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15 de maio de 2026

Business

Governo libera até R$ 22,2 milhões para escoamento da borracha natural

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Foto: divulgação/Mapa

O governo federal autorizou a realização de leilões para apoio ao escoamento da borracha natural, com previsão de até R$ 22,2 milhões em recursos.

A medida foi oficializada mediante a Portaria Interministerial nº 39, publicada na última sexta-feira (27), e será executada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O objetivo é garantir os preços mínimos aos produtores da safra 2025/26, por meio de instrumentos da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM).

Como funcionam os leilões

O incentivo será operacionalizado por meio dos leilões de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) e de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro).

No PEP, podem participar indústrias beneficiadoras e comerciantes, que recebem o prêmio após comprovar a compra pelo preço mínimo e o escoamento do produto para os destinos definidos.

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Já no Pepro, o prêmio é pago diretamente ao produtor rural ou a cooperativas, como forma de equalizar a diferença entre o preço mínimo e o valor de mercado, mediante comprovação da venda e do escoamento.

Quem pode acessar

A medida atende produtores de borracha natural cultivada em estados onde o preço de mercado esteja abaixo do mínimo estabelecido para a safra 2025/26, conforme portaria do Ministério da Agricultura publicada em junho de 2025.

Por outro lado, não haverá subvenção para borracha oriunda de extrativismo nem para cultivos comerciais em municípios específicos de Mato Grosso e nos estados da região Norte, com exceção de Tocantins.

Regras para participação

Para participar dos leilões, realizados de forma online pelo Sistema de Comercialização Eletrônica (Siscoe), os interessados devem estar cadastrados em bolsas de mercadorias e em situação regular em sistemas como Cadin, Sircoi, Sican e Sicaf, além de estarem em dia com a Fazenda Federal e a Seguridade Social.

As diretrizes completas das operações estão detalhadas na Portaria Interministerial nº 39.

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Agro Mato Grosso

Valtra aposta em tecnologia para elevar a rentabilidade na safra de cana 2026/27

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Com safra estimada em 635 milhões de toneladas, marca destaca máquinas que unem tecnologia, economia de combustível e sustentabilidade

Com a safra de cana-de-açúcar 2026/27 projetada em 635 milhões de toneladas no Centro-Sul do Brasil, segundo a Datagro, o setor sucroenergético entra em um novo ciclo marcado por alta demanda operacional e pressão por eficiência. Diante desse cenário, a Valtra reforça seu posicionamento com soluções voltadas à produtividade, economia de combustível e sustentabilidade.

O portfólio da marca foi um dos maiores destaques da Agrishow 2026, que aconteceu, em Ribeirão Preto (SP), reunindo as principais inovações do agronegócio.

Tecnologia aplicada do campo à usina

Com forte presença no setor sucroenergético, a Valtra oferece soluções completas que acompanham todas as etapas da produção, do preparo do solo ao transporte da cana até a usina. A proposta é clara: aumentar a produtividade sem abrir mão da simplicidade operacional e do conforto ao operador.

“Desenvolvemos máquinas pensadas para quem precisa produzir mais, com eficiência e economia, sem complicação”.
Elizeu dos Santos, gerente de marketing de produto da Valtra

Desempenho e agilidade no campo

Entre os destaques está a Série BH HiTech, reconhecida pelo alto desempenho e eficiência nas operações. O modelo conta com modos automáticos que ajustam o funcionamento conforme a demanda e um sistema hidráulico com reservatório exclusivo, oferecendo alta vazão e reduzindo o tempo de descarregamento – fator decisivo para operações de transbordo mais ágeis.

Outro diferencial é o conjunto estrutural, com eixo traseiro passante e opção de eixo dianteiro de até 3 metros, que se adapta ao espaçamento do canavial e evita danos às plantas.

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Força e robustez para operações pesadas

Para o preparo de solo em condições mais severas, a Série S6 se destaca como a mais potente da marca. Produzida na Finlândia, a linha entrega até 425 cv de potência e torque de 1.750 Nm, aliando força extrema a eficiência energética.

