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10 de junho de 2026

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Polícia prende enfermeira que se passava por “Dra.” nas redes sociais para atrair pacientes

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Proprietária de clínica de estética é suspeita de exercício ilegal da medicina e comercialização de remédios sem registro na Anvisa

A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu preventivamente, na manhã desta sexta-feira (24.4), uma enfermeira de 38 anos, proprietária de uma clínica de estética localizada no bairro Jardim Europa, em Cuiabá, suspeita de exercício ilegal da medicina, além da prática de crimes contra a saúde pública mediante a comercialização e utilização de medicamentos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A investigação, realizada pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), teve início após denúncia registrada junto à Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá, que apontava irregularidades graves nos procedimentos realizados na clínica.

Durante fiscalização conjunta, foram constatadas diversas infrações sanitárias, incluindo a realização de procedimentos estéticos invasivos, como aplicação de Plasma Rico em Plaquetas (PRP), ozonioterapia e soroterapia, que são privativos de profissionais médicos. Todos os procedimentos eram executados pela investigada, que é enfermeira de formação.

Além disso, foram encontrados medicamentos vencidos, produtos de origem estrangeira sem registro no Brasil e substâncias proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), como toxina botulínica de fabricação sul-coreana e outros fármacos utilizados de forma irregular. Os produtos eram armazenados em condições inadequadas, sem controle sanitário e parte deles teria sido importada ilegalmente.

“As fiscalizações também evidenciaram que a clínica funcionava sem alvará sanitário, sem controle adequado de resíduos e sem condições mínimas de biossegurança, expondo pacientes a riscos de contaminação por doenças graves”, afirmou o delegado titular da Decon, Rogério Ferreira.

Segundo o delegado, a manipulação de sangue em ambiente impróprio, especialmente nos procedimentos de PRP, aumentava significativamente o risco de contaminação cruzada, infecções severas, necroses e até morte.

Mesmo após a interdição do estabelecimento pela Vigilância Sanitária, a investigada teria continuado suas atividades de forma clandestina, retirando equipamentos do local interditado durante a noite e passando a atender pacientes em outros endereços, inclusive em clínicas não regularizadas, além de tentar abrir uma nova unidade com outro nome, também localizada no Jardim Europa, sem autorização dos órgãos competentes.

As investigações também apontaram que a suspeita se apresentava nas redes sociais como “Dra.”, divulgando procedimentos invasivos em regiões como rosto, glúteos e seios, atraindo pacientes mediante pagamento antecipado via Pix, sem qualquer comprovação de habilitação médica para tais práticas.

Além da prisão preventiva decretada pelo Poder Judiciário, a pedido do delegado titular da Decon, foram determinadas diversas medidas cautelares, incluindo o cumprimento de mandado de busca e apreensão, a interdição imediata da clínica de estética, a suspensão do registro da empresa no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), a suspensão das redes sociais da investigada e de seu registro profissional junto ao Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso (Coren-MT).

A investigada também já possuía passagem pela polícia por tráfico de drogas e estava usando tornozeleira eletrônica no momento da prisão nesta sexta-feira (24.4).

Segundo o delegado Rogério Ferreira, as investigações continuam e outros profissionais da área de estética que estiverem praticando exercício ilegal da medicina, bem como utilizando ou comercializando medicamentos irregulares, especialmente produtos voltados para emagrecimento, poderão ser alvo de novas operações policiais, inclusive com representação por prisão preventiva.

Denúncias

Denúncias sobre exercício ilegal da medicina ou comercialização de medicamentos irregulares podem ser feitas pela população por meio do telefone 197, pela Delegacia Digital ou pessoalmente em qualquer delegacia de polícia.

Também é possível procurar diretamente a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor – Decon, localizada na Rua General Otávio Neves, nº 69, bairro Duque de Caxias I, em Cuiabá, de segunda a sexta-feira, em horário comercial, ou pelo e-mail decon@pjc.mt.gov.br.

Com Assessoria 

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Golpista que fingia ter câncer para pedir dinheiro é preso em Cuiabá

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Suspeito usava histórias de doenças graves e relacionamentos amorosos para enganar vítimas, segundo a Polícia Civil.

Um homem suspeito de enganar pessoas com histórias falsas de doenças graves, internações familiares e dificuldades financeiras foi preso em flagrante pela Polícia Civil em Cuiabá. A ação ocorreu nesta segunda-feira (8) e foi conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes.

De acordo com a investigação, o suspeito se aproximava das vítimas principalmente por meio das redes sociais, criava vínculos afetivos e, depois de ganhar confiança, começava a pedir ajuda financeira. Em um dos casos, ele teria afirmado estar com câncer em estágio avançado e dito que a própria filha estava internada para tratar uma doença grave.

A estratégia, segundo a polícia, era usar relatos emocionais para sensibilizar familiares, amigos e pessoas próximas das vítimas, que acabavam realizando transferências bancárias para ajudá-lo.

As investigações começaram após o registro de duas ocorrências semelhantes na capital mato-grossense. Em um dos relatos, a vítima afirmou que foi convencida a abrir várias contas bancárias — inclusive empresariais — que passaram a ser controladas pelo investigado. Os valores recebidos eram transferidos rapidamente para terceiros, e parte do dinheiro teria sido usada em plataformas de apostas online.

Ainda conforme os policiais, o suspeito também alegava estar sendo ameaçado por cobradores de dívidas, o que levou uma das vítimas a fazer uma transferência emergencial acreditando que ele corria risco.

