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14 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Mercado de soja inicia semana cauteloso à espera de dados do USDA – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de soja deve ter uma segunda-feira (30) de pouca movimentação, em meio à expectativa pela divulgação do relatório de intenção de área nos Estados Unidos e a um cenário externo ainda volátil. Em Chicago, os agentes adotam postura de cautela antes dos números do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), enquanto os conflitos no Oriente Médio mantêm o risco de oscilações mais intensas nos preços. No mercado interno, o produtor avança com a colheita, mas segue seletivo nas vendas, aproveitando oportunidades pontuais, o que mantém os negócios em ritmo moderado.

Na sexta-feira (27), o mercado brasileiro de soja encerrou a semana com oscilações mistas nas cotações internas, refletindo a volatilidade em Chicago e no câmbio. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os melhores momentos de preços ocorreram pela manhã, quando a Bolsa de Chicago operava em alta.

Ao longo do dia, no entanto, o cenário mudou. Chicago passou a recuar, acompanhada pela queda do dólar, o que resultou em cotações mistas no mercado físico. “Depois disso, o mercado travou”, afirmou Silveira. Ele destacou que os agentes seguiram cautelosos, à espera de novos direcionadores. “Os players estavam aguardando os dados de intenção de plantio da nova safra nos Estados Unidos, que sairiam no dia 31”, explicou.

Na semana como um todo, houve algum avanço na comercialização, mas ainda em ritmo moderado. “Seguimos com negócios acontecendo, mas sem grande intensidade”, acrescentou o analista.

No mercado físico, em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 125,00 para R$ 124,00, assim como em Santa Rosa (RS), de R$ 126,00 para R$ 125,00. Em Cascavel (PR), as cotações caíram de R$ 121,00 para R$ 120,00. Já em Rondonópolis (MT), os preços recuaram de R$ 110,00 para R$ 109,00, enquanto em Dourados (MS) avançaram de R$ 113,00 para R$ 114,00. Em Rio Verde (GO), a saca subiu de R$ 110,50 para R$ 111,00.

Nos portos, Paranaguá (PR) registrou queda de R$ 132,00 para R$ 131,00 por saca. Em Rio Grande (RS), as indicações recuaram de R$ 131,00 para R$ 130,00.

CHICAGO
  • A Bolsa de Mercadorias de Chicago opera com alta de 0,62% no contrato maio/26 do grão, cotado a US$ 11,66 1/2 por bushel.
  • O mercado é sustentado pela alta do petróleo, em meio à escalada do conflito envolvendo o Irã, além das preocupações com o clima seco em regiões produtoras dos Estados Unidos.
  • Na sexta-feira (27), a soja fechou em baixa, praticamente zerando os ganhos da semana. O mercado foi pressionado por realização de lucros, enquanto agentes avaliaram as novas diretrizes para o biodiesel nos Estados Unidos e se posicionaram antes do relatório de intenção de plantio do USDA.
CÂMBIO
  • O dólar comercial registra alta de 0,13%, a R$ 5,2451. O Dollar Index opera com recuo de -0,04%, a 100,282 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
  • As principais bolsas da Ásia operaram mistas. Tóquio, -2,79%. Xangai, +0,24%.
  • As bolsas da Europa operam em leve alta. Frankfurt, +0,39%. Londres, +0,85%.
  • O petróleo opera em alta. Maio de 2026 do WTI em NY: US$ 101,51 o barril (+1,87%).
AGENDA

Segunda-feira (30/03)

  • Alemanha: A leitura preliminar do índice de preços ao consumidor de março será publicada às 9h pelo Destatis.
  • Inspeções de exportação semanal dos EUA – USDA, 12h.
  • Japão: A taxa de desemprego de fevereiro será publicada às 20h30 pelo departamento de estatísticas.
  • Japão: A leitura preliminar da produção industrial de fevereiro será publicada às 20h50 pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria.

Terça-feira (31/03)

  • Reino Unido: A leitura revisada do PIB do quarto trimestre será publicada às 3h pelo departamento de estatísticas.
  • Alemanha: A taxa de desemprego de fevereiro será publicada às 4h55 pelo Destatis.
  • Eurozona: A leitura preliminar do índice de preços ao consumidor de março será publicada às 6h pelo Eurostat.
  • O IBGE divulga, às 9h, o Indice de Preços ao Produtor Indústrias extrativas e de transformação referente a fevereiro.
  • Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral, na parte da manhã.
  • O Ministério do Trabalho divulga os dados de fevereiro do Caged. – Estoques trimestrais de soja, milho e trigo nos EUA USDA, 13h.
  • Relatório de intenção de plantio em 2026 para soja, milho, trigo e algodão nos EUA USDA, 13h.

Quarta-feira (1/04)

  • A empresa de alimentos Conagra Brands publica seus resultados trimestrais. – Eurozona: A taxa de desemprego de fevereiro será publicada às 6h pelo Eurostat.
  • EUA: A posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada será publicada às 11h30 pela administração de informações de energia do governo dos Estados Unidos.