Equipada com transmissão CVT e motor AGCO Power de 8,4 litros, a Série S6 garante redução de até 15% no consumo de combustível, além de proporcionar maior controle e conforto operacional.

Plantação de cana-de-açúcar no Centro-Sul brasileiro representando a projeção da safra 2026/27 de 635 milhões de toneladas.

Outras opções robustas incluem as Séries Q5 e T CVT, que combinam potência elevada e tecnologia de tração avançada. A Série T, por exemplo, permite movimentação contínua e precisa apenas com o pedal do acelerador, mesmo em terrenos inclinados, além de gerar economia média de até 25% de combustível.

Eficiência também nos tratos culturais

A tradicional Linha BM, agora em sua quarta geração, segue como uma das mais consolidadas no setor, com histórico de mais de duas décadas no campo e ganhos de até 15% em economia operacional.

Já na fase de tratos culturais, os pulverizadores da Série R garantem aplicação precisa de insumos, reduzindo desperdícios e aumentando a eficiência agronômica.

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Sustentabilidade e energia limpa no campo

De olho no futuro, a Valtra também investe em soluções voltadas à descarbonização, com o desenvolvimento de motores compatíveis com combustíveis alternativos, como etanol e biometano.

A proposta é permitir que usinas utilizem seus próprios subprodutos como fonte de energia, criando um ciclo sustentável e reduzindo custos operacionais.

“Queremos que o produtor tenha autonomia energética, utilizando a própria cana e seus resíduos para abastecer máquinas de alta performance. É a união entre eficiência e economia circular”.
Elizeu dos Santos, gerente de marketing de produto da Valtra

Sobre a Valtra

Presente no Brasil desde 1960, a Valtra foi pioneira ao se instalar no país e hoje oferece uma linha completa de máquinas agrícolas, com tratores que variam de 57 a 425 cavalos, além de colheitadeiras, plantadeiras e pulverizadores.

A marca integra o grupo AGCO e conta com mais de 220 pontos de venda e assistência técnica na América Latina, sendo 156 apenas no Brasil.

Video:

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Agro Mato Grosso

Agro impulsiona MT à liderança da balança comercial brasileira

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O resultado do quadrimestre consolida, mais uma vez, a posição estratégica do Estado na economia brasileira

Mato Grosso registrou saldo comercial positivo de US$ 11,05 bilhões, entre janeiro e abril de 2026,

Com isso, mantém o maior resultado superavitário entre os estados brasileiros, conforme análise divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), em seu Boletim Mensal de Conjuntura Econômica — edição de maio.

O desempenho foi impulsionado, principalmente, pelo agronegócio.

O resultado do balanço do quadrimestre consolida, mais uma vez, a posição estratégica de Mato Grosso na economia brasileira.

Isso porque, em 2025, o superávit comercial do Estado alcançou US$ 27,57 bilhões, o que representa 40,50% de todo o saldo comercial do período no país.

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O agronegócio respondeu por 43,16% do saldo comercial brasileiro, com destaque para as exportações de soja, milho e carne bovina.

De acordo com a análise do Imea, esse resultado reforça a importância e a centralidade de Mato Grosso para a sustentação das exportações nacionais e para a entrada de moeda estrangeira na economia nacional.

A coordenadora de Desenvolvimento Regional do Imea, Maria Muniz, explicou que esse cenário demonstra a força do setor no contexto nacional.

Segundo ela, o resultado mostra como Mato Grosso segue sendo um dos principais motores das exportações brasileiras, reforçando a relevância do estado para a sustentação das exportações nacionais e para a entrada de moeda estrangeira na economia brasileira.

“O desempenho do agronegócio mato-grossense foi determinante para esse cenário, impulsionado principalmente pelas exportações de soja, milho e carne bovina”, destacou.

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EMPREGOS – O boletim do Imea, publicado no dia 11 passao, também aponta a participação do agronegócio na geração de empregos em Mato Grosso.

Dados do boletim de Conjuntura Econômica mostram que o setor mantém ritmo de crescimento no número de trabalhadores formais.

Ao final de 2025, o agronegócio mato-grossense contabilizava 437.174 empregos formais.

