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20 de setembro de 2026

Agro Mato Grosso

Chuvas, estradas precárias e filas nos portos pressionam produtores de soja em MT

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No pico da colheita da soja em Mato Grosso, produtores enfrentam na reta final da safra excesso de chuvas, estradas danificadas e dificuldades para escoar a produção até os portos. No extremo norte do estado, agricultores relatam áreas comprometidas e perdas que já chegam a 40% em algumas propriedades.

A colheita da safra 2025/26 de soja já alcançou no último dia 6 de março 89,15% da área cultivada no estado, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O ritmo está acima da média dos últimos cinco anos, embora ainda abaixo do registrado no mesmo período da safra passada.

Mesmo com o avanço dos trabalhos, ainda há grande volume de soja a ser retirada do campo, principalmente em regiões que enfrentam excesso de chuva. Em Matupá, por exemplo, o acumulado entre janeiro e fevereiro já ultrapassa 1,9 mil milímetros, deixando o solo encharcado, atrasando a colheita e aumentando os registros de grãos avariados.

Perdas nas lavouras

De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Matupá, Fernando Bortolin, parte das perdas já está consolidada e pode aumentar caso as chuvas persistam ao longo de março. Na região, ele relata que já há propriedades com prejuízos expressivos.

“A gente estima entre 5 a 10% já garantido e em algumas propriedades específicas aqui da região de Matupá que está com 30%, 40% de perdas”, diz. Conforme ele, a irregularidade climática ao longo da safra contribuiu para o cenário atual. “Não choveu na região nos meses de setembro e outubro e acumulou agora fluindo de forma negativa”, explica ao Canal Rural Mato Grosso, ao destacar que ainda há muita soja no campo e registros de cargas com grãos avariados.

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soja brotando na vagem chuva clima foto israel baumann canal rural mato grosso
Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Em algumas propriedades, as máquinas sequer conseguem entrar nas áreas prontas para colheita. Pontes danificadas, estradas comprometidas e lavouras já maduras ampliam o risco de perdas. O produtor Richelli Cotrim, que nesta safra cultivou cerca de 8,5 mil hectares de soja, conta que parte da área já começa a apresentar problemas de qualidade.

“Estou com 1,5 mil hectare pronto, uns 300 hectare está avariado que eu vou ter que segurar um pouco e vou tentar antecipar os outros para não estragar mais”, relata. De acordo com o produtor, o volume das chuvas tem sido o principal obstáculo. “Não é chuva de 10, 15 milímetros, é 100, 150, 180 milímetros em uma chuva, e aí acaba com tudo, alaga, com isso as máquinas não entram na lavoura”.

Situação semelhante é enfrentada pelo produtor Nelson Lorena Néia Júnior, que cultivou 3,7 mil hectares de soja na mesma região. Segundo ele, o excesso de água tem dificultado até a operação das máquinas, que acabam atolando nas áreas encharcadas. “Atolando máquinas e essas máquinas grandes para desatolar só uma escavadeira”, conta ao Canal Rural Mato Grosso.

O produtor frisa que o cenário tem tirado o sono de quem está no campo, principalmente diante das contas que precisam ser pagas. “As contas chegam, e está difícil fechar as contas com esse preço da soja, os valores dos impostos que a gente paga e do frete subindo”, afirma. A expectativa inicial dele era colher entre 75 e 80 sacas por hectare, mas, as perdas já provocaram frustração na produtividade, com redução estimada entre 8 e 10 sacas por hectare.

Estradas ampliam gargalos logísticos

Além das dificuldades dentro das lavouras, produtores também enfrentam problemas para transportar a produção. A precariedade de algumas estradas estaduais não pavimentadas preocupa agricultores da região. Um dos exemplos citados é a MT-322, apontada como um dos gargalos logísticos.

Nelson Lorena Néia Júnior relata que a situação da estrada tem obrigado produtores a realizarem intervenções por conta própria para manter o tráfego.

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excesso de chuvas estradas precárias mt-322 foto israel baumann canal rural mato grosso
Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

“Já tivemos um ano muito difícil o ano passado, estrada muito ruim e a gente tendo que colocar máquina nossa para fazer o serviço e os tapa buracos”, diz. Para ele, a situação demonstra falta de atenção com uma região que tem forte participação na geração de riqueza. “Quanto a gente emprega, quanto a gente gera de riqueza, temos que comover alguém, de alguma forma para nos ajudar aqui porque estamos esquecidos”.

