanços mais importantes é a mobilização de toda a cadeia produtiva em torno do tema, para fortalecer as negociações e garantir maior segurança às exportações brasileiras”, ressalta Fátima.
Ação fitossanitárias em unidades armazenadoras – O representante da Caramuru Alimentos, José Ronaldo Quirino, traz um panorama sobre a realidade enfrentada pelas unidades armazenadoras e destaca os controles adotados desde a recepção dos grãos até a expedição, com o objetivo de evitar devoluções de cargas e atender às exigências dos mercados internacionais. Segundo Quirino, o primeiro filtro ocorre na entrada dos produtos, quando é realizada a identificação das cargas e a avaliação dos riscos associados à presença de sementes quarentenárias. “Dependendo do nível de infestação encontrado, algumas cargas chegam a ser recusadas”, explica. “Além disso, as unidades monitoram constantemente os grãos armazenados para identificar possíveis focos de contaminação e definir os locais mais adequados para a formação de lotes destinados à exportação”, diz.
Desafios de logística – Durante o painel, a logística e a infraestrutura do setor para escoamento da safra foram abordados por Edenilson Oliveira, da cooperativa Coamo. Segundo ele, apesar dos avanços observados na melhoria dos portos e corredores de exportação, ainda existem gargalos estruturais importantes, especialmente relacionados à malha ferroviária, que podem comprometer a competitividade do setor no longo prazo.
No Porto de Paranaguá, Oliveira cita os projetos de ampliação e modernização que prometem elevar significativamente a capacidade de movimentação de grãos, reduzindo gargalos históricos e aumentando a competitividade das exportações brasileiras. Paralelamente, conta sobre a proposta de renovação da concessão da Malha Sul ferroviária. “A preocupação é que, sem investimentos mais robustos em ferrovias, o transporte rodoviário continue sobrecarregado, elevando custos e limitando o potencial de expansão do agronegócio nacional”, avalia Oliveira.
Oliveira ressalta que o momento é decisivo para discutir o futuro da infraestrutura ferroviária da região Sul, principalmente diante do processo de renovação das concessões que deverá definir investimentos e diretrizes para as próximas décadas. “Penso ser necessário pensar o sistema de forma integrada, ampliando as alternativas de transporte para as regiões produtoras e reduzindo a forte dependência do transporte rodoviário”, pontua Oliveira.
Para ele, o desafio não pode ser atribuído apenas às concessionárias ferroviárias, mas exige uma visão sistêmica e de longo prazo, com participação do poder público na construção de soluções estruturantes. “O planejamento precisa considerar horizontes de 10, 20 ou até 50 anos, garantindo que a infraestrutura acompanhe o crescimento da produção agrícola e preserve a competitividade do Brasil nos mercados internacionais”, conclui.
Fonte: Embrapa
Autor:Lebna Landgraf (MTb 2903 – PR) Embrapa Soja
Site: Embrapa
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