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23 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Análise climática e prognósticos para fevereiro, março e abril/26 – MAIS SOJA

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ANÁLISE CLIMÁTICA DE JANEIRO

Em janeiro de 2026, acumulados de chuva acima de 150 mm ocorreram nas Regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste, favorecendo a manutenção da umidade do solo nessas áreas. Por outro lado, a porção leste da Região  Nordeste, norte de Roraima e oeste do Rio Grande do Sul registraram volumes inferiores a 40 mm, reduzindo os níveis de umidade do solo.

Em grande parte da Região Norte, os volumes de chuva foram superiores a 150 mm e os maiores volumes de chuva concentraram-se na porção sudoeste da região amazônica. Destaque para o sul do Pará e Acre, onde os totais foram superiores a 250 mm. Este cenário contribuiu para elevação dos níveis de umidade do solo. Somente no norte de Roraima, os totais de chuva foram inferiores a 40 mm, reduzindo o armazenamento hídrico do solo nesta área.

Na Região Nordeste, os acumulados de chuva foram inferiores a 120 mm, exceto no sul do Maranhão e sudoeste da Bahia, onde os valores ultrapassaram os 150 mm. No geral, a região do Matopiba encontra-se com níveis de umidade do solo satisfatórios, favorecendo o desenvolvimento dos cultivos de primeira safra. Na parte leste da região, a situação é inversa, com volumes de chuva inferiores a 50 mm, resultando na manutenção da baixa umidade no solo.

Bons volumes de chuva foram observados na maior parte da Região CentroOeste, com valores superiores a 200 mm, exceto em Mato Grosso do Sul, onde os acumulados foram menores. Desta forma, os níveis de umidade do solo encontram-se satisfatórios, beneficiando o desenvolvimento dos cultivos de primeira e segunda safras. Porém, o excesso de umidade limitou o avanço da colheita da soja e do feijão primeira safra em algumas áreas.

Na Região Sudeste, os volumes mensais de chuva foram superiores a 200 mm em grande parte da região. No sul e sudoeste de São Paulo, os acumulados variaram entre 90 mm e 150 mm. No geral, os níveis de umidade do solo foram suficientes para o desenvolvimento das lavouras de grãos.

Em grande parte da Região Sul, os volumes de chuva foram inferiores a 120 mm, exceto em áreas pontuais da costa leste do Paraná e nordeste do Rio Grande do Sul, onde as chuvas variaram entre 150 mm e 200 mm. De modo geral, esses volumes garantiram níveis satisfatórios de armazenamento de água no solo, favorecendo o manejo e desenvolvimento das lavouras.

Em janeiro, as temperaturas máximas foram acima de 30 °C no Centro-Norte do país. Os maiores valores foram observados no norte da Região Nordeste e oeste de Mato Grosso do Sul. Em áreas da costa da Região Sudeste e da Região Sul, os valores permaneceram entre 24 °C e 28 °C. Quanto às temperaturas mínimas, os valores superaram os 22 °C na maior parte da Região Norte, centro-norte da Região Nordeste, bem como na porção central e oeste da Região Centro-Oeste. No sul de Minas Gerais e centro-leste da Região Sul, as temperaturas foram inferiores a 18 °C.1.2. CONDIÇÕES OCEÂNICAS RECENTES E TENDÊNCIA

Na figura a seguir, observa-se a anomalia da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) entre os dias 17 e 31 de janeiro de 2026. Nesse período, registraram-se valores entre -0,5 °C e -1 °C ao longo da faixa longitudinal compreendida entre 160°W e 120°W, indicando uma área de resfriamento das águas mais para oeste do Pacífico Equatorial. Ao analisar especificamente as anomalias médias diárias de TSM na região do Niño 3.4, delimitada entre 170°W e 120°W, verificaram-se valores variando entre -1 °C e -0,8 °C durante janeiro. Esse comportamento ainda indica um resfriamento da região, porém mais fraco em relação ao mês anterior.

A análise do modelo de previsão do Enos (El Niño – Oscilação Sul), realizada pelo Instituto Internacional de Pesquisa em Clima (IRI), aponta para a transição das condições de La Niña para a Neutralidade, durante o trimestre fevereiro, março e abril de 2026, com probabilidade de 86%.

 

PROGNÓSTICO CLIMÁTICO PARA O BRASIL – PERÍODO FEVEREIRO, MARÇO E
ABRIL DE 2026

As previsões climáticas para os próximos três meses, de acordo com o modelo do Inmet, são apresentadas na figura abaixo. O modelo indica a ocorrência de chuvas acima da média na maior parte da Região Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, além de áreas do sul da região amazônica. Chuvas abaixo da média são previstas para as Regiões Sul e Norte.

