Sustentabilidade
New Holland destaca na Agrishow 2026 a força do agro com portfólio completo de soluções integradas – MAIS SOJA

A New Holland, marca da CNH, apresenta na Agrishow 2026, maior feira agrícola da América Latina, que vai de 27 de abril a 1o de maio em Ribeirão Preto (SP), um portfólio completo e integrado de soluções capaz de atender a diferentes perfis de produtores, desde pequenas propriedades até grandes operações agrícolas.
“Como uma marca full-liner, que valoriza a força do agronegócio brasileiro, a New Holland oferece ao produtor acesso a tecnologias capazes de impulsionar a produtividade e a eficiência no campo, com sustentabilidade e trazendo soluções de alto desempenho, mas com simplicidade operacional. Esse posicionamento reforça a continuidade dos nossos investimentos e a nossa proximidade com os clientes”, afirma Eduardo Kerbauy, vice-presidente de Marketing da CNH para a América Latina.
Versatilidade em pulverização
Com a mais ampla, completa e versátil gama de soluções em pulverização do mercado, com capacidades que variam de 30 litros a 4.000 litros, a New Holland traz à Agrishow 2026 a nova linha de pulverizadores Defensor, representados pelos modelos Defensor 2500 Cana-de-Açúcar e Defensor 4000. Este último está equipado com a solução de aplicação seletiva SaveFarm, que realiza a leitura do campo em tempo real, à frente da operação, garantindo que o herbicida seja aplicado apenas onde é necessário, reduzindo os custos com insumos em até 90%.
Mais do que incorporar inovação aos seus produtos, a New Holland transforma a forma como o produtor se relaciona com a tecnologia. A solução é adquirida de maneira definitiva, sem a incidência de custos recorrentes ou a necessidade de assinaturas, assegurando maior autonomia, previsibilidade e pleno controle do investimento ao longo do tempo.
Permitindo maior controle nas aplicações, a linha de pulverizadores Defensor, que é completada pelos modelos Defensor 2500 e 3500, possui abastecimento inteligente, controlado pelo monitor Smart Fill, que aliado à nova bomba de abastecimento (opcional) promove o monitoramento preciso do fluxo de calda, tornando o processo de abastecimento mais rápido e eficiente.
O IntelliSprayTM II (também opcional) realiza o controle e corte de seção bico a bico, reduzindo desperdícios e otimizando a aplicação de defensivos. Além disso, o sistema de recirculação integrado evita a sedimentação, assegurando uniformidade e máxima qualidade na pulverização. Esses recursos garantem precisão absoluta na aplicação, máxima eficiência e economia e maior qualidade e estabilidade, assegurando a melhor pulverização mesmo em condições adversas.
Como solução complementar, a New Holland dispõe do Drone de Aplicação New Holland, que é oferecido nos modelos o P60 (30 l) e P150 (70 l). Destinado principalmente a pequenos e médios produtores, o drone pode ser complementar ou até substituir pulverizadores de três pontos (montados) ou de arrasto, assim como para operações com pulverizadores autopropelidos.
Entre as vantagens está a possibilidade de uso em áreas de topografia irregular, onde um pulverizador autopropelido teria dificuldades para entrar, devido à inclinação do relevo. Em terrenos com talhões menores, que normalmente são mais recortados, o drone também traz versatilidade e ganho operacional ao agricultor. Outro uso indicado é após a ocorrência de chuvas, evitando o atolamento do pulverizador/trator, o amassamento da cultura e a compactação do solo.
Colheitadeiras: duplo rotor com IA embarcada
Com forte tradição em colheita, a New Holland é a marca que possui uma oferta completa de colheitadeiras, com todos os sistemas de debulha. A começar pela linha CR (disponível nos modelos CR6, CR7, CR7+, CR8, CR9, CR10 e CR11), que possui telemetria vitalícia e gratuita embarcada, além de tecnologia de automação baseada em inteligência artificial. O IntelliSenseTM é o sistema de automação de colheita de grãos mais inteligente e completo do mercado, abrangendo 9 culturas.
