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30 de junho de 2026

Sustentabilidade

Soja/RS: Colheita da soja no RS atinge 10% da área – MAIS SOJA

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A colheita da soja prosseguiu de forma gradual no Estado, alcançando 10% da área. Esse avanço se deve tanto ao processo natural do ciclo quanto à ocorrência de precipitações no período, que, embora tenham favorecido a reposição hídrica em parte das lavouras em fase reprodutiva, também impuseram interrupções pontuais às operações. As lavouras estão entre as fases de enchimento de grãos (43%) e maturação (41%), indicando proximidade da intensificação dos trabalhos de colheita em curto prazo.

O comportamento produtivo segue altamente heterogêneo, refletindo a distribuição irregular das chuvas ao longo do ciclo, especialmente durante os estádios críticos de definição de rendimento. Em áreas que mantiveram disponibilidade hídrica adequada, observa-se melhor enchimento de grãos e manutenção do potencial produtivo. Já em ambientes com restrição hídrica persistente, especialmente no Oeste e Noroeste do Estado, ocorreram redução do porte das plantas, abortamento de estruturas reprodutivas e antecipação da senescência, com impacto direto sobre o peso de grãos.

De forma geral, as precipitações ocorridas em 17 e 21/03 foram positivas para as lavouras tardias, que ainda apresentam capacidade de resposta fisiológica. As áreas mais precoces já se encontram com produtividade definida. Também se observa desuniformidade de maturação em parte dos cultivos, associada tanto à variabilidade hídrica quanto a falhas de estande, o que tende a demandar operações de dessecação para viabilizar a colheita.

Em relação ao aspecto fitossanitário, persistem os registros de ferrugem-asiática e insetos sugadores, com intensidade variável conforme as condições microclimáticas e o estádio das lavouras. A produtividade média, revista na segunda quinzena de fevereiro pela Emater/RSAscar, está estimada em 2.871 kg/ha, e a área cultivada em 6.624.988 hectares.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, houve ampliação de lavouras em fase de maturação e início de colheita na Fronteira Oeste e Campanha. Em Santa Margarida do Sul, 5% da área de 42.000 hectares foi colhida, com perdas estimadas em 30%. Em Maçambará, 3% dos 55.000 hectares colhidos apresentam produtividade inferior a 2.400 kg/ha, com tendência de redução conforme o avanço da colheita. Em Caçapava do Sul, a colheita atinge 5% dos 40.000 hectares, com produtividade de 1.500 kg/ha ou mais em áreas mais afetadas pela estiagem a 2.400 kg/ha em locais com melhor regime hídrico.

Em áreas irrigadas de Uruguaiana, a produtividade estimada é de 3.180 kg/ha, e em sequeiro próxima de 2.000 kg/ha. Em Itacurubi, há perdas de até 50%, mas há registros de áreas semeadas em outubro com perda total. Observa-se ainda elevada pressão de ferrugem-asiática, incidência de tripes, ácaros e percevejos e desuniformidade de maturação, o que implica necessidade de manejo químico adicional.

Na de Caxias do Sul, as precipitações no período contribuíram para o enchimento de grãos das lavouras tardias. No entanto, as perdas decorrentes da restrição hídrica anterior estão consolidadas. A produtividade média regional de 3.663 kg/ha não será alcançada, e poderá ser reduzida para aproximadamente 3.000 kg/ha. Em Muitos Capões, as áreas colhidas apresentam rendimentos entre 1.800 e 2.400 kg/ha, e cultivos tardios próximo de 3.000 kg/ha.

Na de Erechim, a colheita foi efetuada em aproximadamente 10% da área, e 52% estão em maturação. A produtividade média regional deverá ficar abaixo de 3.600 kg/ha.

Na de Frederico Westphalen, 3% estão em desenvolvimento vegetativo, 4% em floração, 30% em enchimento de grãos, 50% em maturação e 13% colhidos. A produtividade média estimada está próxima a 3.000 kg/ha. O retorno da umidade intensificou o manejo fitossanitário, especialmente para controle de ferrugem-asiática.