Em março de 2026, o total avançou para 444.218 postos de trabalho, incremento de 1,61%, equivalente à geração de 7.044 novas vagas.

No mesmo período, o estoque total de empregos formais em Mato Grosso alcançou 1.183.553 vínculos, com o agronegócio representando 37,53% do total de empregos do estado.

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Business

Safra 2026/27 caminha para ter a pior margem da soja em 10 anos

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Foto: Canal Rural Mato Grosso

Acostumado a crescer fora da zona de conforto. É assim que o pesquisador do Cepea, Mauro Osaki, classifica o comportamento do produtor brasileiro. “Essa é a razão para a nossa produção crescer tanto. Nós nunca estivemos confortáveis”, diz. Nesse contexto, o setor já enfrentou estiagens, enchentes e reflexos de conflitos geopolíticos, entre outros.

A avaliação do especialista ocorre em mais um momento delicado para o agronegócio. A guerra no Irã, iniciada por Estados Unidos e Israel, já passa de dois meses — com impactos no preço de fertilizantes e combustíveis. Essenciais para o setor, o encarecimento desses itens deve pesar na próxima safra.

“A gente já sabe que a safra 26/27 vai custar mais caro em termos de gasto com fertilizantes, defensivos, diesel. Esse impacto vai proporcionar uma elevação nos nossos custos”, reforça. Segundo Osaki, a variação do custo operacional efetivo (COF) deve ficar em torno de 6% a 7% em comparação com a estimativa feita para a temporada atual.

Soja: pior rentabilidade em uma década

A alta real nos custos de produção, sem uma reação na mesma magnitude por parte dos preços das commodities, deve resultar em um cenário severo de esmagamento de rentabilidade. Para a soja, a projeção já desenha um dos piores cenários da história recente.

“A soja está caminhando para isso. Se a produtividade se mantiver e o grão ficar na casa dos R$ 100 no ano que vem, nós estamos chegando próximo da menor margem dos últimos 15 anos. Nos últimos 10 anos é certeza”, alerta o pesquisador.

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De acordo com ele, o único precedente de margem negativa tão expressiva foi registrado na safra 2005/06, período que culminou no histórico movimento do “tratoraço”.

O peso do Estreito de Ormuz no bolso do produtor

Desta vez, o gatilho da crise é majoritariamente externo. O conflito no Golfo, especialmente na região do Estreito de Ormuz, comprometeu o abastecimento global de gás natural e enxofre — matérias-primas essenciais para a fabricação de nitrogenados e fosfatados. O Brasil, por características naturais, acaba sendo o elo mais vulnerável dessa engrenagem global.

“Dentre os principais produtores de soja no mundo, o Brasil é o que mais sofre porque tem o solo mais ácido e mais pobre comparado com a Argentina e os Estados Unidos. Como precisamos aplicar mais adubo por hectare, vamos perder competitividade diante desses dois players internacionais”, explica Osaki.

Custo Brasil e o alerta climático do El Niño

Se o cenário global e o solo desafiam o agricultor, o ambiente doméstico também não dá trégua. Na avaliação do especialista, a atuação do governo pesa. “Vários setores produtivos estão no limite sendo asfixiados com a ânsia do governo de querer taxar todo mundo para tentar recobrir a gastança, seu comportamento perdulário”, diz.

Entre as principais preocupações estão alterações tributárias recentes, que devem elevar os custos com insumos. “Isso é uma consequência que o setor produtivo acaba subsidiando. Esse tipo de desastre administrativo traz consequências”, complementa.

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Como se não bastasse o aperto financeiro, o fantasma climático volta a rondar com a proximidade do El Niño no segundo semestre. Para estados como o Rio Grande do Sul, que ainda tentam se reorganizar financeiramente após quebras sequenciais, o alerta é máximo.

“É o estado onde temos a situação mais grave de todas. Lá, a pergunta do produtor vai ser: ‘vou perder menos de quanto?’”, lamenta o especialista. A única certeza, como bem define Osaki, é que o agronegócio nacional precisará, mais uma vez, provar sua força longe de qualquer zona de conforto.

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Agro MT