Connect with us

Sustentabilidade

Mercado brasileiro de milho deve ter mais um dia de lentidão e preços estáveis – MAIS SOJA

Published

on


O mercado brasileiro de milho deve ter mais um dia de lentidão e preços estáveis, tendo em vista o ritmo arrastado adotado por produtores e consumidores neste início de ano. No cenário internacional, a Bolsa de Mercadorias de Chicago opera em alta e o dólar sobe frente ao real, podendo trazer mais movimentações aos investidores.

O mercado brasileiro de milho registrou preços estáveis nesta terça-feira. Segundo o consultor de Safras & Mercado, Paulo Molinari, apareceu um pouco mais de oferta regionalmente, com o Rio Grande do Sul começando a colher. Mas, as cotações seguem relativamente estáveis na maior parte das regiões. O dólar em baixa é aspecto de pressão para os portos.

No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 71,00/74,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 71,00/73,00 a saca.

No Paraná, a cotação ficou em R$ 63,00/65,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 67,00/70,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 71,00/74,00 a saca.

No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 69,00/70,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 65,50/67,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 60,00/63,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 61,00/64,00 a saca em Rondonópolis.

CHICAGO

* Os contratos com vencimento em março de 2026 operaram cotados a US$ 4,45 3/4 por bushel, alta de 1,25 centavo, ou 0,39% em relação ao fechamento anterior.

* Após cair em seis das últimas sete sessões, o mercado voltou a subir seguindo um movimento de recuperação técnica e um quadro de demanda firme pelo produto dos Estados Unidos. Contudo, a perspectiva de uma ampla oferta global e as perdas do petróleo em Nova York impediram que o cereal retomasse um ritmo consistente de ganhos.

* Ontem, os contratos de milho com entrega em março fecharam a US$ 4,44, com baixa de 0,50 centavo, ou 0,11%, em relação ao fechamento anterior. A posição maio fechou a sessão a US$ 4,51 1/4 por bushel, recuo de 0,75 centavo de dólar, ou 0,16%, em relação ao fechamento anterior.

CÂMBIO

* O dólar comercial opera com alta de 0,11%, cotado a R$ 5,3870. O Dollar Index registra desvalorização de 0,03% a 98,55 pontos.

INDICADORES FINANCEIROS

* As principais bolsas na Europa operam com índices mistos. Paris, -0,02%. Frankfurt, + 0,72%. Londres, -0,57%.

* As principais bolsas da Ásia fecharam com preços mistos. Xangai, + 0,05%. Japão, -1,06%.

* O petróleo opera com baixa. Fevereiro do WTI em NY: US$ 57,07 o barril (-0,10%).

AGENDA

– EUA: A posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada será publicada às 12h30 pelo Departamento de Energia (DoE).

—–Quinta-feira (8/01)

– China: O saldo da balança comercial de dezembro será publicado à meia-noite pela alfândega.

– Eurozona: O índice de preços ao produtor de novembro será publicado às 7h pelo Eurostat.

– Eurozona: A taxa de desemprego de novembro será publicada às 7h pelo Eurostat.

– A FGV divulga, às 8h, o IGP-DI referente a dezembro.

– O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga, às 9h, a Produção Industrial Mensal referente a novembro.

– EUA: O saldo da balança comercial de outubro será publicado às 10h30 pelo Departamento do Comércio.

– Exportações semanais de grãos dos EUA pendentes referentes à semana do dia 1/01 – USDA, 10h30.

– Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, na parte da tarde.

– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.

– Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.

– China: O índice de preços ao consumidor de dezembro será publicado às 22h30 pelo departamento de estatísticas.

– China: O índice de preços ao produtor de dezembro será publicado às 22h30 pelo departamento de estatísticas.

—–Sexta-feira (9/01)

– Alemanha: O saldo da balança comercial de novembro será publicado às 4h pelo Destatis.

– O IBGE divulga, às 9h, o IPCA e INPC referentes a dezembro.

– EUA: O número de empregos criados ou perdidos pela economia (payroll) e a taxa de desemprego de dezembro será publicado às 10h30 pelo Departamento do Trabalho.

– Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA, 16h.

