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30 de julho de 2026

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Milho fora da janela ideal eleva riscos e acende alerta no campo em MT

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Imagem: Paulo Kurtz /Embrapa

O<a href="http://<iframe width="1334" height="750" src="https://www.youtube.com/embed/m_mGnmfqfqI" title="Atraso do plantio do milho em MT já começa a ter reflexos no campo | Mais Milho" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen> atraso no plantio do milho em Mato Grosso já começa a mostrar reflexos nas lavouras. Em diferentes regiões do estado, a falta de chuva compromete o desenvolvimento das plantas, enquanto o aumento dos custos de produção e a queda nos preços ampliam a preocupação dos produtores. A combinação desses fatores acende um alerta para a produtividade e reforça um desafio cada vez mais presente no agro, que é produzir com eficiência, reduzir riscos e manter a sustentabilidade.

Em áreas cultivadas fora da janela considerada ideal, o cenário é preocupante. Talhões desuniformes, falhas no estande de plantas e um grande número de espigas mal desenvolvidas refletem a falta de umidade. Em Nova Mutum, no médio-norte do estado, produtores relatam que entre 35% e 40% das áreas foram plantadas fora do período adequado.

“Trata-se de um desafio, pois seriam necessários pelo menos mais 15 dias de chuva para recuperar parte dessas lavouras. Há regiões em que as precipitações ocorreram de forma irregular, com áreas onde choveu e outras onde a estiagem se antecipou”, explica Paulo Zen, presidente do Sindicato Rural de Nova Mutum (MT).

As perdas já começam a ser contabilizadas, embora ainda dependam das condições climáticas nos próximos dias. “As estimativas iniciais indicam perdas de seis a sete sacas por hectare em função do atraso no plantio. A evolução da produtividade dependerá diretamente do volume de chuvas nas próximas semanas”, relata. Segundo o sindicato rural, o atraso foi provocado pelo excesso de chuvas durante a colheita de soja, o que comprometeu o calendário do milho.

A irregularidade das lavouras também chama atenção. Em uma mesma propriedade, é possível observar diferentes estágios de desenvolvimento das plantas. “Há áreas com colheita prevista para 35 a 40 dias, enquanto outras ainda apresentam milho em estágio inicial de desenvolvimento. Trata-se de um cenário bastante heterogêneo”, explica Zen.

Produtores já contabilizam prejuízos. Em uma fazenda com 1.600 hectares, cerca de 30% a 40% da área foi plantada fora da janela ideal. “As perdas já se aproximam de 5% e podem atingir ao menos 10%, caso não ocorram chuvas regulares até o fim de abril”, pontua Marcos Beber.

Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária indicam que mais de 1 milhão de hectares de milho foram plantados fora da janela ideal na safra 2025/26, o que eleva o risco para o desenvolvimento da cultura. Além disso, o cenário de mercado agrava a situação. Com a saca do milho em torno de R$ 43 para os próximos meses, os preços são considerados pouco atrativos.

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Sérgio Sacani palestra sobre IA e tecnologia no agro durante Agroleite 2026

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Cidade do Leite, em Castro, Paraná, onde acontece a Agroleite. | Foto: divulgação Agroleite.

O Painel do Agro no Agroleite 2026 traz o geofísico e influenciador Sérgio Sacani como atração principal, no dia 5 de agosto, às 13 horas, em Castro, Paraná. O evento, realizado pelo Canal Rural em parceria com Agroleite, Castrolanda, Sistema Ocepar e Grupo Calpar, abordará a integração de tecnologias de ponta e ciência avançada no setor produtivo.

Sergio Sacani, geofísico e influenciador com mais de 6 milhões de seguidores.

Conhecido por popularizar temas como astronomia e inovação, Sacani trará para o palco o impacto direto da Inteligência Artificial (IA) no agronegócio. A palestra conectará tendências globais aos desafios diários do campo, destacando:

  • Análise de dados para maximizar a produtividade e otimizar safras;
  • Automação e gestão inteligente aplicadas à agricultura e pecuária;
  • Previsões meteorológicas de alta precisão e uso eficiente de recursos;
  • Pesquisa científica como pilar de competitividade no mercado global.

Para Giovani Ferreira, diretor do Canal Rural, aproximar a ciência do campo é vital: “Não é apenas uma tendência, mas uma necessidade estratégica para o futuro da produção de alimentos.”

