Featured
‘Expectativas são boas, mas margens apertadas exigem eficiência no campo’, diz sojicultor de RR

Com a liberação do plantio da soja em Roraima a partir de 18 de março, os produtores dão início a uma nova safra em um cenário que mistura desafios financeiros e expectativa positiva. O estado segue um calendário diferente de semeadura e vazio sanitário, o que exige organização e estratégia. Mesmo diante das dificuldades, o sentimento no campo é de resiliência.
O Soja Brasil conversou com o produtor rural Leonardo Vendruscolo, de Alto Alegre, que detalha o momento vivido no estado. ”As expectativas são muito boas, por mais que o produtor esteja passando por dificuldades com margens apertadas. A gente segue sempre otimista, uma nova safra começa e o nosso papel é buscar uma boa produtividade”, afirma.
Segundo ele, o produtor está mais cauteloso, mas não perde o foco. “Acredito que o produtor está mais cauteloso pelo momento da agricultura no Brasil, mas ao mesmo tempo otimista, esperando uma melhora no preço até a colheita.”
- Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!
No campo, o clima tem dado algum suporte. Chuvas pontuais ajudam no preparo das áreas e na dessecação, enquanto a expectativa é de que o período chuvoso se consolide a partir de 20 de abril, marcando o início efetivo do plantio. Outro ponto positivo é a palhada formada ao longo de 2025. “Uma das principais estratégias nesta safra é a boa palhada que conseguimos construir. Isso vai ser muito positivo para a safra 26”, destaca Vendruscolo.
Por outro lado, o peso dos custos é um dos maiores desafios, principalmente para quem busca expandir a área. “O maior impacto que vejo aqui em Roraima é a abertura de novas áreas, porque demanda mais corretivos e fertilizantes. Isso exige crédito, e hoje o crédito está mais limitado, com juros elevados”, explica. Mesmo com parte dos insumos adquiridos antecipadamente, o cenário ainda preocupa. “Conseguimos comprar fertilizantes entre outubro e dezembro com preços melhores, mas hoje os custos estão muito elevados.”
Diante desse cenário, a saída tem sido investir em eficiência. “O produtor está cada vez mais tecnificado. É usar semente de qualidade, agricultura de precisão, colocar só o necessário, principalmente porque os fertilizantes estão caros”, afirma. Para ele, o momento exige decisões mais assertivas. “Agora é produzir bem, fazer o básico bem feito e esperar que o preço da soja melhore até a colheita, para termos um cenário mais animador.”
Mesmo com os desafios, o sentimento predominante ainda é de esperança. “As expectativas são muito boas. Mesmo com as dificuldades, o produtor segue otimista e focado em fazer o seu papel dentro da porteira”, conclui.
O post ‘Expectativas são boas, mas margens apertadas exigem eficiência no campo’, diz sojicultor de RR apareceu primeiro em Canal Rural.
Featured
Mercado contradiz Trump: Por que o agro não compra narrativas

O mercado agropecuário global virou palco de um verdadeiro teatro geopolítico. Narrativas barulhentas tentam camuflar a realidade dos números.
Donald Trump anunciou um entendimento onde a China faria compras massivas de soja americana. O discurso também prometia a liberação de centenas de frigoríficos dos EUA.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
O otimismo político esbarrou na lógica econômica e nos limites físicos da produção.
O mercado financeiro não compra discursos: a queda em Chicago desmascarou o blefe político.
Pela lei básica do mercado, o anúncio de uma explosão na demanda deveria fazer os preços dispararem. O que o mundo assistiu foi o oposto.
Os preços futuros da soja despencaram forte logo após o anúncio e continuam caindo. Os investidores operaram com fluxos reais e ignoraram as promessas de palanque.
A queda livre provou a frustração do mercado com a total ausência de contratos substanciais.
Segurança alimentar é soberania: a China não vai depender de Washington para alimentar seu povo
Existe um fator geopolítico central que os analistas mais atentos não ignoram. A China jamais depositará a estabilidade do seu abastecimento nas mãos dos americanos.
Pequim traz cicatrizes das guerras tarifárias e sabe o risco de depender de Washington. O governo chinês usa promessas apenas como moeda de troca diplomática.
Na prática, o porto seguro dos chineses continua sendo o Brasil, que oferece escala e estabilidade.
Frigoríficos liberados, mas pastos vazios: os EUA enfrentam o menor rebanho em 70 anos
O ápice dessa desconexão ocorre no setor de proteínas animais. Celebrar a liberação de dezenas de plantas americanas para exportar carne chega a ser irônico.
Os Estados Unidos simplesmente não têm carne para entregar ao mercado chinês. Castigado por secas severas, o rebanho bovino norte-americano desabou.
A crise de oferta interna é tão severa que os EUA precisam comprar mais carne do Brasil.
No tabuleiro do agronegócio global, a física dos estoques sempre vence as narrativas políticas
O anúncio chinês abre as portas para frigoríficos americanos que operam hoje no vazio. Não há bois para atender essa nova demanda externa.
A política pode criar manchetes e ilusões momentâneas para o público. Porém, a capacidade real de entrega é o que dita o ritmo da economia.
Nesse cenário de verdades concretas e volume físico, o Brasil segue imbatível, inclusive a Conab está prevendo uma supersafra histórica de soja no Brasil em 2026.

