Sustentabilidade
New Holland destaca na Agrishow 2026 a força do agro com portfólio completo de soluções integradas – MAIS SOJA

A New Holland, marca da CNH, apresenta na Agrishow 2026, maior feira agrícola da América Latina, que vai de 27 de abril a 1o de maio em Ribeirão Preto (SP), um portfólio completo e integrado de soluções capaz de atender a diferentes perfis de produtores, desde pequenas propriedades até grandes operações agrícolas.
“Como uma marca full-liner, que valoriza a força do agronegócio brasileiro, a New Holland oferece ao produtor acesso a tecnologias capazes de impulsionar a produtividade e a eficiência no campo, com sustentabilidade e trazendo soluções de alto desempenho, mas com simplicidade operacional. Esse posicionamento reforça a continuidade dos nossos investimentos e a nossa proximidade com os clientes”, afirma Eduardo Kerbauy, vice-presidente de Marketing da CNH para a América Latina.
Versatilidade em pulverização
Com a mais ampla, completa e versátil gama de soluções em pulverização do mercado, com capacidades que variam de 30 litros a 4.000 litros, a New Holland traz à Agrishow 2026 a nova linha de pulverizadores Defensor, representados pelos modelos Defensor 2500 Cana-de-Açúcar e Defensor 4000. Este último está equipado com a solução de aplicação seletiva SaveFarm, que realiza a leitura do campo em tempo real, à frente da operação, garantindo que o herbicida seja aplicado apenas onde é necessário, reduzindo os custos com insumos em até 90%.
Mais do que incorporar inovação aos seus produtos, a New Holland transforma a forma como o produtor se relaciona com a tecnologia. A solução é adquirida de maneira definitiva, sem a incidência de custos recorrentes ou a necessidade de assinaturas, assegurando maior autonomia, previsibilidade e pleno controle do investimento ao longo do tempo.
Permitindo maior controle nas aplicações, a linha de pulverizadores Defensor, que é completada pelos modelos Defensor 2500 e 3500, possui abastecimento inteligente, controlado pelo monitor Smart Fill, que aliado à nova bomba de abastecimento (opcional) promove o monitoramento preciso do fluxo de calda, tornando o processo de abastecimento mais rápido e eficiente.
O IntelliSprayTM II (também opcional) realiza o controle e corte de seção bico a bico, reduzindo desperdícios e otimizando a aplicação de defensivos. Além disso, o sistema de recirculação integrado evita a sedimentação, assegurando uniformidade e máxima qualidade na pulverização. Esses recursos garantem precisão absoluta na aplicação, máxima eficiência e economia e maior qualidade e estabilidade, assegurando a melhor pulverização mesmo em condições adversas.
Como solução complementar, a New Holland dispõe do Drone de Aplicação New Holland, que é oferecido nos modelos o P60 (30 l) e P150 (70 l). Destinado principalmente a pequenos e médios produtores, o drone pode ser complementar ou até substituir pulverizadores de três pontos (montados) ou de arrasto, assim como para operações com pulverizadores autopropelidos.
Entre as vantagens está a possibilidade de uso em áreas de topografia irregular, onde um pulverizador autopropelido teria dificuldades para entrar, devido à inclinação do relevo. Em terrenos com talhões menores, que normalmente são mais recortados, o drone também traz versatilidade e ganho operacional ao agricultor. Outro uso indicado é após a ocorrência de chuvas, evitando o atolamento do pulverizador/trator, o amassamento da cultura e a compactação do solo.
Colheitadeiras: duplo rotor com IA embarcada
Com forte tradição em colheita, a New Holland é a marca que possui uma oferta completa de colheitadeiras, com todos os sistemas de debulha. A começar pela linha CR (disponível nos modelos CR6, CR7, CR7+, CR8, CR9, CR10 e CR11), que possui telemetria vitalícia e gratuita embarcada, além de tecnologia de automação baseada em inteligência artificial. O IntelliSenseTM é o sistema de automação de colheita de grãos mais inteligente e completo do mercado, abrangendo 9 culturas.
Representando esta nova geração da linha carro-chefe de colheitadeiras da New Holland, a CR11 possui um motor FPT Cursor 16, de 15,9 litros, com 775cv de potência, e um tanque graneleiro de 20 mil litros, além de uma plataforma de 61 pés e capacidade de descarga de 210 litros/s.
