Sustentabilidade
Em compasso de espera, mercado de arroz registra negociações pontuais – MAIS SOJA

O mercado brasileiro do arroz encerra a semana em compasso de espera, com negociações pontuais, cotações fragilmente sustentadas e formação de preços cada vez mais dependente de fatores psicológicos e institucionais. Segundo o analista e consultor de Safras & Mercado, a divulgação da portaria e a expectativa em torno dos leilões de PEP/PEPRO alteraram de forma importante o comportamento dos agentes, levando produtores a reter ainda mais oferta no campo e reduzindo de maneira abrupta a disponibilidade spot.
“Esse movimento trouxe sustentação temporária às indicações, mas não resolveu o problema estrutural de rentabilidade nem destravou a comercialização de forma consistente”, explicou o analista.
Conforme Oliveira, no curto prazo, a colheita no Rio Grande do Sul segue avançando de maneira heterogênea, com quase 40% da área colhida e atraso relevante em relação à safra passada (51%). As diferenças regionais ajudam a explicar a persistência de oferta restrita em algumas praças, sobretudo nas áreas mais lentas, o que mantém o mercado tensionado. Ainda assim, o quadro não é de escassez estrutural, mas de represamento.
“O produtor está ofertando o mínimo possível, enquanto a indústria opera com estoques baixos e necessidade de recomposição, o que amplia a disputa por lotes disponíveis e sustenta os preços no curto prazo”, relatou.
As indicações permanecem firmes, com referências entre R$ 58 e R$ 62/sc para padrão indústria no Rio Grande do Sul, chegando a R$ 65/sc para produto nobre, enquanto Santa Catarina opera entre R$ 52 e R$ 55/sc. No entanto, essa firmeza nominal convive com uma realidade econômica bem menos confortável.
O frete segue como principal fator de compressão de margem, operando entre R$ 9 e R$ 10/sc, com risco de novo aumento em um cenário de piora logística. Para Oliveira, nesse ambiente, a conta do produtor continua apertada, e o preço no porto, embora elevado na percepção de mercado, não se converte em rentabilidade.
“A exportação continua cumprindo papel central como válvula de equilíbrio. Os line-ups já indicam cargas programadas para abril, com destaque para uma carga do casca com destino provável à Venezuela e uma de quebrados para Senegal. Mesmo assim, o fluxo exportador, embora ativo, ainda não tem força suficiente para alterar de maneira estrutural a formação de preços internos”, adicionou Oliveira.
O quadro internacional reforça esse viés. A entrada mais forte da Índia, a produção robusta no Sudeste Asiático e a postura defensiva dos importadores consolidam um cenário de pressão sobre os preços globais. Para o Brasil, isso significa disputar mercado em um ambiente de competição mais dura, com menor espaço para valorização sustentada. Ao mesmo tempo, a geopolítica adiciona ruído relevante sobre custos de energia, frete e seguros, mantendo o diesel como variável crítica para colheita, transporte e escoamento.
O especialista de Safras & Mercado também explica que, em termos estruturais, o mercado atual se apoia em três pilares de curto prazo: retenção de oferta, atraso relativo de colheita e exportações ativas. “O problema é que esses pilares são transitórios. Se o represamento de volume persistir, a tendência é de entrada mais concentrada de produto no segundo semestre, justamente em um período de oferta global mais abundante. Isso eleva o risco de pressão baixista futura, especialmente se o escoamento externo não avançar no ritmo necessário”, destacou.
Fonte: Agência Safras
Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Plantio da safra de verão 2026/27 de milho no Centro-Sul do Brasil atinge 35,5% – MAIS SOJA

O plantio de milho da safra de verão 2026/27 no Centro-Sul do Brasil atingia 35,5% da área estimada de 3,561 milhões de hectares até sexta-feira (25), segundo levantamento de Safras & Mercado.
O cultivo de milho chegou a 67,9% da área prevista de 940 mil hectares no Rio Grande do Sul, a 50,1% dos 597 mil hectares estimados em Santa Catarina e a 50,2% dos 537 mil hectares projetados no Paraná. A semeadura atinge 6,5% da área prevista de 293 mil hectares em São Paulo e a 4,7% dos 847 mil hectares projetados em Minas Gerais. Nos estados de Mato Grosso do Sul, Goiás/Distrito Federal e Mato Grosso o plantio ainda não teve início.