Representando esta nova geração da linha carro-chefe de colheitadeiras da New Holland, a CR11 possui um motor FPT Cursor 16, de 15,9 litros, com 775cv de potência, e um tanque graneleiro de 20 mil litros, além de uma plataforma de 61 pés e capacidade de descarga de 210 litros/s.
Trata-se da maior colheitadeira de duplo rotor já fabricada e que foi reprojetada para proporcionar maior produtividade, com perda mínima de grãos, melhor gerenciamento de resíduos e maior automação. Esses recursos visam reduzir o custo total da colheita de grãos.
Outro destaque da linha é a CR10, maior colheitadeira produzida no Brasil, e que simboliza o alto volume de produtos de fabricação nacional da marca, reforçando a confiança e os benefícios para o cliente, como menor custo e acesso facilitado a peças de reposição, além de linhas de crédito.
Embarcado de fábrica os modelos CR9, CR10 e CR11, o sistema de automação IntelliSense é o “cérebro” da linha CR, suportando 9 culturas: arroz, feijão, aveia, sorgo, soja, milho, trigo, cevada e canola. Este sistema ajusta automaticamente a máquina para garantir máxima performance, mínimas perdas e alta qualidade de grãos. A inteligência artificial busca a melhor configuração para cada momento da colheita e a cada 20 segundos ou antes, faz os ajustes se necessário.
O IntelliSense traz uma tecnologia nova de predição de campo que permite antecipar ajustes de limpeza, com informação da passada lateral anterior. Trata-se de uma predição de colheita que ajusta o industrial da CR antecipadamente. Para a automação da velocidade, a nova linha CR possui o IntelliCruise atualizado para controle inteligente da velocidade de deslocamento conforme variações da cultura, sendo opcional na CR6 e CR7 e padrão nos demais modelos. Além das automações de trilha, limpeza e velocidade disponíveis, a nova linha CR traz o IntelliTurn, para manobra de cabeceira automática, e o IntelliField, para compartilhar dado de cobertura de colheita entre colheitadeiras. Tudo isso é padrão, vitalício e sem custos anuais nos modelos CR7, CR7+, CR8, CR9, CR10 e CR11.
Esses modelos também contam com piloto automático com 3 anos de subscrição e nível de correção PLM3 com 2,5 cm de precisão. Com telemetria vitalícia e gratuita, sem assinaturas recorrentes, a nova linha CR introduz novos itens nos modelos fabricados a partir de abril deste ano. A CR6 e CR7 traz um novo ajuste mecânico do ângulo do alimentador, além do opcional do ajuste hidráulico, realizado por um botão dentro da cabine. E para as CR com tudo dobrável, uma ponteira pivotante maior, para facilitar o descarregamento com plataformas maiores.
Linhas TC e TX
Derivada da linha de colheitadeiras TC (modelos TC4.90 e TC5.90) – um dos ícones do maquinário agrícola brasileiro por sua confiabilidade e tradição, e que possui sistema de debulha por cilindro e separação por saca-palhas – , a New Holland também disponibiliza a linha TX (TX4.90 e TX5.90), cujo destaque é o duplo rotor de separação, entregando maior eficiência e produtividade em todos os tipos de culturas. Além da separação por duplo rotor, a TX tem sistema de limpeza de tripla cascata, aumentando a capacidade de limpeza do material colhido. A máquina conta também com o sistema Opti-Fan, ventilador que regula automaticamente a velocidade do vento, assim como os novos côncavos seccionados que permitem alta capacidade de debulha de grãos, o ultramoderno sistema de nivelamento SmartSieve das peneiras, permitindo um nivelamento automático e homogêneo do material colhido em toda a área de limpeza e um tanque graneleiro de alta capacidade.
Nova plataforma draper feita no Brasil
Com um investimento de mais de R$ 100 milhões, a New Holland e a CNH vão nacionalizar a produção da linha de plataformas de corte Draper FD2 by MacDon, em um movimento estratégico para reforçar o compromisso com o mercado brasileiro e latino-americano, ampliando a capacidade de atendimento e oferecendo um suporte ainda mais próximo e ágil aos clientes.