Trata-se da maior colheitadeira de duplo rotor já fabricada e que foi reprojetada para proporcionar maior produtividade, com perda mínima de grãos, melhor gerenciamento de resíduos e maior automação. Esses recursos visam reduzir o custo total da colheita de grãos.
Outro destaque da linha é a CR10, maior colheitadeira produzida no Brasil, e que simboliza o alto volume de produtos de fabricação nacional da marca, reforçando a confiança e os benefícios para o cliente, como menor custo e acesso facilitado a peças de reposição, além de linhas de crédito.
Embarcado de fábrica os modelos CR9, CR10 e CR11, o sistema de automação IntelliSense é o “cérebro” da linha CR, suportando 9 culturas: arroz, feijão, aveia, sorgo, soja, milho, trigo, cevada e canola. Este sistema ajusta automaticamente a máquina para garantir máxima performance, mínimas perdas e alta qualidade de grãos. A inteligência artificial busca a melhor configuração para cada momento da colheita e a cada 20 segundos ou antes, faz os ajustes se necessário.
O IntelliSense traz uma tecnologia nova de predição de campo que permite antecipar ajustes de limpeza, com informação da passada lateral anterior. Trata-se de uma predição de colheita que ajusta o industrial da CR antecipadamente. Para a automação da velocidade, a nova linha CR possui o IntelliCruise atualizado para controle inteligente da velocidade de deslocamento conforme variações da cultura, sendo opcional na CR6 e CR7 e padrão nos demais modelos. Além das automações de trilha, limpeza e velocidade disponíveis, a nova linha CR traz o IntelliTurn, para manobra de cabeceira automática, e o IntelliField, para compartilhar dado de cobertura de colheita entre colheitadeiras. Tudo isso é padrão, vitalício e sem custos anuais nos modelos CR7, CR7+, CR8, CR9, CR10 e CR11.
Esses modelos também contam com piloto automático com 3 anos de subscrição e nível de correção PLM3 com 2,5 cm de precisão. Com telemetria vitalícia e gratuita, sem assinaturas recorrentes, a nova linha CR introduz novos itens nos modelos fabricados a partir de abril deste ano. A CR6 e CR7 traz um novo ajuste mecânico do ângulo do alimentador, além do opcional do ajuste hidráulico, realizado por um botão dentro da cabine. E para as CR com tudo dobrável, uma ponteira pivotante maior, para facilitar o descarregamento com plataformas maiores.
Linhas TC e TX
Derivada da linha de colheitadeiras TC (modelos TC4.90 e TC5.90) – um dos ícones do maquinário agrícola brasileiro por sua confiabilidade e tradição, e que possui sistema de debulha por cilindro e separação por saca-palhas – , a New Holland também disponibiliza a linha TX (TX4.90 e TX5.90), cujo destaque é o duplo rotor de separação, entregando maior eficiência e produtividade em todos os tipos de culturas. Além da separação por duplo rotor, a TX tem sistema de limpeza de tripla cascata, aumentando a capacidade de limpeza do material colhido. A máquina conta também com o sistema Opti-Fan, ventilador que regula automaticamente a velocidade do vento, assim como os novos côncavos seccionados que permitem alta capacidade de debulha de grãos, o ultramoderno sistema de nivelamento SmartSieve das peneiras, permitindo um nivelamento automático e homogêneo do material colhido em toda a área de limpeza e um tanque graneleiro de alta capacidade.
Nova plataforma draper feita no Brasil
Com um investimento de mais de R$ 100 milhões, a New Holland e a CNH vão nacionalizar a produção da linha de plataformas de corte Draper FD2 by MacDon, em um movimento estratégico para reforçar o compromisso com o mercado brasileiro e latino-americano, ampliando a capacidade de atendimento e oferecendo um suporte ainda mais próximo e ágil aos clientes.
Com a nacionalização, a planta de Curitiba (PR) ficará responsável pela fabricação das plataformas de 25, 50 e 61 pés destinadas a atender toda a América Latina. A iniciativa posiciona a operação local como um polo estratégico para a CNH, fortalecendo a presença da marca na região.