No mesmo período do ano passado, o plantio estava concluído em 36,8% da área estimada de 3,608 milhões de hectares. Já a média de plantio dos últimos cinco anos é de 33,1% no período.
Fonte: Agência Safras
Autor:Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Safras News
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Rural Clima prevê chuvas em praticamente todo o Brasil nesta semana, mas alerta para irregularidadeAs chuvas devem avançar por praticamente todo o Brasil nesta semana, com a atuação de uma frente fria que ganha força sobre o Sul e posteriormente alcança as regiões centrais. Segundo o agrometeorologista Marco Antonio dos Santos, da Rural Clima, o cenário será marcado por precipitações mais frequentes, mas ainda com irregularidade no Cerrado e temperaturas extremamente elevadas entre os períodos chuvosos. O Rio Grande do Sul segue registrando volumes elevados, com chuvas também em Santa Catarina. Para esta segunda-feira (28) e terça-feira (29), há possibilidade de temporais no estado gaúcho. A partir de terça, as instabilidades avançam para Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Paraguai, além de provocar pancadas isoladas em Mato Grosso. Na quarta-feira (30), a frente fria deve alcançar áreas mais centrais, incluindo Mato Grosso do Sul, enquanto na quinta-feira (1º) as instabilidades avançam ainda mais sobre o Centro do país. Segundo Santos, as chuvas previstas para o Cerrado ainda serão irregulares, embora possam ocorrer na forma de temporais. “Tanto essa semana quanto as próximas serão marcadas por chuvas mais regulares e frequentes”, afirmou. O agrometeorologista, no entanto, alerta que o El Niño pode fazer com que, em determinados períodos, as chuvas fiquem mais concentradas no Sul. Ainda assim, ele não prevê ausência prolongada de precipitações nas demais regiões. “Não haverá uma ausência total de chuvas por mais de 10, 15 dias”, explicou. Segundo Santos, podem ocorrer intervalos de aproximadamente uma semana entre episódios de chuva mais significativos, com pancadas isoladas nesse período. Outro ponto de atenção são as temperaturas. Entre uma frente fria e outra, o calor deve voltar com intensidade, com previsão de temperaturas extremamente elevadas em grande parte do país. No Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná, as temperaturas tendem a ficar mais baixas devido à passagem das frentes frias. Santos recomenda atenção aos produtores que já iniciaram o plantio da soja e também aos cultivos de café e cana-de-açúcar. O agrometeorologista também afirmou que os modelos europeu e americano apresentam sinal semelhante para as próximas semanas, com possibilidade de períodos de menor ocorrência de chuvas. – MAIS SOJA

As chuvas devem avançar por praticamente todo o Brasil nesta semana, com a atuação de uma frente fria que ganha força sobre o Sul e posteriormente alcança as regiões centrais. Segundo o agrometeorologista Marco Antonio dos Santos, da Rural Clima, o cenário será marcado por precipitações mais frequentes, mas ainda com irregularidade no Cerrado e temperaturas extremamente elevadas entre os períodos chuvosos.
O Rio Grande do Sul segue registrando volumes elevados, com chuvas também em Santa Catarina. Para esta segunda-feira (28) e terça-feira (29), há possibilidade de temporais no estado gaúcho. A partir de terça, as instabilidades avançam para Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Paraguai, além de provocar pancadas isoladas em Mato Grosso.
Na quarta-feira (30), a frente fria deve alcançar áreas mais centrais, incluindo Mato Grosso do Sul, enquanto na quinta-feira (1º) as instabilidades avançam ainda mais sobre o Centro do país.
Segundo Santos, as chuvas previstas para o Cerrado ainda serão irregulares, embora possam ocorrer na forma de temporais. “Tanto essa semana quanto as próximas serão marcadas por chuvas mais regulares e frequentes”, afirmou.
O agrometeorologista, no entanto, alerta que o El Niño pode fazer com que, em determinados períodos, as chuvas fiquem mais concentradas no Sul. Ainda assim, ele não prevê ausência prolongada de precipitações nas demais regiões.
