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Alta em Chicago e dólar forte impulsionam preços de soja no Brasil; saiba as cotações

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Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja teve um dia mais firme no físico nesta quinta feira, com elevação das cotações e registro de negócios em diversas regiões. O movimento foi sustentado pela alta da Bolsa de Chicago, pela valorização do dólar frente ao real e por prêmios praticamente estáveis ao longo da sessão.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário favoreceu a participação dos produtores nas negociações. De acordo com ele, o produtor aproveitou o momento de preços melhores para avançar na comercialização, resultando em uma sessão mais ativa no mercado.

Nos portos, as cotações também apresentaram avanço. Em Paranaguá, os preços passaram de R$ 129,00 para R$ 131,00 por saca, enquanto no terminal de Rio Grande subiram de R$ 129,00 para R$ 132,00.

Saiba os preços de soja no Brasil:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 123,00 para R$ 126,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 124,00 para R$ 127,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 118,00 para R$ 120,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 108,00 para R$ 109,00
  • Dourados (MS): permaneceu em R$ 111,00
  • Rio Verde (GO): permaneceu em R$ 111,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 129,00 para R$ 131,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 129,00 para R$ 132,00

Soja em Chicago

No cenário internacional, os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Chicago. O mercado reagiu ao recrudescimento do conflito no Oriente Médio, que elevou os preços do petróleo para perto de US$ 80 o barril, movimento que acabou influenciando outras commodities, incluindo a soja.

Com o petróleo mais caro, cresce a expectativa de maior demanda por biodiesel, o que tende a sustentar os preços da oleaginosa. Esse cenário ocorre em meio às preocupações com possíveis restrições na oferta de petróleo após o fechamento do estreito de Ormuz, importante rota de transporte da commodity.

Apesar do suporte externo, os ganhos foram limitados por fatores fundamentais. Entre eles estão a entrada da maior safra da história do Brasil no mercado e as incertezas sobre o ritmo da demanda chinesa, que ainda geram cautela entre os investidores.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja com entrega em maio fecharam com alta de 9,75 centavos de dólar, ou 0,83 por cento, a US$ 11,79 1/4 por bushel. A posição julho encerrou a US$ 11,92 1/2 por bushel, com avanço de 9,50 centavos ou 0,80 por cento.

Entre os subprodutos, o farelo para maio recuou US$ 0,60, ou 0,16 por cento, para US$ 309,30 por tonelada. Já o óleo de soja com vencimento em maio subiu 2,11 centavos, ou 3,31 por cento, para 65,70 centavos de dólar por libra peso.

Câmbio

No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em alta de 1,33 por cento, cotado a R$ 5,2878 para venda e R$ 5,2858 para compra. Durante a sessão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2270 e a máxima de R$ 5,2938. A valorização do dólar frente ao real contribuiu para dar suporte às cotações da soja no mercado brasileiro.

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Escalada do conflito no Oriente Médio acende sinal de alerta para o milho brasileiro

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Mato Grosso consolida sua posição como o maior produtor de milho do Brasil, com uma estimativa de 51,7 milhões de toneladas para a safra 2025/26. No início deste ano, o estado já exportou 2,53 milhões de toneladas para 28 países, liderando os embarques nacionais. No entanto, o avanço do grão mato-grossense no mercado internacional agora enfrenta o desafio da instabilidade geopolítica no Oriente Médio.

O Irã, um dos destinos estratégicos do cereal, absorveu 9 milhões de toneladas do milho brasileiro em 2024, volume que responde por 20% de toda a exportação nacional. Atualmente, cerca de 80% do milho importado pelos iranianos tem origem no Brasil. A escalada das tensões envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos amplia as incertezas em torno dessa relação estratégica e acende um sinal de alerta no setor produtivo.

Na avaliação do presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), Paulo Bertolini, a preocupação central reside no impacto sobre o escoamento a partir do segundo semestre, quando o volume de embarques é mais expressivo. Ele destaca que o cenário traz instabilidade para todos os mercados de grãos, especialmente para o milho, que tem no Irã seu principal destino e parceiro comercial.

“A preocupação maior nossa seria no impacto sobre a exportação de milho a partir do segundo semestre, isso traz instabilidade para todos os mercados de grãos em especial o milho que tem o Irã como o seu principal destino e que tem nessa relação comercial o principal produto de troca”, afirma Bertolini. Ele espera que, até o período de pico, o conflito seja resolvido para que se possa “suprir o mercado do Oriente Médio como um todo, com milho brasileiro já conhecido e reconhecido como um milho de qualidade por aquelas nações”.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Qualidade e industrialização sustentam mercado

O diferencial competitivo de Mato Grosso é um dos trunfos para manter os mercados ativos mesmo em tempos de crise global. O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Matogrosso (Aprosoja MT), Lucas Costa Beber, explica que o milho do estado possui qualidade superior aos concorrentes da Ucrânia e dos Estados Unidos por ser colhido no período da seca.

