Agro Mato Grosso
Aeronave com 5 a bordo tem falha no motor e faz pouso forçado em MT

Três tripulantes foram encaminhados ao hospital depois de passarem mal. Um deles está em estado mais sensível devido ao susto.
Uma aeronave com cinco pessoas a bordo fez um pouso forçado nesta quinta-feira (26) em Porto dos Gaúchos, a 644 km de Cuiabá, após uma falha no motor. Ninguém ficou ferido.
Três tripulantes foram encaminhados ao hospital depois de passarem mal. Um deles está em estado mais sensível devido ao susto.
Segundo a Polícia Militar, o avião saiu de Tangará da Serra com destino a Juara.
Por conta do tempo fechado e com bastante chuva, a aeronave apresentou um problema no motor no momento da aterrisagem.
O piloto conseguiu manobrar e evitar uma queda. Ele fez o avião planar pela pista e arremeteu rumo ao município vizinho de Porto dos Gaúchos, onde pousou em segurança por volta de 17h.
Houve danos apenas à fuselagem do avião, segundo a PM.
Agro Mato Grosso
PF encontra arsenal de fuzis em área de garimpo dominada pelo Comando Vermelho em MT

Reportagem acompanhou operação na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso, onde facção controla áreas de mineração ilegal, usa ouro para negociar armas e drogas e impõe uma rotina de violência às aldeias.
Fantástico – A operação da Polícia Federal na Terra indígena Sararé, em Mato Grosso, revelou que o garimpo ilegal controlado pelo Comando Vermelho funcionava como uma verdadeira base do crime organizado. Além da exploração clandestina de ouro, os agentes encontraram um arsenal escondido em bunkers na mata e no interior de túneis escavados pelos garimpeiros.
Segundo a PF, a presença de armamento pesado passou a fazer parte da rotina da região após a chegada da facção criminosa, que assumiu o controle de áreas de mineração ilegal e transformou o ouro em fonte de financiamento para outras atividades criminosas.
Armas escondidas em túneis e bunkers
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As investigações mostram que os criminosos utilizavam os túneis, com até 30 metros de profundidade, não apenas para retirar ouro, mas também para esconder armas, munições e equipamentos. Durante a operação, os policiais localizaram armamentos ocultos tanto dentro das minas quanto em esconderijos espalhados pela floresta.
Vídeos mostram fuzis e intimidação
Vídeos obtidos pela investigação também mostram integrantes da facção exibindo armamento de guerra. Em uma das gravações, aparecem uma pistola e quatro fuzis sobre uma mesa, sendo um deles equipado com silenciador. Em outro registro, homens armados escoltam um trator que abre caminho dentro da terra indígena antes de efetuarem diversos disparos, em uma demonstração de força e intimidação.
Ouro virou moeda para comprar armas e drogas
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De acordo com a Polícia Federal, o Comando Vermelho começou a atuar na região em 2023. Inicialmente, os criminosos faziam a segurança dos garimpos ilegais, mas depois passaram a controlar diretamente a atividade e a usar o ouro como moeda de troca para adquirir drogas e armamentos em países vizinhos, aproveitando a proximidade da fronteira.
Operação destruiu estrutura do garimpo ilegal
A Terra Indígena Sararé ocupa cerca de 67 mil hectares e, segundo as autoridades, chegou a concentrar mais de mil pontos de garimpo ilegal. No Garimpo Cururu, um dos principais da região, havia uma estrutura comparada a um pequeno vilarejo, com bares, comércio e farmácia para atender os trabalhadores.
O esquema foi revelado pelo Fantástico, que acompanhou uma megaoperação coordenada pela Casa Civil e por forças federais. Desde março, a ofensiva já apreendeu 153 quilos de ouro e 42 mil litros de óleo diesel, destruiu quase quatro toneladas de explosivos, mais de 800 motores, 31 máquinas de escavação, 200 acampamentos e 33 túneis, além de prender 72 pessoas.
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O prejuízo estimado ao garimpo ilegal supera R$ 110 milhões.
Agro Mato Grosso
Instituições ambientais recorrem ao STF para anular lei que proíbe pesca comercial por 5 anos em MT

