Connect with us

Business

Parceria entre Cecafé e Emater leva práticas sustentáveis ao campo

Published

on


Foto: Emater-MG/Divulgação

A parceria entre o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) tem levado práticas sustentáveis diretamente aos produtores de café em Minas Gerais.

A iniciativa integra o programa Construindo Solos Saudáveis, que busca melhorar a qualidade do solo, reduzir custos de produção e fortalecer a sustentabilidade.

Criado por técnicos da Emater-MG, o programa surgiu da necessidade de recuperar a saúde do solo em lavouras de café, muitas vezes afetadas por práticas que deixam o terreno exposto à chuva, ao vento e à erosão.

Segundo o coordenador técnico da Emater, Bernardino Cangussu, nos últimos cinco anos, mais de 2 mil unidades demonstrativas foram implantadas em propriedades rurais.

A estratégia é apresentar aos produtores técnicas de manejo durante dias de campo, nos quais produtores visitam áreas experimentais e acompanham, na prática, o funcionamento das técnicas.

Advertisement

Nas unidades demonstrativas são cultivadas diferentes espécies de plantas de cobertura entre as linhas de café, permitindo que os produtores observem os resultados diretamente no solo e na lavoura. “Há uma troca de experiências no local, vendo em loco essas plantas e como elas agem no solo”, destaca Cangussu.

Benefícios

Entre os principais benefícios do uso dessas plantas está a redução da temperatura do solo, que pode chegar a uma diferença de até 12 °C a 15 °C em comparação com áreas descobertas. De acordo com Cangussu, o manejo também contribui para a reciclagem de nutrientes.

“As plantas também tiram nutrientes que estavam perdidos em profundidade do solo e trazem esses nutrientes para cima, fazendo uma reciclagem. Quer dizer, o produtor vai usar menos recurso para adubar e vai ter nutrientes disponíveis quase o ano todo”, explica.

Além disso, as raízes dessas espécies ajudam a formar canais naturais de infiltração de água, aumentam a matéria orgânica e favorecem a atividade de organismos como minhocas, que melhoram a estrutura e a porosidade do solo.

Outro benefício destacado pelo técnico é o aumento da presença de inimigos naturais de pragas, o que contribui para o equilíbrio biológico da lavoura.

Advertisement

O post Parceria entre Cecafé e Emater leva práticas sustentáveis ao campo apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement

Business

Agro deve fazer Brasil bater recorde no consumo de diesel B em 2026

Published

on


Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

De acordo com a consultoria, o avanço será sustentado pelo ritmo da colheita agrícola, maior movimentação logística e crescimento da atividade industrial. “A recuperação do consumo está diretamente ligada à dinâmica econômica do país, especialmente ao agro e à logística, que seguem puxando a demanda por combustíveis”, afirmou o especialista em Inteligência de Mercado da StoneX, Bruno Cordeiro.

Apesar de um início de ano mais fraco, com retração de 1,7% nas vendas no primeiro bimestre, o mercado deve ganhar força ao longo dos próximos meses. O resultado inicial foi influenciado pelo atraso na colheita da soja e pela antecipação de compras no fim de 2025 para evitar o aumento do ICMS em janeiro.

Outro indicativo de retomada veio do transporte rodoviário: o fluxo de veículos pesados em rodovias pedagiadas subiu 7,5% em março, reforçando a expectativa de recuperação no setor de cargas.

Regiões Sul e Sudeste puxam crescimento

No cenário regional, Sudeste e Sul devem liderar a expansão do consumo, favorecidos pelo desempenho industrial, recuperação da produção agrícola e maior fluxo logístico em direção aos portos.

Advertisement

Já o Centro-Oeste deve registrar crescimento mais moderado, refletindo a perspectiva de menor safra de grãos, apesar do avanço do transporte de etanol de milho.

Produção interna cresce e importações recuam

A StoneX também aponta mudanças na oferta de combustíveis. A produção nacional de diesel A cresceu 4,5% no primeiro trimestre, com reforço das refinarias diante das incertezas globais.

Com isso, a expectativa é de queda nas importações em 2026, que devem somar 17,2 milhões de metros cúbicos, recuo de 0,6%, reduzindo a participação do produto externo no abastecimento nacional.

Biodiesel acelera com mistura maior

No segmento de biocombustíveis, a expansão tende a ser ainda mais forte. A demanda por biodiesel deve subir 7,2% em 2026, alcançando 10,4 milhões de metros cúbicos, impulsionada pela mistura obrigatória B15 e pelo aquecimento econômico.