Richelli Cotrim também critica a falta de avanço nas obras de infraestrutura. O produtor pontua à reportagem que há contratos e recursos previstos, mas os resultados ainda não chegaram ao campo. “Se não tivesse nada, tudo bem, mas existe uma empreiteira com a licitação ganha, com recurso, com verba, e nós estamos sofrendo”, afirma.

Para o produtor, a falta de pavimentação mantém a região dependente de estradas precárias. “É um descaso tão grande e essas empreiteiras estão acostumada a fazer qualquer servicinho e ir embora e nós ficamos sempre a ver navios, e não tem o que fazer, nós precisamos de asfalto”.

Gargalos no Arco Norte

Outro fator que tem preocupado os agricultores mato-grossenses é o escoamento da safra pelo Arco Norte, uma das principais rotas de exportação da produção do estado. De acordo com o setor produtivo, as chuvas intensas, as condições das estradas e as longas filas nos terminais portuários, especialmente em Miritituba (PA), têm elevado custos e reduzido a rentabilidade.

O agricultor Alexandre Falchetti explica que o tempo de espera nos portos pode comprometer a qualidade da soja transportada.

“A soja é perecível e se você deixar ela três dias dentro de um caminhão em uma fila lá, acaba estragando, você perde qualidade, perde peso, perde dinheiro”, diz. Segundo ele, quando o caminhão fica parado, toda a operação logística também fica comprometida.

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O presidente do Sindicato Rural de Sinop, Ilson José Redivo relata que o tempo de viagem até Miritituba aumentou significativamente. Conforme ele, um trajeto que poderia ser feito em poucos dias passou a levar mais de uma semana.

“Os caminhões que poderiam fazer de Sinop a Miritituba em dois, três dias levam uma semana para ir e voltar ou mais de uma semana”, explica. O impacto aparece diretamente no custo do frete. “Hoje para trazer um saco de soja de Sinop a Miritituba o frete gira em torno de R$ 20 a saca de soja e o produtor vende uma saca de soja a menos de R$ 100, então a conta não fecha”.

Para o presidente do Sindicato Rural de Nova Mutum, Paulo Zen, a falta de armazenagem no estado também contribui para a pressão sobre o transporte.

“O caminhão hoje é o silo. É a armazenagem desse lugar aqui”, ressalta Zen ao Canal Rural Mato Grosso. Segundo ele, o produtor acaba absorvendo os prejuízos ao receber menos pela soja. “Quem paga para isso somo nós lá, ganhando R$ 10, R$ 15 a menos na saca de soja para aguentar tudo isso que está acontecendo aqui”.

O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Lucas Costa Beber, defende investimentos estruturais para reduzir os gargalos logísticos do estado. De acordo com ele, a ferrovia Ferrogrão poderia aliviar o fluxo nas rodovias e reduzir significativamente o custo do frete.

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“Se nós tivéssemos a Ferrogrão ligando Mato Grosso, ligando ao Porto de Miritituba, além de desafogar todas essas rodovias e evitar essas filas e deterioração de asfalto, o frete diminuiria de 30% a 40%”, destaca. Ele também pontua a necessidade de ampliar a capacidade de armazenagem no estado para garantir maior competitividade ao setor.

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VÍDEO: elefante Sandro toma ‘banho de terra’ minutos após chegada em santuário de MT

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Poucos minutos depois de chegar ao novo lar, o elefante Sandro, de 54 anos, já protagonizou uma das primeiras cenas da adaptação: jogou terra sobre o próprio corpo, em uma espécie de “banho de terra”, no Santuário de Elefantes Brasil (SEB), em Chapada dos Guimarães (MT), nesta sexta-feira (18).

O comportamento foi registrado após Sandro concluir uma viagem de cerca de 1,6 mil quilômetros desde o Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba (SP), onde viveu por décadas.