Conectividade e telemetria
A New Holland oferece aos seus clientes, independentemente do tamanho da operação, conectividade aberta, integrada e acessível em todas as máquinas, com opções de conexão satelital (Starlink), 4G e wi-fi, garantindo acesso aos dados em qualquer lugar e a qualquer momento. Com a telemetria embarcada, e em tempo real, o agricultor pode visualizar as informações da sua operação e tomar a decisão em tempo real, garantindo economia de insumos, maior agilidade e mais produtividade.
Il Trattore
Uma das atrações do estande da A New Holland na Agrishow deste ano é o conceito de trator T5.120 ‘Il Trattore’, que celebra o legado duradouro de pesquisa e desenvolvimento, engenharia e design iniciados com o primeiro trator da Fiat, o Fiat 702, que também será exibido ao lado do novo modelo. Trata-se de uma herança de inovação e estilo da qual a New Holland, que completou 50 anos de Brasil em 2025, faz questão de apresentar.
O nome Il Trattore (“O Trator”) reforça a importância de uma tecnologia versátil e funcional que define o trator de uso geral, capaz de desempenhar qualquer tarefa — essência presente tanto no primeiro trator Fiat quanto na atual linha T5. O conceito também destaca o compromisso da New Holland em desenvolver máquinas agrícolas que combinam estilo e inovação.
Linha renovada de tratores
A marca também possui uma ampla gama de tratores voltada a pequenos, médios e grandes produtores. Entre os destaques da Agrishow este ano estão os novos T8 e T7.300 Auto Command CVT, a nova família T5 e o T6.140, além do T6.180 Methane Power, primeiro trator movido a gás biometano do mundo.
Os modelos T5.100 e T5.110 (de 100cv e 110 cv, respectivamente) trazem mais força, eficiência e conforto para o trabalho no campo. Equipada com motor FPT S8000, a família T5 é conhecida por sua confiabilidade e eficiência que entrega alta performance.
Já o T6.140 Electro CommandTM, de 141 cavalos, além do motor eletrônico, possui nova transmissão e uma cabine que traz muito conforto e espaço para o operador, sendo um dos destaques da categoria de tratores de média potência. Produzido no Brasil, ele foi desenvolvido com a ajuda dos clientes da marca, por meio de pesquisas e testes de campo onde a palavra do agricultor ajudou a definir as melhores configurações que atendessem às suas necessidades.
Vencedor dos importantes prêmios ESG 2025, na categoria “Inovação Tecnológica em ESG”, e Prêmio ECO de inovação e sustentabilidade, na categoria “Produtos ou Serviços – Grandes Empresas”, o T6.180 Methane Power usa a tecnologia de propulsão por biometano, que oferece inúmeras vantagens ambientais, incluindo a redução de até 80% das emissões de poluentes regulados e de 84% de CO2 em comparação com um motor diesel padrão.
Tecnologia para forrageiras
A New Holland também apresenta na Agrishow, como pré-lançamento, sua engenharia inovadora e expertise em soluções para os desafios enfrentados por agropecuaristas com a tecnologia da ForageCam, que utiliza uma câmera montada na bica da forrageira para analisar continuamente as imagens do fluxo da colheita e detectar fragmentos de grãos, avaliando a eficácia do processamento.
Essa solução foi reconhecida com a medalha de prata no Prêmio de Inovação Agritechnica, maior feira de equipamentos agrícolas do mundo, que ocorre na Alemanha. A ForageCam é pioneira na indústria e automatiza um processo-chave de colheita: mapear a quebra de grãos em tempo real. O sistema mostra como a tecnologia pode apoiar os pecuaristas ao reduzir a necessidade de compra adicional de grãos para formulação da dieta. Antes, esse ajuste era manual; agora, a interpretação automática dos dados permite otimizar os parâmetros da máquina em tempo real, melhorando também seu desempenho operacional.
A quebra e o processamento completos dos grãos de milho são cruciais para a produção de silagem de alta qualidade, pois garantem que o gado tenha acesso total à energia e aos nutrientes durante a digestão, apoiando a maior produção de leite e carne. Tradicionalmente, o ajuste do processador de grãos é feito manualmente, com base em métricas retrospectivas que não permitem influenciar a qualidade da colheita em tempo real.
