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Agro Mato Grosso
VÍDEO: onça surpreende ao capturar jacaré gigante e ‘posar’ para foto em MT

A onça Bororo nasceu em 2017 e pesa mais de 100kg. Segundo o biólogo, a equipe acompanhava o animal havia cerca de uma hora antes do ataque.
Um vídeo que mostra a onça-pintada Bororo capturando um jacaré de quase dois metros foi divulgado nesta segunda-feira (23) nas redes sociais do biólogo João Biagini. As imagens foram registradas em junho de 2025, no Rio Três Irmãos, em Poconé, a 105 km de Cuiabá, dentro do Parque Estadual Encontro das Águas. O registro chama atenção pelo comportamento de caça do animal e pela força da espécie. (Video abaixo)
Bororo nasceu em 2017 e é filho de Akira, uma das onças mais antigas da região. Segundo o biólogo, a equipe acompanhava a onça havia cerca de uma hora antes do ataque. Durante esse período, o animal tentou outros botes, mas não teve sucesso.
De acordo com ele, esse tipo de situação é comum, já que a taxa de sucesso na caça varia entre 10% e 20%.
João explicou que a taxa de sucesso na caça varia entre 10% e 20%. Ele também afirmou que o alvo de Bororo era arriscado, por pesar mais de 60 kg e ter mais de dois metros de comprimento, o que o biólogo considera como um jacaré gigante.
“Ele estava caçando e já havia perdido algumas oportunidades, que é o comum para caçadores, né? […] Você pode ver que em cima do do barranco, na margem alta, ele tava bufando, porque é muito esforço. Mesmo que pareça que foi fácil, ele segurou o jacaré e ali ele tava respirando, ele estava se controlando. […] Como eles são acostumado com barco, parece que ele tava parado para poder mostrar para gente. Não, mas ali ele estava se recuperando”, relatou o biólogo.
A onça, da espécie Panthera onca, é um animal conhecido por evitar confrontos diretos, priorizando a intimidação por meio de vocalizações. Ainda assim, é um predador versátil, capaz de caçar em terra, na água e até saltando de árvores, além de ter grande habilidade para nadar.
VIDEO:
De acordo com o guia, todas as onças do parque são identificadas por nomes próprios, com base nas pintas de cada animal. Além de Bororo, há outros indivíduos conhecidos, como Marcela, Patrícia, Medrosa e Ousado. Este último é considerado um dos mais famosos do país.
“O Ousado caça mergulhando, é uma coisa nova para ciência também sobre as nossas onças-pintadas”, contou o biólogo.
O guia também explicou que as onças do Pantanal e do Cerrado costumam ser maiores do que as da Mata Atlântica. Segundo ele, enquanto animais desse bioma chegam a cerca de 70 quilos, no Pantanal e no Cerrado podem atingir até 140 quilos.
“Isso tudo por causa da floresta em si e da forma de caça. Um animal muito grande na Amazônia não conseguiria caçar tão bem no meio das árvores, por isso as onças dali são menores. Mas no Pantanal e o Cerrado, como é uma área mais aberta, elas alcançam um tamanho maior”, explicou.
Sobre o registro, o biólogo destacou que presenciar a cena é raro e valorizado por turistas que visitam a região.
“Esse momento foi sensacional, porque toda vez que a gente acompanha todo o processo e no final a gente é agraciado com a cena de um ataque bem sucedido, a gente fica muito feliz. É claro que envolve também a vida do jacaré, mas a gente entende a cadeia alimentar. E os turistas, muitos vêm com esse propósito de ver a onça e com o ‘plus’ de assistir um ataque”, completou.de assistir um ataque”, complementou.
🌳O parque
O Parque Estadual Encontro das Águas está localizado na confluência dos rios Cuiabá e Piquiri, na região de Porto Jofre, entre Poconé e Barão de Melgaço, municípios a 104 e 121 km de Cuiabá. A reserva contempla o maior número de onças-pintadas, com uma extensão de 108 mil hectares.
Os turistas podem passear de barco pelo bioma ao mesmo tempo em que fazem o monitoramento das onças de forma voluntária por meio de fotos e vídeos de diferentes aparições dos felinos.
Os guias orientam que o melhor momento para se deparar com os animais é entre os meses de julho e fim de setembro, quando começa o período da seca, o que faz com que os felinos procurem água e, com isso, ficam expostos às margens dos rios, sendo possível vê-los de uma distância segura.
Agro Mato Grosso
Pescadores relatam falta de água potável para consumo em comunidades no Pantanal de MT