Fonte: Pedro Carneiro / Safras News



 

Continue Reading

Sustentabilidade

Intenção de plantio nos EUA e viagem de Trump à China ganham atenção do mercado da soja – MAIS SOJA

Published

on


O mercado brasileiro de soja teve uma semana de poucas alterações nos preços e de movimentação limitada, mas com alguns momentos de melhora. Os produtores aproveitaram os picos de Chicago e dólar para negociar um pouco mais, mas sempre em operações limitadas.

No exterior, o conflito no Oriente Médio continua guiando as operações e as atenções se voltam para os impactos da alta do petróleo sobre importantes pontos. Um deles é para a intenção de plantio para 2026. A dúvida é saber se a alta nos custos pode prejudicar a semeadura.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deverá apontar aumento na área a ser plantada com soja naquele país em 2026 na comparação com o ano anterior. O relatório de intenção de plantio do USDA será divulgado na terça, 31, às 13hs. A previsão deverá indicar área maior que a estimativa divulgada em fevereiro, durante o Fórum Anual do Departamento.

Pesquisa realizada pela agência Reuters indica que o mercado está apostando em número de 85,55 milhões de acres. No ano passado, os americanos semearam 81,22 milhões de acres. A média das projeções oscila entre 84,25 milhões e 86,5 milhões de acres.

Se a expectativa do mercado for confirmada, o USDA vai indicar um número superior aos 85 milhões de acres indicados durante o Fórum. A área de soja deverá ficar abaixo da de milho, projetada em 94,37 milhões de acres, contra 98,79 milhões do ano anterior.

Estoques

Também na terça será divulgado o relatório com a posição dos estoques americanos em 1º de março. O mercado espera estoques em 2,077 bilhões de bushels. Em igual período do ano passado, o número era de 1,911 bilhão. Em dezembro, os estoques estavam em 3,29 bilhões de bushels.

Encontro Trump/Xi

A Casa Branca informou que o presidente Donald Trump viajará a Pequim nos dias 14 e 15 de maio para uma visita remarcada e um encontro com o presidente chinês Xi Jinping.

A viagem havia sido originalmente planejada para antes, mas foi adiada para que Trump permanecesse em Washington acompanhando e conduzindo o envolvimento dos EUA na guerra contra o Irã. O reagendamento ocorre mesmo com o conflito ainda em andamento, enquanto os EUA continuam pressionando Teerã a aceitar uma proposta de cessar-fogo.

O mercado espera que o encontro resulte em algum tipo de acordo comercial entre as duas principais economias globais. Entre as negociações, claro, atenções voltadas para a possível compra de soja americana pelos chineses.

Fonte: Agência Safras



 

Continue Reading

Sustentabilidade

Em compasso de espera, mercado de arroz registra negociações pontuais – MAIS SOJA

Published

on


O mercado brasileiro do arroz encerra a semana em compasso de espera, com negociações pontuais, cotações fragilmente sustentadas e formação de preços cada vez mais dependente de fatores psicológicos e institucionais. Segundo o analista e consultor de Safras & Mercado, a divulgação da portaria e a expectativa em torno dos leilões de PEP/PEPRO alteraram de forma importante o comportamento dos agentes, levando produtores a reter ainda mais oferta no campo e reduzindo de maneira abrupta a disponibilidade spot.

“Esse movimento trouxe sustentação temporária às indicações, mas não resolveu o problema estrutural de rentabilidade nem destravou a comercialização de forma consistente”, explicou o analista.

Conforme Oliveira, no curto prazo, a colheita no Rio Grande do Sul segue avançando de maneira heterogênea, com quase 40% da área colhida e atraso relevante em relação à safra passada (51%). As diferenças regionais ajudam a explicar a persistência de oferta restrita em algumas praças, sobretudo nas áreas mais lentas, o que mantém o mercado tensionado. Ainda assim, o quadro não é de escassez estrutural, mas de represamento.

“O produtor está ofertando o mínimo possível, enquanto a indústria opera com estoques baixos e necessidade de recomposição, o que amplia a disputa por lotes disponíveis e sustenta os preços no curto prazo”, relatou.

As indicações permanecem firmes, com referências entre R$ 58 e R$ 62/sc para padrão indústria no Rio Grande do Sul, chegando a R$ 65/sc para produto nobre, enquanto Santa Catarina opera entre R$ 52 e R$ 55/sc. No entanto, essa firmeza nominal convive com uma realidade econômica bem menos confortável.

O frete segue como principal fator de compressão de margem, operando entre R$ 9 e R$ 10/sc, com risco de novo aumento em um cenário de piora logística. Para Oliveira, nesse ambiente, a conta do produtor continua apertada, e o preço no porto, embora elevado na percepção de mercado, não se converte em rentabilidade.

“A exportação continua cumprindo papel central como válvula de equilíbrio. Os line-ups já indicam cargas programadas para abril, com destaque para uma carga do casca com destino provável à Venezuela e uma de quebrados para Senegal. Mesmo assim, o fluxo exportador, embora ativo, ainda não tem força suficiente para alterar de maneira estrutural a formação de preços internos”, adicionou Oliveira.

O quadro internacional reforça esse viés. A entrada mais forte da Índia, a produção robusta no Sudeste Asiático e a postura defensiva dos importadores consolidam um cenário de pressão sobre os preços globais. Para o Brasil, isso significa disputar mercado em um ambiente de competição mais dura, com menor espaço para valorização sustentada. Ao mesmo tempo, a geopolítica adiciona ruído relevante sobre custos de energia, frete e seguros, mantendo o diesel como variável crítica para colheita, transporte e escoamento.

O especialista de Safras & Mercado também explica que, em termos estruturais, o mercado atual se apoia em três pilares de curto prazo: retenção de oferta, atraso relativo de colheita e exportações ativas. “O problema é que esses pilares são transitórios. Se o represamento de volume persistir, a tendência é de entrada mais concentrada de produto no segundo semestre, justamente em um período de oferta global mais abundante. Isso eleva o risco de pressão baixista futura, especialmente se o escoamento externo não avançar no ritmo necessário”, destacou.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

Continue Reading

Sustentabilidade

Rotação de culturas no plantio direto preserva os estoques de nutrientes do solo – MAIS SOJA

Published

on


O desequilíbrio nutricional está entre os principais fatores associados à redução da produtividade das culturas agrícolas. Nesse sentido, o aporte nutricional e o equilíbrio de nutrientes são determinantes para a expressão do potencial produtivo da cultura. Assim, o manejo da adubação, especialmente com nutrientes de elevada exportação, como nitrogênio, fósforo e potássio, torna-se indispensável safra após safra, tanto para atender à demanda das plantas quanto para repor os nutrientes exportados pelos grãos, sobretudo em sistemas de alta produtividade.

Contudo, diante do crescente custo de aquisição dos fertilizantes e das recorrentes dificuldades logísticas no cenário atual, a adubação de base, especialmente no que se refere aos macronutrientes essenciais, tem se consolidado como um dos componentes mais onerosos do sistema produtivo. Como consequência, observa-se uma redução significativa na lucratividade e na rentabilidade da produção de grãos, refletindo a estreita margem entre os custos de produção e o retorno econômico.

Nesse contexto, a adoção de estratégias de manejo que viabilizem a redução dos custos com fertilizantes torna-se cada vez mais relevante para a sustentabilidade dos sistemas de produção de grãos. Entre essas estratégias, destaca-se a rotação de culturas com espécies produtoras de grãos e plantas de cobertura que apresentem diferentes características morfológicas e fisiológicas. Essa diversificação favorece a ciclagem de nutrientes, a fixação biológica de nitrogênio, o estímulo à microbiota do solo e a solubilização e mineralização de nutrientes ao longo do perfil, contribuindo para maior eficiência no uso dos insumos e manutenção da fertilidade do solo.

Corroborando a contribuição da rotação de culturas para o manejo da fertilidade do solo, ao avaliar como sistemas agrícolas contrastantes, definidos por tipos de preparo do solo e sequência de culturas, afetam os estoques de nutrientes do solo sob manejo de baixo insumo a longo prazo, Algarín et al. (2025) constataram que o plantio direto diversificado contribuiu para a manutenção de estoques mais elevados de nitrogênio total (+15%) e de fósforo disponível (+40%), potássio trocável (+27%), cálcio (+72%) e magnésio (+43%) em relação ao preparo convencional.

O estudo desenvolvido pelos autores foi resultado de 32 anos de pesquisa, em que a sequências de culturas foi implementada continuamente em ciclos de três anos. Os três primeiros tratamentos corresponderam ao sistema de sucessão mais predominante, que inclui trigo e soja, sob diferentes níveis de preparo do solo: preparo convencional (PC), preparo reduzido (PR) e plantio direto (PD1). Além disso, foram incluídas duas rotações diversificadas de plantio direto: PD2, composta por aveia preta e soja, trigo e soja, e aveia preta e soja; e PD3, composta por trigo e soja, ervilhaca e milho, e aveia preta e soja, representados na figura 1 (Algarin et al., 2025).