Durante a abordagem, os investigadores afirmam que o homem admitiu comprar e vender contas bancárias. A Polícia Civil apura agora se esse esquema era utilizado para dificultar o rastreamento do dinheiro obtido com os golpes.

As apurações apontam ainda que o investigado já teria aplicado golpes semelhantes em outros estados, incluindo São Paulo, Bahia e Espírito Santo, sempre utilizando narrativas ligadas a doenças graves, campanhas de arrecadação e pedidos de ajuda financeira.

O suspeito foi autuado por estelionato. Segundo a delegada Eliane Moraes, responsável pela Delegacia de Estelionato de Cuiabá, a prisão pode levar ao surgimento de novas vítimas.

A investigação continua para identificar a dimensão do esquema e o total de pessoas afetadas.

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Aos 40 anos, a mulher não está envelhecendo. Está se transformando

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Existe um momento na vida da mulher em que o espelho começa a refletir mais do que a aparência. Ele passa a revelar histórias, escolhas, conquistas, cicatrizes e também algumas perguntas que talvez nunca tenham sido feitas antes.

Para muitas mulheres, esse momento chega por volta dos 40 anos.

É uma fase cercada de mudanças silenciosas. Algumas acontecem no corpo. Outras, na mente. Muitas, no coração. E embora a sociedade ainda tente associar essa etapa ao envelhecimento, a verdade é que ela representa algo muito mais profundo: uma transformação.

No consultório, vejo mulheres que construíram carreiras, criaram filhos, sustentaram famílias, enfrentaram desafios e aprenderam a cuidar de todos ao seu redor. Mas que, em algum momento, percebem que deixaram de olhar para si mesmas.

É justamente nessa década que muitas começam a notar alterações no sono, na disposição, no metabolismo, na pele, na libido e até na forma como lidam com as próprias emoções. Algumas sentem uma irritabilidade que não existia antes. Outras relatam cansaço persistente, dificuldade para perder peso ou uma sensação de não reconhecer mais o próprio corpo.

Essas mudanças não são fruto da imaginação. Elas têm explicações biológicas importantes. A partir dos 40 anos, a produção hormonal feminina inicia um processo gradual de transição que pode durar vários anos até a menopausa. O organismo começa a enviar sinais de que uma nova fase está chegando.

O problema é que muitas mulheres foram ensinadas a suportar esses sintomas em silêncio. Como se sentir desconforto fosse uma obrigação natural da idade. Como se perder qualidade de vida fosse inevitável.

Não é.

Hoje a medicina oferece recursos que permitem compreender essas transformações de forma muito mais individualizada. Cada mulher vive essa fase de maneira única. Algumas apresentam sintomas intensos. Outras passam por mudanças mais discretas. Não existe uma regra universal, e é justamente por isso que o acompanhamento médico faz tanta diferença.

Mas existe algo que considero ainda mais importante do que os hormônios, os exames ou os tratamentos.

A forma como a mulher escolhe enxergar esse período da vida.

Aos 40 anos, muitas descobrem uma liberdade que não possuíam aos 20. Já não precisam provar tantas coisas. Aprendem a estabelecer limites. Passam a compreender melhor seus desejos, suas prioridades e aquilo que realmente faz sentido.

É uma fase em que a maturidade encontra a vitalidade. Em que a experiência se soma à autoconfiança. Em que muitas mulheres finalmente se autorizam a ocupar o centro da própria vida.

Por isso, quando uma paciente me pergunta se é normal mudar aos 40, minha resposta é sempre a mesma.

Sim, é normal.

O que não deveria ser normal é atravessar essas mudanças sem informação, sem acolhimento e sem cuidado.

A mulher de 40 anos não está perdendo juventude. Está ganhando consciência. Está descobrindo novas versões de si mesma. Está entendendo que beleza não é ausência de idade, mas presença de saúde, energia, autoestima e propósito.

E talvez essa seja a transformação mais bonita de todas.

Bruna Ghetti é ginecologista, especialista em mulheres 40+.

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Agro Mato Grosso

Carreta invade a contramão e mata motorista na BR-163 I Mato Grosso

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Segundo motorista da carreta, colisão ocorreu após uma frenagem brusca para impedir outro acidente

O motorista Wilson Honório dos Reis, de 59 anos, morreu após a picape que dirigia ser atingida de frente por um caminhão na noite desta segunda-feira (8), na BR-163, em Sinop (a 478 quilômetros de Cuiabá).

De acordo com o boletim de ocorrência, Wilson conduzia uma Fiat Strada quando foi atingido por um caminhão-trator que seguia no sentido Sinop-Itaúba.

Em depoimento aos policiais, o motorista do caminhão, de 54 anos, relatou que seguia pela rodovia quando, ao subir um viaduto, se deparou com outro caminhão seguindo à sua frente em baixa velocidade e sem sinalização luminosa adequada.

Para evitar uma colisão traseira, ele afirmou que realizou uma frenagem brusca. Durante a manobra perdeu o controle da direção, invadiu a pista contrária e bateu de frente contra a Fiat Strada conduzida por Wilson.

Com a força do impacto, o motorista da picape sofreu ferimentos graves e morreu ainda no local.

O condutor do caminhão realizou o teste do bafômetro, que apontou resultado negativo para consumo de bebida alcoólica.

A área foi isolada para os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), e o caso foi registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor.

 

A Polícia Civil investiga as circunstâncias do acidente.

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