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‘Minha mãe e minha avó me ensinaram a plantar’: horta comunitária mantém viva tradições

Faz um ano que a rotina de Vera Lúcia Silva de Souza, de 74 anos, começa cedo. Ela molha as plantas de casa e encara a pé a descida íngreme desde o alto do Morro do Salgueiro, na zona norte do Rio de Janeiro. Na parte baixa da comunidade, fica a horta comunitária onde trabalha para complementar a renda.

Vera é integrante do Coletivo de Erveiras e Erveiros do Salgueiro. Desde 2019, o grupo se reúne para catalogar espécies e saberes e manter vivas plantas que são conhecidas dos moradores, mas não de todo mundo no asfalto.
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A área de plantio é uma das 84 hortas mantidas pelas comunidades com o apoio da Prefeitura do Rio, por meio do programa Hortas Cariocas, criado há cerca de 20 anos. Em 2025, de acordo com a Secretaria de Ambiente Clima, a produção dessas hortas foi de 74 toneladas. No Salgueiro, a colheita foi de 700 kg.
Memórias de infância
Vera Lúcia explica que acorda cedo porque é melhor mexer na terra pela manhã, quando a temperatura está mais amena e a água não queima as plantas.
“Molhamos primeiro e limpamos para replantar. Por causa do verão, muita coisa fracassou. Aqui pega muito Sol”, conta.
Faz um tempo que Vera decidiu buscar nas memórias de infância incentivo para colocar as mãos na terra outra vez. As lembranças são da época em que os remédios eram feitos em casa, pela mãe e pela avó, com quem ela conheceu ervas e aprendeu receitas passadas de geração em geração.
“Eu nasci lá no alto do morro”, conta Vera, apontando em direção a uma área que fica ainda mais alto do que sua casa, mas onde não existem mais moradias. “Eu vim para cá com 14 anos. Aqui, minha mãe e minha avó me ensinaram a plantar, a fazer um chá, um xarope, um tempero. Eu me lembro bem”, afirma.
Localizada nas franjas do Parque Nacional da Tijuca, a casa de Vera é rodeada de árvores, uma realidade atípica entre as favelas cariocas, que costumam marcar temperaturas mais quentes que a média da cidade.
Com um quintal fresco, não é só na horta comunitária que ela cultiva memórias. “Está sentindo esse cheiro? São as minhas plantas. Tem saião, alfavaca, assa-peixe, ora-pro-nóbis, do grande, que dá uma flor rosa, bem bonita”, apresenta a erveira.
Os canteiros transformaram a casa de Vera em uma referência no morro. “Tem muita muda aqui. Umas, a gente planta no mato, outras, quando me pedem, eu doo um mucadinho [pouquinho]”, revela. “Meu boldo, por exemplo, já está quase acabando. As casas aqui são apertadinhas, nem todo mundo tem espaço”.
Diversidade de opções
Em um vídeo sobre a horta comunitária, Marcelo Rocha, que é integrante do mesmo coletivo, compara a pequena quantidade de opções nas prateleiras com a diversidade que as populações consumiam quando cultivavam em seus quintais:
“É comum ir ao supermercado e encontrar apenas alface, cheiro verde e rúcula. Mas temos uma infinidade de plantas comestíveis conhecidas da minha avó, da minha bisavó, como ora-pro-nóbis, caruru, alemirão, taioba serralha”, citou.
Sem placa ou aviso na entrada, a horta do Salgueiro só é conhecida pelos moradores. Ali, as ervas são cultivadas, assim como outros alimentos, que depois também são doados para a Escola Municipal Bombeiro Geraldo Dias.
Membro do coletivo, Walace Gonçalves de Oliveira, de 66 anos, conhecido por Tio Dadá, acrescenta que até mesmo profissionais de saúde indicam as ervas e alimentos da horta comunitária a seus pacientes.
“Tem gente que precisa especificamente de uma verdura ou legume. Aí, o pessoal do postinho manda vir buscar aqui conosco”.
Da remoção ao plantio
O espaço usado pelo coletivo para a horta surgiu após uma desapropriação. Estabelecida em encostas íngremes, uma vila inteira de casas foi removida por causa do risco de deslizamento.
De chapéu e enxada em punho, Tio Dadá lembra que a comunidade transformou a área, cheia de lixo, em uma horta produtiva:
“A gente tem aqui berinjela, alface, chicória, cenoura. Temos bastante coisa. Tem também limão e tem uma laranja que quase ninguém conhece, vermelha por dentro, a laranja sanguínea, muito boa”, conta ele, que tem suas preferências: “Ora-pro-nóbis é muito bom no franguinho, na carne assada. Eu não uso no chá, não gosto”, destaca.
