Sustentabilidade
Trigo/Ceema: Trigo oscila em Chicago e mercado acompanha impactos da guerra no Oriente Médio – MAIS SOJA

Comentários referentes ao período entre 06/03/2026 e 12/03/2026
A cotação do trigo, para o primeiro mês cotado, chegou a US$ 6,11/bushel no dia 06/03, sendo esta a maior cotação, para o cereal, desde o início de outubro de 2024. Posteriormente, o mercado cedeu um pouco, com o fechamento chegando a US$ 5,92/bushel na quinta-feira (12).
O relatório de oferta e demanda do USDA confirmou a colheita passada nos EUA em 54 milhões de toneladas e seus estoques finais em 25,3 milhões. Ao mesmo tempo, elevou um pouco a produção mundial, para 842,1 milhões de toneladas e indicou estoques finais globais em 277 milhões de toneladas. A produção brasileira foi mantida em 8 milhões de toneladas e a da Argentina em 27,8 milhões. Tudo isso para o ano comercial 2025/26. As importações brasileiras do cereal foram levemente reduzidas, ficando, agora, em 7,1 milhões de toneladas.
A guerra no Oriente Médio influencia também o mercado mundial do trigo, pois a região é importante consumidora do cereal, além de um corredor de transporte entre a Europa e a Ásia. Mas a influência é menor do que o conflito entre Rússia e Ucrânia, grandes produtores de trigo. Lembramos que, no início da guerra Rússia x Ucrânia, no final de fevereiro de 2022, o bushel de trigo disparou acima dos US$ 12,00. Hoje, ele gira ao redor de US$ 6,00.
E aqui no Brasil este conjunto de situações gerou um movimento de alta nos preços do cereal, com as principais praças gaúchas elevando o valor do saco de 60 quilos de 56 para 58 reais, enquanto no Paraná as mesmas passaram a valores entre R$ 62,00 e R$ 65,00. O encarecimento do produto importado, a partir das altas internacionais de preços, particularmente do produto argentino, favoreceu este movimento. E o mesmo só não foi maior porque o câmbio, no Brasil, mesmo diante do conflito no Oriente Médio, permanece estável entre R$ 5,10 e R$ 5,25 por dólar. Um real valorizado torna mais barato, em moeda nacional, as importações. Enfim, este quadro de preços muito baixos diante de altos custos de produção, somado às constantes incertezas climáticas, tende a levar a uma nova redução na área semeada neste ano de 2026 se os preços não melhorarem.
Tanto é que as primeiras projeções para a safra 2026/27, cujo plantio logo se inicia, apontam para um recuo de 14,5% na produção final, com a mesma ficando em 6,8 milhões de toneladas (se o clima ajudar), a partir de uma nova redução de área semeada, agora de 15,5%. Aponta-se uma área nacional de 1,985 milhão de hectares semeados, contra 2,349 milhões cultivados em 2025/26. A produtividade média nacional está projetada em 3.453 quilos por hectare (57,6 sacos/ha), contra os 3.414 quilos (56,9 sacos/ha) que teriam sido registrados na safra passada. Pelo sim ou pelo não, o fato é que “em relação aos níveis observados há quatro anos, a área plantadaterá recuado mais de 40%, refletindo as dificuldades econômicas enfrentadas pelo produtor e a crescente competição com outras culturas de inverno” (cf. Safras & Mercado).
Enfim, as importações brasileiras de trigo vêm diminuindo nos últimos meses. Em fevereiro, as compras externas foram as menores em 18 anos para um único mês, somando 214.700 toneladas segundo a Secex. O volume foi 63% inferior ao registrado no mesmo mês de 2025. Isso pode aumentar a liquidez interna, dando continuidade à melhoria dos preços locais do cereal. No início da presente semana, o indicador Cepea/Esalq registrou a cotação de R$ 1.209,02 para a tonelada do trigo pão ou melhorador no Paraná, uma alta de 2,6% desde o início deste mês. Já no Rio Grande do Sul, a tonelada do trigo brando estava em R$ 1.091,60, uma queda de 0,65% no mesmo período.
Fonte: Ceema

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ
Site: CEEMA
Sustentabilidade
Milho fecha em alta em Chicago com temores sobre exportações no Mar Negro – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com alta nos preços. O mercado chegou a cair no início do dia, pressionado pela queda do petróleo em Nova York, mas reagiu e acabou sendo sustentado pelos temores de que uma intensificação do conflito entre Rússia e Ucrânia provoque novas interrupções nas exportações pelo Mar Negro. Os sinais de uma boa demanda pelo cereal dos Estados Unidos complementaram o quadro positivo.
As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2025/26, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 332.700 toneladas na semana encerrada em 16 de julho. O México liderou as compras, com 203.300 toneladas.
Para a temporada 2026/27, foram mais 701.500 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 500 mil e 1,6 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 4,49 1/4, com avanço de 8,50 centavos, ou 1,92% em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro fechou a sessão a US$ 4,72 1/2 por bushel, com alta de 8,50 centavos, ou 1,83% em relação ao fechamento anterior.
Autor/Fonte: Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Agência Safras)
Sustentabilidade
Colheita do milho safrinha 2026 atinge 54,7% no Centro-Sul do Brasil, aponta Safras – MAIS SOJA

