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Sustentabilidade

Da pesquisa à lavoura, CTECNO Parecis leva ciência ao campo há dez anos – MAIS SOJA

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O investimento em pesquisa e inovação tem sido um dos principais motores da evolução da agricultura brasileira, garantindo o aumento da produtividade, eficiência no uso de insumos e maior rentabilidade ao produtor rural. Em Mato Grosso, essa conexão entre a ciência e o campo ganhou forças com a atuação do Centro Tecnológico de Campo Novo do Parecis (CTECNO Parecis), do Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT) em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT).

Há dez anos, o CTECNO Parecis atua diretamente na geração de dados técnicos e científicos para atender demandas reais dos produtores. Ao longo desses anos, pesquisas em fertilidade do solo, genética, manejo nutricional, plantas de cobertura e uso de novas tecnologias têm contribuído para transformar o conhecimento científico em resultados práticos dentro das propriedades.

Segundo o coordenador de pesquisa do CTECNO Parecis, Rodrigo Hammerschmitt, a implantação do centro de estudos têm auxiliado no aumento de pesquisas com foco na fertilidade do solo.

“Ao longo das últimas dez safras, conduzimos experimentos consolidados, avaliando doses e momentos de aplicação de nutrientes como fósforo, potássio e enxofre, entre outros estudos. Isso permite avaliar variações de clima, genética e solo, principalmente em áreas arenosas, e direcionar ao produtor qual a quantidade ideal de nutriente para alcançar uma produtividade satisfatória”, explicou.

Segundo Rodrigo, os dados gerados nas pesquisas não ficam restritos ao campo experimental. Eles são repassados aos produtores por meio de visitas técnicas à estação de pesquisa, dias de campo e rodadas técnicas realizadas nos núcleos da Aprosoja MT. “Levamos os resultados compilados dos últimos anos e apresentamos conforme a realidade local de cada produtor. É um direcionamento técnico, baseado em dados, para auxiliar na tomada de decisão dentro da propriedade”, destacou.

Além das pesquisas consolidadas, o CTECNO também atua na validação de novas tecnologias que surgem no mercado. “Sempre que aparece uma inovação com potencial de aumento de produtividade e que desperta interesse coletivo dos produtores, nós testamos dentro da estação de pesquisa. Assim conseguimos validar se o resultado é positivo ou negativo antes de o produtor investir em área comercial”, pontuou Rodrigo.

Na prática, os impactos desse trabalho já são percebidos nas lavouras. O produtor e delegado do núcleo de Claúdia, Ivan Hoffmann, afirma que as pesquisas do CTECNO Parecis foram determinantes para superar desafios relacionados à produtividade em solos arenosos. “Antigamente tínhamos dificuldade de alcançar boas produtividades na soja. Acompanhei desde o início as pesquisas voltadas ao manejo desses solos e passamos a implementar práticas como o uso de palhada, manejo mais eficiente do fósforo e do potássio, sempre com base em análise de solo”, relatou.

Ivan destaca que, mesmo com a redução de doses de alguns fertilizantes, os resultados foram positivos. “Hoje conseguimos produzir em solos arenosos praticamente o mesmo que em solos argilosos. No milho, o escalonamento da aplicação de nitrogenados, seguindo as recomendações do CTECNO, fez toda a diferença. São decisões baseadas em pesquisa que aumentaram nossa produtividade ano após ano”, afirmou.

Para o produtor, a imparcialidade do centro de pesquisa é um dos principais diferenciais. “As demandas partem do produtor e os resultados mostram o que realmente funciona, o que dá para economizar e onde é possível ganhar produtividade. Isso é fundamental para quem está no campo”, completou.

Olhando para o futuro, o CTECNO Parecis segue ampliando suas linhas de pesquisa. Segundo Rodrigo Hammerschmitt, além da fertilidade do solo, o centro tem avançado em estudos com novos materiais genéticos, densidade populacional, épocas de semeadura, produtos biológicos, manejo de pragas, herbicidas, micronutrientes e estruturadores de plantas. “Nosso objetivo é seguir aprimorando esses trabalhos para entregar informações cada vez mais qualificadas ao produtor, sempre alinhadas à realidade da lavoura”, ressaltou.

Ao completar dez anos de atuação, o CTECNO Parecis reafirma o papel estratégico da pesquisa aplicada como ferramenta essencial para uma agricultura mais eficiente, sustentável e competitiva. O investimento em genética, manejo de solo, nutrição de plantas e novas tecnologias segue sendo um dos caminhos mais seguros para garantir produtividade e rentabilidade no campo.

Fonte: Aprosoja/MT



 

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Sustentabilidade

Mercado de soja segue lento e com preços recuando no Brasil; Chicago e dólar caem – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de soja teve uma semana predominantemente travada, com registro de movimentos pontuais e sem volumes relevantes. Os prêmios apresentaram poucas mudanças, enquanto câmbio e Chicago acumularam perdas na semana, afastando os negociadores.

De modo geral, o movimento foi de preços mistos, sem direção clara. O analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que o produtor segue fora do mercado, assim como as tradings, o que limita a liquidez. “O quadro da semana, como um todo, foi de poucos movimentos”, resume.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 125,00 para R$ 124,00 na semana. Em Cascavel (PR), a cotação baixou de R$ 120,00 para R$ 119,00. Em Rondonópolis (MT), o preço caiu de R$ 110,00 para R$ 107,00. No Porto de Paranaguá, a saca passou de R$ 131,00 para R$ 130,00.