Alimento e cidadania
Segundo a prefeitura, as hortas urbanas têm reduzido índices de ocupação irregular de terrenos ociosos e elevado os níveis de inclusão social, além de propiciar aos moradores da comunidade alimentação livre de transgênicos e agrotóxicos.
A secretária da pasta de Ambiente e Clima da cidade do Rio de Janeiro, Tainá de Paula, afirma que o suporte técnico da secretaria é contínuo. “Temos uma entrega ininterrupta de sementes, que ficam sempre disponíveis para retirada”.
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Novo método da Embrapa estima pegada hídrica de herbicidas até 116 vezes maior na cana-de-açúcar

Estudo da Embrapa Meio Ambiente (SP) propõe um novo método para calcular a pegada hídrica cinza — indicador que estima, de forma hipotética, o volume de água necessário para diluir poluentes até concentrações consideradas seguras — que considera o efeito conjunto de diferentes herbicidas presentes nos recursos hídricos.
Ao aplicar a abordagem a produtos utilizados na cultura da cana-de-açúcar, a pesquisa constatou que a estimativa pode ser até 116 vezes maior que a obtida pelo método tradicional.
Enquanto o método tradicional considera cada herbicida isoladamente, o novo modelo leva em conta seus mecanismos de ação e os efeitos que podem produzir em conjunto sobre organismos aquáticos. A pegada hídrica cinza não corresponde ao consumo real de água, mas a um volume virtual utilizado para dimensionar o impacto da contaminação sobre os recursos hídricos.
A pesquisa, desenvolvida pelo pesquisador da Embrapa Meio Ambiente Lourival Paraíba, não trata da mistura de produtos na calda — preparação feita no tanque do pulverizador para aplicação na lavoura —, mas da ocorrência conjunta de diferentes herbicidas nos recursos hídricos como consequência das aplicações agrícolas.
Na agricultura, parte dos produtos aplicados pode ser transportada pela chuva até rios e córregos ou infiltrar-se no solo e alcançar águas subterrâneas. Nesse percurso, resíduos de diferentes herbicidas podem ocorrer simultaneamente nos recursos hídricos, situação considerada pelo novo método de cálculo.
Segundo Paraíba, essa dimensão do impacto ambiental ainda é pouco percebida no campo. “A pegada hídrica cinza é, em essência, a conta que a natureza paga para limpar a água supostamente contaminada pela agricultura”, explica.
O pesquisador ressalta que o indicador vem ganhando importância também em sistemas de certificação agrícola. “Para os produtores de cana, isso é relevante porque as certificações internacionais — inclusive as que habilitam a exportação de etanol — já começam a exigir esse cálculo”, afirma.
Um impacto muito maior
O estudo analisou 17 herbicidas pertencentes a sete grupos de classificação do Herbicide Resistance Action Committee (HRAC). Ao comparar o método tradicional, conhecido como H-model, com o modelo proposto na pesquisa, a diferença encontrada foi expressiva.
A comparação entre os dois métodos revelou uma diferença expressiva: com o novo modelo, a estimativa da pegada hídrica cinza dos 17 herbicidas foi cerca de 116 vezes maior que a obtida pelo método tradicional. “Quando calculamos a pegada hídrica cinza total dos 17 herbicidas pelo H-model, chegamos a 49,5 bilhões de metros cúbicos. Quando usamos o modelo que propusemos, o valor sobe para 5,74 trilhões de metros cúbicos”, observa Paraíba.
A diferença não ocorre simplesmente porque foram considerados mais produtos, mas sim porque o novo método leva em consideração o comportamento conjunto dos herbicidas de acordo com seus mecanismos de ação.
De acordo com o pesquisador, o método tradicional considera cada herbicida isoladamente. “O problema é que na cana são usados até 17 herbicidas diferentes em uma safra nacional”, afirma.
Ao incorporar a ocorrência conjunta dos produtos nos recursos hídricos e considerar dados de toxicidade para organismos aquáticos, como algas, crustáceos e peixes, o novo método produz estimativas mais elevadas. Nas simulações realizadas, em 95% dos casos, a diferença em relação ao método tradicional variou de 69 a 195 vezes.
O que muda?
A principal inovação metodológica do estudo é combinar a classificação HRAC com dois princípios utilizados na avaliação toxicológica de misturas: a Adição de Concentrações (CA) e a Ação Independente (IA).
Paraíba pontua que, quando substâncias atuam sobre o mesmo mecanismo biológico, sua ação é considerada aditiva. Já quando apresentam mecanismos de ação diferentes, são tratadas como independentes.
“Quando duas substâncias atacam o mesmo mecanismo biológico, seus efeitos se somam. Quando atacam mecanismos diferentes, agem de forma independente – e o efeito total é determinado pelo mais tóxico, não pela soma”, enfatiza.