Quinta-feira (2/04)

  • O IBGE divulga, às 9h, a Produção Industrial Mensal referente a fevereiro. – Exportações semanais de grãos dos EUA USDA, 9h30.
  • EUA: O saldo da balança comercial de fevereiro será publicado às 9h30 pelo Departamento do Comércio.
  • Relatório de condições das lavouras da Argentina
  • Ministério da Agricultura, na parte da tarde.
  • Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas
  • Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.
  • Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.

Sexta-feira (3/04)

  • Feriado – Sexta-feira Santa.
  • EUA: O número de empregos criados ou perdidos pela economia (payroll) e a taxa de desemprego de março serão publicados às 9h30 pelo Departamento do Trabalho.
  • Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA, 16h.

Fonte: Safras News



 

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Sustentabilidade

Como o sistema de produção condiciona o sucesso da lavoura de soja – MAIS SOJA

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Com a aproximação da época de semeadura da soja, chega o momento de escolher a cultivar ideal que melhor se adapte às condições de cada produtor. A primeira etapa para determinar a cultivar está relacionada ao conhecimento do ambiente (temperatura, radiação solar e fotoperíodo) e do sistema de produção. Um sistema intensificado de cultivos impede o produtor semear a soja na época ideal, demonstrando como o sistema de produção frequentemente condiciona a época de semeadura. No Sul do Brasil, por exemplo, uma análise em 853 lavouras de soja apontou que há uma perda de 995 kg ha-1 pela escolha incorreta do GMR ou época de semeadura (Winck et al., 2023).

A época de semeadura influencia diretamente o comportamento fenológico e o potencial de produtividade de cada lavoura. O fator biofísico que mais explica o potencial de produtividade de uma lavoura (sem limitações hídricas, nutricionais ou bióticas) é o coeficiente fototérmico (razão entre a radiação solar incidente e a temperatura do ar) durante a fase entre os estágios R3 (início da formação dos legumes) e R7 (maturidade fisiológica) da soja (Fehr & Caviness, 1977; Zanon et al., 2016).

Para exemplicar essa dinâmica, a Figura 1 apresenta o momento de ocorrência de cada fase fenológica de cultivares com diferentes GMRs em relação ao fotoperíodo do local de semeadura. Compreender essas relações permite alinhar o período crítico da cultura com a maior oferta ambiental (maior coeficiente fototérmico), além de evidenciar como esse posicionamento é influenciado pela época de semeadura e pelo GMR da cultivar.

Figura 1. Relação de cultivares de soja (hábito de crescimento indeterminado) com diferentes Grupos de Maturidade Relativa (GMR), semeados em Chapadinha/MA – Brasil (A), Sorriso/MT – Brasil (B), Passo Fundo/RS – Brasil (C), Pergamino/BA – Argentina (D) e North Platte/NE – EUA (E), com os seus respectivos fotoperíodos. A linha preta tracejada indica o fotoperíodo (horas) ao longo do período de cultivo. As colunas com diferentes cores representam as diferentes durações (dias) das fases do ciclo de desenvolvimento da soja. SE-R1: fase vegetativa, da semeadura (SE) até o aparecimento da primeira flor na haste principal (R1); R1-R3: início do florescimento (R1) ao início da formação de legumes (R3); R3-R5: início da formação de legumes (R3) ao início do enchimento de grãos (R5); R5-R7: início do enchimento de grãos (R5) até maturidade fisiológica (R7). O retângulo tracejado representa o período crítico para a cultura da soja de R3 a R6.


Referências:

FEHR, W.R. and CAVINESS, C.E. Stages of soybean development. Special Report 80, Iowa Agricultural Experiment Station, Iowa Cooperative External Series, Iowa State University, Ames, 1977.

WINCK, J. E. M. et al. Decomposition of yield gap of soybean in environment × genetics × management in Southern Brazil. European Journal of Agronomy, v. 145, p. 126795, 2023. Disponível em: < https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S1161030123000631 >, acesso: 21/07/2026.

WINCK, J.E.M et al. Ecofisiologia da soja visando altas produtividades. 3era Edição, 2025.

ZANON, A.J; STRECK, N.A; GRASSINI, P. Climate and Management Factors Influence Soybean Yield Potential in a Subtropical Environment. Agronomy Journal, v. 108, n. 4, p. 1447-1454, 2016. Disponível em: < https://acsess.onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.2134/agronj2015.0535 >, acesso 22/07/2026.

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Sustentabilidade

Soja mantém protagonismo nas exportações de MS – MAIS SOJA

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A soja manteve a liderança entre os produtos exportados por Mato Grosso do Sul em julho de 2026. Segundo levantamento da Aprosoja/MS, com dados do ComexStat, soja e resíduos representaram 35,6% da pauta de exportações do Estado no sétimo mês do ano. Na sequência aparecem celulose, com 30,6%, e carne bovina, com 15,5%.

O desempenho contribuiu para o resultado positivo da balança comercial sul-mato-grossense, que encerrou julho com saldo de US$ 1,084 bilhão. As exportações somaram US$ 1,264 bilhão, enquanto as importações totalizaram US$ 180 milhões.