“O crescimento do biodiesel reflete tanto o aumento da mistura quanto a maior demanda por diesel no país, além da busca por alternativas que reduzam a dependência externa”, destacou a analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Isabela Garcia.

Advertisement

Segundo a consultoria, o óleo de soja seguirá como principal matéria-prima, ampliando sua participação para 84,7%, apoiado pela ampla oferta doméstica e pela previsão de esmagamento recorde no ano. Em um cenário com adoção do B16, a demanda por biodiesel pode chegar a 10,76 milhões de metros cúbicos.

Guerra no Oriente Médio segue no radar

Mesmo com as incertezas no cenário internacional, especialmente os reflexos da guerra no Oriente Médio sobre os preços de energia, a StoneX avalia que a demanda por diesel deve permanecer resiliente, por estar diretamente ligada à atividade econômica, ao transporte de cargas e à produção agroindustrial.

Por outro lado, a consultoria alerta que uma piora no ambiente econômico e inflacionário pode afetar setores agrícolas e industriais, trazendo impacto negativo ao consumo de diesel B.

A demanda por diesel no Brasil deve alcançar novo recorde em 2026, impulsionada pelo agronegócio, exportações e transporte rodoviário de cargas. Segundo projeção da StoneX, o consumo de diesel B está estimado em 70,8 milhões de metros cúbicos, alta de 1,9% em relação ao ano anterior.

De acordo com a consultoria, o avanço será sustentado pelo ritmo da colheita agrícola, maior movimentação logística e crescimento da atividade industrial. “A recuperação do consumo está diretamente ligada à dinâmica econômica do país, especialmente ao agro e à logística, que seguem puxando a demanda por combustíveis”, afirmou o especialista em Inteligência de Mercado da StoneX, Bruno Cordeiro.

Advertisement

Apesar de um início de ano mais fraco, com retração de 1,7% nas vendas no primeiro bimestre, o mercado deve ganhar força ao longo dos próximos meses. O resultado inicial foi influenciado pelo atraso na colheita da soja e pela antecipação de compras no fim de 2025 para evitar o aumento do ICMS em janeiro.

Outro indicativo de retomada veio do transporte rodoviário: o fluxo de veículos pesados em rodovias pedagiadas subiu 7,5% em março, reforçando a expectativa de recuperação no setor de cargas.

Sul e Sudeste puxam crescimento

No cenário regional, Sudeste e Sul devem liderar a expansão do consumo, favorecidos pelo desempenho industrial, recuperação da produção agrícola e maior fluxo logístico em direção aos portos.

Já o Centro-Oeste deve registrar crescimento mais moderado, refletindo a perspectiva de menor safra de grãos, apesar do avanço do transporte de etanol de milho.

A StoneX também aponta mudanças na oferta de combustíveis. A produção nacional de diesel A cresceu 4,5% no primeiro trimestre, com reforço das refinarias diante das incertezas globais.

Advertisement

Com isso, a expectativa é de queda nas importações em 2026, que devem somar 17,2 milhões de metros cúbicos, recuo de 0,6%, reduzindo a participação do produto externo no abastecimento nacional.

Biodiesel acelera com mistura maior

No segmento de biocombustíveis, a expansão tende a ser ainda mais forte. A demanda por biodiesel deve subir 7,2% em 2026, alcançando 10,4 milhões de metros cúbicos, impulsionada pela mistura obrigatória B15 e pelo aquecimento econômico.

“O crescimento do biodiesel reflete tanto o aumento da mistura quanto a maior demanda por diesel no país, além da busca por alternativas que reduzam a dependência externa”, destacou a analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Isabela Garcia.

Segundo a consultoria, o óleo de soja seguirá como principal matéria-prima, ampliando sua participação para 84,7%, apoiado pela ampla oferta doméstica e pela previsão de esmagamento recorde no ano. Em um cenário com adoção do B16, a demanda por biodiesel pode chegar a 10,76 milhões de metros cúbicos.

Guerra no Oriente Médio segue no radar

Mesmo com as incertezas no cenário internacional, especialmente os reflexos da guerra no Oriente Médio sobre os preços de energia, a StoneX avalia que a demanda por diesel deve permanecer resiliente, por estar diretamente ligada à atividade econômica, ao transporte de cargas e à produção agroindustrial.