A lei que entrou em vigou em 2024 restringe a captura, o transporte, o armazenamento e a comercialização das principais espécies de peixes de interesse comercial no estado.
Entidades ambientais protocolaram uma petição no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (29), pedindo que seja declarada a inconstitucionalidade da Lei da Cota Zero, em vigor em Mato Grosso desde 2024. O documento foi encaminhado ao ministro André Mendonça, relator das ações que discutem a validade da norma.
A reportagem entrou em contato com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
A lei restringe a captura, o transporte, o armazenamento e a comercialização das principais espécies de peixes de interesse comercial no estado.
A manifestação foi apresentada nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) por Instituto Gaia, Instituto Centro de Vida, Fórum Nacional da Sociedade Civil na Gestão de Bacias Hidrográficas e Fórum Popular Socioambiental de Mato Grosso.
Segundo as entidades, não existem evidências técnico-científicas que comprovem que a proibição resultou na recuperação dos estoques pesqueiros desde que entrou em vigor, e gerou impactos econômicos e sociais para comunidades que dependem da pesca.
Na petição, as entidades afirmam que diversos órgãos federais já se manifestaram pela inconstitucionalidade da lei, entre eles a Defensoria Pública da União, a Procuradoria-Geral da República, a Advocacia-Geral da União, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis.
As organizações também citam um estudo da WWF-Brasil, que aponta que a Cota Zero pode gerar prejuízos sociais e econômicos de até R$ 187 milhões por ano. O levantamento estima ainda uma perda média anual de R$ 5,85 mil por pescador, o equivalente a cerca de 39% da renda anual desses trabalhadores.
Para as entidades, a legislação impôs uma restrição severa a uma atividade que movimenta a economia de diversas comunidades ribeirinhas, sem atacar os principais fatores que afetam os estoques pesqueiros
As organizações também sustentam que a norma criou um “padrão de exclusão distributiva”, ao concentrar os impactos da política ambiental sobre populações tradicionais “marginalizadas e que atuam reconhecidamente como guardiões do meio ambiente”.
Para as entidades, embora a proteção ambiental seja um objetivo legítimo, a atual política não demonstrou eficácia na recuperação das populações de peixes e, por isso, viola princípios constitucionais como a proporcionalidade, a liberdade profissional e a dignidade das populações tradicionais.
Agro Mato Grosso
STF valida plano para acelerar regularização de imóveis rurais em MT

Projeto prevê agilizar a análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) com um sistema automatizado e fortalecer a fiscalização ambiental.
O Supremo Tribunal Federal (STF) homologou o plano de Mato Grosso para acelerar a regularização ambiental de imóveis rurais, nesta sexta-feira (26). A decisão, reconhece que o estado atendeu às exigências da Corte ao apresentar medidas para agilizar a análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR).
A medida foi tomada no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 743, que acompanha ações de prevenção e combate aos incêndios na Amazônia e no Pantanal. O STF também homologou o plano do Pará, determinou que a União apresente, em até 20 dias, informações técnicas sobre as bases de dados utilizadas na análise dos cadastros e deu prazo de 30 dias para que os demais estados adequem seus projetos.
Segundo Flávio Dino, Mato Grosso e Pará atenderam às diretrizes definidas pelo Supremo ao apresentarem metas, cronograma, estrutura técnica e ferramentas para execução da política de regularização ambiental.
No caso de Mato Grosso, o ministro destacou a implantação do sistema CAR Digital 2.0, que automatiza a análise dos cadastros, o envio de notificações aos produtores rurais e a integração das informações com as ações de fiscalização ambiental.
A decisão também estabelece que a União será responsável pelos cadastros que incidam sobre terras indígenas e unidades de conservação federais, enquanto os estados continuarão encarregados da análise dos demais registros pendentes.
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