A classificação HRAC permitiu aplicar essa lógica ao cálculo da pegada hídrica cinza. Para testar a robustez dos resultados, foram realizadas 10 mil simulações de Monte Carlo, método estatístico que repete os cálculos variando parâmetros sujeitos a incertezas. Entre eles estão a toxicidade dos produtos, o escoamento provocado pela chuva e sua degradação no solo. “Isso é muito mais honesto do que um número pontual”, avalia o pesquisador.
Comparação dos escores de herbicidas: modelo CA (determinístico, todos os
herbicidas; barras azuis) versus modelo IA (baseado na classificação HRAC, barras laranjas). Valores mais baixos de escore indicam menor pegada hídrica cinza por hectare.
Número de herbicidas
Um dos resultados mais relevantes foi a influência do número de herbicidas pertencentes ao mesmo grupo de mecanismo de ação. Nas simulações, um dos sete grupos analisados, formado pelos herbicidas ametryn, diuron, hexazinone, metribuzin, tebuthiuron e amicarbazone, predominou em 99,7% dos casos.
“O fato de a pegada hídrica cinza ser governada pelo tamanho do grupo HRAC, e não
pela toxicidade individual de cada herbicida, parece contraintuitivo à primeira vista”, salienta Paraíba.
Segundo o pesquisador, quanto maior o número de herbicidas pertencentes ao mesmo grupo, maior pode ser o impacto acumulado. Por isso, o estudo recomenda evitar, sempre que possível, a combinação de vários produtos com o mesmo mecanismo de ação. Uma das recomendações práticas é evitar, sempre que possível, a combinação de herbicidas com o mesmo mecanismo de ação.
E o glifosato?
O estudo também ajuda a contextualizar o papel do glifosato nessa avaliação específica. Embora o produto seja frequentemente associado a debates ambientais, Paraíba ressalta que a pesquisa não avaliou todos os aspectos relacionados ao herbicida.
“O debate sobre glifosato envolve muitas dimensões – toxicidade humana, biodiversidade, resistência – que estão fora do escopo deste trabalho”, esclarece.
Na métrica analisada, relacionada especificamente à pegada hídrica cinza e ao impacto sobre organismos aquáticos, o glifosato apresentou desempenho comparativamente melhor. Entre os produtos avaliados, mostrou toxicidade aguda relativamente baixa para algas, crustáceos e peixes.
“Isso não significa que é inofensivo em termos gerais. Significa apenas que, sob a ótica específica da diluição em corpos hídricos, ele impôs menor demanda de água limpa do que outros herbicidas analisados”, revela.
Recomendações para o manejo
De acordo com o cientista, a pesquisa apresenta três recomendações principais para os produtores de cana que desejam reduzir a pegada hídrica cinza associada ao uso de herbicidas.
- A primeira é priorizar herbicidas de grupos HRAC pequenos ou isolados, como glifosato (G), isoxaflutol (F1) e clomazone (F4), classificados no estudo entre aqueles de menor impacto sobre a água.
- A segunda é evitar a mistura de dois ou mais herbicidas pertencentes ao mesmo grupo HRAC em uma mesma aplicação, uma vez que seus efeitos podem se somar.
- A terceira é que, quando for necessário utilizar produtos com o mesmo mecanismo de ação, seja empregado apenas um representante do grupo, evitando a combinação de dois ou mais produtos dessa classificação.
“Essas três regras têm o potencial de reduzir substancialmente a pegada hídrica cinza sem comprometer o controle de plantas daninhas – desde que o manejo integrado seja feito com critério e com orientações agronômicas”, ensina Paraíba.
Metodologia pode ser aplicada a outras culturas
Embora o estudo tenha como foco a cana-de-açúcar, a metodologia proposta pode ser aplicada a outras culturas que utilizam pesticidas. “A metodologia desenvolvida – combinar a classificação HRAC com o princípio de Ação Independente (IA) e a simulação de Monte Carlo – é completamente transferível para qualquer outra cultura que use aplicações de vários herbicidas: soja, milho, algodão ou café”, destaca o pesquisador.
Paraíba também defende a atualização dos protocolos utilizados por sistemas de certificação agrícola, de forma que o cálculo da pegada hídrica considere de maneira mais adequada os efeitos das misturas nos organismos aquáticos.
Para ele, a preocupação central deve ser a proteção da água como recurso compartilhado. “A água é um bem compartilhado. O herbicida que o produtor aplica em sua lavoura hoje pode estar no rio que abastece uma cidade a quilômetros de distância amanhã. Isso não é uma acusação – é uma realidade física”, pondera.
A pesquisa busca justamente transformar conhecimento científico em alternativas aplicáveis ao campo. “Pequenas mudanças nas escolhas de herbicidas podem reduzir significativamente esse impacto, sem comprometer a produção”, conclui.
