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9 de junho de 2026

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Estudo aponta entraves e caminhos para ampliar uso da agricultura 4.0 no Brasil

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Imagem: Jcomp/Freepik

Um estudo publicado na revista Agricultural Systems identificou os principais fatores que influenciam a adoção de tecnologias da chamada agricultura 4.0 no Brasil e propõe estratégias para ampliar seu uso de forma eficiente e sustentável no campo.

A pesquisa integra as ações do Centro de Ciência para o Desenvolvimento em Agricultura Digital (Semear Digital), sediado na Embrapa Agricultura Digital, em Campinas (SP), com apoio da Fapesp.

Lacuna entre tecnologia e campo ainda é desafio

O estudo parte de uma constatação recorrente no setor: muitas tecnologias desenvolvidas não chegam ao produtor ou não geram o impacto esperado.

“Ainda existe uma lacuna grande entre o que é desenvolvido na academia e o que chega de fato ao campo”, afirma o pesquisador Jayme Barbedo, coautor do estudo.

Para entender esse cenário, os pesquisadores analisaram 18 fatores determinantes da adoção tecnológica, divididos em dimensões sociais, políticas e tecnológicas.

Conectividade rural é fator central

Entre os principais fatores identificados, a conectividade rural aparece como elemento estruturante.

Apesar dos avanços no acesso à internet, ainda há falhas importantes nas áreas produtivas, o que limita o funcionamento de tecnologias como sensores e internet das coisas (IoT).

“Boa parte dos produtores tem internet em casa, mas não na área de produção, onde essas tecnologias precisam operar”, destaca Barbedo.

Jovens são ponte para inovação no campo

O estudo também aponta o papel estratégico dos jovens na transformação digital do agro.

Segundo os pesquisadores, essa geração atua como elo entre a realidade do campo e as novas tecnologias, ajudando a impulsionar a inovação dentro das propriedades.

No entanto, a permanência dos jovens no meio rural depende de infraestrutura e oportunidades.

Informação e políticas públicas fazem diferença

Outro ponto destacado é a circulação de informação. A falta de acesso a tecnologias em algumas regiões aumenta a resistência à adoção.

Para reduzir essa barreira, os pesquisadores sugerem iniciativas como fazendas-modelo e demonstrações práticas, que permitem ao produtor avaliar resultados antes de investir.

Na área de políticas públicas, o estudo indica que as estratégias devem ser adaptadas ao perfil do produtor.

Enquanto grandes produtores avançam mais rapidamente na adoção tecnológica, pequenos e médios enfrentam limitações financeiras e de capacitação.

Escala responsável

Um dos conceitos centrais do estudo é o de “escala responsável”. A proposta é que a expansão da agricultura 4.0 leve em conta impactos sociais, ambientais e econômicos, evitando ampliar desigualdades ou comprometer metas de sustentabilidade.

Isso inclui ações como:

  • ampliação da conectividade rural
  • capacitação contínua de produtores
  • acesso a crédito
  • regras claras sobre uso de dados
  • monitoramento de impactos ambientais
  • Tecnologia precisa gerar impacto real

Para os pesquisadores, estudos desse tipo ajudam a orientar decisões estratégicas no agro.

“É fundamental direcionar esforços para tecnologias que realmente tragam impacto para o produtor”, afirma Barbedo.

O cenário, no entanto, segue em rápida transformação, especialmente com os avanços da inteligência artificial, o que exige atualização constante das estratégias.

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Safra de milho 2025/26 no RS avança e setor define sedes da colheita oficial de 2027

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A Câmara Setorial do Milho do Rio Grande do Sul avaliou, nesta terça-feira (9), que a safra 2025/26 do cereal no estado tem desempenho positivo, com colheita entre 95% e 98% da área plantada, segundo dados apresentados na reunião virtual promovida pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). O encontro também confirmou Santo Ângelo e Entre-Ijuís, na região das Missões, como municípios-sede da abertura oficial da colheita do milho da safra 2026/27, prevista para janeiro de 2027.

De acordo com os números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram semeados 831.496 hectares de milho no estado. A produtividade estimada é de 7.757 quilos por hectare, com projeção de produção de 6.447.934 toneladas, caso os dados sejam confirmados ao fechamento da safra. A estimativa equivale a 129 sacas por hectare, considerando áreas de sequeiro e irrigadas.

Na reunião, representantes do setor também discutiram a ampliação da área irrigada. Segundo a Seapi, o programa Irriga+ RS está na fase 3, após expansão de cerca de 25 mil hectares nas duas etapas anteriores. Nesta fase, a subvenção tem teto de 20% do valor do projeto, limitada a R$ 150 mil por produtor, com R$ 10 milhões já disponibilizados. O edital 01/2026 permanece aberto para adesão até quinta-feira (30 de outubro).

