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Preço do arroz cai no RS com colheita avançando e demanda fraca

O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul vem perdendo sustentação nas últimas semanas, pressionado pelo avanço da colheita, menor liquidez e enfraquecimento da demanda ao longo da cadeia produtiva, segundo avaliação do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Segundo o centro de pesquisas, a redução nas negociações de arroz beneficiado e a postura mais cautelosa de indústrias e produtores têm limitado os negócios e pressionado as cotações.
Liquidez baixa e margens pressionadas
O cenário de demanda enfraquecida, especialmente por parte do atacado e do varejo, tem dificultado o escoamento do arroz beneficiado, reduzindo o interesse por grandes volumes.
Com isso, os repasses de preços ao longo da cadeia ficam limitados, o que pressiona as margens das indústrias. Diante desse quadro, parte das beneficiadoras tem se afastado das compras, enquanto outras reduziram as ofertas no mercado de matéria-prima.
Oscilações regionais
Na semana passada, os preços apresentaram variações entre microrregiões. Em áreas com menor disponibilidade de produto, compradores chegaram a elevar pontualmente os valores ofertados.
Ainda assim, o movimento não foi suficiente para sustentar o mercado, diante da fraqueza geral da demanda.
Exportações pesam no mercado
Outro fator de pressão, segundo o Cepea, é a perda de competitividade do arroz brasileiro no mercado externo. A retração das exportações, aliada a preços internacionais mais baixos, reforça o viés de queda nas cotações internas.
Ao mesmo tempo, agentes seguem acompanhando os leilões de apoio à comercialização e o ritmo mais recente de beneficiamento, que podem influenciar o comportamento do mercado nas próximas semanas.
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Colheita de café no Brasil chega a 78% e segue atrasada, aponta consultoria

A colheita de café no Brasil alcançou 78% da safra 2026/27 até o dia 29 de julho, segundo levantamento da Safras & Mercado. O avanço foi de cinco pontos percentuais em relação à semana anterior, mas os trabalhos seguem atrasados devido às chuvas, que dificultaram a retirada dos grãos das lavouras e as atividades de secagem.
O percentual registrado neste ano permanece abaixo dos 90% colhidos no mesmo período de 2025 e também da média dos últimos cinco anos, entre 2021 e 2025, de 85%.
Entre os tipos de café, a colheita do canéfora, que inclui conilon e robusta, está próxima do fim. Os trabalhos alcançaram 97% da produção até 29 de julho, ante 98% no mesmo período do ano passado. O resultado, porém, supera a média dos últimos cinco anos, de 96%. No Espírito Santo, principal estado produtor de conilon, a colheita chegou a 96%.
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Já a colheita do café arábica perdeu ritmo na última semana com o aumento da umidade. As condições dificultaram tanto a retirada dos frutos das lavouras quanto a secagem do café.
Até 29 de julho, 69% da produção de arábica havia sido colhida. O resultado está significativamente abaixo dos 85% registrados no mesmo período de 2025 e também da média dos últimos cinco anos, de 78%.
Com a maior concentração de chuvas e umidade, o avanço da colheita do arábica continua sendo acompanhado pelo mercado, especialmente pelos impactos que o atraso pode trazer para a qualidade dos grãos e para o ritmo de entrada da nova safra.
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Maior demanda sustenta valorização do algodão em pluma no mercado interno

Diante da maior presença de compradores no mercado spot e das valorizações externas, as cotações do algodão em pluma seguem firmes no mercado brasileiro.
Segundo o Cepea, enquanto demandantes buscam novas aquisições para atender às necessidades imediatas e recompor estoques, os vendedores se mantêm firmes nas ofertas, sobretudo para lotes de qualidade superior.
Nesse contexto, parte dos compradores demonstra maior flexibilidade nas negociações, favorecendo a recuperação dos preços.
Pesquisadores do Cepea destacam que a liquidez permanece limitada pelo desacordo entre agentes, enquanto o ritmo ainda moderado das vendas de manufaturados mantém as indústrias cautelosas quanto às aquisições de pluma.
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Sérgio Sacani palestra sobre IA e tecnologia no agro durante Agroleite 2026

O Painel do Agro no Agroleite 2026 traz o geofísico e influenciador Sérgio Sacani como atração principal, no dia 5 de agosto, às 13 horas, em Castro, Paraná. O evento, realizado pelo Canal Rural em parceria com Agroleite, Castrolanda, Sistema Ocepar e Grupo Calpar, abordará a integração de tecnologias de ponta e ciência avançada no setor produtivo.

Conhecido por popularizar temas como astronomia e inovação, Sacani trará para o palco o impacto direto da Inteligência Artificial (IA) no agronegócio. A palestra conectará tendências globais aos desafios diários do campo, destacando:
- Análise de dados para maximizar a produtividade e otimizar safras;
- Automação e gestão inteligente aplicadas à agricultura e pecuária;
- Previsões meteorológicas de alta precisão e uso eficiente de recursos;
- Pesquisa científica como pilar de competitividade no mercado global.
Para Giovani Ferreira, diretor do Canal Rural, aproximar a ciência do campo é vital: “Não é apenas uma tendência, mas uma necessidade estratégica para o futuro da produção de alimentos.”
O encontro ocorrerá nas dependências do Parque Tecnológico Agroleite, empreendimento situado em um dos polos mais avançados em rendimento agrícola e modelo cooperativo do país, na Castrolanda.
Willem Bouwman, presidente da Castrolanda, ressalta que toda a cadeia do leite está contemplada dentro do Agroleite: “temos a intenção de oferecer ao produtor rural e os demais envolvidos, informações de ponta, inovações e tecnologias, presentes e importantes para o desenvolvimento do setor”.
Sobre o Agroleite:
O Agroleite 2026 acontece de 3 a 7 de agosto de 2026, no Parque Tecnológico Agroleite em Castro, Paraná, promovido pela Cooperativa Castrolanda. O evento tem como tema “Movidos por um legado”, marcando também os 75 anos da cooperativa.
Agora com cinco dias de programação, a edição tem cerca de 400 expositores esperados, após receber R$ 11 milhões em investimentos em infraestrutura.
Considerada a maior feira da cadeia do leite da América Latina, traz em sua programação Trilha do Leite, um percurso guiado por técnicos para demonstrar a produção de forma prática; palestras e fóruns, com debates sobre inovação, gestão e tendências do agronegócio; Torneio Leiteiro e Exposições, com julgamentos de gado de alta genética e competições tradicionais.
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