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural
O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.
O post Mercado contradiz Trump: Por que o agro não compra narrativas apareceu primeiro em Canal Rural.
Featured
Crianças são as maiores vítimas de surto de Influenza em Cuiabá em 2026

Faixa etária de 0 a 6 anos lidera estatísticas com 780 casos; vacina gratuita é a principal defesa contra quadros graves
Boletim aponta aumento de casos de influenza em Cuiabá; vacinação está disponível nas 72 USFs da capital
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), divulgou o Boletim Epidemiológico de Vigilância dos Vírus Respiratórios referente ao período de 4 de janeiro a 2 de maio de 2026, que mostra aumento expressivo nos casos de influenza A e B no município. Diante do cenário, a Secretaria reforça a importância da vacinação, disponível nas 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) da capital.
Conforme os dados da Vigilância Epidemiológica, Cuiabá registrou 1.883 casos de influenza A e B no período analisado, sendo 1.454 em moradores da capital. Em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram registrados 290 casos entre residentes, o aumento foi de 401,63%.
Segundo a Vigilância Epidemiológica, o crescimento pode estar relacionado à maior circulação dos vírus respiratórios, à baixa cobertura vacinal e à ampliação da oferta de exames laboratoriais em 2026. Apesar do aumento dos casos de influenza, o boletim também aponta queda de 89,75% nas notificações de Covid-19 em relação ao mesmo período do ano passado.
A influenza é uma infecção viral altamente transmissível e pode evoluir para quadros graves, principalmente entre idosos, crianças e pessoas com comorbidades. A vacinação é considerada a principal forma de prevenção, contribuindo diretamente para a redução de internações e óbitos.
A vacina contra a influenza está disponível nas 72 USFs de Cuiabá para os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde. Na rotina, a imunização é destinada a crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos com 60 anos ou mais.
Também fazem parte do público prioritário puérperas, pessoas com doenças crônicas, pessoas com deficiência permanente, povos indígenas, quilombolas e pessoas em situação de rua.
A campanha contempla ainda trabalhadores da saúde das redes pública e privada, professores do ensino básico e superior, profissionais das forças de segurança e salvamento, integrantes das Forças Armadas, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo rodoviário, trabalhadores portuários e dos Correios, população privada de liberdade, trabalhadores do sistema prisional e jovens sob medidas socioeducativas.
Entre as condições clínicas prioritárias estão doenças respiratórias, cardíacas, renais, hepáticas e neurológicas, além de diabetes, obesidade grave, imunossupressão, transplantados e pessoas com trissomias.
A Secretaria Municipal de Saúde também mantém vacinação domiciliar para pacientes acamados ou com mobilidade reduzida acompanhados pelas equipes das Unidades de Saúde da Família. O atendimento é realizado por profissionais multiprofissionais, incluindo enfermeiros, médicos e agentes comunitários de saúde, que também ofertam consultas médicas e odontológicas durante as visitas.
Outra estratégia adotada pela Secretaria é a vacinação de profissionais da saúde diretamente nos locais de trabalho, incluindo as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), Hospital São Benedito e sede da Secretaria Municipal de Saúde.
O boletim também mostra que a faixa etária mais atingida pela influenza neste ano é a de crianças de 0 a 6 anos, com 780 casos registrados. Em seguida aparecem pessoas entre 15 e 59 anos, com 535 notificações. Já entre idosos com mais de 60 anos, foram contabilizados 133 casos até 2 de maio de 2026.
Com Assessoria
Agro Mato Grosso
Valtra aposta em tecnologia para elevar a rentabilidade na safra de cana 2026/27

Com safra estimada em 635 milhões de toneladas, marca destaca máquinas que unem tecnologia, economia de combustível e sustentabilidade
Agro Mato Grosso2 horas agoBatida entre carro e caminhão deixa dois mortos na MT-130
Sustentabilidade21 horas agoEm abril, IBGE prevê safra de 348,7 milhões de toneladas para 2026 – MAIS SOJA
Featured15 horas agoPL realiza evento para intensificar articulação com a imprensa de MT
Sustentabilidade13 horas agoSafra brasileira de grãos pode alcançar recorde e chegar a 358 milhões de toneladas – MAIS SOJA
Featured16 horas agoSão Benedito entra no ranking das maiores construtoras do Brasil e conquista 1º lugar no Centro-Oeste e em Mato Grosso
Business22 horas agoConab mantém estimativa da safra 2025/26 em 357,97 milhões de toneladas no 8º levantamento
Sustentabilidade23 horas agoEmbrapa, Simbiose e Bioma levam inovação para reduzir dependência do Brasil de fertilizantes fosfatados com a Caravana Solo Vivo, Fósforo Ativo – MAIS SOJA
Sustentabilidade20 horas agoSeguro rural: produtor enfrenta mais restrições na contratação e custo alto em cenário de riscos maiores – MAIS SOJA



