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Outro ponto foi o programa Milho 100%, apresentado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). A iniciativa prevê a distribuição de até quatro sacas de sementes por beneficiário, com recursos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) e contratos firmados via Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais (Feaper). Os pedidos de cultivares podem ser feitos entre segunda-feira (2) e sexta-feira (19).

O custo da energia elétrica e a segurança jurídica para uso da água também entraram na pauta. Integrantes da Câmara relataram que esses fatores influenciam a decisão de investir em irrigação. Segundo a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), a Instrução Normativa da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) nº 04/2026 passou a dispensar a outorga de água, desde que o pedido tenha sido formalizado pelo produtor rural.

Com a safra em fase final de colheita e programas estaduais em execução, o setor acompanha a consolidação dos números de produção e a adesão dos produtores às políticas de sementes e irrigação. A definição da data exata da abertura oficial da colheita de 2027 ainda depende de deliberação do grupo de trabalho responsável pelo evento.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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‘Onde há fome, não há paz’: ex-ministro destacará segurança alimentar no Fiap 2026

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Foto: Arquivo Canal Rural

O Brasil como fonte de alimentos e energia para o futuro do planeta é o tema que o professor e ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, ministrará no Fórum Internacional de Agropecuária (Fiap), em 18 de junho, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

Como um dos maiores especialistas brasileiros quando o assunto é agronegócio, Rodrigues tem feito questão de destacar um mantra que dá ênfase à importância do setor: “onde há fome não haverá paz”.

A declaração resume a crescente preocupação diante do avanço da insegurança alimentar em diversas partes do mundo. O ex-ministro tem defendido que a produção de alimentos deve, necessariamente, caminhar ao lado da inclusão social, da inovação tecnológica e da responsabilidade ambiental.

Segundo ele, esse conceito ganha ainda mais relevância no atual cenário global, marcado por guerras, mudanças climáticas, inflação dos alimentos e aumento da pobreza em todos os continentes.

Para Rodrigues, não é possível existir estabilidade social em países onde milhões de pessoas convivem diariamente com a fome, uma vez que justamente a escassez de alimentos gera conflitos, amplia desigualdades e compromete o desenvolvimento econômico das nações.

De acordo com ele, garantir comida na mesa das famílias é uma questão humanitária, mas também estratégica para a manutenção da democracia, da segurança e da paz mundial. Neste contexto, o Brasil tem se mostrado como o único país capaz de aumentar a produção sem, com isso, crescer em desmatamento.

Uma das alternativas é por meio da irrigação, tecnologia cuja adoção deve se expandir vertiginosamente nos próximos anos. Para se ter ideia, o país conta, atualmente, com cerca de 11 milhões de hectares irrigados, mas estudos da Rede Nacional de Agricultura Irrigada (Renai) dão conta que o potencial é de atingir 55 milhões de hectares.

Tal horizonte deve tornar o país como o maior mercado de irrigação do mundo, estimam as principais companhias do setor, visto que já é consenso que apenas a água na lavoura na hora certa é capaz de garantir safra produtiva ao agricultor e comida no prato da sociedade.

O Fiap 2026 será organizado e transmitido ao vivo pelo Canal Rural (TV e YouTube) e já conta com palestrantes de China, Arábia Saudita, México, Indonésia, Chile e Argentina, além de representantes de outras nações ligadas ao comércio global de alimentos e energia. Quem fizer a inscrição neste link e acompanhar o evento pela internet receberá um certificado digital de participação.

A realização do evento é da BR IN Eventos e Canal Rural, com correalização da Famasul. Patrocinam o evento ApexBrasil, Sebrae, CNA/Senar e Friboi, com apoio de Abiec, Governo de Mato Grosso do Sul e Massey Ferguson. Linha aérea oficial: Azul.

Serviço

Evento: Fórum Internacional da Agropecuária 2026
Data: 18 de junho de 2026
Horário: 9h (horário de Brasília)
Local: Campo Grande (MS)
Formato: transmissão ao vivo pela TV e YouTube do Canal Rural

Confira a programação completa do evento (no horário de Mato Grosso do Sul):

7h • Recepção

8h • Abertura Oficial — Autoridades

• Marcelo Bertoni — pres. Famasul
• Maurício Saito — pres. Sebrae-MS
• Renato Costa — pres. Friboi
• Laudemir Müller — pres. ApexBrasil
• Eduardo Riedel — governador MS