Expedição pela região encontrou diversas irregularidades. Pesquisadores da UFMT trabalham num plano sobre a bacia hidrográfica do Rio Cuiabá.
O representante da Comunida Padilha, Adilson Mariano dos Santos, afirmou nesta terça-feira (17) que os pescadores do Pantanal em Mato Grosso, uma das maiores planíceis alagáveis, enfrentam dificuldades em acessar água potável para consumo há anos.
A fala foi dada durante coletiva de imprensa ao final de uma expedição que percorreu aproximadamente 900 km do Rio Manso ao Pantanal e reuniu 25 profissionais, incluindo pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que trabalham num plano hidrográfico do Rio Cuiabá.
“Antes da barragem, a gente vivia tomando água das nascentes, hoje não temos mais isso. Tomamos água de garrafão, antes não era assim”, afirmou Adilson.
Segundo ele, que também é pescador profissional, a comunidade espera por uma solução há anos.
“Quero deixar claro que antes, ninguém comprava água. Queremos uma solução para os pescadores”, contou.
Para a promotora de Justiça Ana Luiza Ávila Peterlini de Souza, da 15ª Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Cuiabá, a superfície de água no Pantanal sofreu uma redução de 70% nos últimos anos.
“Isso se reflete na qualidade de vida da população, principalmente da mais vulnerável. Estamos no Pantanal, a maior planície alagável do planeta, seja porque o acesso ao rio a água está poluída ou porque não tem água disponível para perfurar poços. Eles têm dificuldades e precisam comprar água na cidade”, disse.
Além da Comunidade Padilha, em Chapada dos Guimarães, outras sociedades também passam pela mesma dificuldade de falta de água, em Barão de Melgaço.
Comunidades com falta de água no Pantanal:
- Estirão Comprido;
- Porto Brandão;
- Croará;
- Rancharia;
- Piúva.
O grupo de profissionais identificou inúmeras irregularidades, como poluição do rio, descarte irregular de lixo nas margens, lançamento de esgoto sem tratamento e falta de saneamento básico.
A promotora destaca ainda que os empreendimentos que existem ao redor do Pantanal, como Usinas Hidrelétricas, geram severos impactos às comunidades e ao meio ambiente.
“Na planície alagável do Pantanal é proibida a instalação de usinas, então no entorno sempre há tentativas de instalação de novos empreendimentos, o que acaba afetando na disponibilidade de água no Pantanal, na reprodução dos peixes e uma série de impactos”, explicou.
A bacia hidrográfica do Rio Cuiabá é considerada uma região vermelha por ter o maior ponto de desova de peixes comerciais, como o pacu, de acordo com um estudo da Agência Nacional de Águas (ANA).
Ao todo, existem 54 empreendimentos hidrelétricos no estado, segundo levantamento da ANA, sendo 47 Pequenas Centrais Hidrelétricas e Centrais Geradoras Hidráulicas e sete usinas hidrelétricas.
Agro Mato Grosso
VÍDEO: cobra gigante atravessa estrada e é comparada com quebra-molas em MT

Engenheiro conduzia uma máquina agrícola e parou o veículo para permitir a travessia tranquila da sucuri pela estrada.
Uma cobra conhecida como sucuri-verde chamou atenção ao ser vista atravessando uma estrada rural de Campo Novo do Parecis, a 397 km de Cuiabá, nessa segunda-feira (10). O engenheiro agrônomo Carlos Eduardo Krampe dirigia uma máquina agrícola quando se deparou com a cena e comparou o animal com um quebra-molas, já que ela ocupava toda a pista.
Na gravação feita pelo engenheiro e compartilhada nas redes sociais, é possível ver o corpo da sucuri estendido por toda a estrada, enquanto a cabeça já estava dentro do córrego, ao lado da via, para onde ela seguiu (assista abaixo).
O biólogo Henrique Abrahão Charles explicou que o animal pertence à espécie eunectes murinus e, pelo tamanho, estava em fase reprodutiva. Segundo ele, a sucuri não teria percebido a aproximação da máquina agrícola e tentava se deslocar para se esconder ou caçar.
Henrique destacou ainda que a espécie costuma mudar de comportamento ao ser tocada e que é ectotérmica — depende de ambientes de terra e calor para metabolizar, por isso, é frequentemente vista nessas regiões.
“Ela está em seu habitat natural e as pessoas devem se atentar e respeitar a integridade do animal”, pontuou.
No vídeo postado nas redes sociais, internautas elogiaram a atitude do engenheiro pela atenção e preocupação com o animal, já que a sucuri corria risco ao atravessar uma via utilizada por veículos pesados.
🐍 Tipos de sucuris
De acordo com informações do Instituto Butantan, a sucuri-verde pode atingir até sete metros e pesar mais de 130kg e é considerada a maior serpente das Américas do Sul, Central e do Norte. Ela não é venenosa, porém constritora — usam a força muscular para imobilizar e matar suas presas por asfixia.
De acordo com o Butantan, a sucuri se alimenta somente de carne e caça por espreita, à beira da água. Maníferos, aves, répteis e peixes estão entre os principais alimentos da espécie.
🧐Há três tipos de sucuris no Brasil:
- A eunectes-murinus, conhecida como sucuri-verde, é encontrada em 20 estados. Ela é a mais comum na região Norte do país;
- Eunectes deschauenseei, conhecida como sucuri-malhada – é encontrada no Amapá e Pará;
- Eunectes notaeus, conhecida como sucuri-amarela – é encontrada no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
VIDEO:
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