Na de Ijuí, os cultivos estão próximos do final de ciclo: cerca de 10% foram colhidas; 45% estão em maturação; e 40% em enchimento de grãos. Observa-se desuniformidade na maturação, com necessidade de dessecação em parte das áreas. As produtividades variam
amplamente. No Alto Jacuí, em Santa Bárbara do Sul, as lavouras colhidas apresentam rendimentos entre 2.100 e 4.500 kg/ha. Na Região Celeiro, em Santo Augusto, a produtividade atinge em torno de 3.600 kg/ha. Apesar da variabilidade, parte significativa das áreas mantém bom potencial produtivo.

Na de Passo Fundo, 20% estão em formação de vagens, 50% em início de maturação fisiológica, 20% maduras e 10% colhidas. Observa-se avanço do déficit hídrico em diversas áreas, com reflexos negativos no potencial produtivo, especialmente nas lavouras precoces.

Na de Pelotas, a colheita iniciou de forma incipiente. Foram colhidos 2% da área; 1% está em desenvolvimento vegetativo; 10% em floração; 79% em enchimento de grãos; e 8% em maturação. As chuvas do período, com volumes entre 7 e 76 mm, favoreceram a recuperação de cultivos em fases responsivas.

Na de Santa Maria, a colheita ultrapassa 5% da área, limitada pelas chuvas no período. Aproximadamente 60% das lavouras estão em fase reprodutiva e 34% em maturação. As precipitações do período foram determinantes para a manutenção do enchimento de grãos nas áreas em definição de rendimento.

Na de Santa Rosa, a distribuição fenológica indica 4% em desenvolvimento vegetativo, 10% em floração, 48% em enchimento de grãos, 35% em maturação e 4% colhidos. O impactoda restrição hídrica é expressivo, especialmente em solos rasos, onde as perdas ultrapassam 70% em algumas áreas. Em contrapartida, áreas com melhor disponibilidade hídrica apresentam perdas menos acentuadas.

Em Garruchos e São Luiz Gonzaga, a irregularidade das chuvas tem comprometido o enchimento de grãos. Há presença de ferrugem-asiática, monitorada por coletores de esporos, além de ocorrência pontual de tripes, ácaros e percevejos. Também se observam falhas de estande decorrentes de irregularidade na emergência das plântulas.

Na de Soledade, estão 35% em enchimento de grãos, 36% em maturação fisiológica, 20% em maturação de colheita e 7% colhidos. As produtividades estão variáveis, desde aproximadamente 1.800 kg/ha até 4.200 kg/ha. Em Alto Alegre e Campos Borges, as produtividades mais baixas estão associadas à limitação hídrica e a restrições físicas do solo. Continuam as intervenções fitossanitárias para controle de ferrugem-asiática, oídio e insetos na fase de formação de grãos.

Comercialização (saca de 60 quilos)

A cotação média da soja passou de R$ 119,57 para R$ 118,74, reduzindo 0,69% em relação à semana anterior, conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar.

Fonte: Emater



 

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Sustentabilidade

Brasil constrói caminho regulatório para soluções agrícolas à base de RNA – MAIS SOJA

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O Brasil não tem atualmente uma legislação específica para produtos agrícolas à base de RNA. Ainda assim, o país avança na construção desse caminho, e os passos dados nos últimos meses mostram que o ambiente regulatório brasileiro está mais preparado do que parece para receber essa tecnologia.

Em abril de 2026, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) publicou o Ato nº 62, incluindo pela primeira vez um produto à base de RNA na lista de prioridades de análise para registro no país. O produto é o ES43, da GreenLight Biosciences, submetido ao órgão em outubro de 2025 e que será comercializado sob a marca OIFIRAX. “É um avanço bastante positivo, pois demonstra o alinhamento do Ministério no sentido de levar ao campo novas tecnologias com maior inovação e sustentabilidade”, afirma Juliana Pelegrino, gerente de Assuntos Regulatórios Latam da GreenLight Biosciences.

