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15 de maio de 2026

Business

Embrapa desenvolve batata-doce mais produtiva e resistente a pragas

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Foto: Paulo Lanzeta

Novo resultado de pesquisa da Embrapa, a batata-doce BRS Prenda chega ao mercado como alimento biofortificado e reúne qualidades de interesse dos produtores e consumidores.

Sua produtividade é alta – é possível colher acima de dois quilos por planta, desempenho considerado excelente em cultivos de hortaliças. A nova cultivar apresenta boa resistência a pragas e doenças, otimizando o uso de insumos. 

A arquitetura das suas plantas com ramas curtas e eretas facilita o cultivo e a colheita. Além disso, suas batatas resistem por até três meses em boas condições, superando desafios relacionados ao armazenamento pós-colheita.

O pesquisador Luis Antônio Suíta de Castro, responsável por conduzir o trabalho nos campos experimentais da Embrapa Clima Temperado, em Pelotas (RS), reforça que a nova cultivar supre demandas de produtores e consumidores.

“Buscamos chegar a um material genético que apresentasse alta qualidade nutricional, boa aparência, tempo estendido de consumo após a colheita, e que fosse mais fácil de ser colhida, uma vez que as outras cultivares se espalham pelo solo”. 

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Segundo o pesquisador, a BRS Prenda se assemelha em doçura e em polpa amarelo-intenso à BRS Amélia, outra cultivar da Embrapa.

Ele ainda ressalta que a nova batata-doce se enquadra como os chamados ‘superalimentos’, e se enquadra nos biofortificados devido à alta concentração de carotenóides.

Batata diferenciada para culinária

Foto: Paulo Lanzetta

Além das propriedades nutricionais para consumo de mesa, a nova cultivar de batata-doce é atraente por sua casca rosada e polpa amarela, em tons intensos. Isso lhe confere usos variados na cozinha gourmet ao possibilitar pratos coloridos e diferenciados. 

“A BRS Prenda é uma batata muito bonita, pelo seu formato arredondado e por apresentar melhor aparência quando comparada às disponibilizadas no mercado, e isso atrai ainda mais o consumidor”, destaca Castro.

Ele comenta que a cultivar apresenta um tempo um pouco maior de cura — processo onde as batatas são submetidas a condições específicas de temperatura e umidade para intensificar o sabor, aumentar a doçura e melhorar a textura — do que as outras.

Origem da batata-doce

A BRS Prenda, nome comercial da cultivar BD 179 – BRS Prenda, foi identificada a partir de uma seleção local no Sul do Brasil, seguida de excelente adaptação às condições edafoclimáticas em plantios realizados nos campos experimentais da Embrapa Clima Temperado, em Pelotas (RS).

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Ali, avaliaram sua produtividade com prospecção de produção, realizaram sua descrição botânica e analisaram suas qualidades nutricional e pós-colheita, e observaram boa resistência a pragas e a doenças durante oito safras consecutivas. 

A cultivar pertence ao Banco Ativo de Germoplasma da Batata-Doce da Embrapa Clima Temperado. De acordo com Luis Antônio Suíta de Castro, a batata-doce foi obtida a partir de sementes disponibilizadas por produtores rurais.

Em razão de suas características botânicas, agronômicas e nutricionais diferenciadas demonstrou ter potencial como nova cultivar de batata-doce para plantio na região Sul.

Além disso, sua sustentabilidade e a qualidade in natura as tornam aptas ao processamento nas principais regiões produtoras do Brasil.

“Ela veio atender às demandas do mercado por alimentos mais nutritivos, produtivos e com menos insumos na produção”, reforça Castro. 

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Características agronômicas da batata

Foto: Luis Suíta

A produtividade média de dois quilos por planta corresponde a aproximadamente 50 toneladas por hectare em lavouras bem conduzidas. A cultivar apresenta plantas compactas, com ramas curtas, eretas, de cor verde e com baixa pilosidade.

As folhas apresentam cinco lóbulos profundos — folha tipo “pé de galinha” — diferentes dos observados nas cultivares atuais, são de cor verde-clara e medem entre 10 e 15 cm.

As batatas têm boa aparência, com ausência de veias, rachaduras e poucos defeitos na superfície. A produção atende á exigência do mercado por alto percentual de batatas de tamanho médio. O seu ciclo de cultivo varia de 120 a 140 dias. 

O armazenamento pós-colheita permite manter a qualidade das batatas em boas condições por até três meses em temperatura ambiente.