Advertisement

Por outro lado, a consultoria alerta que uma piora no ambiente econômico e inflacionário pode afetar setores agrícolas e industriais, trazendo impacto negativo ao consumo de diesel B.

O post Agro deve fazer Brasil bater recorde no consumo de diesel B em 2026 apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Agro Mato Grosso

Algodão se aproxima de R$ 4 por libra-peso e MT

Published

on

As cotações do algodão em pluma no mercado interno seguem em leve trajetória de alta na segunda quinzena de abril e já se aproximam do patamar de R$ 4,00 por libra-peso. O movimento, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, tem sido sustentado principalmente pela postura firme dos vendedores, que resistem a negociar em níveis mais baixos.

Parte dos cotonicultores acompanha de perto a valorização da pluma no mercado internacional, fator que reforça a estratégia de retenção de oferta no mercado doméstico. Além disso, o bom desenvolvimento das lavouras da safra 2025/26 contribui para um ambiente de maior confiança entre os produtores.

Nesse contexto, enquanto alguns agentes seguem focados no cumprimento de contratos a termo já firmados, outros demonstram interesse em abrir novas negociações — ainda que de forma seletiva.

Dificuldade de acordo reduz liquidez

Apesar da sustentação nos preços, o mercado enfrenta entraves na concretização de negócios. A dificuldade de alinhamento entre compradores e vendedores tem limitado a liquidez, resultando em negociações mais pontuais.

Do lado da demanda, as indústrias adotam postura cautelosa, monitorando o ritmo de vendas e a capacidade de repasse dos custos ao longo da cadeia de manufaturados. Já os comerciantes buscam estratégias como negócios “casados” e aquisição de lotes específicos para atender compromissos previamente estabelecidos.

Advertisement

Mercado segue em compasso de espera

O cenário atual reflete um mercado ainda em ajuste, com agentes avaliando tanto o comportamento da safra quanto as condições externas. A tendência, no curto prazo, é de manutenção desse equilíbrio delicado, com preços firmes, mas com volume de negócios ainda restrito.

Continue Reading

Agro Mato Grosso

Varejo não acompanha queda no preço do suíno vivo e preocupa produtores em MT

Published

on

O preço pago ao produtor de suíno vivo no estado teve uma queda de 27,4%, segundo levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). Essa redução não é percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues, o que acende para crise no setor, conforme produtores.

O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho explicou que sem perceber essa redução de valor nos açougues e supermercados, o consumidor não é incentivado a comprar, o que tem estagnado o mercado para os criadores.

“Fazemos um apelo para que o varejo acompanhe a redução e, assim, incentive o consumidor a comprar mais carne suína, já que estará barato na ponta final”, pontuou.

De acordo com a produtora Raquel Martelli Ribeiro, integrante da terceira geração da família na criação de suínos, os prejuízos têm aumentado semana após semana.

“No ano passado, trabalhávamos com um preço mais alto e, agora, mesmo com a queda para o produtor, o valor ao consumidor final permanece praticamente inalterado”, afirmou.

Frederico informou que atualmente existe uma oferta de suínos maior do que a demanda. Embora as exportações bateram recorde de 150 mil toneladas de carnes vendidas, o consumo doméstico, responsável por 75% do setor, desaqueceu.

Tradicionalmente, o início do ano registra retração nas vendas por conta das férias, do Carnaval e da Semana Santa, mas, ao contrário de outros anos, o mercado não apresentou recuperação após esse período.

Advertisement

“Temos essa queda tão acentuada, porque aquele aquecimento do consumo não está acontecendo. Portanto, está sobrando suíno vivo”, disse.

 

Atividade no vermelho

 

O produtor Josimar Canossa, que trabalha há 30 anos no setor, contou que a crise já compromete a margem de lucro e coloca a atividade no vermelho, travando investimentos e dificultando a manutenção do capital de giro.

“Em novembro e dezembro do ano passado, eu vendia, em média, 2,5 mil animais, mas agora são apenas 1,2 mil, e o restante está estagnado ”, relatou.

Já o produtor Jair Kreibich ressaltou que outros desafios enfrentados pelo setor estão ligados aos custos com encargos financeiros para quem precisa projetar compras, além do aumento expressivo dos impostos sobre operações financeiras e da mão de obra.

*Sob supervisão Kessillen Lopes

Advertisement
Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT