Business
‘É momento de cautela’, diz Fávaro ao recomendar suspender compra de fertilizantes

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) recomendou que produtores rurais suspendam, neste momento, a compra de fertilizantes diante da alta de preços e do avanço de movimentos especulativos no mercado internacional.
“É momento de cautela e de combate à especulação. A melhor forma de enfrentar a especulação é não comprar quando o preço está artificialmente elevado”, afirmou o ministro Carlos Fávaro.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Cenário internacional pressiona preços
Segundo o Mapa, a instabilidade no Oriente Médio no início de 2026, somada à interrupção temporária das exportações de nitrato de amônio pela Rússia, intensificou a corrida global por fertilizantes.
O Brasil, que importa parcela significativa dos insumos utilizados na produção agrícola, já sente os reflexos nos custos e na dinâmica de oferta.
Diante desse cenário, o ministério mantém monitoramento permanente da cadeia de suprimentos e diálogo com o setor para avaliar alternativas logísticas e estratégias de importação.
Safra atual reduz urgência de compra
Fávaro destacou que a safra de inverno já está plantada ou em fase final de implantação, o que reduz a necessidade imediata de aquisição de fertilizantes.
“Quem precisava comprar fertilizante para a safra atual já o fez. Para a safra de verão ainda há tempo”, disse.
A próxima demanda mais relevante deve ocorrer com o início do plantio da safra de verão, a partir de setembro.
Orientação é aguardar
Diante do cenário, o ministro reforçou a recomendação de suspender novas compras e aguardar maior clareza no mercado.
“Por isso, a orientação neste momento é aguardar o desenrolar do cenário internacional e evitar compras precipitadas”, pontuou.
Ele também destacou que o setor conta com alternativas tecnológicas e estratégias de manejo que podem ajudar a otimizar o uso de nutrientes nas lavouras.
Em nota, o Mapa afirmou que seguirá acompanhando a evolução do cenário global e poderá adotar medidas para garantir o abastecimento e o planejamento da próxima safra.
O post ‘É momento de cautela’, diz Fávaro ao recomendar suspender compra de fertilizantes apareceu primeiro em Canal Rural.
Agro Mato Grosso
Valtra aposta em tecnologia para elevar a rentabilidade na safra de cana 2026/27

Com safra estimada em 635 milhões de toneladas, marca destaca máquinas que unem tecnologia, economia de combustível e sustentabilidade
Agro Mato Grosso
Agro impulsiona MT à liderança da balança comercial brasileira

O resultado do quadrimestre consolida, mais uma vez, a posição estratégica do Estado na economia brasileira
Business
Safra 2026/27 caminha para ter a pior margem da soja em 10 anos

Acostumado a crescer fora da zona de conforto. É assim que o pesquisador do Cepea, Mauro Osaki, classifica o comportamento do produtor brasileiro. “Essa é a razão para a nossa produção crescer tanto. Nós nunca estivemos confortáveis”, diz. Nesse contexto, o setor já enfrentou estiagens, enchentes e reflexos de conflitos geopolíticos, entre outros.
A avaliação do especialista ocorre em mais um momento delicado para o agronegócio. A guerra no Irã, iniciada por Estados Unidos e Israel, já passa de dois meses — com impactos no preço de fertilizantes e combustíveis. Essenciais para o setor, o encarecimento desses itens deve pesar na próxima safra.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
“A gente já sabe que a safra 26/27 vai custar mais caro em termos de gasto com fertilizantes, defensivos, diesel. Esse impacto vai proporcionar uma elevação nos nossos custos”, reforça. Segundo Osaki, a variação do custo operacional efetivo (COF) deve ficar em torno de 6% a 7% em comparação com a estimativa feita para a temporada atual.
Soja: pior rentabilidade em uma década
A alta real nos custos de produção, sem uma reação na mesma magnitude por parte dos preços das commodities, deve resultar em um cenário severo de esmagamento de rentabilidade. Para a soja, a projeção já desenha um dos piores cenários da história recente.
“A soja está caminhando para isso. Se a produtividade se mantiver e o grão ficar na casa dos R$ 100 no ano que vem, nós estamos chegando próximo da menor margem dos últimos 15 anos. Nos últimos 10 anos é certeza”, alerta o pesquisador.
De acordo com ele, o único precedente de margem negativa tão expressiva foi registrado na safra 2005/06, período que culminou no histórico movimento do “tratoraço”.
O peso do Estreito de Ormuz no bolso do produtor
Desta vez, o gatilho da crise é majoritariamente externo. O conflito no Golfo, especialmente na região do Estreito de Ormuz, comprometeu o abastecimento global de gás natural e enxofre — matérias-primas essenciais para a fabricação de nitrogenados e fosfatados. O Brasil, por características naturais, acaba sendo o elo mais vulnerável dessa engrenagem global.
“Dentre os principais produtores de soja no mundo, o Brasil é o que mais sofre porque tem o solo mais ácido e mais pobre comparado com a Argentina e os Estados Unidos. Como precisamos aplicar mais adubo por hectare, vamos perder competitividade diante desses dois players internacionais”, explica Osaki.
Custo Brasil e o alerta climático do El Niño
Se o cenário global e o solo desafiam o agricultor, o ambiente doméstico também não dá trégua. Na avaliação do especialista, a atuação do governo pesa. “Vários setores produtivos estão no limite sendo asfixiados com a ânsia do governo de querer taxar todo mundo para tentar recobrir a gastança, seu comportamento perdulário”, diz.
Entre as principais preocupações estão alterações tributárias recentes, que devem elevar os custos com insumos. “Isso é uma consequência que o setor produtivo acaba subsidiando. Esse tipo de desastre administrativo traz consequências”, complementa.
Como se não bastasse o aperto financeiro, o fantasma climático volta a rondar com a proximidade do El Niño no segundo semestre. Para estados como o Rio Grande do Sul, que ainda tentam se reorganizar financeiramente após quebras sequenciais, o alerta é máximo.
“É o estado onde temos a situação mais grave de todas. Lá, a pergunta do produtor vai ser: ‘vou perder menos de quanto?’”, lamenta o especialista. A única certeza, como bem define Osaki, é que o agronegócio nacional precisará, mais uma vez, provar sua força longe de qualquer zona de conforto.
O post Safra 2026/27 caminha para ter a pior margem da soja em 10 anos apareceu primeiro em Canal Rural.
Sustentabilidade21 horas agoEm abril, IBGE prevê safra de 348,7 milhões de toneladas para 2026 – MAIS SOJA
Agro Mato Grosso2 horas agoBatida entre carro e caminhão deixa dois mortos na MT-130
Featured14 horas agoPL realiza evento para intensificar articulação com a imprensa de MT
Sustentabilidade13 horas agoSafra brasileira de grãos pode alcançar recorde e chegar a 358 milhões de toneladas – MAIS SOJA
Featured16 horas agoSão Benedito entra no ranking das maiores construtoras do Brasil e conquista 1º lugar no Centro-Oeste e em Mato Grosso
Business22 horas agoConab mantém estimativa da safra 2025/26 em 357,97 milhões de toneladas no 8º levantamento
Sustentabilidade23 horas agoEmbrapa, Simbiose e Bioma levam inovação para reduzir dependência do Brasil de fertilizantes fosfatados com a Caravana Solo Vivo, Fósforo Ativo – MAIS SOJA
Sustentabilidade20 horas agoSeguro rural: produtor enfrenta mais restrições na contratação e custo alto em cenário de riscos maiores – MAIS SOJA



