Com a nacionalização, a planta de Curitiba (PR) ficará responsável pela fabricação das plataformas de 25, 50 e 61 pés destinadas a atender toda a América Latina. A iniciativa posiciona a operação local como um polo estratégico para a CNH, fortalecendo a presença da marca na região.
Conectividade e telemetria
A New Holland oferece aos seus clientes, independentemente do tamanho da operação, conectividade aberta, integrada e acessível em todas as máquinas, com opções de conexão satelital (Starlink), 4G e wi-fi, garantindo acesso aos dados em qualquer lugar e a qualquer momento. Com a telemetria embarcada, e em tempo real, o agricultor pode visualizar as informações da sua operação e tomar a decisão em tempo real, garantindo economia de insumos, maior agilidade e mais produtividade.
Il Trattore
Uma das atrações do estande da A New Holland na Agrishow deste ano é o conceito de trator T5.120 ‘Il Trattore’, que celebra o legado duradouro de pesquisa e desenvolvimento, engenharia e design iniciados com o primeiro trator da Fiat, o Fiat 702, que também será exibido ao lado do novo modelo. Trata-se de uma herança de inovação e estilo da qual a New Holland, que completou 50 anos de Brasil em 2025, faz questão de apresentar.
O nome Il Trattore (“O Trator”) reforça a importância de uma tecnologia versátil e funcional que define o trator de uso geral, capaz de desempenhar qualquer tarefa — essência presente tanto no primeiro trator Fiat quanto na atual linha T5. O conceito também destaca o compromisso da New Holland em desenvolver máquinas agrícolas que combinam estilo e inovação.
Linha renovada de tratores
A marca também possui uma ampla gama de tratores voltada a pequenos, médios e grandes produtores. Entre os destaques da Agrishow este ano estão os novos T8 e T7.300 Auto Command CVT, a nova família T5 e o T6.140, além do T6.180 Methane Power, primeiro trator movido a gás biometano do mundo.
Os modelos T5.100 e T5.110 (de 100cv e 110 cv, respectivamente) trazem mais força, eficiência e conforto para o trabalho no campo. Equipada com motor FPT S8000, a família T5 é conhecida por sua confiabilidade e eficiência que entrega alta performance.
Já o T6.140 Electro CommandTM, de 141 cavalos, além do motor eletrônico, possui nova transmissão e uma cabine que traz muito conforto e espaço para o operador, sendo um dos destaques da categoria de tratores de média potência. Produzido no Brasil, ele foi desenvolvido com a ajuda dos clientes da marca, por meio de pesquisas e testes de campo onde a palavra do agricultor ajudou a definir as melhores configurações que atendessem às suas necessidades.
Vencedor dos importantes prêmios ESG 2025, na categoria “Inovação Tecnológica em ESG”, e Prêmio ECO de inovação e sustentabilidade, na categoria “Produtos ou Serviços – Grandes Empresas”, o T6.180 Methane Power usa a tecnologia de propulsão por biometano, que oferece inúmeras vantagens ambientais, incluindo a redução de até 80% das emissões de poluentes regulados e de 84% de CO2 em comparação com um motor diesel padrão.
Tecnologia para forrageiras
A New Holland também apresenta na Agrishow, como pré-lançamento, sua engenharia inovadora e expertise em soluções para os desafios enfrentados por agropecuaristas com a tecnologia da ForageCam, que utiliza uma câmera montada na bica da forrageira para analisar continuamente as imagens do fluxo da colheita e detectar fragmentos de grãos, avaliando a eficácia do processamento.
Essa solução foi reconhecida com a medalha de prata no Prêmio de Inovação Agritechnica, maior feira de equipamentos agrícolas do mundo, que ocorre na Alemanha. A ForageCam é pioneira na indústria e automatiza um processo-chave de colheita: mapear a quebra de grãos em tempo real. O sistema mostra como a tecnologia pode apoiar os pecuaristas ao reduzir a necessidade de compra adicional de grãos para formulação da dieta. Antes, esse ajuste era manual; agora, a interpretação automática dos dados permite otimizar os parâmetros da máquina em tempo real, melhorando também seu desempenho operacional.
A quebra e o processamento completos dos grãos de milho são cruciais para a produção de silagem de alta qualidade, pois garantem que o gado tenha acesso total à energia e aos nutrientes durante a digestão, apoiando a maior produção de leite e carne. Tradicionalmente, o ajuste do processador de grãos é feito manualmente, com base em métricas retrospectivas que não permitem influenciar a qualidade da colheita em tempo real.
Linha amarela: soluções eficientes para o campo
A New Holland Construction participa da feira apresentando equipamentos da linha amarela voltados também às necessidades do agronegócio. Na Agrishow, a marca evidencia a amplitude de seu portfólio com a exposição da pá carregadeira W130B, da retroescavadeira B95C e da minicarregadeira L320, modelos preparados para atender diferentes demandas operacionais no campo.
Entre os destaques, a pá carregadeira W130B se consolida como uma solução robusta e produtiva para diversas operações, enquanto a retroescavadeira B95C é amplamente utilizada no meio rural por sua capacidade de atuar em atividades como preparo de solo, manutenção de áreas e apoio a tarefas gerais da propriedade. Já a minicarregadeira L320, equipada com implementos como caçamba, garra e vassoura da linha FLEETPRO, amplia as possibilidades de aplicação, garantindo eficiência em diferentes usos.
“O mercado latino-americano demanda soluções robustas e aplicáveis às diferentes realidades do produtor, e a linha amarela da New Holland Construction cumpre esse papel ao entregar produtividade, confiabilidade e facilidade de operação em aplicações que vão além da construção. Em sinergia com a New Holland, atuamos com um portfólio integrado que atende desde grandes e médios produtores até nichos específicos, como os aviários. Nesse contexto, equipamentos como as minicarregadeiras, combinadas a implementos, garantem mais agilidade e eficiência no dia a dia e reforçam nosso compromisso com soluções completas, alinhadas às necessidades do campo” afirma Pedro Silva, líder da New Holland Construction para a América Latina.
Outro diferencial da marca é a conectividade: todas as máquinas saem de fábrica com sistema de telemetria embarcado, integrado à plataforma MyNewHolland, com sete anos de assinatura inclusa. Além disso, os equipamentos produzidos no Brasil contam com três anos de garantia ou 4.500 horas de operação, garantindo produtividade, tecnologia e suporte ao cliente no campo.
Condições especiais de financiamento do Banco CNH na Agrishow O Banco CNH, principal parceiro comercial das marcas New Holland e New Holland Construction, participa da Agrishow com um portfólio completo de soluções financeiras, desenvolvido para atender diferentes perfis de produtores e as atuais demandas do agronegócio.
Como um dos principais repassadores do BNDES, o Banco CNH reforça seu protagonismo na oferta de linhas subsidiadas e segue preparado para atuar com programas com recursos do Tesouro Nacional, como o Moderfrota Pronamp e o Pronaf Mais Alimentos, iniciativas fundamentais para fomentar investimentos, modernização e competitividade no campo.
Outra alternativa oferecida pela instituição financeira é o Crédito Rural – Taxa Fixa BNDES em Dólar (TFBD), voltado à aquisição de máquinas e equipamentos por meio de repasses do BNDES. A linha oferece condições atrativas para produtores com receitas atreladas à moeda estrangeira, com taxa pré-fixada no momento da contratação e prazos mais longos, alinhados à dinâmica do setor. Nesse modelo, o valor das parcelas em Real varia conforme a cotação do dólar no dia anterior ao pagamento.