Segundo ele, o mercado internacional tem procurado não apenas o grão, mas também o DDG (resíduo sólido com alto teor proteico). “Tem sido a salvação do produtor nesse período em que o produtor enfrenta, principalmente, altos custos na produção da soja e os preços baixos. O milho ainda tem um custo que dá uma certa dignidade ao produtor nesse período de crise”, ressalta Beber ao Canal Rural Mato Grosso.

Além da exportação, o cereal ganha relevância interna através da verticalização para a produção de biocombustíveis. Beber reforça que essa industrialização contribui diretamente para a arrecadação estadual e para o equilíbrio das contas dentro da porteira. Hoje, o estado já lidera a fabricação de etanol de milho, fornecendo energias limpas.

“Hoje, Mato Grosso já é o estado que mais industrializa milho para a produção de etanol de biocombustível, que são combustíveis limpos e renováveis, que tem uma contribuição com o meio ambiente e também com a arrecadação do nosso Estado”, completa o dirigente. Para ele, essa estrutura protege o produtor de oscilações bruscas no mercado externo.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Insumos e logística entram no radar

A logística de suprimentos também entra no radar de riscos, visto que o Irã forneceu ao Brasil cerca de 184 mil toneladas de ureia no último ano. Embora países como China e Rússia liderem o fornecimento de nitrogenados, a proximidade de exportadores como Omã e Catar com a zona de conflito gera apreensão sobre a disponibilidade de fertilizantes.

No curto prazo, a expectativa é de que o mercado se aproveite de especulações para elevar os preços dos insumos. “Eu acredito que no curto prazo pode impactar um pouco sim o custo dos fertilizantes e insumos e o mercado vai se aproveitar de especulações sobre isso”, pondera Lucas Costa Beber.

Ele acredita que, embora as rotas mundiais possam mudar, a demanda pelo alimento deve permanecer firme. Lucas cita que países como Israel também têm potencial para ofertar cloreto de potássio e nitrogenados. “Da mesma maneira que o país tem inteligência para iniciar e atacar durante uma guerra, eles têm inteligência para prepararem a sua produção”, observa o presidente da Aprosoja MT.

“Independente do regime que prevalece, para um regime se manter forte, ele precisa garantir a segurança alimentar da sua população”, acrescenta em entrevista ao Canal Rural Mato Grosso. Para a entidade, a necessidade do consumo básico das populações locais impede uma interrupção total das trocas comerciais, mantendo o milho brasileiro no radar dos compradores.

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Foto: Leandro Balbino/ Canal Rural MT

Incertezas atingem cadeia de proteínas

A instabilidade no Oriente Médio projeta sombras sobre o mercado de carnes, uma vez que o milho é o principal componente da ração animal. Frederico Tannure Filho, presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), alerta que o cenário de guerra pode desestimular o investimento em tecnologia nas fazendas, reduzindo a produtividade e, consequentemente, elevando o custo da proteína.

“E isso pode trazer aí uma redução de emprego de tecnologia nas lavouras de milho, onde vai trazer um impacto oriental na redução da produção e da produtividade. Então, consequentemente, vai aumentar o custo da produção da proteína”, explica Tannure. Como a região em conflito é uma grande compradora de carne brasileira, o imbróglio ameaça os fluxos de exportação.

O complexo de proteínas deve sentir os reflexos de forma integrada. Tannure ressalta que a queda na comercialização de um tipo de carne acaba impactando o valor das demais. “Quando uma proteína cai, outras acabam caindo, o preço também, uma impacta na outra, direta ou indiretamente, sempre há um reflexo”, avalia o presidente da Acrismat.

Ele aponta que o cenário gera incertezas para todo o complexo de carnes, incluindo frango e carne bovina. “É uma importante região compradora dessa proteína animal também, o frango por exemplo. Fala-se até numa possível redução também da comercialização da carne bovina”, pontua sobre os riscos para a pecuária mato-grossense.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Energia vira oportunidade no setor

Apesar do tom de alerta, o setor enxerga janelas de oportunidade no mercado de energia e na valorização das commodities agrícolas. Historicamente, a alta do petróleo atrai fundos de investimento para o setor de grãos, o que pode sustentar as cotações em períodos de inflação global e aumentar a demanda por biocombustíveis.

Lucas Costa Beber afirma que há uma tendência natural de busca por biodiesel e etanol de milho quando o combustível fóssil escasseia ou encarece. “Nós precisamos também focar nas energias, sabendo que o Irã e o Oriente Médio são grandes produtores de petróleo também, o que tende a encarecer os nossos custos”, analisa.

“Mas, por outro lado, tende a valorizar as commodities, já que em períodos de guerra, inflação, os fundos de investimento tendem a migrar para as commodities, o que melhora os preços e também uma maior demanda por biocombustíveis”, completa Beber. Ele vê o Brasil em destaque nessa transição energética durante períodos de crise.