“Não haverá uma ausência total de chuvas por mais de 10, 15 dias”, explicou. Segundo Santos, podem ocorrer intervalos de aproximadamente uma semana entre episódios de chuva mais significativos, com pancadas isoladas nesse período.
Outro ponto de atenção são as temperaturas. Entre uma frente fria e outra, o calor deve voltar com intensidade, com previsão de temperaturas extremamente elevadas em grande parte do país. No Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná, as temperaturas tendem a ficar mais baixas devido à passagem das frentes frias.
Santos recomenda atenção aos produtores que já iniciaram o plantio da soja e também aos cultivos de café e cana-de-açúcar.
O agrometeorologista também afirmou que os modelos europeu e americano apresentam sinal semelhante para as próximas semanas, com possibilidade de períodos de menor ocorrência de chuvas.
Fonte: Agência Safras
Autor:Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Mais grãos, menos espaço: painel revela desafio da armazenagem em MS – MAIS SOJA

De acordo com informações do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc, na safra 2025/2026, Mato Grosso do Sul produzirá 27,9 milhões de toneladas de soja e milho.
Um levantamento realizado pela Aprosoja/MS, identificou um déficit de aproximadamente 12 milhões de toneladas na capacidade de armazenagem do Estado. O diagnóstico considera a média das cinco últimas safras.
Para atender à recomendação técnica da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) seriam necessários 29,22 milhões de toneladas de espaço para armazenamento. Atualmente, a capacidade é de 17,19 milhões de toneladas. Isso significa que a estrutura disponível corresponde a 58,8% da capacidade recomendada.
O Painel de Armazenagem, disponibilizado gratuitamente pela Aprosoja/MS, mostra que o problema é crônico: dos 78 municípios produtores de grãos de Mato Grosso do Sul, 71 apresentam déficit de armazenagem. Dois grandes produtores de grãos de MS: Ponta Porã e Maracaju apresentam juntos, cerca de 2,43 milhões de toneladas de déficit de armazenagem .
“A análise da capacidade de armazenamento em Mato Grosso do Sul revela um cenário de grande contraste. Embora o Estado possua uma infraestrutura robusta em algumas regiões, a análise detalhada dos dados, cruzando a capacidade estática com a produção agrícola e as recomendações da FAO, evidencia um déficit estrutural significativo que pode comprometer a competitividade do agronegócio sul-mato-grossense a médio e longo prazo”, aponta o analista de Economia da Aprosoja/MS, Raphael Gimenes.
Atualmente, o Estado possui 17,19 milhões de toneladas de capacidade estática instalada, distribuída em 799 complexos armazenadores presentes em 65 municípios.
Dourados é o município com maior capacidade, com aproximadamente 2,42 milhões de toneladas, e figura entre os sete municípios que apresentam saldo positivo entre a estrutura disponível e a necessidade calculada. Também estão nessa condição Bataguassu, Batayporã, Porto Murtinho, Sidrolândia, Brasilândia e Três Lagoas.
“Dourados, Sidrolândia, Maracaju, Ponta Porã e São Gabriel do Oeste concentram 49,9% da capacidade de armazenagem identificada no Estado, embora respondam por 37,6% da produção considerada no estudo”, explica o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta.
Logística
Além de dimensionar a capacidade instalada, o painel permite observar a relação entre armazenagem e infraestrutura logística. Cerca de 41% da capacidade de armazenagem de Mato Grosso do Sul está concentrada em unidades localizadas em um raio de até 30 quilômetros da BR-163. Considerando as rodovias federais, o percentual chega a 88,6%.
De acordo com o analista técnico da Aprosoja/MS, Lucas Santana, na ferrovia, o cenário é diferente. “Embora Mato Grosso do Sul possua 1.581 quilômetros de malha ferroviária, apenas 378 quilômetros apresentam circulação regular. O levantamento identificou 306 unidades de armazenagem em um raio de até 30 quilômetros das ferrovias existentes, correspondendo a 41,6% da capacidade estadual. Próximo à Malha Norte, única com operação regular, estão apenas 7,9% da capacidade”.
As hidrovias também apresentam participação reduzida. Apenas 3,9% da capacidade de armazenagem do Estado está localizada em um raio de até 30 quilômetros dos corredores hidroviários analisados.