A colheita da safrinha 2026 de milho atingia 54,7% da área estimada de 15,739 milhões de hectares na sexta-feira (31), segundo levantamento de Safras & Mercado.
A ceifa de milho atinge 38,9% da área no Paraná, 14,3% em São Paulo, 40,6% em Mato Grosso do Sul, 30,9% em Goiás, 78,9% em Mato Grosso e 10,6% em Minas Gerais.
No mesmo período do ano passado, a colheita atingia 66,5% da área cultivada de 15,407 milhões de hectares. A média de colheita dos últimos cinco anos para o período é de 65,7%.
Matopiba
Na região do Matopiba, a colheita da safrinha 2026 atingiu 56% da área cultivada de 1,341 milhão de hectares. A ceifa chegou a 88,8% na Bahia, a 49,1% no Maranhão, a 62,4% da área no Piauí e a 46,4% no Tocantins.
No mesmo período do ano passado, a colheita atingia 74,9% na área cultivada de 1,280 milhão de hectares, enquanto a média dos últimos cinco anos para o período é de 64,3%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Sumitomo Chemical apresenta tecnologias para o manejo de plantas daninhas em diferentes sistemas de produção – MAIS SOJA

A Sumitomo Chemical marca participação no 34o Congresso Brasileiro da Ciência das Plantas Daninhas (CBCPD) com as suas principais soluções de proteção de lavouras e pastagens. Maior encontro do setor no país, o evento acontece entre os dias 3 e 6 de agosto, em Foz do Iguaçu (PR). A companhia apresentará seu portfólio focado no manejo eficiente e sustentável de plantas daninhas para o agro.
Entre os principais destaques do evento está o Rapidicil®, nova geração de herbicida da Sumitomo Chemical para agricultores que buscam controle rápido, seguro e flexível de plantas daninhas de folhas largas e estreitas, e que confere maior velocidade de dessecação do mercado. Pertencente ao grupo dos inibidores da enzima PPO (Protoporfirinogênio Oxidase), o novo herbicida é voltado para as culturas de soja, milho e algodão, posicionando-se como uma ferramenta estratégica contra espécies de difícil controle. O produto, em fase de registro, não está disponível para comercialização.
A empresa, que é patrocinadora Diamante do evento, também leva ao congresso o ZethaMaxx® Evo, herbicida pré-emergente que combina três mecanismos de ação distintos para ampliar a eficiência do manejo, garantindo mais flexibilidade, controle residual prolongado e facilidade operacional ao produtor. No segmento de pastagens, o destaque será Tempest® E, que chega com um posicionamento ainda mais completo: além da eficiência em plantas daninhas de difícil e extrema dificuldade de controle, passa a contemplar também os segmentos de fácil e médio controle, contribuindo para pastagens mais produtivas e maior rentabilidade na pecuária.
De acordo com Luciano Teixeira, gerente de Herbicidas da Sumitomo Chemical, o CBCPD é um ambiente fundamental para a inovação no campo. “O congresso é uma plataforma essencial para trocarmos conhecimentos e apresentarmos tecnologias que combinam inovação, eficiência operacional e sustentabilidade no manejo de plantas daninhas”, destaca. “A Sumitomo Chemical está à disposição do produtor para proteger o potencial produtivo das áreas e auxiliar no aumento da rentabilidade no campo”.
Além do estande, alguns trabalhos foram selecionados para apresentação oral pela comissão do congresso e a Sumitomo Chemical preparou um ambiente exclusivo para a disseminação de conhecimento técnico. Nos dias 4 e 5 de agosto, das 15h às 17h, uma sala será dedicada para receber pesquisadores e profissionais do setor para a apresentação de trabalhos científicos e resultados de pesquisas de campo conduzidas pela companhia.
Sobre a Sumitomo Chemical – Soluções para o Agro
Sediada em Tóquio, no Japão, a Sumitomo Chemical – Soluções para o Agro é uma das principais empresas de pesquisa e desenvolvimento de inovações para o campo no mundo. Em 2025, a companhia completou 50 anos de história no Brasil como precursora e referência em produtos para aumentar a produtividade e controlar doenças e pragas da agropecuária nacional.
A Sumitomo Chemical realiza suas atividades a partir de um escritório central, localizado em São Paulo (SP), um centro de pesquisas em Mogi Mirim (SP), um centro de inovação e uma fábrica, ambos em Maracanaú (CE), além de contar com unidades de distribuição e equipe técnica altamente capacitada em todo o território nacional. Na América Latina, a companhia opera com soluções para a agricultura e saúde ambiental, com o objetivo de promover o bem-estar e oferecer soluções sustentáveis para a produção de alimentos e a saúde da sociedade.
Fundada em 1913, está presente em mais de 180 países, com cerca de 34 mil funcionários. É signatária do Pacto Global e promove ações para contribuir com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) que estipula metas para transformar o mundo até 2030.
Fonte: Assessoria de imprensa
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