Durante a feira, o Banco CNH contará com uma equipe especializada para atendimento a clientes e concessionários, reforçando a proximidade e a oferta de soluções personalizadas ao longo de toda a jornada do produtor. Em um ambiente cada vez mais competitivo, essa atuação consultiva se consolida como um diferencial relevante na decisão de investimento e tomada do crédito.
Serviço:
- 31a Agrishow – de 27 de abril a 1o de maio de 2026
- Das 8h às 18h
- Local: Rod. Prefeito Antônio Duarte Nogueira, Km 321 – Ribeirão Preto (SP)
- Informações: www.agrishow.com.br
A New Holland, pertencente à CNH, é uma marca próxima do cliente, que valoriza o agronegócio e possui soluções completas para todos os tipos de culturas agrícolas, seja qual for o segmento e o tamanho da operação. Os agricultores contam com uma oferta de produtos e serviços inovadores, como tratores, colheitadeiras, pulverizadores, plantadeiras, feno e forragem, além de equipamentos específicos para biomassa, silvicultura e agricultura de precisão, complementada por serviços financeiros feitos sob medida e planejados por especialistas. Com uma rede de distribuidores global altamente profissional e o compromisso com a excelência, a New Holland garante a melhor experiência para cada cliente. Para mais informações da New Holland, clique aqui.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
USDA e Conab confirmam supersafra de soja; oferta recorde pode limitar reação dos preços? Saiba o que esperar do mercado

Os números divulgados nesta semana pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reforçam um cenário de crescimento da oferta global de soja. As novas estimativas apontam para safras robustas tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil, ampliando a disponibilidade da oleaginosa e pressionando os contratos futuros negociados na Bolsa de Chicago. Com isso, as cotações se aproximaram de US$ 11 por bushel, menores níveis observados em cerca de quatro meses.
No Brasil, a combinação entre Chicago em queda e produtores retraídos reduziu o ritmo dos negócios. Mesmo com o dólar apresentando momentos de maior firmeza ao longo da semana, o movimento não foi suficiente para compensar a pressão exercida pelas cotações internacionais.
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USDA
O USDA manteve sua projeção para a safra norte-americana de 2026/27 em 120,7 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais seguem estimados em 8,44 milhões de toneladas. Em âmbito global, a produção mundial foi projetada em 441,34 milhões de toneladas, confirmando um cenário de ampla disponibilidade da commodity.
Para o Brasil, o órgão norte-americano manteve a previsão de uma safra de 180 milhões de toneladas em 2025/26 e indicou um potencial de 186 milhões de toneladas para 2026/27. Já a Argentina teve sua estimativa elevada para 50 milhões de toneladas.
Conab
A Conab também revisou para cima a produção brasileira. Segundo a estatal, a safra de soja deverá alcançar 180,25 milhões de toneladas em 2025/26, crescimento de 5,1% em relação ao ciclo anterior. O volume recorde deverá permitir exportações de 116,1 milhões de toneladas e um processamento doméstico de 61,58 milhões de toneladas.
O que esperar?
Diante desse cenário, a principal dúvida do mercado passa a ser o comportamento da demanda global, especialmente da China, principal compradora da soja brasileira. Enquanto a oferta segue crescendo, investidores e produtores acompanham se o consumo será capaz de absorver volumes cada vez maiores sem provocar novas quedas nos preços.
Com estoques elevados e projeções recordes de produção, o mercado da soja entra no segundo semestre sob pressão. A tendência é que os preços continuem sensíveis a qualquer mudança no clima, na demanda chinesa e no ritmo das exportações mundiais.
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Sustentabilidade
Produtor reduz o ritmo nas negociações com a soja nesta sexta-feira; confira como ficaram os preços pelo Brasil

O mercado brasileiro de soja encerrou esta sexta-feira (12) com pouca movimentação e queda nas cotações nas principais praças do país. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a combinação entre a desvalorização do dólar e uma Bolsa de Chicago sem força suficiente para sustentar os preços pressionou os negócios ao longo do dia.
Embora os prêmios de exportação tenham apresentado valorização e permaneçam firmes para os embarques do segundo semestre, o movimento não foi suficiente para compensar os demais fatores que influenciam a formação dos preços da oleaginosa.