A arquitetura da planta, a qualidade das batatas produzidas, os componentes nutricionais e a produtividade são os pontos diferenciais em relação às cultivares atualmente comercializadas. 

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Embrapa Soja leva cinco pesquisadores ao Pint of Science em Londrina

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Soja (Embrapa Soja) participa da edição de Londrina (PR) do festival internacional Pint of Science entre segunda-feira (18) e quarta-feira (20). Ao todo, cinco cientistas da unidade estarão em bares, café e entidades da cidade para apresentar temas ligados à produção agropecuária, com entrada gratuita e sem necessidade de inscrição prévia.

A programação reúne quatro frentes centrais para o setor: polinização, sanidade vegetal, sustentabilidade produtiva, biocombustíveis e tecnologias de aplicação. Segundo a Embrapa Soja, as apresentações serão feitas em linguagem acessível e em ambientes que favorecem a interação direta entre público e pesquisadores.

Na segunda-feira (18), às 19h, no Lupulus, o pesquisador Décio Gazzoni falará sobre a relação entre abelhas e a produção de alimentos. Na terça-feira (19), às 19h, no João da Esquina, a pesquisadora Claudine Seixas abordará o monitoramento de doenças em lavouras como ferramenta para o uso adequado de defensivos agrícolas.

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Na quarta-feira (20), a programação da Embrapa Soja terá três atividades. Às 15h, no Angeloni, Henrique Debiasi apresentará o tema da produção sustentável de alimentos. Às 19h, no Bodega S/A, Cesar Castro discutirá o potencial das principais matérias-primas do biodiesel no Brasil. No mesmo horário, na Associação dos Engenheiros Agrônomos, Rafael Soares tratará do uso de drones na pulverização agrícola.

Criado em 2013, no Reino Unido, o Pint of Science ocorre atualmente em 24 países. Em 2026, o festival será realizado em 213 cidades brasileiras. Nesse contexto, a participação da Embrapa Soja amplia o acesso público a temas técnicos que afetam diretamente a produção rural, como manejo fitossanitário, eficiência operacional e alternativas energéticas no agro.

Para o público de Londrina e região, o evento oferece acesso direto a pesquisadores e a temas práticos da agricultura em cinco apresentações distribuídas em três dias. Não há, até o momento, divulgação de limite de público por local na programação informada pela Embrapa Soja.

Fonte: embrapa.br

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Agro Mato Grosso

Valtra aposta em tecnologia para elevar a rentabilidade na safra de cana 2026/27

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Com safra estimada em 635 milhões de toneladas, marca destaca máquinas que unem tecnologia, economia de combustível e sustentabilidade

Com a safra de cana-de-açúcar 2026/27 projetada em 635 milhões de toneladas no Centro-Sul do Brasil, segundo a Datagro, o setor sucroenergético entra em um novo ciclo marcado por alta demanda operacional e pressão por eficiência. Diante desse cenário, a Valtra reforça seu posicionamento com soluções voltadas à produtividade, economia de combustível e sustentabilidade.

O portfólio da marca foi um dos maiores destaques da Agrishow 2026, que aconteceu, em Ribeirão Preto (SP), reunindo as principais inovações do agronegócio.

Tecnologia aplicada do campo à usina

Com forte presença no setor sucroenergético, a Valtra oferece soluções completas que acompanham todas as etapas da produção, do preparo do solo ao transporte da cana até a usina. A proposta é clara: aumentar a produtividade sem abrir mão da simplicidade operacional e do conforto ao operador.

“Desenvolvemos máquinas pensadas para quem precisa produzir mais, com eficiência e economia, sem complicação”.
Elizeu dos Santos, gerente de marketing de produto da Valtra

Desempenho e agilidade no campo

Entre os destaques está a Série BH HiTech, reconhecida pelo alto desempenho e eficiência nas operações. O modelo conta com modos automáticos que ajustam o funcionamento conforme a demanda e um sistema hidráulico com reservatório exclusivo, oferecendo alta vazão e reduzindo o tempo de descarregamento – fator decisivo para operações de transbordo mais ágeis.

Outro diferencial é o conjunto estrutural, com eixo traseiro passante e opção de eixo dianteiro de até 3 metros, que se adapta ao espaçamento do canavial e evita danos às plantas.

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Força e robustez para operações pesadas

Para o preparo de solo em condições mais severas, a Série S6 se destaca como a mais potente da marca. Produzida na Finlândia, a linha entrega até 425 cv de potência e torque de 1.750 Nm, aliando força extrema a eficiência energética.