O foco agora se volta para a visão estratégica de mercado para evitar que o mercado especulativo tente elevar custos de forma artificial. “Muitas vezes o mercado tenta se aproveitar dessas notícias para querer elevar os preços e os custos e tentar lucrar com isso. Nós temos que olhar, ter uma visão 360 graus”, conclui o presidente da Aprosoja MT.


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Consultoria eleva projeção da safra de soja do Brasil para 183,1 milhões de t

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Reprodução Soja Brasil

A consultoria Agroconsult revisou para cima sua estimativa para a safra brasileira de soja 2025/26, agora projetada em 183,1 milhões de toneladas. O novo número representa um aumento de 850 mil toneladas em relação à projeção inicial divulgada em janeiro e um crescimento de 6,4% na comparação com a temporada anterior.

A produtividade média nacional foi ajustada para 62,5 sacas por hectare, enquanto a área plantada permanece estimada em 48,8 milhões de hectares, avanço de 2,1% sobre o ciclo passado. A revisão reflete avaliações de campo realizadas pela consultoria, que apontam melhora no desempenho produtivo em grande parte das regiões produtoras.

Estimativa da consultoria

Segundo a consultoria, nove estados apresentam potencial produtivo acima de 62 sacas por hectare, entre eles Mato Grosso, Goiás, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, Rondônia e Bahia. No Mato Grosso, principal produtor do país, a produtividade média é estimada em 66 sacas por hectare, próxima ao recorde da safra passada. Já o Paraná pode alcançar 67 sacas por hectare, enquanto Goiás tem estimativa de 67 sacas por hectare, apesar do atraso na colheita.

Outros estados também apresentam bom desempenho. Minas Gerais tem produtividade estimada em 66,5 sacas por hectare, São Paulo em 63,5 sacas, Rondônia em 62,5 sacas, e a Bahia pode alcançar 68 sacas por hectare. Já Tocantins, Maranhão, Piauí e Pará devem registrar produtividade próxima de 60 sacas por hectare.

Perdas na soja no RS

Por outro lado, o Rio Grande do Sul é o único estado com perdas consolidadas, estimadas em cerca de 2 milhões de toneladas, devido à irregularidade das chuvas entre janeiro e fevereiro. Mesmo assim, o impacto negativo no estado é parcialmente compensado pelo bom desempenho das lavouras em outras regiões do país.

Colheita no país

Até o momento, a colheita da soja alcançava 44% da área plantada no Brasil, abaixo dos 52% registrados no mesmo período do ano passado. A consultoria ressalta que o monitoramento das condições climáticas e do peso dos grãos ainda poderá influenciar os números finais da safra nas próximas semanas.

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Falha no fornecimento de energia pode gerar indenização ao produtor rural, decide comissão da Câmara

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Foto: Agência Câmara de Notícias

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 1940/24, que determina o ressarcimento a produtores rurais que perderem produtos perecíveis em razão de falhas no fornecimento de energia elétrica.

A proposta estabelece que concessionárias de energia poderão ser obrigadas a indenizar produtores quando houver comprovação de que a interrupção no fornecimento ou oscilações na rede causaram prejuízos à produção.

O relator da matéria, deputado Tião Medeiros (PP-PR), recomendou a aprovação do texto. Segundo ele, a medida cria incentivos para que as distribuidoras atuem de forma mais preventiva.

A mudança fortalecerá os incentivos para a atuação proativa das distribuidoras, ao mesmo tempo em que responde a uma demanda dos produtores”, afirmou.

Comprovação das perdas

Pelo texto aprovado, o produtor rural que solicitar ressarcimento deverá apresentar documentação técnica que comprove que a perda foi causada pela falta de energia elétrica.

O valor da indenização será calculado com base no preço de mercado dos produtos na região, considerando o tipo de item perdido.

A proposta busca atender principalmente situações em que produtos perecíveis são comprometidos por interrupções no fornecimento de energia, como leite, carnes, ovos, frutas, hortaliças ou insumos que dependem de refrigeração.

Prazo para resposta da concessionária

O projeto também estabelece um prazo máximo de 30 dias para que a concessionária analise o pedido de ressarcimento apresentado pelo produtor.

Caso a empresa não responda dentro desse período, o valor da indenização deverá receber acréscimo de 10%, como forma de penalidade.

Autor da proposta, o deputado Marx Beltrão (PP-AL) afirma que o objetivo é reduzir os prejuízos enfrentados por produtores que dependem da estabilidade no fornecimento de energia.

Produtores rurais de todo o país têm amargado perdas significativas em razão das quedas recorrentes no fornecimento de energia elétrica ou das oscilações na tensão da rede”, destacou.

Próximos passos

O projeto ainda será analisado, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara. Se aprovado, o texto seguirá para o Senado.
Para virar lei, a proposta ainda precisa ser aprovada nas duas Casas do Congresso Nacional.

*Com informações da Agência Câmara de Notícias

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