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Episódio novo no ar! Soja Brasil destaca alta do diesel e pressão sobre os custos da colheita

O programa 50 do Soja Brasil já está no ar e coloca em destaque o impacto do diesel na cadeia produtiva, em um momento de forte pressão sobre os custos no campo. Com a colheita em ritmo acelerado, o combustível segue como um dos principais gargalos logísticos, elevando despesas de transporte e afetando diretamente a rentabilidade do produtor. Especialistas também analisam a discussão sobre possível subvenção ao diesel e os reflexos da medida no curto prazo para o setor.
Confira:
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Expedição Soja Brasil
A expedição Soja Brasil chega a Porto Nacional, no Tocantins, mostrando de perto a realidade dos produtores do Matopiba. A região, estratégica para o agronegócio, enfrenta uma safra marcada pela estiagem, com perdas que chegam a até 30% em algumas áreas. Ainda assim, o município reforça seu papel como polo logístico importante, com infraestrutura que ajuda no escoamento da produção.
EUA-China
No cenário internacional, o programa volta as atenções ao relatório do USDA, que deve indicar aumento na área plantada de soja nos Estados Unidos, além da atualização dos estoques do grão. O mercado também acompanha as projeções de exportação brasileira e a movimentação da demanda global, enquanto cresce a expectativa para o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, que pode influenciar o comércio mundial da oleaginosa.
Progresso da colheita
O programa ainda atualiza o avanço da colheita no Brasil, que já ultrapassa dois terços da área nos principais estados produtores, traz a previsão do tempo para os próximos dias e destaca o manejo da ferrugem asiática, uma das principais doenças da cultura.
Personagem Soja Brasil 25/26
Também segue aberta a votação do Personagem Soja Brasil, que movimenta o público nesta temporada. Você já votou? Participe e ajude a escolher o pesquisador e o produtor que mais fazem a diferença na cadeia produtiva da soja no Brasil!
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Safra 2026/27 caminha para ter a pior margem da soja em 10 anos

Acostumado a crescer fora da zona de conforto. É assim que o pesquisador do Cepea, Mauro Osaki, classifica o comportamento do produtor brasileiro. “Essa é a razão para a nossa produção crescer tanto. Nós nunca estivemos confortáveis”, diz. Nesse contexto, o setor já enfrentou estiagens, enchentes e reflexos de conflitos geopolíticos, entre outros.
A avaliação do especialista ocorre em mais um momento delicado para o agronegócio. A guerra no Irã, iniciada por Estados Unidos e Israel, já passa de dois meses — com impactos no preço de fertilizantes e combustíveis. Essenciais para o setor, o encarecimento desses itens deve pesar na próxima safra.
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“A gente já sabe que a safra 26/27 vai custar mais caro em termos de gasto com fertilizantes, defensivos, diesel. Esse impacto vai proporcionar uma elevação nos nossos custos”, reforça. Segundo Osaki, a variação do custo operacional efetivo (COF) deve ficar em torno de 6% a 7% em comparação com a estimativa feita para a temporada atual.
Soja: pior rentabilidade em uma década
A alta real nos custos de produção, sem uma reação na mesma magnitude por parte dos preços das commodities, deve resultar em um cenário severo de esmagamento de rentabilidade. Para a soja, a projeção já desenha um dos piores cenários da história recente.
“A soja está caminhando para isso. Se a produtividade se mantiver e o grão ficar na casa dos R$ 100 no ano que vem, nós estamos chegando próximo da menor margem dos últimos 15 anos. Nos últimos 10 anos é certeza”, alerta o pesquisador.
De acordo com ele, o único precedente de margem negativa tão expressiva foi registrado na safra 2005/06, período que culminou no histórico movimento do “tratoraço”.
O peso do Estreito de Ormuz no bolso do produtor
Desta vez, o gatilho da crise é majoritariamente externo. O conflito no Golfo, especialmente na região do Estreito de Ormuz, comprometeu o abastecimento global de gás natural e enxofre — matérias-primas essenciais para a fabricação de nitrogenados e fosfatados. O Brasil, por características naturais, acaba sendo o elo mais vulnerável dessa engrenagem global.
“Dentre os principais produtores de soja no mundo, o Brasil é o que mais sofre porque tem o solo mais ácido e mais pobre comparado com a Argentina e os Estados Unidos. Como precisamos aplicar mais adubo por hectare, vamos perder competitividade diante desses dois players internacionais”, explica Osaki.
Custo Brasil e o alerta climático do El Niño
Se o cenário global e o solo desafiam o agricultor, o ambiente doméstico também não dá trégua. Na avaliação do especialista, a atuação do governo pesa. “Vários setores produtivos estão no limite sendo asfixiados com a ânsia do governo de querer taxar todo mundo para tentar recobrir a gastança, seu comportamento perdulário”, diz.
Entre as principais preocupações estão alterações tributárias recentes, que devem elevar os custos com insumos. “Isso é uma consequência que o setor produtivo acaba subsidiando. Esse tipo de desastre administrativo traz consequências”, complementa.
Como se não bastasse o aperto financeiro, o fantasma climático volta a rondar com a proximidade do El Niño no segundo semestre. Para estados como o Rio Grande do Sul, que ainda tentam se reorganizar financeiramente após quebras sequenciais, o alerta é máximo.
“É o estado onde temos a situação mais grave de todas. Lá, a pergunta do produtor vai ser: ‘vou perder menos de quanto?’”, lamenta o especialista. A única certeza, como bem define Osaki, é que o agronegócio nacional precisará, mais uma vez, provar sua força longe de qualquer zona de conforto.
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