Sustentabilidade
Indústria de calcário defende incentivar análise de solo e calagem no Plano Safra – MAIS SOJA

Países tropicais, como o Brasil, apresentam grande parte de suas terras com elevada acidez. Esta característica afeta os resultados do agronegócio brasileiro, tanto no volume colhido na agricultura como nas condições de pastagem.
Por isso, a Associação Brasileira dos Produtores de Calcário Agrícola (Abracal) vai sugerir que práticas como a calagem estejam presentes, de forma mais incisiva, no Plano Safra 2026-27. A ação se insere no pedido de sugestões que o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) está fazendo às entidades que atuam no segmento.
“O Brasil precisa de iniciativas que reforcem a análise de solo antes do acesso a qualquer linha de crédito. A obrigatoriedade da análise e da posterior execução da calagem tornaria o uso de recursos do Plano Safra mais eficiente”, afirma João Bellato Júnior, presidente da Abracal.
“A calagem está para a agricultura como o alicerce está para a construção civil. Ninguém começa a construir uma casa pelo telhado”, compara o engenheiro agrônomo Júlio César Assad de Mello, que acompanha empreendimentos agrícolas na região Sudeste do país. “O calcário é fundamental para quem tem a produtividade como objetivo”, completa o agrônomo.
“Fazer o básico”
A Abracal levou o debate sobre sugestões aos sindicatos estaduais, que também devem se manifestar levando em conta a realidade de suas regiões. A aplicação de calcário agrícola, atualmente, está perto de 57 milhões de toneladas anuais no país.
O consumo cresceu ao longo dos últimos 10 anos, principalmente em regiões de fronteira agrícola – o que atrela a calagem a resultados melhores. Porém, diante da instabilidade dos preços dos produtos agrícolas, o volume aplicado tem se mantido.
“A necessidade real do país fica perto dos 80 milhões de toneladas. Sentimos ainda que há muitos produtores que investem em insumos bem mais caros, mas deixam de fazer o básico, que é a correção da acidez natural dos solos”, disse Bellato.
Ainda não há estudos nacionais consolidados, mas dados estaduais sinalizam a necessidade de debate sobre a acidez do solo no Plano Safra. Levantamento da Secretaria da Agricultura de São Paulo cita que apenas 46,7% das propriedades realizam análise de solo e 32,87%, adotam a calagem.
Além da produtividade, o calcário auxilia na recuperação de terras degradadas, que hoje deixam de ser utilizadas por questões como a erosão. “Corrigir a acidez do solo também se mostra uma providência de características ambientais”, diz Bellato.
Fonte: ABRACAL
Sustentabilidade
Área de arroz plantada no Estado recua 8% na safra 2025/2026 – MAIS SOJA

O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) divulgou, nesta quinta-feira (12/2), a estimativa para a safra 2025/2026 de arroz no Rio Grande do Sul. Os dados foram apresentados durante encontro com a imprensa, na sede da autarquia, em Porto Alegre, pelo presidente do Irga, Alexandre Velho, e por técnicos do Instituto.
A projeção aponta retração de 8,06% na área semeada em relação ao ciclo anterior. Na safra 2024/2025, o Estado registrou 970.194 hectares cultivados. Para 2025/2026, o plantio foi de 891.908,5 hectares.
Segundo o presidente do Irga, a redução reflete o cenário desafiador enfrentado pelos produtores em 2025, marcado por dificuldades no acesso ao crédito e pelos elevados custos de produção do cereal. A estimativa inicial de plantio, que era de 920 mil hectares, foi revisada para cerca de 892 mil hectares.
As seis regiões arrozeiras do Estado, distribuídas em 135 municípios, registraram queda na área plantada, com variações entre 4% e 11%, resultando na média geral de retração de 8,06%.
“Isso deve resultar em uma produção menor em relação à safra anterior. No entanto, o resultado final dependerá das condições climáticas ao longo do ciclo da cultura, especialmente na fase de floração, quando a luminosidade tem impacto significativo”, avaliou Alexandre Velho. A expectativa é que a produtividade fique entre 8.500 e 9.000 quilos por hectare na atual safra, projeta o presidente do Irga.
O presidente também destacou a necessidade de equilíbrio entre oferta e demanda. “Precisamos buscar alternativas para ampliar o consumo no mercado interno e fortalecer as exportações do grão”, afirmou.
Genética Irga
Representando a Diretoria Técnica do Irga, o engenheiro agrônomo Luiz Fernando Siqueira apresentou os dados detalhados e contextualizou o cenário atual. Segundo ele, o Instituto realiza acompanhamento semanal desde o início da semeadura até o encerramento da colheita. As cultivares desenvolvidas pelo Irga estão presentes em 58,05% da área plantada, que corresponde a cerca de 70% da produção brasileira.
“A genética desenvolvida pelo Instituto e a atuação pública no setor demonstram a força do Rio Grande do Sul na orizicultura em relação a outras culturas agrícolas. O acompanhamento técnico e os levantamentos periódicos serão fundamentais para atualizar os dados ao longo do ciclo”, destacou.
O Irga reforça que seguirá monitorando a evolução da safra e as condições climáticas nos próximos meses — fatores que poderão influenciar diretamente o desempenho final da produção gaúcha, responsável pela maior parte do arroz colhido no país.
Dados apresentados
- Safra 2025/2026 – Arroz irrigado no RS
- Área semeada: 891.908,5 hectares
- Safra (2024/2025): 970.194 hectares
- Variação: redução de 8,06% na área plantada
A nova estimativa confirma retração na área destinada ao arroz irrigado no Rio Grande do Sul em comparação ao ciclo anterior.
Fonte: IRGA
Sustentabilidade
Influência das chuvas na colheita sobre a qualidade das sementes de soja – MAIS SOJA