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em maio acumularam desvalorização de 4,55%, encerrando a semana a US$ 11,69 1/2 por bushel. Após atingir na semana passada o maior patamar em dois anos, o mercado iniciou a semana no limite diário de baixa, sessão responsável pela queda semanal.

O motivo da queda foi a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar seu esperado encontro com o presidente chinês Xi Jinping. A reunião estava prevista para o final de março, mas as últimas informações é de que o encontro ficará para um período daqui 30 a 45 dias.

Por conta do conflito no Oriente Médio, Trump decidiu postergar o encontro. O atraso no encontro significa também adiamento de um possível acordo comercial. O mercado vive a expectativa de um acerto de compra de soja americana por parte dos chineses.

A semana também não foi das melhores em termos de câmbio. No balanço, o dólar comercial recuou 1,47%, sendo cotado na manhã da sexta a R$ 5,2387. O recuo tira competitividade da soja brasileira.

Fonte: Agência Safras



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Sustentabilidade

Mercado de trigo mantém preços firmes com liquidez limitada e cautela dos agentes – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana com negociações pontuais e ritmo moderado, refletindo a postura cautelosa dos agentes diante de um ambiente ainda indefinido. A combinação de oferta imediata restrita, instabilidade nos referenciais externos e demanda enfraquecida por derivados limitou o avanço dos negócios.

“Os agentes atuam de forma mais conservadora, o que resulta em negócios pontuais e andamento lento tanto no Rio Grande do Sul quanto no Paraná”, disse o analista e consultor de Safras & Mercado, Elcio Bento.

No mercado físico, os preços se mantiveram relativamente firmes, sustentados mais pela restrição de oferta do que por um consumo aquecido. No Rio Grande do Sul, negócios ocorreram ao redor de R$ 1.150 por tonelada FOB, enquanto pedidas entre R$ 1.200 e R$ 1.250/t encontraram resistência dos moinhos.

“Essa diferença reflete, principalmente, as dificuldades no escoamento de derivados e as margens comprimidas da indústria, o que mantém o mercado lento e bastante seletivo”, afirmou Bento.

No Paraná, o cenário foi semelhante, com negociações restritas e forte influência de fatores logísticos. Fretes elevados, escassez de caminhões, em meio ao pico de escoamento de soja e milho, e entraves operacionais contribuíram para limitar o fluxo de comercialização. “A logística continua sendo um fator relevante, com fretes elevados e menor disponibilidade de caminhões, o que impacta diretamente o fluxo de comercialização”, destacou o analista.

Além disso, a demanda fragilizada pelo fraco desempenho do mercado de farinha seguiu comprimindo margens e restringindo a atuação dos moinhos, que priorizam a gestão de estoques. Do lado da oferta, a menor urgência de venda por parte dos produtores também reduziu a pressão vendedora, mantendo o mercado tecnicamente firme, porém com baixa liquidez.

Para a próxima semana, a expectativa é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais e seletivas. A evolução do câmbio, o comportamento das cotações internacionais e, principalmente, o avanço da colheita de verão, que pode destravar a logística, serão determinantes para uma eventual retomada do ritmo de negócios.

“Sem uma melhora mais clara no consumo ou maior estabilidade nos indicadores externos, a tendência é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais, seletivas e de ritmo moderado”, aponta o especialista.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Valor Bruto da Produção Agropecuária deve atingir R$ 1,39 tri em 2026 – MAIS SOJA

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O Valor Bruto da Produção (VBP), que mede o faturamento da agropecuária, deve atingir R$ 1,39 trilhão, queda de 4,8% em relação a 2025, segundo projeção da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Esse resultado reflete a combinação da redução dos preços reais e, em menor medida, de variações na produção.

Para a agricultura, o faturamento estimado para 2026 é de R$ 903,5 bilhões, redução de 5,9% na comparação com 2025. A soja, que tem maior participação no VBP agrícola, deve ter queda de apenas 0,5% no VBP, mesmo com aumento da produção (3,71%).

Para o milho, a previsão é de queda de 6,9% no VBP, devido à redução dos preços (-4,9%) e da produção (-2,05%). Já a cana-de-açúcar deve registrar diminuição de 5,6% no faturamento, em razão da queda nos preços (-5,2%), apesar da leve alta na produção (0,37%).

Por outro lado, o café arábica terá desempenho positivo, com crescimento de 10,4% no VBP, impulsionado principalmente pelo aumento expressivo da produção (23,29%), apesar da redução esperada nos preços (10,5%).

Para a pecuária, por sua vez, o VBP estimado é de R$ 485,3 bilhões, queda de 2,6% em relação a 2025. A carne bovina foi o único produto com projeção de faturamento (7,6%). Para os demais produtos do segmento, a previsão é de queda, reflexo de menores preços reais recebidos pelos produtores.

Neste contexto, as reduções de receitas projetadas são de 19,1% para o leite, 13,3% para os ovos, 10,2% para a carne suína e de 5,8% para a carne de frango.

Veja o Comunicado Técnico do VBP

Fonte: CNA



FONTE

Autor:CNA

Site: CNA

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