Sandro chegou ao santuário por volta das 13h. A saída da caixa ocorreu de forma espontânea, sem que o animal fosse forçado pelas equipes responsáveis pelo acompanhamento, assim que o recinto foi aberto, às 13h31, o elefante saiu em menos de um minuto, surpreendendo a todos.

Um vídeo registrado mostra os primeiros passos de Sandro no seu novo lar (assista abaixo).

Já no recinto, Sandro começou a reconhecer o ambiente e foi flagrado cobrindo o corpo com terra. O “banho” é um comportamento comum entre elefantes e ajuda, entre outras funções, a proteger a pele.

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A chegada encerrou uma jornada iniciada na quarta-feira (16), com paradas para alimentação, descanso e monitoramento das condições de saúde do elefante. Na última delas, em Campo Verde (MT), a caixa de transporte precisou ser transferida para um caminhão menor para que o veículo conseguisse percorrer o trecho final de estrada até o santuário.

Adaptação de Sandro

Entre os comportamentos já mapeados pela equipe responsável pelo manejo de Sandro está a aversão ao barulho de eletrônicos: o paquiderme se assusta com a aproximação de drones, o que exige cuidados adicionais no monitoramento aéreo.

A chegada de Sandro inaugura uma nova fase na rotina da propriedade. Embora vá dividir a área do santuário com as fêmeas residentes, o macho não dividirá o mesmo recinto físico com elas. O manejo prevê uma separação segura que permite o contato visual, a percepção de odores e a comunicação por meio de vocalizações.

Elefante Sandro recebe água e alimentação na última parada rumo ao santuário em MT

Primeiro macho do santuário

Conheça o elefante Sandro, primeiro morador macho do Santuário dos elefantes em Chapada dos Guimarães (MT) — Foto: PRF

Conheça o elefante Sandro, primeiro morador macho do Santuário dos elefantes em Chapada dos Guimarães (MT) — Foto: PRF

Sandro deixou o Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba, depois de passar mais de quatro décadas no local. Com a chegada a Chapada dos Guimarães, ele se tornará o primeiro elefante macho a viver no Santuário dos Elefantes Brasil, que atualmente abriga seis fêmeas.

Apesar de dividir a propriedade com elas, Sandro ficará em um espaço separado. A estrutura permite que os animais se vejam, sintam o cheiro uns dos outros e se comuniquem por meio de vocalizações, mas sem contato direto.

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Segundo o Santuário, a separação leva em consideração o comportamento natural da espécie e também a política de não reprodução adotada pela instituição.

A chegada de Sandro ao santuário está prevista ainda para esta sexta-feira.

Vida em zoológico

 

O tratador Sergio Domingues e o elefante Sandro no zoo de Sorocaba (SP) — Foto: Eric Mantuan / g1

O tratador Sergio Domingues e o elefante Sandro no zoo de Sorocaba (SP) — Foto: Eric Mantuan / g1

Antes de ter a transferência aprovada para Mato Grosso, Sandro passou boa parte da vida em cativeiro. Ele viveu em um circo e, posteriormente, foi levado para o Zoológico de Sorocaba (SP). No zoológico, dividiu o recinto durante anos com a elefanta Haisa. Com a morte da companheira, há cerca de seis anos, Sandro passou a viver completamente sozinho.

Segundo Raphael, embora já tenha convivido com outros animais da mesma espécie no passado, esta será a primeira vez que ele estará em um ambiente com tantas fêmeas por perto. Segundo ele, a expectativa da equipe do santuário é que Sandro desenvolva gradualmente maior autonomia no novo espaço, que conta com vegetação variada, terra, árvores e lago.

VIDEO:

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Avião de pequeno porte cai em fazenda e deixa dois mortos em MT; vídeo

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Um avião caiu em uma fazenda na zona rural de Poxoréu, a 259 km de Cuiabá, e deixou duas pessoas mortas nessa sexta-feira (18). Com a queda, a aeronave pegou fogo e as chamas se espalharam pela vegetação da propriedade, provocando um incêndio na área de pastagem (assista Abaixo).

As vítimas foram identificadas como Zelicio Filgueira Tomaz, de 58 anos, piloto do avião, e Rafael Pereira Guedes, de 22 anos, que também era piloto e estava acompanhando Zelicio no voo.