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De acordo com Silveira, o produtor permaneceu afastado das negociações, elevando o spread entre compradores e vendedores. A semana foi marcada por poucos negócios no mercado físico, refletindo uma postura mais cautelosa dos agentes diante do cenário atual.
O analista destaca que o ritmo de comercialização da safra avançou significativamente nas últimas semanas. Com isso, muitos produtores passaram a preservar os volumes ainda disponíveis e começam a direcionar a atenção para as fixações da safra 2026/27, avaliando principalmente os custos de produção.
Preços da soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): recuou de R$ 125,50 para R$ 125,00
- Santa Rosa (RS): caiu de R$ 126,50 para R$ 126,00
- Cascavel (PR): recuou de R$ 121,00 para R$ 120,00
- Rondonópolis (MT): passou de R$ 111,00 para R$ 110,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
- Rio Verde (GO): caiu de R$ 114,00 para R$ 113,00
- Paranaguá (PR): recuou de R$ 132,50 para R$ 131,50
- Rio Grande (RS): caiu de R$ 132,50 para R$ 132,00
Soja em Chicago
Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja encerraram o pregão em baixa, ampliando as perdas acumuladas durante a semana. O movimento de cobertura de posições vendidas perdeu força no final da sessão, devolvendo espaço aos fundamentos baixistas.
O clima favorável para o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos continua sendo um dos principais fatores de pressão sobre as cotações. Além disso, a forte queda do petróleo no mercado internacional e a perspectiva de um acordo entre Estados Unidos e Irã reduziram o suporte ao complexo soja.
A ampla oferta global da commodity também segue limitando qualquer tentativa de recuperação mais consistente dos preços.
Números do USDA
O relatório de junho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe poucas alterações para o mercado. A safra norte-americana de soja em 2026/27 foi mantida em 120,7 milhões de toneladas, com produtividade estimada em 53 bushels por acre.
Os estoques finais dos Estados Unidos foram projetados em 8,44 milhões de toneladas, praticamente em linha com as expectativas do mercado.
No cenário global, o USDA estimou a produção mundial de soja em 441,34 milhões de toneladas para a temporada 2026/27. Os estoques globais ficaram em 124,88 milhões de toneladas, levemente abaixo das projeções dos analistas.
Para o Brasil, o órgão manteve a estimativa da safra 2025/26 em 180 milhões de toneladas e projetou uma produção ainda maior, de 186 milhões de toneladas, para 2026/27. Já a Argentina teve sua estimativa elevada para 50 milhões de toneladas na safra atual.
Contratos futuros de soja
O contrato julho da soja fechou cotado a US$ 11,13½ por bushel, com queda de 0,13%. O vencimento agosto encerrou a US$ 11,18¾ por bushel, recuando 0,15%.
Entre os subprodutos, o farelo de soja julho caiu para US$ 301,30 por tonelada. O óleo de soja julho fechou em 74,28 centavos de dólar por libra-peso, com leve retração.
Câmbio
No mercado cambial, o dólar comercial encerrou o dia em baixa de 0,80%, cotado a R$ 5,0585 para venda. Durante a sessão, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,0550 e R$ 5,1155, contribuindo para a pressão sobre os preços da soja no mercado brasileiro.
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Sustentabilidade
Desafios da pós-colheita ganham destaque da RPS – MAIS SOJA

O monitoramento e o controle das pragas quarentenárias, os desafios enfrentados pelas unidades armazenadoras e as questões de logística permearam as discussões no painel sobre pós-colheita de soja, realizado hoje, 11 de junho, durante a Reunião de Pesquisa de Soja, em Londrina (PR). Fátima Parizzi, representando a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) e Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC), reforça que ações vêm sendo desenvolvidas para atender às exigências fitossanitárias da China, principal destino das exportações brasileiras de soja e milho.