Linha amarela: soluções eficientes para o campo
A New Holland Construction participa da feira apresentando equipamentos da linha amarela voltados também às necessidades do agronegócio. Na Agrishow, a marca evidencia a amplitude de seu portfólio com a exposição da pá carregadeira W130B, da retroescavadeira B95C e da minicarregadeira L320, modelos preparados para atender diferentes demandas operacionais no campo.
Entre os destaques, a pá carregadeira W130B se consolida como uma solução robusta e produtiva para diversas operações, enquanto a retroescavadeira B95C é amplamente utilizada no meio rural por sua capacidade de atuar em atividades como preparo de solo, manutenção de áreas e apoio a tarefas gerais da propriedade. Já a minicarregadeira L320, equipada com implementos como caçamba, garra e vassoura da linha FLEETPRO, amplia as possibilidades de aplicação, garantindo eficiência em diferentes usos.
“O mercado latino-americano demanda soluções robustas e aplicáveis às diferentes realidades do produtor, e a linha amarela da New Holland Construction cumpre esse papel ao entregar produtividade, confiabilidade e facilidade de operação em aplicações que vão além da construção. Em sinergia com a New Holland, atuamos com um portfólio integrado que atende desde grandes e médios produtores até nichos específicos, como os aviários. Nesse contexto, equipamentos como as minicarregadeiras, combinadas a implementos, garantem mais agilidade e eficiência no dia a dia e reforçam nosso compromisso com soluções completas, alinhadas às necessidades do campo” afirma Pedro Silva, líder da New Holland Construction para a América Latina.
Outro diferencial da marca é a conectividade: todas as máquinas saem de fábrica com sistema de telemetria embarcado, integrado à plataforma MyNewHolland, com sete anos de assinatura inclusa. Além disso, os equipamentos produzidos no Brasil contam com três anos de garantia ou 4.500 horas de operação, garantindo produtividade, tecnologia e suporte ao cliente no campo.
Condições especiais de financiamento do Banco CNH na Agrishow O Banco CNH, principal parceiro comercial das marcas New Holland e New Holland Construction, participa da Agrishow com um portfólio completo de soluções financeiras, desenvolvido para atender diferentes perfis de produtores e as atuais demandas do agronegócio.
Como um dos principais repassadores do BNDES, o Banco CNH reforça seu protagonismo na oferta de linhas subsidiadas e segue preparado para atuar com programas com recursos do Tesouro Nacional, como o Moderfrota Pronamp e o Pronaf Mais Alimentos, iniciativas fundamentais para fomentar investimentos, modernização e competitividade no campo.
Outra alternativa oferecida pela instituição financeira é o Crédito Rural – Taxa Fixa BNDES em Dólar (TFBD), voltado à aquisição de máquinas e equipamentos por meio de repasses do BNDES. A linha oferece condições atrativas para produtores com receitas atreladas à moeda estrangeira, com taxa pré-fixada no momento da contratação e prazos mais longos, alinhados à dinâmica do setor. Nesse modelo, o valor das parcelas em Real varia conforme a cotação do dólar no dia anterior ao pagamento.
Durante a feira, o Banco CNH contará com uma equipe especializada para atendimento a clientes e concessionários, reforçando a proximidade e a oferta de soluções personalizadas ao longo de toda a jornada do produtor. Em um ambiente cada vez mais competitivo, essa atuação consultiva se consolida como um diferencial relevante na decisão de investimento e tomada do crédito.
Serviço:
- 31a Agrishow – de 27 de abril a 1o de maio de 2026
- Das 8h às 18h
- Local: Rod. Prefeito Antônio Duarte Nogueira, Km 321 – Ribeirão Preto (SP)
- Informações: www.agrishow.com.br
A New Holland, pertencente à CNH, é uma marca próxima do cliente, que valoriza o agronegócio e possui soluções completas para todos os tipos de culturas agrícolas, seja qual for o segmento e o tamanho da operação. Os agricultores contam com uma oferta de produtos e serviços inovadores, como tratores, colheitadeiras, pulverizadores, plantadeiras, feno e forragem, além de equipamentos específicos para biomassa, silvicultura e agricultura de precisão, complementada por serviços financeiros feitos sob medida e planejados por especialistas. Com uma rede de distribuidores global altamente profissional e o compromisso com a excelência, a New Holland garante a melhor experiência para cada cliente. Para mais informações da New Holland, clique aqui.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Farsul alerta para o risco de caducidade da MP 1376 – MAIS SOJA

A Farsul intensificou a mobilização política em Brasília e junto ao Congresso Nacional para alertar sobre a urgência na votação e na ampliação da abrangência da Medida Provisória nº 1.376/2026, cujo prazo final de deliberação encerra-se no próximo dia 11 de novembro. Em pronunciamento divulgado nas redes sociais e ofícios encaminhados às principais lideranças legislativas, incluindo o relator da matéria, deputado federal Paulo Pimenta, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion, além dos senadores Renan Calheiros e Tereza Cristina, a entidade reforçou que o tempo urge para evitar a perda de vigência da norma.