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Sistema Faep pede mais prazo para entrega da declaração do ITR 2026

O Sistema Faep pediu à Receita Federal a prorrogação, por 15 dias, do prazo para entrega da Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) de 2026.
O pedido foi feito por ofício, após produtores rurais do Paraná relatarem travamento e inoperância no sistema, além de dificuldades para concluir o envio. O prazo vigente termina na próxima quarta-feira (30).
Os relatos também envolvem a forma de entrega exigida para imóveis rurais com mais de 100 hectares. Até 21 de setembro, esses contribuintes precisavam usar o serviço online. No entanto, inconsistências cadastrais que não eram recuperadas pelo sistema dificultaram o preenchimento e a transmissão das declarações. Naquela data, a Receita Federal passou a permitir que esse grupo também utilizasse o Programa ITR 2026, instalado no computador.
“Os produtores precisam de condições para cumprir essa obrigação. A lentidão no sistema e a mudança nas opções de entrega nos últimos dias justificam a prorrogação […]”, destaca o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.
Como fazer a DITR
A DITR é obrigatória para pessoas físicas e jurídicas proprietárias, titulares do domínio útil ou possuidoras de imóvel rural. Quem entregar a declaração após o prazo está sujeito a multa de 1% ao mês ou fração de atraso, calculada sobre o imposto devido, com valor mínimo de R$ 50.
A falta de entrega também pode impedir a emissão da Certidão Negativa de Débitos do imóvel e dificultar o acesso ao crédito rural.
A declaração pode ser feita pelo Portal de Serviços da Receita Federal. Após entrar com uma conta gov.br de nível Prata ou Ouro, o contribuinte deve selecionar “Imóveis” e, em seguida, “Minhas Declarações do ITR”. A Receita publicou um passo a passo para o preenchimento.
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Sistema brasileiro de produção de carne de aves e mel é validado pela União Europeia

A qualidade do sistema brasileiro de produção de carne de aves e mel foi considerada satisfatória pela Direção-Geral de Saúde e Segurança dos Alimentos (DG Santé), da Comissão Europeia, em relatório publicado nesta segunda-feira (28).
O documento, elaborado após a auditoria realizada pelas autoridades sanitárias da União Europeia, concluiu “que o arcabouço legal, os procedimentos, a capacitação dos fiscais e os controles oficiais brasileiros são capazes de fornecer as garantias exigidas pela legislação europeia”.
A missão europeia realizou visitas a estabelecimentos produtivos brasileiros – carne de aves e produtos avícolas, mel e produtos apícolas, e órgãos oficiais – entre os dias 24 de agosto e 4 de setembro, verificando a proibição do uso de antimicrobianos como promotores de crescimento e aumento de rendimento ao longo da cadeia desses produtos.
“Essa avaliação da missão técnica europeia sobre a carne de frango e o mel brasileiros só confirma o que já sabíamos: a excelência e a solidez do nosso sistema de defesa agropecuária. Ser aprovado representa o reconhecimento de um trabalho sério, rigoroso e permanente desenvolvido pelos nossos produtores”, afirma o ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), André de Paula.
Brasil na lista de fornecedores
A avaliação positiva apresentada pela DG Santé representa mais um passo no processo de reinclusão do Brasil na lista de fornecedores do bloco europeu.
Desde a decisão anunciada pela União Europeia, no último dia 12 de maio, o governo brasileiro tem buscado manter dialogo político e técnico com as autoridades do bloco. O Mapa ressalta que o país implementou as medidas necessárias ao atendimento dos requisitos aplicáveis e apresentou a documentação e as informações pertinentes às cadeias de produtos de origem animais destinados à exportação.
Durante a missão, as equipes técnicas brasileiras apresentaram os procedimentos e controles adotados no país, permitindo a verificação, em campo, da estrutura e do funcionamento do sistema oficial de defesa agropecuária brasileiro.
Em termos práticos, o resultado da auditoria não aponta impedimento técnico à reinclusão do Brasil na lista de países exportadores de carne de aves e mel para a UE.
Agora, o Mapa aguarda o cumprimento, por parte da União Europeia, das etapas administrativas necessárias para a conclusão do processo. O ministério mantém o diálogo técnico com as autoridades do bloco e acompanha as próximas etapas para a reinclusão do Brasil na lista de países autorizados a exportar carne de aves e mel ao bloco, que inclui o procedimento regulatório europeu necessário para essa retomada.
O Ministério da Agricultura e Pecuária solicitou a inclusão do relatório na pauta da reunião técnica do Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos e Rações (Scopaff) da Comissão Europeia, responsável pela decisão final, que vai acontecer nos dias 20 e 21 de outubro de 2026.
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