“A maior utilização do transporte hidroviário pode trazer benefícios significativos para a logística do Estado. Esses corredores ampliam as alternativas de escoamento da produção agrícola e podem reduzir a pressão sobre o transporte rodoviário, especialmente em períodos de maior movimentação da safra. Entretanto, a utilização das hidrovias está condicionada às condições de navegabilidade dos rios, que podem variar ao longo do ano em função dos níveis hidrológicos, impondo limitações à capacidade e à regularidade do transporte. Nesse contexto, a disponibilidade de unidades armazenadoras próximas aos corredores hidroviários pode contribuir para a formação e consolidação de cargas, aumentando a flexibilidade logística e favorecendo um fluxo de escoamento mais regular”, aponta Gabriel Balta.
Rota Bioceânica
A Rota Bioceânica representa uma grande oportunidade de diversificação das rotas logísticas de Mato Grosso do Sul, ao conectar o estado aos portos do norte do Chile, estabelecendo uma nova conexão do Centro-Oeste ao Oceano Pacífico. O novo corredor permitirá acesso a mercados internacionais, principalmente asiáticos, reduzindo prazos de entrega e a dependência das rotas tradicionais.
Nesse contexto, a expansão da infraestrutura de armazenagem deverá acompanhar a consolidação do novo corredor logístico. A disponibilidade de unidades armazenadoras estrategicamente localizadas pode contribuir para maior flexibilidade no planejamento do escoamento e melhor aproveitamento das diferentes alternativas de transporte. Porto Murtinho, na ponta brasileira da rota, já apresenta superávit de armazenagem; a expansão da capacidade no Oeste e no Sudoeste precisa acompanhar a consolidação do corredor.
Descompasso
Os dados do painel revelam um cenário de crescimento descompassado entre a expansão da infraestrutura de armazenagem e o aumento da produção agrícola, evidenciando que o problema atual não é conjuntural, mas resultado de uma tendência consolidada ao longo de mais de uma década.
O ano de 2023, por exemplo, marca um ponto crítico na série histórica, registrando o maior déficit do período, de 21,53 milhões de toneladas. Esse pico coincide com a maior produção de grãos do Estado, quando a necessidade de armazenagem alcançou 35,07 milhões de toneladas. Esse déficit expõe a vulnerabilidade do sistema de armazenagem sul-mato-grossense diante de safras com altas produtividades, situação que tende a se tornar mais frequente com os avanços tecnológicos e a expansão das áreas cultivadas.
O Painel
O painel reúne informações da base nacional de armazenagem da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do levantamento de campo do SIGA-MS.
O estudo considera exclusivamente a produção de soja e milho. Para a soja, foi utilizada a média das safras de 2021/22 a 2025/26. Para o milho, foram consideradas as cinco últimas safras encerradas, de 2020/21 a 2024/25.
A atualização do painel amplia a capacidade de visualização sobre um dos principais gargalos da cadeia de grãos no Estado. Mais do que apontar quanto falta armazenar, os dados permitem identificar onde a infraestrutura está concentrada, quais regiões apresentam maior necessidade e quais áreas podem ter potencial para novos investimentos em armazenagem.
O acesso é gratuito, clique aqui.
Fonte: Aprosoja/MS
Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)
Site: Aprosoja MS
Sustentabilidade24 horas agoEucalipto vira peça estratégica para expansão do etanol de milho em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA
Featured19 horas agoRefis de Várzea Grande dá até 80% de desconto em juros e multas de IPTU, ISS e alvará
Agro Mato Grosso20 horas agoMato Grosso completa 30 anos sem registro de febre aftosa
Business23 horas agoa primeira decisão da safra pode definir o lucro do algodão
Sustentabilidade22 horas agoEUA-China: soja segue no centro das negociações – MAIS SOJA
Sustentabilidade19 horas agoAgronegócio registra maior volume histórico de pedidos de recuperação judicial e exige atenção à gestão do endividamento – MAIS SOJA
Sustentabilidade19 horas agoPlantio de soja 26/27 ganha ritmo e alcança 3,4% no Brasil; saiba qual estado lidera avanço
Sustentabilidade23 horas agoA nova arquitetura do crédito rural e a busca pela eficiência financeira – MAIS SOJA

