Painel 1

BRASIL, FONTE DE ALIMENTOS E ENERGIA PARA O FUTURO DO PLANETA

• Roberto Rodrigues — professor e ex-ministro da Agricultura

Painel 2

DNA DA LIDERANÇA: POR DENTRO DA PECUÁRIA NO BRASIL

RAIO X DA PECUÁRIA E SUAS OPORTUNIDADES PELO MUNDO

• Eduardo Pedroso — dir. executivo de Originação JBS

BRASIL NO MERCADO GLOBAL

• Roberto Perosa — pres. executivo Abiec

MÉTRICAS TROPICALIZADAS DA PECUÁRIA

• Camila Estevam — pesquisadora FGV

O FUTURO DA PECUÁRIA BAIXO CARBONO NO BRASIL

• Mariana de Aragão Pereira — chefe-geral Embrapa Gado de Corte
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Painel 3

O ETANOL NA AGENDA DE TRANSIÇÃO ENERGÉTICA E A INSERÇÃO INTERNACIONAL DO BRASIL

• Andréa Veríssimo — dir. Relações Internacionais e Comunicação Unem

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Painel 4

A SOJA BRASILEIRA NA ENGRENAGEM DA ECONOMIA MUNDIAL

• Maurício Buffon — pres. Aprosoja Brasil

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Painel 5

A NOVA EVOLUÇÃO NO AGRO: MAIS PRODUÇÃO E DESMATAMENTO ZERO

• Pedro Cunto — coord. do Programa Caminho Verde Brasil (MAPA)

Painel 6

ACORDO MERCOSUL E UNIÃO EUROPEIA: UMA ANÁLISE ESTRATÉGICA

• Damian Lluna — conselheiro da Embaixada da União Europeia
• Tereza Cristina — senadora

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Painel 7

A TRANSFORMAÇÃO DO CAMPO COM INOVAÇÃO E TECNOLOGIA

• Luis Felli — CEO Global Massey Ferguson

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Painel 8

BIOCOMBUSTÍVEIS: A ENGRENAGEM SUSTENTÁVEL DA NOVA ECONOMIA GLOBAL

• Arnaldo Jardim — vice-presidente da FPA

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Painel 9

ROTA BIOCEÂNICA: O DESPERTAR DO CORREDOR DAS OPORTUNIDADES

• Artur Falette — sec. de estado da Semadesc (governo MS)

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Painel 10

O QUE O MUNDO ESPERA DO BRASIL

• Laudemir Müller — pres. ApexBrasil
• Debate com embaixadores e adidos

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Painel 11

A IMPORTÂNCIA DO BRASIL NO CONTEXTO DA SEGURANÇA ALIMENTAR MUNDIAL

• Jorge Meza — representante da FAO no Brasil

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Premiação Personagem Soja Brasil

• Destaques entre pesquisadores e produtores da temporada 2025/26

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Associação Baiana dos Produtores de Algodão inaugura centro de análise de fibras na Bahia

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A Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) inaugurou nesta terça-feira (9), em Luís Eduardo Magalhães (BA), um novo centro de análise de fibras de algodão. Segundo a entidade, a unidade tem capacidade para analisar 70 mil amostras por dia. O laboratório conta com 5,2 mil metros quadrados de área construída e recebeu investimentos de cerca de R$ 120 milhões ao longo dos anos.

De acordo com a Abapa, a expectativa é de que o centro processe 5 milhões de amostras nesta safra. A estrutura foi projetada para ampliar a capacidade operacional de classificação da fibra, etapa técnica usada para identificar padrões de qualidade do algodão comercializado.

A análise de fibras é um procedimento relevante para a cadeia do algodão porque subsidia a definição de características do produto negociado entre produtores, compradores e demais agentes do mercado. A padronização dos laudos e a confiabilidade das medições são fatores considerados nas transações da pluma, especialmente em operações que exigem especificações técnicas.

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Em nota, a presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessandra Zanotto Costa, afirmou que o investimento busca ampliar a precisão do processo. “Este investimento garante ainda mais precisão e confiabilidade na classificação da fibra, oferecendo segurança para produtores e compradores”, destacou.

Com capacidade diária de 70 mil amostras, o centro amplia a estrutura disponível em uma das principais regiões produtoras de algodão do país. O material divulgado pela entidade não detalha, no entanto, o cronograma operacional completo da unidade nem a tecnologia empregada nos equipamentos de análise.

A inauguração reforça a infraestrutura técnica voltada à classificação do algodão baiano em um momento de processamento intensivo da safra. O efeito prático sobre o fluxo de análises e sobre a comercialização dependerá do volume efetivamente recebido pelo laboratório ao longo do ciclo, conforme a demanda da safra e da cadeia compradora.

Fonte: Estadão Conteúdo

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