Analisando separadamente cada região do país, a previsão indica chuvas acima da média no sul da Região Norte, elevando os níveis de umidade do solo. Nas demais áreas, são previstas chuvas abaixo da média, havendo previsão de baixos níveis de umidade no solo para Roraima.

Na Região Nordeste, a previsão indica chuvas próximas e acima da média. Este cenário ainda não será suficiente para recuperar os níveis de umidade do solo no centro-leste da região. Porém, em áreas do Maranhão, oeste da Bahia e do Piauí, as chuvas devem favorecer a elevação do armazenamento de água no solo.

Em grande parte das Regiões Centro-Oeste e Sudeste, são previstas chuvas próximas e acima da média. No leste de Mato Grosso e sul de Goiás, podem ocorrer volumes abaixo da média. No geral, os níveis de umidade do solo se manterão satisfatórios entre fevereiro e março, porém, em abril, pode haver uma redução do armazenamento hídrico em algumas áreas do sul de Mato Grosso, centro-norte de Mato Grosso do Sul, triângulo e norte mineiro, oeste de São Paulo, Espírito Santo e norte do Rio de Janeiro.

Na Região Sul, são previstas chuvas abaixo da média. No oeste do Rio Grande do Sul e norte do Paraná, as chuvas podem ficar próximas e ligeiramente acima da média nos próximos meses. Quanto aos níveis de umidade do solo, devem permanecer satisfatórios, exceto no sudeste e leste do Rio Grande do Sul, onde o armazenamento pode sofrer redução ao longo do trimestre.

Quanto às temperaturas, essas devem permanecer próximas e acima da média histórica em grande parte do país. São previstas temperaturas acima de 25 °C nas Regiões Norte, Nordeste e parte da Região Centro-Oeste. Para Roraima e áreas pontuais da costa leste da Região Nordeste a previsão indica temperaturas acima 28 °C, enquanto que temperaturas mais amenas e abaixo de 22 °C podem ocorrer no centro-leste da Região Sul, áreas mais elevadas da Região Sudeste e Distrito Federal.

Mais detalhes sobre prognóstico e monitoramento climático podem ser vistos, clicando aqui.

Fonte: Conab



 

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Sustentabilidade

Mercado da soja encerra semana com preços firmes e demanda chinesa em destaque

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Divulgação Embrapa Soja

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com movimentos contidos em termos de volume comercializado, apesar da manutenção de preços firmes tanto nos portos quanto na indústria. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o basis permanece bastante fortalecido, mas o spread entre as ofertas dos compradores e as pedidas dos vendedores segue elevado.

Na Bolsa de Chicago, a sessão foi marcada por volatilidade. Silveira destaca que o Crop Tour
surpreendeu ao projetar uma produtividade maior para a safra norte-americana, depois de algumas amostras ao longo da semana apresentarem resultados menos favoráveis.

Por outro lado, houve grandes reportes de vendas da safra nova dos Estados Unidos, de aproximadamente 1,4 milhão de toneladas, com a China respondendo por cerca da metade desse volume.

“O dólar apresentou recuos firmes, enquanto os prêmios compensaram parte desses ajustes”, observa Silveira. De maneira geral, as cotações oscilaram entre a estabilidade e leves quedas, sem alterar os bons patamares de preços observados atualmente.

  • Passo Fundo (RS): recuou de R$ 147,00 para R$ 146,50.
  • Santa Rosa (RS): recuou de R$ 148,00 para R$ 147,50.
  • Cascavel (PR): permaneceu em R$ 144,00.
  • Rondonópolis (MT): permaneceu em R$ 138,00.
  • Dourados (MS): permaneceu em R$ 135,50.
  • Rio Verde (GO): permaneceu em R$ 138,00.
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 153,50 para R$ 155,00.
  • Rio Grande (RS): recuou de R$ 155,00 para R$ 154,50.

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam com em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta sexta-feira (21), ampliando a valorização semanal. Após passar boa parte do dia pressionado por um movimento de realização de lucros, o mercado voltou a subir, ainda que moderadamente, reagindo a novos anúncios de vendas de soja dos Estados Unidos, reafirmando a boa demanda chinesa.

Na semana, a posição novembro acumulou alta de 3,7%. Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 712.000 toneladas de soja à China, que serão entregues na temporada 26/27. E mais 720.000 toneladas de soja para destinos não revelados, a serem disponibilizadas na
temporada 26/27.

Os agentes seguem atentos aos resultados da Crop Tour da Pro Farmer. No leste de Iowa, a contagem de vagens atingiu 1.362,93 em uma área de 3 por 3 pés, acima da média de três anos, de 1.295,70, mas abaixo das 1.384,38 registradas no ano passado.

Em Minnesota, a contagem chegou a 1.257,80 vagens, acima da média de três anos, de 1.089,82, e ligeiramente superior às 1.247,86 observadas em 2025. Os números finais da crop tour serão divulgados logo mais pela Pro Farmer.

Contratos da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 3,00 centavos de dólar, ou 0,24%, a US$ 12,39 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,53 3/4 por bushel, com elevação de 2,25 centavo de dólar ou 0,17%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 2,00 ou 0,61% a US$ 325,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 69,58 centavos de dólar, com perda de 1,74 centavo ou 2,43%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 1%, sendo negociado a R$ 5,1423 para venda e a R$ 5,1403 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1322 e a máxima de R$ 5,1832. Na semana, a moeda teve desvalorização de 1,5%.

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Etapas do controle do azevém – MAIS SOJA

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Controlar o azevém (Lolium multiflorum) de forma eficaz é um dos principais desafios encontrados no cultivo de culturas de inverno de folha estreita (Poaceas). As similaridades dessa planta daninha com culturas comerciais pertencentes a família Poaceae, limita o controle pós-emergentes, havendo poucas ferramentas seletivas disponíveis para esse uso. Atrelado a isso, é consenso que algumas populações de azevém apresentam resistência a herbicidas, o que dificulta ainda mais o posicionamento de herbicidas para um controle químico eficiente dessa espécie daninha.

Sendo assim, Mário Bianchi, Pesquisador da Rede Técnica Cooperativa – RTC, chama atenção para três etapas essenciais para um bom manejo do azevém:

  • Dessecação
  • Controle pré-emergente
  • Controle pós-emergente

Independentemente da etapa de manejo, Bianchi ressalta que o estádio de desenvolvimento do azevém é um fator determinante para o sucesso do controle. De modo geral, plantas mais jovens e de menor porte apresentam maior suscetibilidade aos herbicidas, enquanto indivíduos mais desenvolvidos tendem a apresentar maior dificuldade de controle. Dessa forma, o manejo precoce do azevém constitui uma importante estratégia para aumentar a eficiência das aplicações e reduzir a possibilidade de escapes.

Contudo para evitar efeitos indesejados sobre culturas como o trigo, a dessecação pré-semeadura deve ser planejada com atenção, especialmente quanto à escolha e ao posicionamento dos herbicidas em áreas com populações de azevém resistentes. A disponibilidade de herbicidas registrados para essa finalidade é limitada, com opções como diquate, glifosato e glufosinato de amônio, o que torna ainda mais importante conhecer o histórico de resistência da população presente na área. No caso do glufosinato de amônio, a eficiência do controle está diretamente relacionada ao estádio de desenvolvimento das plantas, sendo maior quando aplicado sobre azevém com duas a três folhas, nas doses de 400 a 600 g de ingrediente ativo por hectare. Já o desempenho do diquate sobre gramíneas pode depender de sua associação com herbicidas graminicidas (Rizzardi, s. d.).

Nesse contexto, o uso de herbicidas pré-emergentes também desempenha papel importante no manejo do azevém, pois contribui para reduzir os fluxos de emergência e, consequentemente, a pressão de competição sobre a cultura. Além disso, essa estratégia é particularmente relevante em áreas com populações resistentes a herbicidas pós-emergentes, uma vez que amplia os mecanismos de ação utilizados no programa de manejo. Entretanto, a disponibilidade de produtos registrados para o controle do azevém em pré-emergência do trigo ainda é limitada, destacando-se opções como a Pendimetalina, a Piroxasulfona (Rizzardi, s. d.) e o Bixlozone.

Na pós-emergência do trigo, as opções se limitam principalmente a Clodinafope, Iodosulfurom-metílico, Piroxsulam, Imazamoxi e mais recentemente o Pinoxaden, contudo, vale destacar que o Imazamoxi é indicado somente para uso em cultivares de trigo tolerantes CL (ClearField®).

Figura 1. Azevém em meio a cultura do trigo.

Considerando a limita oferta de produtos seletivos para o controle do azevém em pós-emergência, além de definir o herbicida para apropriado para o controle da população de azevém, o momento de aplicação é determinante para o sucesso do manejo. De acordo com Bianchi, maiores resultados de controle são obtidos em pulverizações com azevém em estádio de 2 a 4 folhas. Vale destacar que a adoção das três etapas de controle (dessecação, pré-emergência e pós-emergência) são indispensáveis para um controle eficiente e eficaz do azevém em trigo, principalmente se tratando de populações com histórico de resistência a herbicidas.