Equipada com transmissão CVT e motor AGCO Power de 8,4 litros, a Série S6 garante redução de até 15% no consumo de combustível, além de proporcionar maior controle e conforto operacional.

Plantação de cana-de-açúcar no Centro-Sul brasileiro representando a projeção da safra 2026/27 de 635 milhões de toneladas.

Outras opções robustas incluem as Séries Q5 e T CVT, que combinam potência elevada e tecnologia de tração avançada. A Série T, por exemplo, permite movimentação contínua e precisa apenas com o pedal do acelerador, mesmo em terrenos inclinados, além de gerar economia média de até 25% de combustível.

Eficiência também nos tratos culturais

A tradicional Linha BM, agora em sua quarta geração, segue como uma das mais consolidadas no setor, com histórico de mais de duas décadas no campo e ganhos de até 15% em economia operacional.

Já na fase de tratos culturais, os pulverizadores da Série R garantem aplicação precisa de insumos, reduzindo desperdícios e aumentando a eficiência agronômica.

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Sustentabilidade e energia limpa no campo

De olho no futuro, a Valtra também investe em soluções voltadas à descarbonização, com o desenvolvimento de motores compatíveis com combustíveis alternativos, como etanol e biometano.

A proposta é permitir que usinas utilizem seus próprios subprodutos como fonte de energia, criando um ciclo sustentável e reduzindo custos operacionais.

“Queremos que o produtor tenha autonomia energética, utilizando a própria cana e seus resíduos para abastecer máquinas de alta performance. É a união entre eficiência e economia circular”.
Elizeu dos Santos, gerente de marketing de produto da Valtra

Sobre a Valtra

Presente no Brasil desde 1960, a Valtra foi pioneira ao se instalar no país e hoje oferece uma linha completa de máquinas agrícolas, com tratores que variam de 57 a 425 cavalos, além de colheitadeiras, plantadeiras e pulverizadores.

A marca integra o grupo AGCO e conta com mais de 220 pontos de venda e assistência técnica na América Latina, sendo 156 apenas no Brasil.

Video:

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Agro Mato Grosso

Agro impulsiona MT à liderança da balança comercial brasileira

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O resultado do quadrimestre consolida, mais uma vez, a posição estratégica do Estado na economia brasileira

Mato Grosso registrou saldo comercial positivo de US$ 11,05 bilhões, entre janeiro e abril de 2026,

Com isso, mantém o maior resultado superavitário entre os estados brasileiros, conforme análise divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), em seu Boletim Mensal de Conjuntura Econômica — edição de maio.

O desempenho foi impulsionado, principalmente, pelo agronegócio.

O resultado do balanço do quadrimestre consolida, mais uma vez, a posição estratégica de Mato Grosso na economia brasileira.

Isso porque, em 2025, o superávit comercial do Estado alcançou US$ 27,57 bilhões, o que representa 40,50% de todo o saldo comercial do período no país.

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O agronegócio respondeu por 43,16% do saldo comercial brasileiro, com destaque para as exportações de soja, milho e carne bovina.

De acordo com a análise do Imea, esse resultado reforça a importância e a centralidade de Mato Grosso para a sustentação das exportações nacionais e para a entrada de moeda estrangeira na economia nacional.

A coordenadora de Desenvolvimento Regional do Imea, Maria Muniz, explicou que esse cenário demonstra a força do setor no contexto nacional.

Segundo ela, o resultado mostra como Mato Grosso segue sendo um dos principais motores das exportações brasileiras, reforçando a relevância do estado para a sustentação das exportações nacionais e para a entrada de moeda estrangeira na economia brasileira.

“O desempenho do agronegócio mato-grossense foi determinante para esse cenário, impulsionado principalmente pelas exportações de soja, milho e carne bovina”, destacou.

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EMPREGOS – O boletim do Imea, publicado no dia 11 passao, também aponta a participação do agronegócio na geração de empregos em Mato Grosso.

Dados do boletim de Conjuntura Econômica mostram que o setor mantém ritmo de crescimento no número de trabalhadores formais.

Ao final de 2025, o agronegócio mato-grossense contabilizava 437.174 empregos formais.

Em março de 2026, o total avançou para 444.218 postos de trabalho, incremento de 1,61%, equivalente à geração de 7.044 novas vagas.

No mesmo período, o estoque total de empregos formais em Mato Grosso alcançou 1.183.553 vínculos, com o agronegócio representando 37,53% do total de empregos do estado.

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Agro MT