Figura 1. Representação esquemática dos tratamentos, evidenciando o nível de revolvimento do solo e a sequência de culturas em cada sistema agrícola. Os tratamentos representados são: CT (preparo convencional: trigo – soja), RT (preparo reduzido: trigo – soja), NT1 (plantio direto: trigo – soja), NT2 (plantio direto: aveia preta – soja, trigo – soja, aveia preta – soja) e NT3 (plantio direto: trigo – soja, ervilhaca – milho, aveia preta – soja). Os símbolos indicam as culturas cultivadas em cada estação (inverno e verão) e o nível de preparo do solo utilizado em cada sistema agrícola.
Adaptado: Algarin et al. (2025)

Os resultados obtidos por Algarin et al. (2025) ao longo de 32 anos de cultivo demonstram que na profundidade de 0 a 30 cm do perfil do solo, as rotação de cultura NT2 e NT3, no sistema plantio direto, respectivamente, aveia preta – soja, trigo – soja, aveia preta – soja , assim como trigo – soja, ervilhaca – milho, aveia preta – soja apresentaram os maiores totais de estoque de macronutrientes, contrastando com os estoques significativamente menores no preparo convencional (CT) e preparo reduzido (RT).

Figura 2. Estoques de nitrogênio total (a), fósforo (b) e potássio (c) em diferentes camadas do solo (0–10, 10–20 e 20–30 cm) sob sistemas agrícolas: CT (preparo convencional: trigo – soja), RT (preparo reduzido: trigo – soja), NT1 (plantio direto: trigo – soja), NT2 (plantio direto: aveia preta – soja, trigo–soja, aveia preta – soja) e NT3 (plantio direto: trigo – soja, ervilhaca – milho, aveia preta – soja). As barras representam a média ± erro padrão (n = 3). Letras minúsculas diferentes indicam diferenças significativas entre os tratamentos dentro de cada profundidade do solo, enquanto letras maiúsculas diferentes indicam diferenças significativas entre os tratamentos considerando a camada total de 0–30 cm; ns: não significativo, de acordo com o teste de Duncan (p < 0,05).
Adaptado: Algarin et al. (2025)

Em números, o sistema NT3 (plantio direto: trigo–soja, ervilhaca–milho, aveia preta–soja) acumulou 4,9 Mg ha⁻¹ de nitrogênio (N) e 360 ​​kg ha⁻¹ de fósforo (P), representando aumentos de 15% e 40%, respectivamente, em relação ao preparo convencional (CT). O potássio seguiu uma tendência semelhante, com NT2 (plantio direto: aveia preta – soja, trigo – soja, aveia preta – soja) e NT3 (plantio direto: trigo – soja, ervilhaca – milho, aveia preta – soja) atingindo até 3,2 Mg ha⁻¹, pelo menos 23% a mais do que o preparo convencional e o preparo reduzido (Algarin et al., 2025).

Portanto, considerando os aspectos observados e a relevância do estudo conduzido por Algarin et al. (2025) ao longo de 32 anos de cultivo, os resultados sustentam a hipótese de que a rotação de culturas, especialmente em sistemas de plantio direto, contribui significativamente para a manutenção dos estoques de macronutrientes no solo. Dessa forma, trata-se de uma estratégia importante para aumentar a sustentabilidade da produção de grãos, mitigando os impactos do elevado custo dos fertilizantes e oferecendo uma base para reduzir, quando possível, a dependência de insumos minerais.

Confira o estudo completo desenvolvido por Algarín e colaboradores (2025), clicando aqui!



Referências:

ALGARIN, C. A. V. et al. CAN NO-TILLAGE AND CROP DIVERSIFICATION SUSTAIN NUTRIENT STOCKS IN ACIDIC AND POORLY-FERTILIZED SOILS? EVIDENCE FROM 32 YEARS OF REAL-WORLD AGRICULTURAL MANAGEMENT IN PARAGUAY. Soil Advances, 2025. Disponível em: < https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2950289625000521 >, acesso em: 27/03/2026.

 

 

Continue Reading
Advertisement

Agro MT