Essa é a segunda queda de aeronave no estado em menos de 10 dias. No dia 10 de setembro, outro avião de pequeno porte caiu em uma região de fazenda, a cerca de 20 km da área urbana de Água Boa, e deixou três mortos. Até o momento, apenas uma vítima foi identificada oficialmente: Vanderlei Sattler, de 65 anos.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o acidente dessa sexta-feira ocorreu na Fazenda Água Funda, na região da MT-130. As equipes foram acionadas por volta das 17h35, junto com uma Unidade de Suporte Avançado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Ao chegarem na fazenda, os bombeiros localizaram a aeronave e iniciaram o combate às chamas. Durante o atendimento à ocorrência, os corpos das duas vítimas foram encontrados. Um médico do Samu constatou as mortes ainda no local.

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Avião de pequeno porte cai em fazenda e deixa dois mortos em MT — Foto: Reprodução

Avião de pequeno porte cai em fazenda e deixa dois mortos em MT — Foto: Reprodução

Segundo o secretário de Segurança Pública de Primavera do Leste, Ozeias de Souza, familiares e amigos estiveram no local para reconhecimento dos corpos juntos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

O fogo provocado pela queda também atingiu a pastagem da fazenda. Depois de controlar as chamas na área, os militares fizeram o rescaldo para evitar que novos focos surgissem.

A Polícia Civil de Poxoréu e uma equipe da Politec de Primavera do Leste foram acionadas para atender à ocorrência e realizar os procedimentos necessários para a investigação.

Modelo da aeronave

 

Até a última atualização desta reportagem, não havia confirmação oficial sobre o modelo do avião envolvido no acidente.

Funcionários da empresa Soma informaram que a aeronave seria um Comp Air 7SL, mas a informação ainda depende de confirmação pelos órgãos responsáveis pela apuração do acidente.

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As circunstâncias da queda também não haviam sido informadas.

Queda de avião que deixou dois mortos provocou incêndio em pastagem em MT — Foto: Reprodução

Queda de avião que deixou dois mortos provocou incêndio em pastagem em MT — Foto: Reprodução

VIDEO:

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Município que desbancou ‘capital do agro’ em MT tem processo seletivo com salários de até R$ 13 mil

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As inscrições para o processo seletivo da Prefeitura de Sapezal(MT), o novo município com maior valor de produção agrícola, estão abertas até 28 de setembro. A seleção tem oito vagas imediatas, além de cadastro de reserva para profissionais de diferentes níveis de escolaridade.

Os salários variam de R$ 3.493,06 R$ 13.097,38, com jornadas de trabalho de 30 a 40 horas semanais. As oportunidades contemplam diferentes áreas de atuação no município.

Os interessados devem ficar atentos ao prazo de inscrição e às regras previstas no edital. A seleção terá etapas de avaliação de acordo com o cargo escolhido.

📌 Veja os principais dados do processo seletivo

 

  • Órgão: Prefeitura Municipal de Sapezal
  • Vagas: vagas imediatas e cadastro de reserva
  • Escolaridade: níveis alfabetizado, fundamental e superior
  • Cargos: motorista de veículos pesados, operador de máquinas leves, operador de máquinas pesadas, mecânico, assistente social, psicólogo e engenheiro sanitarista
  • Salários iniciais: de R$ 3.493,06 a R$ 13.097,38
  • Jornada: 30 a 40 horas semanais
  • Taxa de inscrição: R$ 55
  • Inscrições: de 8 a 28 de setembro de 2026
  • Provas: prova objetiva e, para alguns cargos, prova prática e avaliação de experiência profissional e títulos

 

Como serão as provas?

O processo seletivo será composto por prova objetiva para todos os cargos. Para algumas funções, também haverá prova prática, avaliação de experiência profissional e análise de títulos, conforme as regras previstas no edital.

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As etapas serão realizadas de acordo com o cronograma estabelecido pela organização do processo seletivo com locais, datas e a serem divulgados.

📝 Como se inscrever?

As inscrições seguem abertas até 28 de setembro de 2026, às 23h59, e devem ser feitas pela internet, conforme regras estabelecidas no edital. O processo seletivo também terá validade de um ano a partir da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado.

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