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Comissão da Câmara aprova parecer que prevê restrição temporária à importação de arroz

A Comissão de Desenvolvimento Econômico (CDE) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (29), o parecer do deputado Rodrigo da Zaeli (PL-MT) ao projeto de lei 690/2026. A proposta autoriza restrições temporárias à importação de arroz em situações nas quais o preço de mercado esteja abaixo do custo de produção nacional. Pelo texto, a medida só poderá ser adotada se houver estoque suficiente para garantir o abastecimento interno.
De autoria da deputada Geovania de Sá (PSDB-SC), o projeto cria um instrumento de defesa comercial voltado ao setor orizícola. A lógica da proposta é condicionar a suspensão temporária das importações a um cenário de desequilíbrio de mercado, com preservação da oferta doméstica.
No parecer aprovado, Rodrigo da Zaeli afirma que o mecanismo busca assegurar condições de concorrência para o produtor brasileiro. Segundo o deputado, a proposta “contribui para a estabilidade do setor agrícola” ao evitar desorganização da cadeia produtiva em momentos de preços abaixo do custo.
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A tramitação ocorre em caráter conclusivo nas comissões. Antes de seguir ao Senado, a matéria ainda será analisada pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).
O projeto já recebeu aval em outros colegiados. Na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS), o relator Junio Amaral (PL-MG) classificou a proposta como necessária para aperfeiçoar a legislação agrícola. Na Comissão de Indústria, Comércio e Serviços (CICS), o relator Daniel Agrobom (PL-GO) defendeu medidas de fortalecimento da produção nacional e de estímulo à competitividade do agro.
Na prática, o texto busca criar uma salvaguarda para momentos em que o arroz importado entre no mercado brasileiro com preços inferiores aos custos internos. O conteúdo apresentado, no entanto, não detalha critérios operacionais como prazo máximo de restrição, metodologia de cálculo do custo de produção ou órgão responsável pela eventual execução da medida.
Fonte: agencia.fpagropecuaria.org.br
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Maior demanda sustenta valorização do algodão em pluma no mercado interno

Diante da maior presença de compradores no mercado spot e das valorizações externas, as cotações do algodão em pluma seguem firmes no mercado brasileiro.
Segundo o Cepea, enquanto demandantes buscam novas aquisições para atender às necessidades imediatas e recompor estoques, os vendedores se mantêm firmes nas ofertas, sobretudo para lotes de qualidade superior.
Nesse contexto, parte dos compradores demonstra maior flexibilidade nas negociações, favorecendo a recuperação dos preços.
Pesquisadores do Cepea destacam que a liquidez permanece limitada pelo desacordo entre agentes, enquanto o ritmo ainda moderado das vendas de manufaturados mantém as indústrias cautelosas quanto às aquisições de pluma.
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Sérgio Sacani palestra sobre IA e tecnologia no agro durante Agroleite 2026

O Painel do Agro no Agroleite 2026 traz o geofísico e influenciador Sérgio Sacani como atração principal, no dia 5 de agosto, às 13 horas, em Castro, Paraná. O evento, realizado pelo Canal Rural em parceria com Agroleite, Castrolanda, Sistema Ocepar e Grupo Calpar, abordará a integração de tecnologias de ponta e ciência avançada no setor produtivo.

Conhecido por popularizar temas como astronomia e inovação, Sacani trará para o palco o impacto direto da Inteligência Artificial (IA) no agronegócio. A palestra conectará tendências globais aos desafios diários do campo, destacando:
- Análise de dados para maximizar a produtividade e otimizar safras;
- Automação e gestão inteligente aplicadas à agricultura e pecuária;
- Previsões meteorológicas de alta precisão e uso eficiente de recursos;
- Pesquisa científica como pilar de competitividade no mercado global.
Para Giovani Ferreira, diretor do Canal Rural, aproximar a ciência do campo é vital: “Não é apenas uma tendência, mas uma necessidade estratégica para o futuro da produção de alimentos.”
O encontro ocorrerá nas dependências do Parque Tecnológico Agroleite, empreendimento situado em um dos polos mais avançados em rendimento agrícola e modelo cooperativo do país, na Castrolanda.
Willem Bouwman, presidente da Castrolanda, ressalta que toda a cadeia do leite está contemplada dentro do Agroleite: “temos a intenção de oferecer ao produtor rural e os demais envolvidos, informações de ponta, inovações e tecnologias, presentes e importantes para o desenvolvimento do setor”.
Sobre o Agroleite:
O Agroleite 2026 acontece de 3 a 7 de agosto de 2026, no Parque Tecnológico Agroleite em Castro, Paraná, promovido pela Cooperativa Castrolanda. O evento tem como tema “Movidos por um legado”, marcando também os 75 anos da cooperativa.
Agora com cinco dias de programação, a edição tem cerca de 400 expositores esperados, após receber R$ 11 milhões em investimentos em infraestrutura.
Considerada a maior feira da cadeia do leite da América Latina, traz em sua programação Trilha do Leite, um percurso guiado por técnicos para demonstrar a produção de forma prática; palestras e fóruns, com debates sobre inovação, gestão e tendências do agronegócio; Torneio Leiteiro e Exposições, com julgamentos de gado de alta genética e competições tradicionais.
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Soja brasileira tem poucos negócios e preços recuam; confira o cenário da commodity

O mercado brasileiro de soja teve poucas mudanças na sessão, com preços entre estáveis e mais fracos diante da queda do dólar e das leves perdas registradas na Bolsa de Chicago. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os prêmios seguem em bons patamares, mas não foram suficientes para evitar o recuo das cotações.
Silveira destaca que o dia foi marcado pela baixa participação dos agentes. “Não houve registro de ofertas firmes no mercado, com uma sessão bastante travada e players afastados”, resume.
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Preços da soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): manteve em R$ 140,00
- Santa Rosa (RS): manteve em R$ 141,00
- Cascavel (PR): manteve em R$ 134,00
- Rondonópolis (MT): desceu de R$ 128,00 para R$ 127,00
- Dourados (MS): desceu de R$ 128,00 para R$ 127,50
- Rio Verde (GO): desceu de R$ 129,00 para R$ 128,00
- Paranaguá (PR): manteve em R$ 145,00
- Rio Grande (RS): manteve em R$ 146,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta quinta-feira, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado tentou se recuperar tecnicamente das perdas de ontem, mas acabou cedendo às projeções climáticas para o cinturão produtor americano.
As projeções indicam chuvas em bom volume, beneficiando o desenvolvimento das lavouras. O mês de agosto é considerado crítico para o potencial produtivo da soja americana.
A demanda pela soja americana e os ganhos do trigo limitaram a pressão sobre os contratos. Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 132.000 toneladas de soja à China, que serão entregues na temporada 2026/27.
As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2025/26, com início em 1º de setembro, ficaram em 302.300 toneladas na semana encerrada em 23 de julho. Para a temporada 2026/27, foram mais 1.333.200 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 700 mil e 1,8 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com baixa de 3,75 centavos de dólar, ou 0,31%, a US$ 11,72 1/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 11,88 3/4 por bushel, com retração de 4,00 centavos de dólar, ou 0,33%.
Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com baixa de US$ 0,40, ou 0,12%, a US$ 317,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em setembro fecharam a 68,22 centavos de dólar, com perda de 0,44 centavo, ou 0,64%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,91%, sendo negociado a R$ 5,0619 para venda e a R$ 5,0599 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0614 e a máxima de R$ 5,1064.
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