O encontro ocorrerá nas dependências do Parque Tecnológico Agroleite, empreendimento situado em um dos polos mais avançados em rendimento agrícola e modelo cooperativo do país, na Castrolanda.

Willem Bouwman, presidente da Castrolanda, ressalta que toda a cadeia do leite está contemplada dentro do Agroleite: “temos a intenção de oferecer ao produtor rural e os demais envolvidos, informações de ponta, inovações e tecnologias, presentes e importantes para o desenvolvimento do setor”.

Sobre o Agroleite:

O Agroleite 2026 acontece de 3 a 7 de agosto de 2026, no Parque Tecnológico Agroleite em Castro, Paraná, promovido pela Cooperativa Castrolanda. O evento tem como tema “Movidos por um legado”, marcando também os 75 anos da cooperativa.

Agora com cinco dias de programação, a edição tem cerca de 400 expositores esperados, após receber R$ 11 milhões em investimentos em infraestrutura.

Considerada a maior feira da cadeia do leite da América Latina, traz em sua programação Trilha do Leite, um percurso guiado por técnicos para demonstrar a produção de forma prática; palestras e fóruns, com debates sobre inovação, gestão e tendências do agronegócio; Torneio Leiteiro e Exposições, com julgamentos de gado de alta genética e competições tradicionais.

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Soja brasileira tem poucos negócios e preços recuam; confira o cenário da commodity

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Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja teve poucas mudanças na sessão, com preços entre estáveis e mais fracos diante da queda do dólar e das leves perdas registradas na Bolsa de Chicago. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os prêmios seguem em bons patamares, mas não foram suficientes para evitar o recuo das cotações.

Silveira destaca que o dia foi marcado pela baixa participação dos agentes. “Não houve registro de ofertas firmes no mercado, com uma sessão bastante travada e players afastados”, resume.

Preços da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 140,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 141,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): desceu de R$ 128,00 para R$ 127,00
  • Dourados (MS): desceu de R$ 128,00 para R$ 127,50
  • Rio Verde (GO): desceu de R$ 129,00 para R$ 128,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 145,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 146,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta quinta-feira, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado tentou se recuperar tecnicamente das perdas de ontem, mas acabou cedendo às projeções climáticas para o cinturão produtor americano.

As projeções indicam chuvas em bom volume, beneficiando o desenvolvimento das lavouras. O mês de agosto é considerado crítico para o potencial produtivo da soja americana.

A demanda pela soja americana e os ganhos do trigo limitaram a pressão sobre os contratos. Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 132.000 toneladas de soja à China, que serão entregues na temporada 2026/27.

As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2025/26, com início em 1º de setembro, ficaram em 302.300 toneladas na semana encerrada em 23 de julho. Para a temporada 2026/27, foram mais 1.333.200 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 700 mil e 1,8 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com baixa de 3,75 centavos de dólar, ou 0,31%, a US$ 11,72 1/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 11,88 3/4 por bushel, com retração de 4,00 centavos de dólar, ou 0,33%.

Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com baixa de US$ 0,40, ou 0,12%, a US$ 317,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em setembro fecharam a 68,22 centavos de dólar, com perda de 0,44 centavo, ou 0,64%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,91%, sendo negociado a R$ 5,0619 para venda e a R$ 5,0599 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0614 e a máxima de R$ 5,1064.

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Sojicultor aponta custo dos insumos como maior desafio para planejar a safra

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Foto: João Pedro Coelho/Assessoria Proteplan

Os custos dos insumos lideram as preocupações do produtor rural na hora de planejar a próxima safra de soja. O resultado é de uma enquete realizada pelo Soja Brasil, do Canal Rural, durante a última edição do programa, que ouviu a opinião do público sobre o principal fator que influencia a tomada de decisão para a safra 2026/27.

Ao todo, 69% dos participantes apontaram o custo dos insumos como o maior desafio no planejamento da nova temporada. Em seguida aparece o câmbio, citado por 15% dos participantes, enquanto os custos de armazenagem e logística também figuram entre as principais preocupações dos produtores.

O resultado reforça um cenário já observado no campo. Apesar da expectativa de mais uma grande safra, produtores seguem atentos ao impacto dos custos de produção, do crédito mais restrito e das margens mais apertadas, fatores que exigem maior planejamento antes do início do plantio.

A participação do público faz parte da proposta do Soja Brasil de aproximar os produtores dos principais temas que movimentam o agronegócio e acompanhar as tendências e desafios da cultura da soja no país.

Para conferir o resultado completo da enquete, clique aqui.

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