Outro destaque foi o óleo de soja, que aparece entre os principais produtos comercializados pelo Estado.

“A participação da soja confirma a força da cadeia produtiva sul-mato-grossense no comércio exterior, mas o avanço de itens processados também merece atenção. É um movimento que amplia as possibilidades de geração de valor dentro do próprio Estado”, avalia o analista de Economia da Aprosoja/MS, Linneu Borges Filho.

Nas importações, o gás natural permaneceu na primeira colocação, respondendo por 39,3% do total. O cobre ficou em segundo lugar, seguido por equipamentos elétricos. A via férrea, que representou 3,6% das importações, apareceu na quinta posição.

 A presença da via férrea entre os principais itens importados, segundo a análise do boletim, está relacionada à execução do projeto de curta extensão do ramal ferroviário de Inocência.

O resultado da balança comercial reforça, ainda, a diferença entre os fluxos de comércio registrados no mês: o valor exportado foi aproximadamente sete vezes superior ao importado.

Para Linneu, acompanhar a composição desses fluxos é importante para compreender não apenas o resultado mensal, mas também os movimentos estruturais da economia estadual.

“Os dados permitem enxergar onde estão os principais vetores de geração de divisas e quais setores vêm ganhando espaço na composição do comércio exterior. Essa leitura é importante para orientar decisões e avaliar os efeitos dos investimentos produtivos e logísticos no Estado”, conclui.

O boletim completo pode ser acessado clicando aqui.

Fonte: Aprosoja/MS



FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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Sustentabilidade

Trigo: Monitoramento da lavoura ajuda no controle de doenças – MAIS SOJA

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O clima úmido, com baixa luminosidade e temperaturas amenas, pode favorecer a presença de fungos nas lavouras de cereais de inverno. Para reduzir o impacto, a Embrapa Trigo recomenda algumas estratégias de manejo das lavouras.

De acordo com a fitopatologista Cheila Sbalcheiro, da Embrapa Trigo, a ocorrência ou mesmo a intensidade das doenças depende da resistência ou suscetibilidade da cultivar escolhida e das condições climáticas em cada fase de desenvolvimento da cultura. Por isso, o monitoramento das lavouras permite fazer o melhor controle das doenças fúngicas como manchas foliares, oídio, ferrugens e giberela, especialmente em anos de El Niño.

“Após dias consecutivos de chuva as manchas foliares exigem maior atenção do produtor na fase inicial do trigo, já que estas doenças evoluem muito rápido e, caso não controladas, certamente vão impactar no rendimento final da lavoura”, diz Cheila. Ela explica que as plantas precisam de tecido verde para garantir a produtividade, mas como os fungos causam lesões nas folhas, tendem a comprometer a área de fotossíntese.

Outro risco para a produção de grãos de inverno em anos de El Niño é a giberela, já que chuva em dias consecutivos e temperatura entre 24 e 30ºC potencializam a ocorrência de epidemias. O fungo causador da giberela pode atacar as espigas a partir do espigamento até a fase final de enchimento de grãos, ocasionando perdas de até 25% no rendimento, além do potencial de contaminação dos grãos por micotoxinas, que prejudicam a saúde humana e animal.

“Sempre orientamos o produtor a monitorar a lavoura para fazer o manejo de doenças em trigo, mas no caso da giberela a recomendação é monitorar as previsões climáticas para fazer o controle preventivo e evitar que o fungo chegue à espiga”, explica Cheila Sbalcheiro, destacando que, para o melhor controle da doença, é preciso fazer a proteção antecipada da espiga: “Por exemplo, com previsão de chuva nas próximas 24h a 72h, a orientação é aplicar o fungicida antes da chuva e repetir a operação após 7 a 10 dias se houver nova previsão de chuva”.

Adubação assertiva

A adubação nitrogenada pode ajudar na sanidade da lavoura, evitando que a planta fique debilitada, com pouca energia para reagir a entrada de vírus, fungos e bactérias que podem causar doenças.

Em anos de El Niño, para o melhor aproveitamento da adubação nitrogenada, considerando possíveis perdas causadas pelo excesso de chuva, a estratégia indicada pela pesquisa é parcelar as aplicações de N em três momentos: na semeadura; entre duas folhas e o início do perfilhamento; e na fase reprodutiva (entre o perfilhamento e o início do alongamento).

Em teoria, o ideal é que, antes ou após a aplicação do nitrogênio em cobertura, ocorra uma chuva de 5 a 10 milímetros. Mas como isso nem sempre é possível, o produtor deve observar as condições climáticas para definir o momento da aplicação, dando preferência aos dias ensolarados com grande disponibilidade de radiação.

Em caso de volumes elevados de chuva após a aplicação de N, ocasionando lixiviação ou escoamento superficial no talhão, o produtor deve fazer a compensação da dose na próxima aplicação.

Fonte: Embrapa



 

FONTE

Autor:Joseani M. Antunes (MTb 9693/RS) Embrapa Trigo

Site: Embrapa

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