De acordo com dados do Banco Central destacados pela federação, a dimensão do endividamento no campo é alarmante. Entre agosto de 2025 e agosto de 2026, o saldo problemático do crédito rural no Brasil, que engloba operações em atraso, inadimplentes, prorrogadas e renegociadas, disparou 47,7%, saltando de R$ 139,08 bilhões para R$ 205,46 bilhões. No Rio Grande do Sul, o volume cresceu 26,4% no mesmo período, passando de R$ 34,94 bilhões para R$ 44,18 bilhões, o que representa impressionantes 39,2% de toda a carteira de crédito rural do Estado.
Em contrapartida, os registros oficiais do Sistema de Operações de Crédito Rural e do Proagro (SICOR) apontam que, até 30 de setembro de 2026, as operações de composição de dívidas vinculadas à MP alcançaram renegociações de R$ 5,55 bilhões a nível nacional e R$ 4,58 bilhões no território gaúcho. Para a Farsul, embora os recortes estatísticos possuam especificidades e não contemplem, por exemplo, as renegociações de Cédulas de Produto Rural (CPRs), os montantes evidenciam um abismo entre a escala do endividamento problemático real e o volume efetivamente absorvido pelo mecanismo atual.
Diante do relatório apresentado pelo deputado Paulo Pimenta e da perspectiva de apresentação de voto em separado pela FPA, a direção da Farsul defende a construção de um entendimento consensual. O objetivo é assegurar um texto alternativo ou ajustes no relatório que removam entraves burocráticos de acesso, ampliem o alcance do enquadramento e garantam prazo hábil para requerimento, análise e contratação por parte dos produtores.
A federação alerta que, caso a MP caduque sem as devidas alterações estruturais, cerca de 80% dos produtores rurais poderão ficar alijados da possibilidade de alongamento de suas obrigações financeiras, gerando reflexos severos na liquidez do setor e na estabilidade das próximas safras de culturas altamente mecanizadas.
Fonte: Farsul
Sustentabilidade
Entregas de fertilizantes caem 10,4% no período de janeiro e agosto – MAIS SOJA

Em maio, junho e julho, redução nas entregas de fertilizantes foi de 15% a 20%, refletindo a persistência das graves adversidades geopolíticas globais e as dificuldades do produtor rural, como escassez de crédito, riscos de recuperações judiciais, altas taxas de juros, aumento de custos e riscos climáticos, em especial o El Niño.
A ANDA (Associação Nacional para Difusão de Adubos) informa que as entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro no acumulado dos primeiros oito meses de 2026 foram de 27,31 milhões de toneladas. Isso significou redução de 10,4% ante as 30,47 milhões registradas em igual período de 2025. Em agosto, foram 4,33 milhões de toneladas, ante 5,25 milhões em 2025, com uma redução de 17,6%.
A ANDA relembra que o ano começou favorável, refletindo no primeiro trimestre o impacto positivo da boa safrinha. Mas, logo a seguir, com o início da guerra no Irã, em fevereiro, verificou-se o arrefecimento de novos negócios, que acabou sendo percebido com a queda das entregas a partir de maio, num ciclo que perdurou nos dados de agosto.
O Estado de Mato Grosso, líder nas entregas ao mercado, concentra a maior quantidade no período de janeiro a agosto, com 6,77 milhões de toneladas, ou 24,8% do total. Seguem-se: Paraná (3,07 milhões), Goiás (2,90 milhões), São Paulo (2,79 milhões), Rio Grande do Sul (2,24 milhões), Minas Gerais (2,07 milhões) e Bahia (1,96 milhão).