Assim, o manejo eficiente do azevém no trigo deve integrar estratégias de pré e pós-emergência, priorizando o controle de plantas jovens, a diversificação dos mecanismos de ação e o uso de herbicidas pré-emergentes sempre que disponíveis e registrados para a cultura.

Confira abaixo as dicas do Pesquisador Mário Bianchi.


Inscreva-se agora no canal Rede Técnica Cooperativa – RTC clicando aqui!


Referências:

UP. HERB. COMO CONTROLAR O AZEVÉM NO TRIGO? Up. Herb: Academia das Plantas Daninhas, s.d. Disponível em: < https://www.upherb.com.br/int/como-controlar-o-azevem-no-trigo>, acesso em: 21/08/2026.

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Sustentabilidade

Ceema: Milho salta para US$ 4,78 em Chicago puxado por preocupações com a safra dos EUA – MAIS SOJA

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As cotações do milho, em Chicago, também subiram nesta semana. O fechamento desta quinta-feira (20) chegou a US$ 4,78/bushel, contra US$ 4,48 uma semana antes. O clima continua sendo o elemento de maior atenção do mercado, sendo que o excesso de chuvas nas regiões produtoras estadunidenses está, no momento, pressionando as cotações. Em tal contexto, o destaque está no fato de que, no dia 16/08, as lavouras estadunidenses em condições entre boas a excelentes recuaram para 60% do total, contra 71% no mesmo período do ano anterior. Mas, o desenvolvimento das lavouras está mais avançado, com o enchimento de grãos atingindo a 76% do total, contra 70% na média histórica. Dito isso, a Pro Farmer Crop Tour vem indicando preocupações com a safra de milho em algumas regiões dos EUA, especialmente Indiana e Nebraska. A ponto de a previsão para a produção de milho em Indiana estar em 183,5 bushels por acre, contra 193,8 bushels por acre do ano passado. Já em Nebraska a mesma é de 163,6 bushels por acre, contra 179,5 bushels do ano passado.

Ajuda, igualmente, a manter as altas das cotações do milho a continuidade da guerra entre Rússia e Ucrânia, e seus efeitos na região do Mar Negro, forte produtora de cereais, assim como a elevação nos preços do trigo.

Enquanto isso, a Argentina teria exportado um recorde de 5,14 milhões de toneladas de milho em julho, segundo a Bolsa de Grãos de Rosário. Nesta semana, a Bolsa elevou sua estimativa para a safra de milho da Argentina, de 2025/26, para 70,5 milhões de toneladas, classificando-a como uma safra histórica. Este volume está bem acima do que os relatórios do USDA vêm informando. A colheita do cereal no vizinho país atingia a 89%, contra a média de 97% na média para esta época do ano.

Em paralelo, as vendas de soja, por parte dos produtores argentinos, estava muito abaixo do esperado. Até o dia 5 de agosto, as mesmas atingiam a 24,3 milhões de toneladas da safra atual, quase 5 milhões abaixo da média de 10 anos. Isso representa 47,2% da produção esperada, a menor parcela para esta época do ano em 25 anos.

E no Brasil, os preços do milho têm oscilado pouco. No Rio Grande do Sul as principais praças continuam praticando R$ 58,00/saco, enquanto no restante do país os valores oscilam entre R$ 52,00 e R$ 64,00/saco. Dito isso, o viés é de alta diante de preços internacionais, que elevam a paridade de exportação; o atraso da colheita no Brasil, e as preocupações com o clima no final do ano, devido aos possíveis impactos do El Niño.

Por sua vez, a colheita da atual safrinha atingia a 85% da área cultivada no Centro-Sul brasileiro no dia 13/08, contra 94% uma ano atrás. Especificamente para o Mato Grosso do Sul, tal cenário se soma a uma oferta estadual menor. Neste estado, a safrinha deverá alcançar 11,1 milhões de toneladas, ou seja, 20,1% abaixo da safra anterior, diante de uma produtividade média estimada em 84,2 sacos/hectare, com recuo de 22,4% sobre o ano anterior.

Já a nova safra de verão brasileira começou a ser semeada através do Rio Grande do Sul. No dia 13/08 a mesma atingia a 0,3% da área estimada para o Centro-Sul nacional, contra 1,6% um ano atrás. Enfim, nos 10 primeiros dias úteis de agosto o Brasil exportou 2,2 milhões de toneladas de milho, porém, a média diária ainda é menor do que a do ano anterior, ficando 32% abaixo da média de todo o mês de agosto/25. O preço médio obtido por tonelada exportada ficou em US$ 216,80, ganhando 9,5% sobre o ano anterior. Para o total do atual mês de agosto, as exportações de milho atingem a 5,63 milhões de toneladas (cf. Anec).

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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