O peso histórico do momento vai além da empresa. Ao submeter o primeiro produto de RNA para uso agrícola no Brasil a GreenLight Biosciences não apenas busca autorização para comercializar um produto. Está trilhando, pela primeira vez, um caminho que ainda não existia. Cada etapa cumprida, cada critério negociado com os órgãos reguladores, estabelece um precedente técnico que valerá para toda a categoria no futuro.

Um enquadramento construído do zero

O RNA aplicado à agricultura permite desenvolver soluções altamente específicas para determinados alvos biológicos, como pragas e fungos, sem afetar organismos não alvo. A tecnologia se degrada rapidamente no ambiente e responde a uma demanda crescente por defensivos mais precisos e sustentáveis. O ES43, especificamente, foi desenvolvido para controle do oídio em videiras.

O desafio regulatório, no entanto, é real. As legislações brasileiras foram estruturadas antes do surgimento do RNA como ferramenta comercial de proteção de cultivos, o que exigiu da GreenLight Biosciences, desde o início, a construção de um enquadramento adequado. O primeiro passo foi uma consulta à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), que concluiu que seus produtos à base de RNA não envolvem organismos geneticamente modificados, parecer determinante para que o processo seguisse pelas vias regulatórias convencionais, envolvendo MAPA, Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e Ibama Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

“Quando não há categoria específica prevista em lei, o processo exige diálogo técnico estruturado com as autoridades. É necessário apresentar dados científicos robustos, discutir critérios de avaliação e construir, de forma responsável, o enquadramento adequado para uma inovação sem precedentes”, explica Juliana, que coordena o processo de registro no país.

O dossiê regulatório exigido é extenso e precisa conter estudos de eficácia agronômica conduzidos em campo, avaliações toxicológicas, análises ecotoxicológicas em organismos como abelhas, peixes e microcrustáceos, além de dados sobre destino ambiental e caracterização molecular. Parte dos estudos segue padrões internacionais de Boas Práticas de Laboratório (GLP), permitindo o uso de dados gerados fora do Brasil desde que conformes com os requisitos dos órgãos nacionais.

O arcabouço legislativo acelera o processo

No plano legislativo, o cenário também evoluiu. Em dezembro de 2024, o Brasil sancionou a Lei de Bioinsumos (Lei 15.070/2024), que estabelece as bases para um novo enquadramento de produtos biológicos e de baixo impacto ambiental. A regulamentação por decreto e as normativas específicas por categoria ainda estão em elaboração, mas a lei representa um avanço estrutural que deverá trazer mais clareza para o registro de tecnologias como o RNA. Em 2026, o MAPA lançou ainda o SISPA (Sistema Unificado de Informação, Petição e Avaliação Eletrônica) que promete reduzir prazos e aumentar a transparência nos processos de registro.

“A evolução regulatória acompanha a evolução tecnológica, e depende dela. Esse período de transição exige participação ativa do setor privado nos fóruns técnicos e diálogo constante com as autoridades”, avalia Juliana.

Para a especialista, a abertura técnica dos órgãos reguladores brasileiros é um diferencial que distingue o Brasil nesse cenário. Uma postura determinante para que o país continue entre os líderes em inovação agrícola. “O caminho aberto agora pelo ES43 tende a ter consequências que ultrapassam o produto em si, os critérios técnicos estabelecidos ao longo desse processo inédito devem pavimentar a entrada de toda uma nova geração de defensivos à base de RNA no mercado brasileiro”.

Sobre a GreenLight Biosciences

Fundada em 2008, a GreenLight Biosciences está na vanguarda da pesquisa com RNA na agricultura. Ao oferecer soluções baseadas em RNA eficazes e fáceis de usar para agricultores em todo o mundo, a GreenLight Biosciences está viabilizando uma produção de alimentos mais resiliente e ambientalmente protegida. Como líder em RNA para agricultura, a empresa é a única com soluções RNA registradas e aprovadas, no mundo. Inúmeras patentes protegem a plataforma de fabricação da empresa.