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou agosto de 2026 com 418 mil toneladas. O volume representa queda de 40,2% na comparação interanual. No acumulado dos oito meses, foram 3,75 milhões de toneladas. Houve queda de 22,7% em relação a igual período de 2025, quando se produziram 4,86 milhões de toneladas.
As importações de fertilizantes intermediários continuam chegando ao Brasil com redução, totalizando, em agosto, 3,03 milhões de toneladas, com queda de 34%. No acumulado de janeiro a agosto de 2026, o total foi de 24,27 milhões de toneladas, significando retração de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram importadas 27,58 milhões de toneladas.
No porto de Paranaguá, principal porta de entrada dos adubos, ingressaram, de janeiro a agosto, 5,83 milhões de toneladas, indicando redução de 17,7% em relação a 2025, quando foram descarregadas 7,08 milhões de toneladas. O terminal representou 24% do total importado de todos os portos (Fonte: Siacesp/MDIC).
As informações são da ANDA.
Fonte: Agência Safras
Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Como a planta de soja sabe que deve emitir um novo nó? – MAIS SOJA

O número de nós na haste principal é uma das variáveis mais usadas para acompanhar o desenvolvimento da soja a campo. O intervalo de tempo térmico (graus dia ou soma térmica) entre a emissão de um nó e o próximo é chamado de plastocrono. Até pouco tempo, esse valor era tratado como constante durante toda a cultura, sem considerar que, a partir do florescimento, a emissão de nós passa a ocorrer junto com o desenvolvimento reprodutivo.
Um estudo conduzido por Dalla Porta et al. (2024), da equipe FieldCrops, reuniu 17 experimentos ao longo de 7 safras e 4 locais do Rio Grande do Sul (RS), com 25 cultivares de soja, sendo 6 de hábito de crescimento determinado e 19 de hábito indeterminado. Em vez de calcular um único plastocrono para o ciclo todo, foi dividido o período de emissão de nós em fases: nas cultivares indeterminadas, fase inicial (V1 a R1), intermediária (R1 a R3) e final (R3 a R5); nas determinadas, que têm menor sobreposição entre os estádios vegetativo e reprodutivo, apenas fase inicial (V1 a R1) e final (R1 a R3). Essa divisão permite acompanhar melhor a sobreposição entre o desenvolvimento vegetativo e reprodutivo durante a emissão de nós.
Os resultados mostraram que o ritmo de emissão de nós muda conforme o hábito de crescimento e a disponibilidade de água. Em cultivares determinadas irrigadas, a fase inicial do plastocrono (59,7 °C dia nó-1) foi mais rápida que a fase final (65,7 °C dia nó-1), enquanto no sequeiro essa diferença desaparece, com média de 70,1 °C dia nó-1 (Figura 1A e 1B). Já nas cultivares indeterminadas irrigadas, a fase intermediária foi a mais rápida (58,5 °C dia nó-1), mas no sequeiro o destaque foi a fase final, que praticamente dobrou o ritmo de emissão de nós, com plastocrono de 79,4 °C dia nó-1 frente a 60,6 °C dia nó-1 nas fases inicial e intermediária (Figura 1C e 1D), evidenciando o efeito do déficit hídrico justamente no período em que a planta já está formando vagens e grãos.
Os autores também observaram que esse padrão está ligado ao hábito de crescimento da cultivar, e não ao seu grupo de maturidade, o que reforça a importância de considerar essa característica na hora de interpretar a velocidade de desenvolvimento a campo. Dividir o plastocrono em fases, como proposto no estudo, dá uma base mais realista para os modelos de simulação da soja, aproximando a estimativa do número de nós — e, por consequência, do estádio de desenvolvimento da lavoura — do que de fato acontece quando a planta enfrenta déficit hídrico durante o enchimento de vagens e grãos.

Referências:
DALLA PORTA, F.S. et al. Improving understanding of the plastochron of determinate and indeterminate soybean cultivars. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, v. 28, n. 10, e278299, 2024. Disponível em: < https://doi.org/10.1590/1807-1929/agriambi.v28n10e278299 >, acesso: 01/11/2026.

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