Em lavouras destinadas a produção de sementes de soja, os cuidados com a implantação da cultura, tratos culturais e manejo fitossanitário são ainda maiores. Nessas lavouras, além da obtenção de altas produtividades, é essencial garantir a qualidade do produto, assegurando bons atributos fisiológicos, genéticos, físicos e sanitários das sementes produzidas.
Sobretudo, mesmo com uma boa condução da lavoura ao longo do ciclo, as sementes de soja estão sujeitas a influência de fatores que podem depreciá-las, reduzindo sua qualidade. Um desses fatores, é a deterioração por umidade. De acordo com Aguila; Agula; Theisen (2011), as condições climáticas que ocorrem da maturação à colheita podem determinar se uma semente poderá ser armazenada satisfatoriamente ou não.
Quando a planta atinge a maturidade fisiológica, há o máximo de germinação e vigor nas sementes. Após a maturação fisiológica, a semente pode ser considerada como armazenada a campo, enquanto a colheita não se processa (Aguila; Agula; Theisen, 2011). Nesse intervalo entre maturação e colheita, a ocorrência de chuvas, desencadeando processos de hidratação e desidratação das sementes pode acelerar a deterioração por umidade, reduzindo atributos quantitativos das sementes como germinação e vigor. Essa condição é ainda mais agravada quando a ocorrência de chuvas é associada a altas temperaturas.
As alterações fisiológicas das sementes em função desse processo ocorrem concomitantemente com o processo de alterações físicas, resultando em severa degradação dos principais componentes da soja que são lipídios e proteínas, na degradação de membranas celulares e de organelas subcelulares, interagindo com processos oxidativos, resultando em reduções de germinação e do vigor (França-Neto et al., 2016).
O atraso na colheita, expondo a semente a sucessivas hidratações e desidratações, provoca rugas no tegumento e a semente torna-se quebradiça quando seca, levando a um aumento da ocorrência de danos mecânicos por ocasião da trilha. Além disso, a ruptura do tegumento acaba servindo como porta de entrada para patógenos, como os fungos do gênero Phomopsis, reduzindo a tanto a qualidade fisiológica quanto a sanitária das sementes (Aguila; Agula; Theisen, 2011).
Figura 1. Processo de alterações físicas, devido à oscilação do teor de água da semente de soja em função das condições de umidade ambiental, que resultam no aparecimento de rugas na semente de soja, características da deterioração por umidade.
Nesse contexto, o atraso da colheita, especialmente em lavouras destinadas à produção de sementes, pode comprometer a qualidade da soja, afetando inclusive sua classificação. Assim, o planejamento das lavouras de sementes, desde a implantação até a condução e a colheita, é determinante para o sucesso da atividade, tornando o processo, sem dúvidas, mais complexo e criterioso do que a produção de grãos.

Referências:
AGUILA, L. S. H.; AGUILA, J. S.; THEISEN, G. PERDAS NA COLHEITA DA SOJA. Embrapa, Comunicado Técnico, n. 271, 2011. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/79567/1/comunicado-271.pdf >, acesso em: 12/02/2026.
FRANÇA-NETO, J. B. et al. TECNOLOGIA DA PRODUÇÃO DE SEMENTE DE SOJA DE ALTA QUALIDADE. Embrapa, Documentos, n. 380, 2016. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/151223/1/Documentos-380-OL1.pdf >, acesso em: 12/02/2026.

Sustentabilidade
Conab eleva estimativa da produção de soja para 178 milhões de t

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou para 178 milhões de toneladas a estimativa de produção de soja na safra 2025/26, segundo o 5º Levantamento da Safra de Grãos divulgado nesta quinta-feira (12). O volume representa aumento de 6,5 milhões de toneladas em relação ao ciclo anterior e configura novo recorde na série histórica da estatal.
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Na comparação com o levantamento anterior, quando a projeção era de 176,1 milhões de toneladas, houve um acréscimo de 1,9 milhão de toneladas, o que corresponde a uma alta de aproximadamente 1,1%.
De acordo com a Conab, as condições climáticas no período analisado favoreceram o desenvolvimento das lavouras nas principais regiões produtoras do país. A colheita da oleaginosa já foi iniciada na maior parte dos estados e atinge 17,4% da área cultivada, percentual superior ao registrado no mesmo período do ano passado e pouco abaixo da média dos últimos cinco anos, conforme o Progresso de Safra divulgado nesta semana.
Em Mato Grosso, principal estado produtor, a colheita alcança 46,8% da área plantada. As produtividades observadas até o momento estão próximas das estimativas iniciais, reforçando a perspectiva de safra cheia.
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