Fonte: Assessoria de imprensa


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Sustentabilidade

Line-up prevê embarques de 14,053 mi de t de soja pelo Brasil em junho – MAIS SOJA

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 O line-up, a programação de embarques nos portos brasileiros, projeta a exportação de 14,053 milhões de toneladas de soja em grão para junho, conforme levantamento realizado por Safras & Mercado. No mesmo mês do ano anterior, exportações somaram 13,931 milhão de toneladas segundo a estimativa.

Para julho de 2026, estão previstas 9,491 milhões de toneladas. Em maio, foram programadas 15,304 milhões de toneladas.

De janeiro a julho de 2026, o line-up projeta o embarque de 82,130 milhões de toneladas. Pelo Secex, de janeiro a junho de 2025 foram embarcadas 64,947 milhões de toneladas.

Fonte: Agência Safras


FONTE

Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Projeto de renegociação das dívidas dos agricultores retorna à Câmara dos Deputados – MAIS SOJA

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O Senado Federal aprovou o Projeto de Lei (PL 5.122/2023), que cria mecanismos para auxiliar produtores rurais endividados em todo o país por meio da renegociação de dívidas. A proposta prevê instrumentos para facilitar a repactuação dos débitos, entre eles a criação de uma linha especial de crédito com recursos do Fundo Social do Pré-Sal e dos fundos constitucionais para produtores das regiões Norte e Nordeste. 

O projeto já havia sido aprovado anteriormente pela Câmara dos Deputados, mas, como recebeu alterações no Senado, precisará retornar à Câmara para nova votação antes de seguir para sanção presidencial. 

A proposta foi discutida com o Ministério da Fazenda, mas, segundo parlamentares da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), não houve acordo com a equipe econômica do governo. 

Durante a votação, a vice-presidente da FPA no Senado, senadora Tereza Cristina (MS), afirmou que houve diversas tentativas de diálogo, mas que o governo não se sensibilizou com a situação enfrentada pelos produtores. Ela ressaltou, no entanto, que ainda há possibilidade de aperfeiçoamentos no texto durante a nova análise pela Câmara dos Deputados. 

“Nós tentamos esgotar todos os pontos que eram preocupantes e hoje não estamos falando de um problema eleitoral. Estamos falando de um segmento que carrega o Brasil, que é a agricultura brasileira. Ela passa por um momento terrível: commodities em baixa, juros em alta, plantamos uma safra com dólar a R$ 6 e estamos colhendo com dólar a R$ 5. Isso é mortal para os preços dos agricultores, além dos problemas climáticos enfrentados pelo Rio Grande do Sul”, declarou a senadora. 

Entre as condições previstas no projeto estão juros variando entre 3,5% e 7,5% ao ano, conforme o porte do produtor; limite de até R$ 10 milhões por beneficiário e de até R$ 50 milhões para cooperativas e associações; prazo de pagamento de até 10 anos, com até três anos de carência, podendo chegar a 15 anos em situações especiais. 

Segundo o coordenador da Comissão Trabalhista da FPA, deputado Afonso Hamm (RS), a aprovação representa um importante avanço para o setor. 

“Mais uma batalha vencida. Avançamos cerca de 80%, graças aos colegas deputados, senadores e ao movimento de quem vive esse drama, que são os produtores rurais. Esta é uma vitória importante, construída por muitas mãos.” 

O senador Luiz Carlos Heinze (RS) lembrou que, no Rio Grande do Sul, quatro das últimas sete safras foram prejudicadas pela seca e uma pelas enchentes, agravando a situação financeira dos agricultores. 

“É difícil pagar as contas diante de juros elevados, custos altos e preços baixos na comercialização. Pedimos ao governo que compreenda a realidade de um setor extremamente importante para o país.” 

A deputada federal Daniela Reinehr (SC) afirmou que o projeto agora precisa ser novamente aprovado pela Câmara dos Deputados para seguir à sanção presidencial. Ela também criticou a postura do Governo Federal em relação à proposta, defendendo a necessidade de uma solução para os produtores que acumulam dívidas em razão das sucessivas frustrações de safra. 

Fonte: Fecoagro com informações do Senado



FONTE

Autor:Fecoagro com informações do Senado

Site: Fecoagro/SC

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