Fátima diz que entre as principais medidas adotadas estão a elaboração de manuais de identificação de pragas, a conscientização dos agentes da cadeia produtiva e o reforço dos cuidados em todas as etapas do processo, desde a amostragem e classificação dos grãos até a expedição da carga. “O objetivo é garantir que os produtos exportados atendam aos requisitos fitossanitários exigidos pelos mercados internacionais, evitando problemas e rejeições nos portos de destino”, pontua.
Embora a China possua uma extensa lista de pragas quarentenárias, o foco está nas 11 espécies oficialmente reconhecidas pela China que estão presentes no Brasil. “O controle dessas pragas deve começar ainda no plantio, com manejo adequado ao longo do ciclo da cultura, reduzindo a infestação e os impactos na produtividade das lavouras”, avalia Fátima.
A palestrante afirma ainda que há um plano de ação voltado ao monitoramento e controle de pragas quarentenárias presentes nas lavouras brasileiras e que estão sendo concluídos ajustes de uma proposta a ser encaminhada ao Ministério da Agricultura para subsidiar negociações com a China sobre procedimentos operacionais e critérios de tolerância para a presença de pragas nos lotes exportados. “Um dos avanços mais importantes é a mobilização de toda a cadeia produtiva em torno do tema, para fortalecer as negociações e garantir maior segurança às exportações brasileiras”, ressalta Fátima.
Ação fitossanitárias em unidades armazenadoras – O representante da Caramuru Alimentos, José Ronaldo Quirino, traz um panorama sobre a realidade enfrentada pelas unidades armazenadoras e destaca os controles adotados desde a recepção dos grãos até a expedição, com o objetivo de evitar devoluções de cargas e atender às exigências dos mercados internacionais. Segundo Quirino, o primeiro filtro ocorre na entrada dos produtos, quando é realizada a identificação das cargas e a avaliação dos riscos associados à presença de sementes quarentenárias. “Dependendo do nível de infestação encontrado, algumas cargas chegam a ser recusadas”, explica. “Além disso, as unidades monitoram constantemente os grãos armazenados para identificar possíveis focos de contaminação e definir os locais mais adequados para a formação de lotes destinados à exportação”, diz.
Desafios de logística – Durante o painel, a logística e a infraestrutura do setor para escoamento da safra foram abordados por Edenilson Oliveira, da cooperativa Coamo. Segundo ele, apesar dos avanços observados na melhoria dos portos e corredores de exportação, ainda existem gargalos estruturais importantes, especialmente relacionados à malha ferroviária, que podem comprometer a competitividade do setor no longo prazo.
No Porto de Paranaguá, Oliveira cita os projetos de ampliação e modernização que prometem elevar significativamente a capacidade de movimentação de grãos, reduzindo gargalos históricos e aumentando a competitividade das exportações brasileiras. Paralelamente, conta sobre a proposta de renovação da concessão da Malha Sul ferroviária. “A preocupação é que, sem investimentos mais robustos em ferrovias, o transporte rodoviário continue sobrecarregado, elevando custos e limitando o potencial de expansão do agronegócio nacional”, avalia Oliveira.
Oliveira ressalta que o momento é decisivo para discutir o futuro da infraestrutura ferroviária da região Sul, principalmente diante do processo de renovação das concessões que deverá definir investimentos e diretrizes para as próximas décadas. “Penso ser necessário pensar o sistema de forma integrada, ampliando as alternativas de transporte para as regiões produtoras e reduzindo a forte dependência do transporte rodoviário”, pontua Oliveira.
Para ele, o desafio não pode ser atribuído apenas às concessionárias ferroviárias, mas exige uma visão sistêmica e de longo prazo, com participação do poder público na construção de soluções estruturantes. “O planejamento precisa considerar horizontes de 10, 20 ou até 50 anos, garantindo que a infraestrutura acompanhe o crescimento da produção agrícola e preserve a competitividade do Brasil nos mercados internacionais”, conclui.
Fonte: Embrapa
Autor:Lebna Landgraf (MTb 2903 – PR) Embrapa Soja
Site: Embrapa
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